22.2.06

Sou amigo da tia Dalva


Ontem escutei uma versão da música “O Chato” do Oswaldo Montenegro e parei para pensar nas pessoas malas que eu conheço. São muitas. Porém, nenhuma chega aos pés do Cadu (nome fictício) e a tia Dalva (nome real). São aqueles chatos que me fazem ficar escondido dentro da sala ou atrás de uma coluna até eles irem embora.
O Cadu até que é um chato inofensivo do qual eu me livro sem cerimônia. O problema é só esse meio tempo de contato. O Cadu é aquele chato que conversa com a cara grudada na tua e segurando no teu ombro. O pior é que ele tem um bafo de bosta. Não sei se ele come merda no almoço ou se é podre por dentro. Um amigo meu me contou que as pessoas que cheiram cocaína ficam com o hálito assim. Vai ver que é isso...Além disso, o Cadu funciona como um míssil teleguiado. Num estádio Olímpico lotado com 40 mil pessoas ele consegue te achar no meio da multidão. Ele sempre te acha.

A tia Dalva já é mais complicada. É aquela senhora de idade, quase gagá, carente de atenção. Mas o pior não é isso. O pior é aquela mordidinha tradicional. “To juntando um dinheirinho pra comprar um fogão novo lá pro meu quartinho e só estão faltando 10 pila”. Putz, essa é tradicional. E é difícil escapar. Uma vez, atingido por um ataque de benevolência natalina fiz a asneira de dar R$ 50,00 pra ela. Pra que? Até hoje ela vem me procurar pra ver se o ataque volta.
Nunca mais voltou.
Bom, seja como for: entre bolsos violados e bafos de bosta, já garanti meu lugar no céu.

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