31.8.06

Ruínas

Hoje sonhei que estava com a minha ex esposa em um terreno gigantesco, numa área descampada. Completamente deserta.
Nela, apenas um prédio em ruínas, como se fosse uma antiga fábrica abandonada.
O telhado já havia desabado faz tempo.
Algumas paredes permaneciam de pé mas o interior da construção estava completamente demolido.
Caminhamos, um ao lado do outro, até a entrada do prédio.
Ela perguntou, sem olhar pra mim:
- Quer entrar pra ver o que restou?
Fiz que não com a cabeça e permaneci ali parado enquanto ela entrava lentamente cuidando para não tropeçar nas pedras espalhadas pelo chão.
Fiquei ali parado olhando ela sumir lá dentro.
Lentamente, senti chegar por trás de mim uma amiga.
Ela me confortou com um abraço e me disse:
- Não quer passar essa noite lá em casa? Meus pais estão esperando.
Era tudo que eu queria escutar naquele momento.
Dei as costas para o prédio em ruínas e, sem olhar pra trás, saí com ela pra bem longe daquele lugar.
Foi muito triste mas, ao mesmo tempo, uma sensação de alívio e medo.

Não sou muito especialista em analisar sonhos, mas tais metáforas me pareceram bem claras.

Pensamento de quinta-feira

Por que todo o dia eu tenho que ter um pensamento?
Me deixa quieto.

Esse realmente não foi um dia bom.

30.8.06

Pensamento de quarta-feira

A vantagem de levar mais de uma hora de ônibus do trabalho pra casa é que temos tempo de sobra para pensar na vida.

A desvantagem também.

Eme pê três

Desde que comprei meu aparelho de MP3 meus dias passaram a ter trilha sonora.

29.8.06

Desencontros

Existem dias em que o acaso compactua com a falta de sorte e tudo aquilo que havíamos planejado (e que poderia ser ótimo) acaba dando errado.

Mas ninguém vai morrer por causa disso, né?

Pensamento de terça-feira

Tem muita mulher metida à besta nesse mundo.
Só porque a gente dá "oi" já acha que o principal objetivo é levar pra cama.

Como é que elas sabem?

Tadinho. Ele não conhece II

Comentário do meu advogado enquanto olhava a minha situação no site do DETRAN:
- Caraca! Tu tá com uma piça desse tamanho enfiada no rabo.

Ui!

28.8.06

Tadinho. Ele não conhece

Hoje fui no advogado dar início aos trâmites da minha separação.
Depois de muito papo, eu já deixando o escritório, ele diz:
- Só vou te pedir uma coisa: quando tu tiveres que falar com tua ex esposa, tenta não brigar.

Acho que ele se assustou com a minha gargalhada.

Pensamento de segunda-feira

Conheço todas as táticas das mulheres para conquistarem os homens...
Vai ver que é por isso que sempre caio nelas.

26.8.06

Duda descobrindo minhas origens

Entro em casa depois da minha corrida.
Duda tá deitada no sofá da sala vendo desenho:
- Pai. A vó disse que o teu apelido na escola era Morango.
- É verdade, Duda.
- Deve ser porque tu é assim gordinho, fofinho, vermelhinho.
- Desde quando eu sou vermelhinho, Duda?
- Ué? Depois que tu corre, ora.

Então tá.

White Room

Como duvidar da qualidade de uma banda de rock que tem seu show aberto pelo Barão Vermelho?
Pois foi com essa credencial que a White Room entrou no palco do Free Rider´s, com aproximadamente 3 mil pessoas se acotovelando pelos melhores lugares, na noite da última sexta-feira.
Comandada pelo meu amigo e colega Rafael Pfeiffer, a banda fez a galera delirar com os principais hits do rock´n´roll mundial.
Pfeiffer, com total domínio de palco, foi um show à parte.
Apesar de gripado durante toda a semana, não se deixou abalar e, com seu rebolar a cada música, lembrou Rubinho Barrichello e sua famosa “sambadinha”.
Quando resolveu subir no degrau mais alto onde estava a bateria, o público, atônito, esperou pelo mosh.
O que, infelizmente, não aconteceu mesmo com a UTI móvel na porta do pub.
A lamentar apenas o baterista que, com 40 anos de profissão, conseguiu desplugar o microfone.
Isso sem falar na guitarra vermelha e branca do vocalista.
Provavelmente com o intuito de expressar sua preferência clubística.
Fora isso, valeu a noite.
Parece que, no apagar das luzes, ainda teve tempo para o show de uma banda chamada Só Creedence.
Mas esse foi apenas um detalhe de menor importância.

