28.4.06

Alegria na escola

27.4.06

Inter - Campeão da Copa do Brasil 1992


Manchetes dos jornais da época do último título nacional do time da Beira Rio.
Só não digam que não é verdade...

Esportes:
- Inter é Campeão da Copa do Brasil
- Ayrton Senna lidera de ponta-a-ponta e dispara no campeonato
- Brasil contará com a juventude de Romário nas eliminatórias para Copa dos EUA

Carros e Motos:
- Confira o visual do novo Monza (Direção Hidráulica Opcional e Toca-Fitas de série)
- Chegaram os carros importados: conheça o Lada Niva 4x4

Tecnologia e Comunicação:
- Porto Alegre poderá ter telefonia celular no próximo ano
- Internet vira febre nos EUA
- Conheça a comunicação do futuro: o "e-mail"
- Em breve o Brasil poderá entrar na era da TV a Cabo

Política:
- Projeto de Fernando Henrique é concorrer à Presidência em 94.
- Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Mário Covas e Janio Quadros visitam o Congresso.

Economia:
- Parmalat alavanca índice das Bolsas
- A Poupança com aniversário nesta data rende 43,51%
- Governo estuda mais um corte de três zeros na moeda brasileira

Geral:
- O novo avião Focker 100 da TAM é o mais seguro, diz Comandante Rolim
- Varig lidera mercado nacional, à frente daVasp e TransBrasil.

Saúde:
Brasil já contabiliza mais de 100 casos de AIDS.

Revista da TV:
- Mistério na morte de Odete Roitmann
- Duro de Matar (Die Hard) estréia em Porto Alegre (Astor, Ritz e Imperial)

Pensamento do dia

Sem chance para se arrepender

"A vantagem de se estar separado mas morando na mesma casa é que a cada dia a gente é lembrado de que realmente fez a coisa certa."

Foto do dia


Treinamento no Estádio Olímpico.

Foto tirada por este que vos escreve, na manhã de hoje.

Modéstia a parte, muito boa.

26.4.06

Show de Calouros


Muito bom!

Champions League - Final


BARCELONA x ARSENAL
Dia 17 de maio.
Paris - França
20h45

Estarei lá!
Vou de Varig!

É mesmo?


Frase do goleiro do Santos, Fábio Costa, num programa do Sportv:

"Se nosso time não levar gols, dificilmente perderemos os jogos."

Nossa...

24.4.06

Fim de semana em família


Luiz Nei e a paciência:

Luiz Nei na salinha de TV estirado na "poltrona do papai" vendo futebol.
Mártin, 2 anos e 3 meses, fuxicando no trinco da porta.

Pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo...

Luiz Nei suspira.

Pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo...

Luiz Nei coça o queixo.

Pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo...

- Porra Mártin! Pára de mexer nessa merda que vai deixar mais fudido do que já tá...
- Que, vô?

Coisa linda esse choque de gerações.


Mãe é mãe:

Eu, 39 graus de febre, com dor no corpo, nariz tapado, estirado na mesma cadeira aí de cima.
Juçá na porta:
- Meu filho, não quer que eu te prepare um chazinho de limão com mel?
- Quero, mãe.
- Toma essa vitamina "C" também.
- Tá...
- Tu não queres passar uns dias aqui em casa até essa gripe passar?
- Por que, mãe?
- Porque ninguém cuida de ti.

Quase chorei.

21.4.06

Sirigaita

Eu e a Duda em autos papos ontem à noite:

- Pai. Tá na hora de comprar uns DVDs novos pra mim. Não acha?
- Quando o pai receber, a gente vai no centro comprar um monte de DVDs nos camelôs.
- Mas no centro eu tenho medo.
- Medo do que?
- Da sirigaita.
- Do que?
- Da sirigaita... uma mulher suja, sem dente, que fica sentada no chão e pega as crianças pra fazer sabão.
- Quem te disse isso?
- A vó.
- Sirigaita é ela...

20.4.06

Carlinhos Brown = Lixo


Um dia um amigo me perguntou quem eu gostaria de socar a cara.
Na hora não me veio ninguém mas depois optei pelo Carlinhos Brown.
Não existe "artista" no mundo que me enoje mais do que ele. O cara consegue transformar em lixo tudo que ela faz.
E ainda convidam o cara pra fazer propaganda de tubos e conexões.
Que falta de visão.

