31.7.06

Grêmio ou botafogo?


Podem chamar de vandalismo, barbárie, banditismo, ou sei lá o que.
Mas, jornalisticamente, foi bonito de se ver.

Bem que os meus amigos me avisaram para não usar os banheiros químicos do Beira Rio depois daquela feijoada do almoço.

Que Mano Menezes não me veja

Saldo do futebolzinho matinal de domingo:

  • Aproximadamente 6 gols perdidos e nenhum feito.
  • Tirei de campo um adversário com suspeita de rompimento dos ligamentos do tornozelo (foi sem querer).
  • Uma distensão na coxa e uma batida no joelho direito que me deixou rastejando durante o resto do domingo.
  • Consagrei o Daniel e os companheiros de ataque com passes perfeitos e um futebol de técnica exuberante (pelo menos ganhamos o jogo).

Domingo que vem tô lá!

Ampola

Meu irmão Marcos usando o computador lá da mãe:
- Esse computador é muito lento.
- Tem que ter calma. Espera.
- Mas não aparece nem a ampola.
- O que?
- Aquela ampola que avisa pra esperar.
- Ampulheta.
- Isso.

29.7.06

Uma tarde no zoológico

Se você tem em casa duas crianças hiperativas, destruindo tudo que encontram pela frente, tipo o Taz, não existe melhor programa do que ir ao Parque Zoológico de Sapucaia do Sul.
Esse foi o meu programa nesta fria tarde de sábado.
E juro que fazia tempo que não me divertia tanto.
Lógico que tem que estar no clima para o passeio.
Já havia programado há semanas mas nunca consegui realizar.
Principalmente pelo tempo ruim.
Não que essa tarde de sábado estivesse com um tempo maravilhoso, mas o solzinho que apareceu logo depois do almoço era o que faltava para sairmos de casa.
Marchei em R$ 18,00 pra entrar de carro. Sem falar no lanchinho feito no excelente restaurante que tem lá dentro.
Faz parte.
Além de tudo, comi uma maçã do amor.
Tem noção de quantos anos eu não comia uma maçã do amor?
Caminhamos muito.
Essa é uma das vantagens.
As crianças ficam exaustas.
Os dois capotaram na volta, já de noite.
Fomos embora quando os auto-falantes anunciaram a hora de fechar. Eram 18h.
Mais valeu a pena.
Foi uma tarde excelente.
Não só pela alegria e o espanto das crianças em ver de pertinho tudo que é tipo de bicho, mas também pela frase expontânea da Duda quando chegávamos em casa:
- Pai. A gente briga às vezes mas eu não poderia ter um pai melhor do que tu. Te amo.
Precisa mais?

Só espero que não tenha sido remorso por ela ter dito que o hipopótamo parecia comigo.

27.7.06

Padecer no paraíso

Hoje levei as crianças ao shopping Praia de Belas para conhecerem a maldita pracinha do Discovery Kids.
Tumulto total.
Tumulto para tirar ingresso.
Tumulto para entrar.
Centenas de crianças de férias, hiperativas.
Centenas de pais zelosos.
Mártin e Duda correndo de um lado para o outro.
Um some aqui e aparece lá.
A outra some lá e aparece aqui.
Eu na fila sem poder tirar os olhos deles.
Segura casaco, segura pipoca, segura ingresso.
Sai da fila, volta pra fila, perde o lugar.
Nesse momento me lembrei da minha colega Melissa e de sua frase célebre:
"Ter filhos é como estar permanentemente com uma estaca enfiada no cu".

Sábias palavras.

Oração

Rezo para São Paulo me Libertad dos meus temores.

25.7.06

Direto do túnel do tempo IV


Pra descontrair.

Marcos e eu.
Vestiário do estádio de Wembley.
Londres.
1993.

24.7.06

Pode levá, seu guarda!