24.8.06

Direto do Túnel do Tempo V

Morando em Madrid em 1991, decidi pegar um trem para ver a final do Mundial Sub-20 em Lisboa.
Portugal x Brasil.
Cheguei na véspera do jogo e não havia mais ingressos.
Decidi sair da estação de trem e ir direto para o estádio da Luz tentar conseguir uma entrada.
Na parada de ônibus junto à estação, perguntei para um senhor como fazia para chegar ao estádio.
Muito atencioso, ele perguntou o que eu iria fazer lá.
Eu disse que tentaria comprar um ingresso pra final.
Disse ele:
- Mas ingresso não tem mais.
Dei de ombros.
- Mas vou tentar.
O tal senhor (chamado Fernando) era dirigente do Benfica e também estava indo para o estádio.
Conclusão:
Não só conseguiu ingresso para mim e para um amigo que estava comigo, como me mostrou todas as dependências do Estádio da Luz.

O Brasil perdeu a decisão nos pênaltis mas jamais esqueci o tio Fernando.
Já se vão 15 anos.

23.8.06

Sinceridade é marketing

Depois de gastar três pilhas palitos em dois dias de uso do meu aparelhinho novo de MP3, decidi dar uma olhada em carregador e pilhas recarregáveis.
Pretendia gastar algo em torno de R$ 60,00, conforme conversa com amigos que já adquiriram seus carregadores.
Aproveitei minha ída ao supermercado do Iguatemi e fui dar uma olhada na Rosário:
- Tu tens carregador de pilha palito?
- Tenho esse da Sonny. Já vem com duas pilhas e custa R$ 79,00.
- Hum...tem mais algum?
- Tem esse aqui que também vem com duas pilhas e custa R$ 39,00.
- Nossa! Por que essa diferença toda?
- Não sei. Deve demorar mais tempo pra carregar.
O vendedor pega a caixa e começa a ler. Fazendo cara de quem acha estranho, ele faz a constatação:
- Três horas pra carregar. É a mesma coisa.
- Pois é. São R$ 40,00 de diferença.
- Bom, mas esse aqui é da marca Eco Mania.
- E daí?
- É bem mais vagabundo.
- Beleza! Vou levar.

Gostei do vendedor.

Nossa! Como cresceu.

Descobri que quando a gente emagrece 22 quilos, não só a auto-estima que cresce.
Outras coisas também.

Estou falando do fôlego...do fôlego.

21.8.06

Iconoclasta

Nunca fui muito adepto ao senso comum.
Muito menos à idolatria unânime.
As vezes sou até criticado por ser uma pessoa “do contra”.
Confesso que, algumas vezes, faço só pra criar polêmica.
Aí Caetano Veloso e Gilberto Gil recebem um prêmio de música e sobem ao palco para receber o troféu usando saia.
Me explica: pra que usar saia?
Só porque são Caetano Veloso e Gilberto Gil fica um monte de babaca achando o máximo.
"Nossa! Que criatividade!".
Por favor. Me poupa.
Ta certo que os caras têm algumas músicas legais.
Mas era isso.
Gerald Thomaz era assim também.
Felizmente, hoje em dia, suas peças idiotas são sempre vaiadas pelo público.
Demoraram pra se dar conta.
Agora Porto Alegre vive uma época de Mario Quintanamania.
Qualquer coisa é motivo para lembrar Quintana.
Se o velho dava um peido, lá estava a Bruna Lombardi pra bater palma.
E não me vem com “eles passarão e eu passarinho”.
Quer coisa mais ridícula que isso?
É...pode ser. Não tenho nenhuma sensibilidade artística.
Sou um tosco.
Aí uma repórter pergunta pra ele: “quem é Mário Quintana?”.
Ele responde: “Mário Quintana? Sou eu”.
E todo mundo adora.
Só porque é Mário Quintana.
Pra que fazer isso com a repórter?
Velho senil.