E acho ridículo quem gosta dele.

Caverna do Ratão e os efeitos colaterais

Ontem pude comprovar que realmente o chopp da Caverna do Ratão é muito bom, talvez o melhor da cidade, sem falar no croquete com queijo e azeitona.
O problema foi o efeito avassalador na madrugada.
Às 3:27 da manhã, acordei com uma dor de barriga extraordinária.
Passei aproximadamente 30 minutos colocando a máquina de churros pra funcionar.
Foi tão violenta a coisa que depois tive que cavocar no vaso pra ver se não tinha saído algum órgão interno junto.
Felizmente não perdi nada.
Só o sono...

18.4.06

Corinthians desfalcado


Corinthians fica sem 4 titulares e perde para o Grêmio.

Tá explicado.

17.4.06

Válvula de escape

O problema de descontar a raiva no celular é que depois ele quebra e não funciona mais.

Vendo moderno computador

Refém de mim mesmo

Uma criança quando gordinha e sem muitos atributos físicos normalmente precisa usar de alguns artifícios para não ser excluída pelo meio no qual vive. Ou ela é o alvo das brincadeiras e chacota da turma ou é o palhaço, engraçado, piadista.
Escolhi a segunda opção e até hoje pago por isso.
Não que tenha escolhido errado, até porque era a melhor escolha a ser feita naquela época da minha vida. O problema é que até hoje uso deste mesmo artifício em determinadas situações. Lógico que já aprendi a ser aceito de maneiras diferentes, ainda que sejam maneiras assexuadas, mas os reflexo da infância teimam em me perseguir.
Ontem percebi que sou refém das minhas próprias piadas.
Sinto a extrema necessidade de fazer a piada por mais que ela não seja adequada e nem bem-vinda naquele momento.
- Cara, tu sabe qual é o celular do Barbiroto?
Por mais fácil e rápido que seja a resposta, ela é sempre a mesma:
- Cara, na última vez que falei com ele era um Nokia.
Evidente que o interlocutor ri mesmo que a piada não seja engraçada e nem seja dita no momento certo. Eu mesmo já não acho graça nisso, mas sou refém da minha própria piada. Ela surge automaticamente.
Além disso, me condiciona a ver piada até mesmo onde não existe.
- Cara, tu viste o Fantástico ontem?
Por mais que a pergunta seja feita sem nenhum cunho humorístico, fica impossível para um piadista respondê-la sem levar em consideração as segundas intenções. Jamais me perguntem se eu vi o Fantástico domingo.
Façam assim:
- Cara, tu viste aquele programa jornalístico da Rede Globo veiculado domingo à noite logo após o Domingão do Faustão?
Mas o fato de eu já estar me dando conta deste problema já é um fator positivo para acabar com ele. Antes eu achava que todos os posts do meu blog deveriam terminar de forma engraçada, com uma piadinha besta nas entrelinhas. Hoje vi que não há necessidade de se fazer isso para se ter um blog inteligente, criativo e conceituado. Vou seguir o exemplo do meu grande amigo Mário.
Tenho certeza que vocês conhecem ele.
Não?

Bebum

Coisas difíceis de dizer quando se está bêbado:
Feromônio
Constituição
Preliminar
Proliferação
Indubitavelmente

Coisas muito difíceis de dizer quando se está bêbado:
Especifique
Supérfluo
Frugal (essa não sai por nada)
Drurys (whisky)

Coisas totalmente impossíveis de dizer quando se está bêbado:
Não obrigado, mas eu não quero fazer sexo.
Não, parei, esse chopp foi meu último.
Desculpa mas você não faz meu tipo.
Não... eu não poderia, ninguém quer me ouvir cantar...
Boa noite policial, está uma bela noite não é mesmo?

16.4.06

Miss Brasil 2006


Hoje recebi a visita da minha amiga Rafaela Zanella, a Rafinha.
Ainda não tínhamos nos encontrado depois que ela havia sido eleita a Miss Brasil 2006.
Emocionada, pediu para fazer uma foto comigo.
Depois, saímos pra jantar.