Como desgraça pouca é bobagem, hoje, lá pelas 18h, recebo a ligação da minha digníssima ex esposa à beira de um ataque de nervos porque acabara de colocar pra dentro a traseira de um Fiesta zero quilômetros que estava parado numa sinaleira.
Como se já não bastasse, o Fiesta ainda colocou pra dentro a traseira de um Monza que estava parado na frente dele.
Sem carteira, com o IPVA vencido, estava prestes a ser colocada dentro de um camburão.
O que fazer nesse momento?
Ligar para o Márcio. Lógico.
Quer solução mais inteligente?
Como se o babaca de cavanhaque fosse poder fazer alguma coisa estando isolado, sem carro, no sul da zona sul de Porto Alegre.
- Onde tu estás, guria?
- Aqui no Jari. Me ajuda. (choramingando)
O leitor(a) sabe onde fica o Jari?
Eu também não, mas deve ser lá na putasquiopariu de Viamão.
Mais ou menos isso.
Então eu mesmo me questiono para mim mesmo, com os meus botões:
Tirarei dinheiro de onde para pagar os consertos do meu carro, do Fiesta zero quilômetros e do Monza?
Talvez vendendo o corpo durante um ano eu consiga comprar um farolete.

E pra não dizer que não sou uma pessoa de bom coração, consegui um advogado pra ela.
Se bem que uma semana no Madre Pelletier não faria mal nenhum.
Ah, não faria mesmo!

Lamentos de uma segunda-feira feia e fria

Não me contento com migalhas.
Talvez seja por isso que dificilmente desisto das coisas que quero muito.
Só que tudo tem um limite.
Não adianta lutar se a guerra já está perdida.
É perda de tempo. Desgaste desnecessário.
Parece que tenho batido de frente contra uma parede dura, fria e intransponível.
Pior que nenhuma rachadura aparece.
No desespero, faço coisas que não devia.
Falo coisas que não devia.
E só eu saio perdendo.
Se é que tem alguma coisa pra ser perdida.
Mas não me culpo.
Não sei lhe dar com a situação.
Só estou buscando alguma esperança na qual possa me agarrar.
Mas já estou perdendo as forças.
Nesse caso não restará mais solução a não ser tocar a vida em frente como se nada tivesse acontecido.
Talvez realmente seja mais fácil pra todo mundo.
Porque se existe alguma química no ar (e eu sei que existe), o tempo e a inércia saberão o que fazer com ela.

23.7.06

Em pé de guerra

A luta de Israel contra o Hezbolah na tentativa de resgatar dois soldados seqüestrados no Líbano é mais ou menos o que acontece quando eu vou buscar as crianças para passarem comigo o fim de semana.

Ontem, ainda de lucro, consegui recuperar um par de tênis perdido em território inimigo.
Sinto falta das minhas cuecas.

22.7.06

Quando eu morrer

Juçá deitada na cama lendo os anúncios fúnebres da Zero Hora.
- Eu não entendo por que as pessoas escrevem mensagens, recados, poemas para os que morreram.
- Bah, mãe. É uma coisa completamente compreensível. Quanto a pessoa perde um ente querido fica sensível. É uma espécie de homenagem.
- Mas isso não interessa a ninguém. É algo muito pessoal.
- Quer dizer que tu não vai publicar nada no jornal quando eu morrer?
- Lógico que não.
- Bah. Pelo menos me dá um enterro descente.
- Pode deixar. Vou servir uns pãezinhos de queijo.

Vida de cão

Hoje a Leila foi fazer uma visita lá em casa levando a pequena Anna de 3 meses e os dois cachorros, a Jica e o Joca.
O assunto principal é sobre o problema emocional do cachorro.
Diz a Leila para o Luiz Nei:
- O Joca anda fazendo cocô por toda a casa. Não sei mais o que eu faço.
- Tu tá prendendo ele na cozinha por causa da Anna. Ele não tá acostumado a ficar preso.
- Mas eu só prendo ele em alguns momentos.
- Pois é. E ele só caga em alguns momentos.

Juçá que estava acompanhando a conversa de longe.
- O problema é que o Joca é muito inteligente e só quer chamar a atenção.

Meu Deus.