20.8.06

Duda com visão futurista

Maria Eduarda, sentada no banco de trás do carro ao lado do Mártin:
- Pai, quantos dias faltam pra tu morrer?
- Não sei, Duda. Eu posso morrer amanhã ou posso morrer bem velhinho.
- Tomara que tu morra bem velhinho.
- É. Tomara.
- Mas não te preocupa que o Mártin vai cuidar de ti quando tu for velhinho. Vai fazer sopinha e cafezinho.
- Ah é? E por que o Mártin é que vai cuidar de mim e não tu?
- Porque eu vou ter minha vida, ora.

Essa menina vai longe.

Sábado à noite

Lógico que não substitui uma boa noite de sexo, mas, as vezes, um bom beijo acaba sendo suficiente.

19.8.06

Luiz Nei judoca

Luiz Nei no último degrau da escada trocando a lâmpada do quarto.
Eu, na porta, só observando.
Ele percebeu que eu estava ali e se virou em minha direção.
- O que tu quer, guri?
Foi só tirar a atenção do que estava fazendo pra acontecer merda.
Lentamente Luiz Nei foi despencando da escadinha como se fosse um saco de batatas caindo do caminhão.
Rolou pela cama indo parar estatelado no chão, ao lado do criado-mudo.
Corri preocupado pra ver se tinha se machucado.
Com um sorrisinho sem graça, se levantou arrumando as calças:
- Viu só? Tem que saber cair.

Imagina se não soubesse.

18.8.06

Virando a página

Li, não me lembro onde, que a maior demonstração de que uma relação amorosa ficou no passado é quando tu consegue destruir as fotos da(o) ex.
Me lembro quando fiz isso com a Karen.
Queimei todas as fotos dela dentro do meu vaso.
Quase botei fogo no banheiro.
Hoje fui buscar as crianças e, junto com a sacola de roupas delas, veio outra sacola.
Ao chegar em casa, fui ver do que se tratava:
Bilhetinhos de amor, desenhos, fotos de viagens pra Caxias, pra Gramado, do casamento, cartões de felicitações...
Por um instante fiquei triste.
Foram momentos felizes.
Foram sonhos realizados.
Muitas coisas construidas juntos.
Mas tudo terminou.
E agora uma parte da história da minha vida jaz dentro de um lixo enrolada numa fralda de cocô.

Álbum de família

Amores da minha vida.

17.08.2006

17.8.06

Irmãos. Mas não de sangue

Hoje, depois de almoçar comigo, meu amigo Marcelo me deu uma generosa carona até o Guarujá e aproveitou para conhecer meu escritório.
Ficamos aproximadamente uma hora coçando o saco (cada um coçando o seu).
Na saída, após fechar a porta, o segurança perguntou:
- É teu irmão?
- Não.
- Pensei que fosse. É a tua cara.

Já marquei cirurgia plástica pra semana que vem.

Hey, Inter, vai tomar no cu

Programa da Rádio Bandeirantes na manhã desta quinta-feira analisando o efeito da vitória do Inter na vida cotidiana das pessoas.
Uma ouvinte perguntou se isso, de alguma forma, afetava a motivação dos gremistas em seu desempenho sexual.

Até parece.
Nunca quis tanto na vida fuder uma colorada.

Pensamentos gremistas desta quinta

Os carros deveriam ser proibidos de levarem buzinas.
Alguns motoristas não sabem o verdadeiro objetivo deste instrumento.

  • Hoje acordei de manhã normalmente e fui trabalhar.
    Existe vida depois do fim do mundo.


  • Empatar com o São Paulo em casa é vergonhoso.
    Quero ver fazer 4 a 2 no Santa Cruz em Recife.


  • Nada é tão ruim que não possa ficar pior.


  • Agora fudeu.

Inter Campeão da América

Era inevitável.
Eu sabia que um dia ia acontecer.
Só não esperava que fosse durante a minha existência.