Vantagens de estar solteiro.

Páscoa com Luiz Nei


Luiz Nei e o suicídio.

Luiz Nei no carro me dando carona pra casa, na Nilo Peçanha.
- Preciso parar no Iguatemi pra jogar na Mega Sena. Ainda não consegui jogar.
- Pra que esse desespero todo?
- Eu jogo há 20 anos os mesmos números. Imagina se eu não jogo e os números são sorteados? Se isso acontece me atiro do 14º andar do Sulacap.
- ... te atira de onde?
- Edifícil da Sulacap, menino. Até parece que não mora em Porto Alegre.
- Hum. Moro mas só desde 1972.


Luiz Nei e o descongestionante:

Eu, logo depois da conversa descrita aí em cima:
- Preciso passar na Panvel pra comprar Afrin.
- Mas que barbaridade. Afrin é um veneno. Não me usa isso. O troço vicia.
- Olha quem falando. Tu usa um potinho por semana.
- Mas não sou viciado, uso há 40 anos e nunca viciei.
- Mas se tu usa eu também vou usar. Sigo teus exemplos.
- Quer dizer que se eu me jogar num poço tu te atira atrás?
- Se descongestionar meu nariz, sim.

13.4.06

Foto da Anna


Atendendo a pedidos, segue avant première da Anna.
Minha primeira sobrinha.

12.4.06

Arte Barroca



Tá na hora de colocar um pouco mais de arte nesse blog.

Dá uma olhada nesse detalhe da escultura do italiano Gian Lorenzo Bernini.

Impressionante... difícil acreditar que seja uma escultura.

Estudei muito o Bernini na minha curta passagem pela arquitetura.

"il ratto di Proserpina" está na Galleria Borghese, em Roma.

11.4.06

Me mata de prazer

Desde adolescente, meu gosto por mulheres sempre foi bastante questionado pelo meu grupo de amigos. Isso é uma coisa muito pessoal. Costumo ver beleza onde outras pessoas não enxergam. Achava bonita a Lola, a Maritza e a Amanda do Trem da Alegria. E nunca fui muito chegado pelas unânimes Luiza Brunet, Cláudia Raia e Cindy Crawford.
Ontem comentei que tinha tesão pela Suzane Richthofen. Fui massacrado verbalmente.
Não importa o que ela fez ou deixou de fazer.
Ela é um tesão.
Levei ao pé da letra essa mania de gostar de mulheres fatais.

Márcio Campeão


Assim como já havia feito com a taça da Série B do ano passado, não poderia deixar passar a oportunidade de fazer a foto com o troféu de Campeão Gaúcho de 2006

Pesada pra cacete.

10.4.06

Anna Stepp na área

Nasceu neste dia 10 de abril, no Mãe de Deus, por volta das 17h, a Anna Stepp, pesando 3,670 kg.
Filha da Leila e do Thomas.
Minha primeira sobrinha.
Segunda neta da Juçá e do Luiz Nei.
Já nasceu como campeã gaúcha!!
Parabéns mana.

9.4.06

Gol do Pedro Júnior...show!!

Grêmio Campeão! Gracias amigo!

Sinais da idade

Sábado fui passar o dia lá na casa dos meus pais.
Ambiente tranqüilo, muita paz, almoço gostoso...
Estava no quarto vendo desenho com o Mártin na maior calma quando a voz do Luiz Nei trovejou pelo corredor:
- Vai pra puta que te pariu, muquirana!
Preferi permanecer deitado como se nada tivesse acontecido.
- Vai tomar no teu cu, infeliz...
Silêncio...
- Como é que pode? Enfia no cu essa merda.
Lentamente caminhei pelo corredor e espiei no outro quarto.
Luiz Nei estava assistindo jogo de tênis na TV.

Imagina se fosse luta-livre.