21.7.06

Rivalidade

Quando comecei a trabalhar no Grêmio, na metade de 1998, o primeiro conselho que recebi de um funcionário mais antigo foi:
- Nunca vem trabalhar de camisa vermelha.
No ano passado, meu chefe teve sua camisa vermelha arrancada a força pelo presidente e atirada lá de cima da janela da sala presidencial indo parar no meio do pátio de estacionamento.
Ri mas fiquei chocado por dentro.
Hoje resolvi contrariar as regras e, pela primeira vez, vim trabalhar de vermelho.
Muito azar.
Tive que ir fazer umas gravações no vestiário.
Sofri todos os tipos de impropérios e gozações.
Merecidas. Merecidas.
Pelo menos saí de lá com a camisa inteira.
Tá o Inter aí prestes a ser campeão da Libertadores e esse povinho com essa mentalidade pequena.

Honesto pra caraleo

Ontem peguei a lotação Guaruja/Cavalhada para voltar pra casa à noite.
Sentei no último banco.
Caído, ao lado do acento, um estojo de óculos.
Peguei. Abri.
Um óculos bonito, de marca.
Devia custar uma grana.
Guardei de volta, levantei e devolvi para o motorista.
Era a coisa certa a se fazer.
Afinal, pra que eu ia querer um óculos feminino?

20.7.06

O xixi do carioca

Hoje a Greici voltou do Rio de Janeiro e a principal história que tinha pra contar foi que um cara, depois do jogo entre Flamengo e Vasco, parou do lado de um poste e abaixou a sunga até o joelho pra fazer xixi no meio da rua.
Até não fiquei tão espantado pela atitude do rapaz, mas apenas curioso pelo fato de ele ter abaixado a sunga até o joelho.
Por que não simplesmente abaixar apenas a parte da frente e colocar o bilu pra fora como fazemos normalmente? Ou levantar a parte de baixo junto à virilha e deixar o dito cujo escapulir por ali?
A resposta me veio quando fui fazer xixi agora à tarde.
Quando uso essa calça de abrigo do Grêmio, abaixo toda ela pra urinar.
Lógico que faço isso no banheiro. Fechado.
Por motivo de higiene.
A calça é meio apertada na cintura e mesmo sacudindo ou secando (e eu faço isso) sempre sobra alguma coisa pra cueca, pois o canal da uretra fica esmagado entre a cordinha da calça e os colhões (adoro essa palavra) escondendo ainda um restinho do liquido que sempre acaba saindo depois, indevidamente.
Admirei o carioca.
Pode ser maloqueiro, bagaceiro, chinelão, mas é limpinho.

Direto do túnel do tempo III


Já que a moda é me avacalhar, fiquem à vontade.
Que tal essa pinta de galã (como diria meu amigo Sampaio)?
Lá em Gramado por volta de 1993.

Bolachinha com Nescau

Odeio chegar no banheiro e encontrar dentro do vaso resquícios da cagada anterior. Aqueles minúsculos pedacinhos que se negam a descer na primeira descarga lutando pela sobrevivência.
Coisa emocionante.
Sempre cuido esse detalhe e só deixo o recinto após ter certeza de que tudo foi embora. Por mais que eu tenha que dar duas ou três descargas uma atrás da outra.
Ontem, mais uma vez, fui usar o banheiro do escritório e eles estavam lá.
Me observando com o canto do olho.
Sempre que isso acontece me lembro da história que minha mãe conta que um dia flagrou minha irmãzinha molhando e chupando uma bolacha Maria dentro do vaso no resto de uma diarréia feita pelo meu tio.
Provavelmente ficou fascinada com aquele “copão” de Nescau espumoso.
Ui...
Me deu fome.
Vou lá tomar um café.

19.7.06

A Coorigha

Só pra dirimir qualquer tipo de dúvida que tenha ficado, a Coorigha é esse conjunto de prédios em destaque na foto, ao lado do Olímpico.

