1.6.06

Um baú do(s) cassete(s)

Estava escarafunchando minhas caixas de fitas cassetes.
Quase 300 fitas.
Gravador na frente e aquele tira e bota, tira e bota.
Cada música, um retrocesso no tempo.
Nunca fui preconceituoso em matéria de som. Portanto, encontrei coisas bem interessantes e que eu nem me lembrava que tinha.
Alypio Martins e os clássicos “Tira, Tira, Tira a Calcinha” e “Quero Mamar Nessa Teta”.
Pura poesia.
Loko Mia e os leques.
Rouxinei e Rouxinol, que eu comprei só por achar o nome engraçado.
Patrícia: “No livro de leitura que você me deixou, tinha um bilhetinho falando de amor ouou, ouou!”
Angélica indo de táxi...
Rapeta Rapulok que eu comprei em Budapest sem nunca ter escutado só pelo prazer de ter em casa uma fita de rock húngaro. Acho que continuo sem nunca ter escutado.
Mashina, rock israelense.
Rudi Ventura cantando o hino do Barcelona.
Na área do flamenco: Los Reyes, Los Chunguitos e Montserrat Cameron.
Trinny Lopes.
Fito Paez.
Gugu: “docinho, docinho, ai, ai, ai...”
Sergio Mallandro: “vem fazer gluglu”.
Dentre tantas coisas bizarras, o grupo “Mata Ratos”, rock pesado lisboeta que trouxe de Portugal.
Na primeira faixa, uma letra espantosa (com sotaque português):
“Estávamos em casa, sem nada pra fazeire.
Fomos para cama, começamos a fudeire.
Tudo estava bãin, até certo momento,
Apareceu a minha sogra, pior que um jumento.
A minha sogra é um boi.
A minha sogra é um boi.”
Tem coisa mais linda?
Acho até que vou presentear uma pessoa com essa pérola.

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