7.4.06

O Grito


Não sou uma pessoa que prima pela sensibilidade artísticas.
Talvez pelo meu jeito um tanto rústico e circunspeto de ser acabo não conseguindo ver beleza em coisas que outras pessoas admiram.
Sou do tipo que dorme em ópera, acha ballet uma frescura, despreza a poesia, não consegue assistir a um musical e odeia Caetano Veloso.
Já visitei alguns dos maiores museus do mundo, estive diante de obras maravilhosas consagradas pelo público mas nem assim me deixei sensibilizar apesar de achar bonitinha algumas pinturas.
Me emocionei na frente da Guernica de Picasso quando está ainda estava no museu Reina Sofía de Madrid. Também com a Última Ceia de Da Vinci no pequeno mosteiro Santa Maria delle Grazie em Milão.
Ainda assim, nenhuma destas obras me afeta tanto quanto O Grito de Edvard Munch. Desde pequeno tenho um sentimento diferente quando vejo a reprodução desta imagem. Nunca parei pra pensar qual o motivo disso mas acredito que a resposta não é muito difícil de descobrir.
Hoje, mais do que nunca, O Grito me veio a mente e, se soubesse mexer um pouco mais no Photoshop, colocaria a minha cara no lugar da personagem principal dessa pintura.

Tapem os ouvidos!

Olha o que eu fiz pra ti

Depoimento de quem esteve em Recife


Hoje estava navegando pela internet quando achei na página ducker.com.br um texto escrito por mim logo após a vitória épica do ano passado contra o Náutico.
Dei uma relida e, modestamente, tá muito bom.
Sugiro que não seja lido por quem não seja gremista ou não curta futebol.

Quando um jogo de futebol entra para a história, não são poucos os relatos que são passados de geração para geração. Quem participou do fato marcante, guarda as lembranças para sempre na memória.No depoimento abaixo, o relato do maior e mais pé quente torcedor do Grêmio. Acompanhe de um ângulo diferente como foi a conquista do Grêmio na vitória histórica de 1 a 0 sobre o Náutico, em Recife. Afinal, Ele esteve lá:

Depoimento de quem esteve em Recife:

"Já havia decidido.
Não adiantava tentar fazer com que eu voltasse atrás.
Eu sei que tenho muito trabalho mas estava em dívida com o meu time do coração. Há mais de dois anos que eu não aparecia e esse era o momento certo. Além do mais, não poderia deixar de atender a tantos pedidos.
Achei minha camisa no fundo do armário. Não é a nova, mas trás boas recordações. Estava com ela naquele jogo contra o Corinthians, no Morumbi, na final da Copa do Brasil de 2001. Lembra? Aliás, aquele foi meu último jogo.Dia de sol e calor em Recife. Com aquelas praias lindas, não resisti a um bom banho de mar pela manhã. Realmente eu tinha feito um ótimo trabalho.
Cheguei cedo aos Aflitos. Estádio pequeno, acanhado. Muito pior que o estádio da Ilha do Retiro, do Sport, que conheci no primeiro jogo da final da Copa do Brasil de 1989.
Nos colocaram em um cantinho, atrás do gol, à direita do pavilhão.
Estádio lotado, pressão de todas as partes.
O jogo começou tenso.
O time nervoso em campo, a torcida nervosa na arquibancada. Lance de perigo na área gremista e explosão da torcida adversária.
Atônito, perguntei para um cara sem camisa ao meu lado que estava com um radinho na orelha:
- O que houve?
Ele resmungou:
- Pênalti.
O árbitro havia marcado penalidade máxima contra o Grêmio.
Prontamente falei:
- Não esquenta, vai errar.
Estiquei o pescoço para tentar ver a cobrança. O chute foi forte mas a bola estourou no poste. Delírio da torcida gremista que comemorou como se fosse um gol. O cara com o radinho na orelha pulou no meu cangote e gritava: “Tu é mago! Tu é mago!”.
Depois do pênalti perdido, o Náutico ainda teve duas grandes chances. Galatto salvou.
Estes talvez tenham sido os melhores lances da primeira etapa.
Me surpreendi com a qualidade desse jovem goleiro gremista.Antes do início do segundo tempo, perguntei para o cara do radinho:
- Por que o Ricardinho não voltou pro segundo tempo?
- Sei lá, foi a resposta.
Lamentei por ter esquecido meu rádio.
- E quem é aquele alemãozinho? Perguntei já me dirigindo para outros torcedores. O gorducho de boné respondeu sem tirar os olhos do gramado:
- É o Lucas. Sobrinho do Leivinha.
Realmente eu precisava me atualizar mais.O Náutico voltou determinado a vencer o jogo.
O Grêmio recuou tentando manter o empate que dava a classificação.
A cada gol perdido pela Portuguesa que jogava contra o Santa Cruz na outra partida, o cara do radinho soltava um palavrão. Achei interessante conhecer alguns xingamentos típicos do nordeste.
Aos 15 minutos, o técnico gremista colocou o Anderson em campo. Finalmente poderia ver ao vivo aquele menino de quem falavam maravilhas.
Na frente de Galatto, o atacante Kuki perdeu um gol incrível.
Essa eu tirei com os olhos!
Os donos da casa tentam mais um ataque pela direita. A bola bate na mão de Escalona que é expulso.
A apreensão está estampada na cara de cada gremista.
Dois minutos depois, o árbitro não marca uma penalidade sobre um atacante pernambucano.
O gordo de boné tira os olhos do gramado pela primeira vez e sussurra baixinho em minha direção tapando a boca com as mãos talvez para que o árbitro não escutasse:
- E foi pênalti sim.
Retruqei:
- Foi, mas ele não deu.
Não deu aquele. Mas não demorou muito para prevalecer a lei da compensação. Num lance rápido, lá do outro lado da área, uma suposta mão na bola do Nunes. Ele deu pênalti. Bateu o desespero. Dirigentes invadindo o campo, jogadores pressionando o árbitro. Deu até vontade de intervir mas prometi que ia me conter.
Nunes, Patrício e Domingos expulsos na confusão. Só sete jogadores em campo contra 11 do Náutico. O gordo de boné sentou pela primeira vez e ali ficou. Olhando pro chão tentando acertar cascas de amendoim dentro de um copo de refrigerante cheio de xixi. O cara do radinho tentava enfiar o aparelho dentro do ouvido para ver se escutava o nome de quem havia sido expulso e quantos eram.
Depois de quase meia hora de bola parada, o lateral do Náutico ajeitou na marca da cal para fazer a cobrança.
No segundo degrau da arquibancada, um jovem torcedor identificado com a Alma Castelhana se virou, olhou em minha direção e gritou:

- Faz alguma coisa!
Mas “fazer o que?” pensei.
Quando o jogador partiu pra bola, escutei alguém dizer as minhas costas:
- Não esquenta, vai errar.
Galatto se atirou para o canto esquerdo e defendeu com as pernas.
Incrível a loucura que tomou conta dos torcedores gremistas. Muitos corriam pra cima e pra baixo sem saber o que fazer. O cara do radinho tentava recuperar as pilhas que haviam caído e dizia:
- Espera cobrar o escanteio. Espera cobrar o escanteio.
Olhei para trás em busca do dono daquela voz que havia repetido as minhas proféticas palavras do primeiro pênalti.Tentando se esconder atrás do gordo de boné, lá estava ele.
- Só podia ser você! Exclamei sorrindo.
Eurico Lara desceu dois degraus e veio em minha direção.
- Oi Mestre, o pessoal lá de cima disse que eu ia te encontrar aqui - Falou me abraçando e completou - O que achou da defesa? Perguntou com um sorriso maroto de quem acaba de fazer arte.
- Tu não tem jeito mesmo, suspirei.
A apreensão era tanta que a torcida gremista passou a acompanhar o desfecho final em completo silêncio.
- Vai ser difícil agüentar a pressão com apenas seis jogadores na linha, disse Lara me olhando de canto de olho para ver a minha reação.
Devolvi a olhada e caí na gargalhada quando ele deu aquela balançada de sobrancelha como se estivesse perguntando “Tá. E aí? Vai ficar nisso?”.
- Não posso, lamentei.
Ele me olhou e apelou:
- O Senhor está me devendo essa desde aquele jogo contra o Ajax em 95 que não quis que a gente fosse.
O cara do radinho me olhou. Olhei pra ele, olhei pro Lara. Suspirei:
- Tá bom, tá bom. Deixa esse finalzinho comigo.
Anderson desceu com a bola pela esquerda e foi derrubado na frente do banco de reservas tricolor. Cartão vermelho para o zagueirão pernambucano.
Abatidos pela penalidade perdida e com pouco tempo para tentar um gol, os jogadores do Náutico não se deram conta quando a falta foi batida com rapidez. Em velocidade, Anderson passou por dois e largou a bola no fundo das redes.
Grêmio 1 a 0!
Nova loucura nas arquibancadas. O espacinho destinado ao torcedor gremista ficou pequeno para tamanha festa. Nessa hora, o cara do radinho já havia rolado até o alambrado e, com as costas esfoladas, estava abraçado ao policial militar que tentava se desvencilhar.
Olhei pro Lara e disse:
- Gostou? Grande vitória, né?
Com o espanto na cara, balançou a cabeça positivamente.
- Graças a Deus. Graças a Deus.
Com a missão cumprida já não restava mais nada a fazer ali e ainda tinha muito trabalho acumulado para resolver.
- Vamos comigo? Perguntei.
- Ainda não. Vou dar um pulo lá no Sul para ver como está a festa.
- Então faz um favor. Antes de subir, passa ali no Olímpico e me compra uma camisa nova da Puma. Depois a gente acerta. "