A Coorigha da Vanessa: espirocada total

A Vanessa visitou meu blog pela primeira vez e já chegou criando tumulto.
No post da foto aérea do Olímpico disse que dava pra ver bem direitinho a Coorigha.
Tu sabes o que é Coorigha?
Nem eu.
Aliás, 99% das pessoas que acessam esse blog não sabem do que se trata.
Achei que poderia ser o apelido do Cemitério João XXIII relacionando com a fase atual do Coorinthians...uma piadinha assim super inteligente típica da Vanessa.
Na verdade é o nome dos blocos de edifício onde ela mora.
Ah tá.
E ainda fica braba.

Coincidências absurdas

Tenho um amigo chamado Márcio Neves, gremistão e gente fina.
Não bastasse a coincidência do nome, Márcio Neves acabou de se separar e foi morar com os pais.
Exatamente no mesmo prédio que eu.
Hoje estava conversando com ele lá no Grêmio sobre a separação quando perguntei:
- Tu tens filho?
- Tenho. Dois.
- E como eles estão convivendo com isso?
- A Duda já tá grandinha e entende as coisas. O problema é o Mártin, o menor.
- Cumé que é? Quais os nomes dos teus filhos?
- A Duda e o Mártin.

Meu Deus.
Fiquei chocado.
Pelo menos o nome da ex mulher dele não é Márcia.
Mas deve ser uma mala também.

Diálogo com Luiz Nei pela manhã

Luiz Nei se arrumando para ir trabalhar.
Eu na porta do close:
- Tu tens que viajar nesse teu trabalho?
- Tenho. Ontem eu fui a Osório ver o parque eólico.
- Estou perguntando de viagem, VIAGEM!
- Em outubro vou pra João Pessoa.
- Oh! Que beleza!
- Beleza nada. Vou fazer o que lá? Ficar vendo negrão de camisa de física, chinelo dedo e sem dente?
- Tem que ver o lado positivo. Hotel cinco estrelas, beira da praia...
- Se ainda fosse pra Europa. Paris... Eu sou um homem velho. Já viajei tudo que eu tinha pra viajar. Não troco meu sossego por uma viagem à Paraíba.
- Espero que quando eu chegar a tua idade eu também esteja cansado de viajar.
- Tu não vai chegar a minha idade.
- Por que??
- Porque tu é auto-destrutivo.
- Como assim.
- Com essa friagem na rua tu vai sair de manga curta? Vai lá te agasalhar.

18.7.06

Dinheiro na conta também afeta as idéias

Hoje no MSN:

...Márcio diz:
recebi hj...to aberto à propostas

Daniel diz:
UIA!
La Barca?

...Márcio diz:
Menos, menos

Daniel diz:
mas lah tu eh rei que eu sei

...Márcio diz:
Com o que eu recebi dá no máximo uma Farrapos esquina Hoffmann.

Daniel diz:
:o(

...Márcio diz:
Escolhendo bastante, tem coisa boa.


Daniel diz:
credo.

prefiro procurar as que dão por esporte
bem mais pratico

...Márcio diz:
Pode ser bem melhor, mas mais prático nunca.

Quanta canalhice.

Na lata

Melissa vendo a foto ali debaixo no Cadeira Cativa:
- É tu?
- Sou.
- Nossa, que horror!

Ah se todas as mulheres fossem sensiveis e honestas assim....

A Palavra do Presidente

Na festa de aniversário dos 100 anos do Grêmio fui responsável por escrever o discurso do presidente Flávio Obino do Banquete Oficial.
Antes disso, já havia sido responsável pela Palavra do Presidente em diversas publicações oficiais do Clube.
Além de Obino, já fui José Alberto Guerreiro também.
Nunca tinha sido Paulo Odone.
Pelo menos até receber das mãos de um correligionário um panfleto político enaltecendo as qualidades do Odone com um texto feito por mim.
Sacanagem.
Se eu soubesse que a finalidade era essa...

Manda quem pode, obedece quem tem juizo.

17.7.06

Direto do túnel do tempo II


Minha última foto como casado.
Aniversário do Fernando.
Filho da Mel.