15.8.06

Premonição (pra matar secador)

Final da Libertadores.
Inter na pressão desde o começo de jogo.
Domínio total das ações no meio de campo.
São Paulo acuado.
Jogo chegando ao final da primeira etapa.
Bola levantada na área, Fernandão sobe de cabeça e faz Inter 1 a 0.
Loucura no Beira Rio!
Começo da etapa final.
Muricy muda o esquema tático da equipe colocando mais um atacante.
Logo aos 10 minutos, confusão dentro da área colorada e Souza empata o jogo.
1 a 1.
O tempo vai passando.
São Paulo tenta uma pressão, mas pára na defesa do Inter.
Os donos da casa levam perigo nos contra-ataques e quase marcam o segundo.
Sóbis chuta na trave.
45 da segunda etapa.
Centenas de pessoas ao lado do campo pedem o final do jogo.
Abel Braga quase invade o gramado.
Os reservas escondem as bolas auxiliares.
47 minutos.
O juiz deu três de desconto.
Escanteio para o São Paulo.
Desespero nas arquibancadas.
Rogério Ceni deixa sua área e vai tentar o cabeceio na área colorada.
Bola cruzada na marca do pênalti.
Lugano mete a cabeça.
A bola bate em Bolívar, sobre a linha.
No rebote, Rogério Ceni chuta para o fundo das redes.
Gol do São Paulo.
Inacreditável!

Inter campeão na decisão por pênaltis.

Sonho erótico

Dizem que quando a gente sonha nosso espírito de desprende do corpo e fica vagando, visitando outros espíritos, em uma dimensão superior.

Só espero que o espírito que o meu visitou hoje tome anticoncepcional.

14.8.06

Desconsolado

Como se já não bastassem todos os problemas que tenho na vida, minha TV não pega mais o canal 80...

13.8.06

Impressões da Duda

Eu de cueca no quarto, me arrumando pra sair.
Duda deitada na cama, só observando:
- Pai, tu é tão fofinho. Parece um ursinho de pelúcia.

Juro que não sei de onde ela tirou isso.

Luiz Nei e o Dia dos Pais

Luiz Nei de joelhos sob a mesa da cozinha juntando o resto de comida que o Mártin derrubou no chão e resmungando.
- Olha só pra mim. Uma pessoa da minha idade. Sociedade de consumo filha da puta fica inventando coisa pra gastar dinheiro. Enfia no cu esse Dia dos Pais.

Ficou feliz com o presente que ganhou.

Luiz Nei no teatrinho

Eu conversando com a Duda:
- Então, Dudinha. Como foi o teatro com o vô?
- Foi legal.
- O vô não incomodou?
- Não. O único problema foi o ronco dele.

(...)

Juçá cobrando do Luiz Nei:
- Como é que tu me leva a criança no teatro e passa a peça toda roncando?
- Quem disse isso?
- Ué! A Maria Eduarda.
- Isso é um complô pra denegrir minha imagem.
- Sei. Parece até que não te conheço.
- Acontece que eu não estava dormindo. Estava só recostado.

12.8.06

10.8.06

Luiz Nei e a incontinência urinária

Saí do Guarujá e combinei com o Luiz Nei que ele me buscaria no shopping Praia de Belas levando as crianças.
Já atrasado para participar de sua reunião no Centro Holístico, chegou atucanado, irritado, resmungando, depois de pegar todo o trânsito da avenida Ipiranga no final de tarde.
- Vocês têm que me poupar destas barbaridades. Já estou muito velho pra ficar me estressando com esse corre-corre.
- Não enche o saco. Tu faz as combinações com a mãe e a culpa é minha agora. Se eu tivesse ido de ônibus, já tava em casa.
- O pior é que eu estou me mijando.
- Azar é teu.
- O que eu faço?
- Ué? Mija lá na Holística.
- Não vou aguentar.
Ao entrar na rua Felipe Camarão, Luiz Nei encostou o carro.
- Tu não vai mijar na rua, né, maloqueiro?
- Agora já era.
Descendo do carro correndo, Luiz Nei procura uma árvore.
As crianças, atônitas, atrás do carro, gritando na janela: "maloqueiro, maloqueiro."
Olho pra frente e vejo vindo dois brigadianos caminhando no escuro.
Grito:
- A polícia, a polícia!
Luiz Nei sai correndo de trás da árvore arrumando as calças e chingando.
- Bosta mesmo.
- Mijou?
- Só um pouquinho. Pelo menos deu pra aliviar as bolas.

Depois não quer que as crianças cresçam traumatizadas.