6.4.06

Maminha da Ravenna

Mesmo conhecendo todas as conseqüências e malefícios da maminha com alho e óleo da Ravenna, mais uma vez não resisti.

Agora estou exalando alho por todos os poros e orifícios do meu corpo.

Eu tenho e não te dou

Abril de 2006 - Mais duas fotos


Princesa


Meu Deus.

É linda essa minha filha

Maria Eduarda - Abril de 2006

Totaôgo desde pequeno


Não teve jeito.
Por mais que eu tenha tentado não consegui fazer com que o Mártin mudasse de idéia sobre o time preferido.
É mesmo o "Totaôgo" e não há quem faça ele mudar de idéia.

Não me resta outra coisa a não ser aceitar.

Parabéns ao Fabio e a Rena que conseguiram na base da pressão.

Cadê meu ingresso?


Mesmo tendo avisado desde ontem que não existem mais ingressos para o Gre-Nal para a torcida do Grêmio, uma galera que estava desde cedo na frente do estádio conseguiu invadir o pátio de estacionamento atrás de uma bilheteria aberta (foto).
A Brigada e o Choque já chegaram.
O dia promete!

4.4.06

Puxadinho

Ontem, no carro, av Bento Gonçalves:

- Já que nosso relacionamento tá mais pra amizade do que qualquer outra coisa...e isso não partiu de mim...tava pensando numa coisa...
- Fala.
- Que tal se tu construísse lá nos fundos de casa um mini-apartamento pra tu morar? Faz uma garagem embaixo e em cima um quarto com cozinha, sala e banheiro. A gente faz um muro dividindo o terreno e tu tem tua privacidade e eu tenho a minha. Não agüento mais tua bagunça em casa.
- Hum...
- Quem deu a idéia foi uma amiga minha que já ta separada há 16 anos. Se dá super bem com o ex marido dela.
- Hum...
- A gente pode dividir o carro e dar uma namoradinha quando tiver vontade...

Já se passaram 24 horas desse diálogo e ainda não sei se riu ou se choro.

Diálogo





Você está
?


Gang do Jardim Carvalho

Eram apenas três. Hoje já são sete.
Uma turminha, provavelmente sem um lar pra morar, vem se reunindo todos os dias na ruazinha sem saída ao lado da minha casa que dá acesso às garagens das casas do condomínio.
Nunca ninguém deu muita importância, ficam por ali brincando, zanzando (quando não estão brigando entre si).
De noite, dependendo do movimento, fazem muito algazarra atrapalhando quem dorme na parte de trás das casas (eu durmo na frente).
Na semana passada, uma menina se juntou a eles deixando o grupo um pouco alterado. Não são raras as cenas de promiscuidade junto aos muros para horror das senhoras mais recatadas. Por falar nisso, uma destas senhoras é responsável pela proliferação destes indivíduos. Provavelmente por pena, está sempre oferecendo um pouco de comida para cada um deles.
Ontem saí para colocar o lixo na rua e aproveitei para me aproximar. Fui bem recebido, fiz carinho no menorzinho enquanto era cercado pelos demais.
Fiz amizade com o Saddan e com o Remela, um negrinho bem serelepe. Inclusive já entrei nessa de dar um pouco de comida ou água.
Infelizmente minha casa não é muito grande. Caso contrário, adotava todos eles.
Quem tiver vontade ou souber de alguém que queira uns cachorrinhos vira-latas, eu passo meu endereço.