Direto do túnel do tempo


Produtor e repórter do Cadeira Cativa em ação.
Na TV Guaíba.
Meados de 1998.
Na foto: Celso Roth, Edegar Schimidt e Cassiá.

Falta de dinheiro afeta as idéias

Salário atrasado, ex mulher pressionando e conta corrente vazia.
Papo de hoje no MSN com meu colega Pfeiffer.

Rafinha Pfeiffer diz:
cara...
a mulher veio comprar um título de sócio para a neta
a neta é filha do jorge machado

...Márcio diz:
hum

Rafinha Pfeiffer diz:
tem dinheiro...

...Márcio diz:
Provável.
Vai sequestrar?

Rafinha Pfeiffer diz:
to pensando...
Kkk

...Márcio diz:
Tô nessa!


Só pra avisar ao pessoal da polícia que acessa esse blog diariamente que é só uma brincadeira.

16.7.06

Crônica de uma morte não tão anunciada assim


Minha energia anda tão negativa que minha carreira de secador anda em baixa.
Começou na Copa do Mundo.
Todos os times que sequei acabaram ganhando e todos os times para quais torci acabaram perdendo (confesso que a Argentina foi uma exceção).
Inter na Libertadores?
Já desisti.
Se depender da minha torcida, pode mandar pintar os meios-fios de vermelho e branco e preparar o caminhão de bombeiro.
Hoje tive a maior prova dessa má fase.
Segundo tempo, 25 minutos, Grêmio 2 a 0 dando um banho de bola.
Pra não perder tempo, deixei a crônica do jogo praticamente pronta. Só esperar o apito final e colocar no site.
Dez minutos depois, Fluminense vira o jogo pra 3 a 2 e ainda faz 4 a 2.
Com cara de cu, deletei toda aquela belezura recheada de adjetivos consagrando a atuação de Ramón e Rafinha trocando pelo tradicional texto burocrático como manda um “site oficial” de um clube de futebol que acabou de levar um tufo.
Menos de 5 minutos para o final do jogo o Grêmio diminui para 4 a 3.
Hum...tudo bem.
Continua o mesmo texto anterior com um último parágrafo enaltecendo o esforço inútil da equipe.
Minuto 49 (o juiz deu 4 minutos de desconto. Isso quer dizer que 49 já devia ter acabado).
Texto pronto só esperando terminar pra clicar no “enviar” e meter a notícia no ar.
Rômulo (atacante do Grêmio, para as leigas) recebeu a bola na entrada da área e preparou o chute.
Nesse momento, sequei com todas as forças.
Ele mandou a bola lá no cantinho empatando o jogo.
Tasquiupariu.
Acho que fui o único gremista no Estádio que não comemorou.
Bem feito pra mim.
E a crônica deve ter ficado uma merda.

15.7.06

Café na cama

Sábado frio, chuvoso.
Saí pra correr de manhã cedo.
Quando voltei, encontrei Luiz Nei na cozinha preparando uma bandeja de café da manhã para levar na cama onde dormia sua amada Juçá.
Foi aí que pensei:
Que lindo gesto.
Tão carinhoso, tão delicado.
Ao mesmo tempo tão simples.
Não custa nada.
Puxa, quanto tempo não ganho café na cama.

Elogios

Quando eu tinha 15 anos, um dia a guria que eu gostava chegou pra mim e disse:
- Sabe que tu daria um ótimo namorado?
Na verdade eu sabia.

Uma vez um grande amigo meu comentou despretenciosamente:
- Pô! Sabe que tu escreve bem?
Na verdade eu sabia

Há dois meses atrás, tentando uma aproximação junto a guria que eu gosto, escutei dela:
- Tu tem sempre uma resposta pra tudo.
Não sei porquê.
Acho que foi um dos maiores elogios que poderia receber.

14.7.06

Porto Alegre me faz tão sentimental

Fotos aéreas de José Doval.
Vale clicar pra ver ampliada.




A carruagem passou por um buraco

Pelo menos as melancias se mexeram.
Ainda assim, nem sinal delas se ajeitarem.
Atendendo ao pedido do meu mestre em HTML, Daniel, este blog deixou de ser 24 hours.
A noite de Porto Alegre anda muito violenta.

