22.7.06

Quando eu morrer

Juçá deitada na cama lendo os anúncios fúnebres da Zero Hora.
- Eu não entendo por que as pessoas escrevem mensagens, recados, poemas para os que morreram.
- Bah, mãe. É uma coisa completamente compreensível. Quanto a pessoa perde um ente querido fica sensível. É uma espécie de homenagem.
- Mas isso não interessa a ninguém. É algo muito pessoal.
- Quer dizer que tu não vai publicar nada no jornal quando eu morrer?
- Lógico que não.
- Bah. Pelo menos me dá um enterro descente.
- Pode deixar. Vou servir uns pãezinhos de queijo.

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