3.4.06

Filho das minhas entranhas


O churrasco de domingo tava bom.
Mas, melhor mesmo do que ingerir, foi a hora da saída quando cheguei em casa...
Papel higiênico novo, ZH de domingo e radinho na Gaúcha.
O relaxamento foi tanto que influenciou na conclusão da obra.
Antes do adeus final, fiquei absorto em um breve momento de contemplação tal qual Mechelangelo com seu David.
A magnitude de suas curvas e a macies tenra de sua consistência me emocionaram, a ponto de deixar escorrer uma pequena lágrima do meu olhinho esquerdo.
Olhei pra ele.
Ele olhou pra mim.
Eu disse:
- Parla!

Regras do futebol


REGRA N° 12 - FALTAS E CONDUTA ANTIESPORTIVA

Tiro livre indireto:
Será concedido um tiro livre indireto à equipe adversária se um goleiro comete uma das seguintes cinco faltas dentro de sua própria área penal:

  • tardar mais de seis segundos em por a bola em jogo depois de havê-la controlada com suas mãos.
  • voltar a tocar a bola com as mãos depois de havê-la posto em jogo e sem que qualquer outro jogador a tenha tocado;
  • tocar a bola com as mãos depois que um jogador de sua equipe a tenha cedido com o pé;
  • tocar a bola com as mãos depois de tê-la recebido diretamente de um arremesso lateral lançado por um companheiro;
  • perder tempo.

Carne, cerveja e muitas histórias

Depois de 234 convites, acabei finalmente participando do concorrido churrasco dominical da turma do prédio 1924 da Anita Garibaldi.
Confesso que foi bastante agradável rever pessoas que fizeram, e ainda fazem, parte da minha vida e constatar que, mesmo com o passar do tempo, seguem as mesmas crianças de outrora. Apesar de cada um ter seguido caminhos bem diferentes desde a época da adolescência, essa tendência de contrariar o destino se mostrou eficaz e bem interessante.
Ainda saí lucrando conhecendo o pequeno Pedro, absorto em seu tranqüilo soninho embalado pelo vovô coruja.
Conheci também a Kelen (com a sensação de que já conhecia há muito tempo). Um tanto quanto retraída. Talvez um pouco assustada pelas histórias do meu passado infantil, tradicionalmente relembradas pelos presentes. Se não quiser minha amizade, vou entender.
Bom, já que eu vi que o famoso encontro não era um bicho de sete cabeças, espero fazer parte dele em outras oportunidades.

Obs. Dani: continuo parceiro para o futebolzinho de domingo.

Gre-Nal foi um lixo


Mesmo levando em consideração todo o grau de emoção que existe em um clássico como o Gre-Nal, não dá pra aceitar um zero a zero.
Prefiro até sair derrotado do que ficar no zero a zero.
Zero a zero em Gre-Nal é como sexo com camisinha.
É como comprar um Cornetto e jogar fora o final da casquinha.
O jogo foi um lixo, como este que está hoje de manhã na frente do Olímpico.
Depois que o tiozinho limpar, tem que dar uma checada pra ver se o Herrera não foi junto.

Obs. Bom mesmo, só minha aparição em campo.

1.4.06

Grêmio 0 x 0 Internacional


Gre-Nal 0 a 0.
Jogo chocho.
A única coisa boa do clássico dessa tarde foi minha rápida aparição no gramado antes do início do jogo. Somente minha presença causou um alvoroço entre os jornalista, fotógrafos e torcedores. O estádio foi a loucura.
Por sorte, um cinegrafista conseguiu fazer essa imagem exclusiva.
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