Jota-u-ce-cedilha-a com acento

Minha mãe se chama Juçá.
Pra mim, nenhuma novidade. Afinal, Juçá é o nome dela desde que eu nasci.
Aliás, Juçá também era o nome da minha avó.
Confesso que nunca, em 34 anos de vida, conheci outras pessoas com o mesmo nome.
Minha avó, quando viva, dizia ser um nome muito comum em Florianópolis (onde ela nasceu).
Não sei não.
Nem mesmo com as maravilhas da evolução tecnológica consegui descobrir mais alguma Juçá no planeta.
Os sites de busca não têm cedilha.
Pois este é um dos principais problemas que minha mãe Juçá enfrenta na vida. E que provavelmente vai continuar enfrentando.
Perante a lei, minha mãe se chama Juca (assim, sem cedilha e sem acento). Tipo Juca Chaves.
Problema dos computadores antigos que deixaram marcas nos CIC, CPF, CNH, etc.
Muitos fatos curiosos e constrangimentos.
Tipo: “Desculpa, mas a senhora não pode usar o cartão de crédito do seu marido”, ou “Por favor, senhora, gostaria de falar com o seu Juca. Ele está?”, ou até: “Como assim Juca? A senhora é um homem?”.
Sempre quando perguntada sobre seu nome, minha mãe responde automaticamente:
- Meu nome é Juçá, “jota-u-ce-cedilha-a” com acento.
Mesmo assim, dificilmente alguém deixa de escrever Jussara.
Apesar de tudo, Juçá está satisfeita com seu nome.
Não é pra menos, afinal, seus irmãos se chamam Suzeney, Childrey, Rudley e Zileine.

12.7.06

Por favor, diz um NÃO pra mim

O “talvez” é a esperança do “sim”.
Existem pessoas que têm medo de dizer “não”.
Por mais absurdo que seja um pedido, por exemplo, elas não conseguem negar na hora. Sempre deixam no ar um “talvez”ou um “vou ver” mesmo que no final acabem não atendendo.
Nada pode ser pior que isso já que respostas como estas sempre deixam a expectativa de um “sim” por menor que seja a possibilidade.
Assim como existem pessoas com medo de dizer “não”, existem aquelas pessoas idiotas que precisam escutar um “não” para se darem conta de que não estão agradando.
Quando duas destas pessoas se confrontam, é angustiante.
Angustiante para ambas.
Uma que não consegue dizer “não” e outra que só está esperando um “não” como resposta.
Lógico que muitos “talvez” ou “vou ver” têm o “não” já implícito.
Mas como fazer o idiota perceber?
Talvez seja por isso que ele é um idiota.
Mas o pior idiota é aquele que sabe que é idiota e que continua infernizando em busca do tão esperado “não”.
E imagina se um dia a resposta for “sim”?
Eu imagino.
Talvez não seja tão idiota como pareço.

10.7.06

Perneta

Depois de atender uma italiana no telefone e colocar em prática meu anglo-ibero-ítalo, eis que surge do outro lado do aparelho:
- Boa tarde senhor. Estou ligando para ver da possibilidade de vocês me ajudarem na aquisição de uma perna mecânica. Custa R$ 30,00.
- Olha senhora, no máximo podemos ajudar no aluguel de uma muleta.
- Obrigada, mas enfia ela no cu (tu, tu, tu, tu...)

Isso é o que dá querer ser atencioso com as pessoas.

Bixisse

Não sei se ultimamente eu ando muito sensível ou se realmente as pessoas estão sendo estúpidas comigo.

Caso a resposta seja a segunda opção, devo ter feito alguma coisa pra merecer.

7.7.06

Uma cápsula, por favor!

