28.11.05

Parem o mundo. Quero descer.


Nenhuma palavra, nenhum texto, nenhum compacto, nenhuma edição de imagens... nada que o ser humano poder produzir será capaz de descrever ou reproduzir aquilo que o torcedor gremista passou no sábado.
Tentei pensar em alguma coisa parecida nestes 33 anos de vida, sendo uns 27 dedicados ao futebol, mas não encontrei. Cheguei a lembrar uma decisão da Copa dos Campeões entre Bayern de Munique e Manchester United quando o time alemão ganhava por 1 a 0 até os 45 do segundo tempo e o Manchester fez 2 a 1 nos descontos.
Recordei também de uma final da extinta Recopa européia entre Zaragoza e Arsenal. Aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação, sem ter o que fazer com a bola no meio de campo, um jogador do Zaragoza chamado Nahyim deu um balão em direção ao gol do Arsenal e marcou o gol do título do time espanhol. Impressionante.
Tem também aquela famosa guerra de La Plata entre Estudiantes e Gremio pela Libertadores de 1983. Eles com 7 jogadores conseguiram fazer dois gols e empatar um jogo que perdiam por 3 a 1.
Foram apenas algumas lembranças que não chegavam nem perto do que acabara de presenciar.

À noite, ainda meio atordoado com tudo aquilo, tentei seguir o noticiário esportivo na TV e meu sentimento de ineditismo foi acompanhado pelos comentários de alguns especialistas em futebol com muito mais cancha do que eu neste assunto. Ninguém havia visto alguma coisa parecida na história do futebol. E eram comentários isentos de jornalistas do centro do país sem nenhum vínculo emocional com as coisas do Grêmio.

Sendo assim, fico feliz por ter feito parte deste momento histórico e inesquecível. Uma emoção que dificilmente voltarei a sentir até o final da minha vida.

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