6.7.06

Amor platônico


A Roberta foi um grande amor platônico que tive na minha vida na época de colégio.
Na verdade não era tão platônico assim, eu é que a via como inatingível.
Minha sala de aula era ao lado da dela e a minha diversão era ficar no corredor para esperar ela passar.
Meu senso jornalístico investigativo já aflorado naquela época fez com que eu descobrisse tudo sobre a vida dela.
Até o endereço da casa da praia eu descobri e ficava muito perto da minha.
Fiquei amigo do irmão dela e amigo dos amigos.
Todos sabiam da minha fixação pela Roberta.
Até mesmo a própria Roberta.
E ela tinha prazer em me judiar.
Provocava inapelavelmente.
Um dia ela foi visitar uma amiga na minha própria sala de aula e, na minha ausência pra ir ao banheiro, sentou-se na minha classe.
Vê se pode.
Provocação mais sacana.
Todos riram da minha cara quando voltei pra sala e ela estava ali, sentadinha.
Devo ter ficado com uma expressão maravilhosa.
Bom, o tempo passou, o colégio acabou e nunca mais encontrei a Roberta.
Graças ao Orkut, descobri que mora em Munique, é casada e tem dois filhinhos.
E segue maravilhosa.
Beijo pra ela.

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