Existem momentos na vida em que a pessoa precisa ficar quieta e sozinha por algum tempo para poder raciocinar melhor e seguir o rumo certo. Dependendo da decisão, voltar atrás seria impossível ou muito difícil.
Acho que cheguei em um desses momentos só que ainda não consegui a tranqüilidade necessária para colocar esse raciocínio em prática.
Preciso dormir um pouco.
Uma vez li uma reportagem que no Japão existem pequenos hotéis cápsulas. Compartimentos horizontais, um sobre os outros, com ar-condicionado, rádio, televisão e uma luminária onde só cabe uma pessoa deitada. Uma forma rápida e barata de se descansar do estresse do dia-a-dia das grandes metrópoles.
Me lembrei dessas cápsulas quando me vi quase entrando num motel da zona sul.
Queria só dormir por uma hora ou duas.
Gastaria R$ 15,00, no máximo.
Preferi seguir em frente.
Hoje em dia, o único momento que tenho para descansar e pensar na vida é no banheiro, lendo a Zero Hora.
Como diria um conhecido meu num “lapso momentâneo de lucidez e sensibilidade”:
- Tá precisando de ajuda, né!?
Não.
Acho que só uma cápsula já é o suficiente.
Pensamento do dia:

Diz uma frase popular que no andar da carruagem as melancias se ajeitam.
Acho que a minha carruagem é muito lenta, pois as melancias nem se mexem.

O menos pior

Nada mais deprimente do que um jogo de futebol para decidir 3º e 4º lugares.
Pra que isso?
Pra saber quem é o menos perdedor?
Prefiro até ser eliminado antes do que ter que disputar essa partida.

6.7.06

Amor platônico


A Roberta foi um grande amor platônico que tive na minha vida na época de colégio.
Na verdade não era tão platônico assim, eu é que a via como inatingível.
Minha sala de aula era ao lado da dela e a minha diversão era ficar no corredor para esperar ela passar.
Meu senso jornalístico investigativo já aflorado naquela época fez com que eu descobrisse tudo sobre a vida dela.
Até o endereço da casa da praia eu descobri e ficava muito perto da minha.
Fiquei amigo do irmão dela e amigo dos amigos.
Todos sabiam da minha fixação pela Roberta.
Até mesmo a própria Roberta.
E ela tinha prazer em me judiar.
Provocava inapelavelmente.
Um dia ela foi visitar uma amiga na minha própria sala de aula e, na minha ausência pra ir ao banheiro, sentou-se na minha classe.
Vê se pode.
Provocação mais sacana.
Todos riram da minha cara quando voltei pra sala e ela estava ali, sentadinha.
Devo ter ficado com uma expressão maravilhosa.
Bom, o tempo passou, o colégio acabou e nunca mais encontrei a Roberta.
Graças ao Orkut, descobri que mora em Munique, é casada e tem dois filhinhos.
E segue maravilhosa.
Beijo pra ela.

4.7.06

Independence Day (?)

Quatro de julho.
Hoje estou completando 8 anos de casado.

Duda cabeça dura


Eram aproximadamente 16h30 de ontem quando recebi, no meu celular, a ligação da professora da Maria Eduarda.
Quando vi o nome no visor percebi que coisa boa não podia ser.
A Duda tinha acabado de tentar atravessar a parede da sala de aula com a cabeça.
Levei 15 minutos do escritório Guarujá até a Protásio Alves.
Quando cheguei lá, a Dudinha estava a mil, brincando com os coleguinhas como se nada tivesse acontecido.
De diferente, só um ovo na testa.
Tamanho de uma bola de tênis.
Cheguei às 17h30 no Hospital da Criança Santo Antônio.
Acho que 76% das crianças de Porto Alegre estavam lá. Tossindo, espirrando, vomitando.
Fomos atendidos às 20h30.
Já não tinha mais criatividade pra manter a Maria Eduarda dentro de um nível normal de atividade.
Felizmente, o Raio X nada constatou.
E haja parede pra a segurar a Dudinha.

3.7.06

Realidade nua e crua


É um choque muito grande.
A forma mais drástica de se voltar ao cotidiano.
Depois de um mês de Copa do Mundo, sábado assisti Ulbra x Grêmio.

Mas a realidade é essa e dela não podemos fugir.
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