31.5.06

As minhas Copas do Mundo


Comecei a namorar a Karen na abertura da Copa do Mundo dos Estados Unidos em 1994. Exatamente no jogo de estréia.
Namoro no início, sabe como é, né?
Futebol em segundo plano.
Não reclamei, até porque percebi que tudo fazia parte da tática para ver o grau de importância que ela tinha na minha vida naquele momento.
Volta e meia, no descanso do guerreiro, conseguia escapar a tempo de ver o Romário fazer mais uma bucha.

Na Copa seguinte, na França, em 1998, me casei com a Márcia um dia depois do Brasil eliminar a Dinamarca nas quartas-de-final.
A semifinal, com a Holanda, assisti (ou tentei assistir) em plena Lua de Mel em Buenos Aires.
Entre um passeio e outro pela Recoleta, consegui ver a decisão de pênaltis na TV de um café chique que vendia empanadas.

Em 2002, Copa do Japão e da Coréia.
Além das partidas em horários esdrúxulos, a Maria Eduarda (com dois aninhos) exigia total atenção e só dormia balançada no colo.
Foi assim que assisti a final contra a Alemanha às 8h da manhã de domingo.
Quando o Brasil marcou o primeiro gol, eu estava na cozinha esquentando mamadeira.

Alemanha, 2006.
Depois de 16 anos, poderei assistir em paz uma Copa do Mundo.
A não ser que...
Não, não! Me deixem em paz, mulheres.

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