Rapel

Minha amiga Daniela, de Santa Maria, conversando comigo pelo MSN:

- Terminei com meu namorado há 2 anos e desde então não tive mais ninguém. Quanto sinto vontade de fazer sexo, eu faço 70 metros de rapel, aí passa.
- E dá certo?
- Lógico.
- Legal. No fim de semana vou descer o Itaimbezinho.

Comparação oportunista

Grêmio = Varig
Inter = TAM

9.8.06

Hispano hablantes

Aline traduzindo um texto de espanhol para o português.
Me chama no MSN:

Aline...eu hein! diz:
"Elegido" em espanhol é "escolhido"?

...Márcio diz:
"Eleito".

Aline...eu hein! diz:
“Naranja” é "laranja"?

...Márcio diz:
Não...é "azul de metileno".

Aline...eu hein! diz:
Sério?

...Márcio diz:
Lógico que é "laranja".

Aline...eu hein! diz:
“quedo cerrado”?

...Márcio diz:
“Ficou fechado”. Pode me passar o texto que eu traduzo.

Aline...eu hein! diz:
deixa...as palavras q eu tenho dúvida te pergunto.

Márcio diz:
Tu tem dúvida até no "naranja".

Aline...eu hein! diz:
ah, nem sempre o q parece, é....

...Márcio diz:
hehehehe...alguma coisa sim...mas não o “Naranja”.

Aline...eu hein! diz:
Sabe la....rrsrsrsr...” leyenda” é “lenda” ou “legenda”?

...Márcio diz:
"Lenda"...

Aline...eu hein! diz:
Viu?

...Márcio diz:
Tá bom.

8.8.06

À flor da pele

O interessante de se estar sozinho depois de quase 15 anos é observar o funcionamento do organismo com o acúmulo absurdo de testosterona.
É foda!

Ou melhor, não é...

7.8.06

Eu espanquei o Agostinho

Estávamos jogando futebol num campinho perto da minha casa na praia.
O Pedro Cardoso era meio campo do time adversário.
Lá pelo meio da partida, o Pedro começou a se exibir e, fazendo balõezinhos, ficava provocando.
Numa dessas, entrei pra matar a jogada e dei com o cotovelo na cara dele. Pegou em cheio na boca.
Na hora eu senti que tinha exagerado, mas aí já era tarde.
Já que o juiz não tinha visto, o Pedro veio pro revide e me acertou um tapa na cara.
Sem pensar, derrubei ele no chão, montei em cima e comecei socar impiedosamente até deixar completamente desfigurado.
Ninguém conseguia fazer com que eu parasse.
Foi horrível.
Esse foi o sonho que tive hoje.
Inexplicável.
E o pior que gosto do Pedro Cardoso.

Fora do mercado

Nunca pensei que fosse tão difícil uma readaptação à vida social.

Acho que vou precisar de ajuda.

6.8.06

Descabelando o Palhaço

Não sei porque sigo me surpreendendo com a aflorada sensibilidade feminina.
Minha amiga Mona disse que, além de se descabelar chorando na novela como a Juçá, ainda se debulhou em lágrimas no Criança Esperança por causa do circo e da homenagem ao palhaço Carequinha.
Quanta emoção.
Fico imaginando o que ela deve ter sentido quando enterraram o Carequinha.
Perco a amiga mas não perco a piada.

5.8.06

Páginas da Vida

Fui na cozinha pegar um copo de suco quando me deparei com a cena:
Juçá, de pé na porta, aos prantos.
Me assustei.
- O que foi?
Ela não conseguia responder sufocada pelas lágrimas.
- Fala duma vez. O que foi?
- Pó...pó...pobrezinha... morreu e deixou duas criancinhas, snif. - respondeu apontando pra TV.
Era a novela.
Minha cara deve ter ficado tão bizarra depois de ter escutado aquilo que, de pronto, ela começou a gargalhar.

Não faltava mais nada.

3.8.06

Estilo retrô

Acho interessante as pessoas que não têm apego aos bens materiais.
Até admiro elas.
Eu, por exemplo, nunca dei muita bola para certos tipos de coisas que, para muitos, têm muito valor.
Um celular, por exemplo.
Meu celular é o mais chinfrim da sala.
Não morro de vontade de ter um novo já que o meu aparelho funciona normalmente.
Pode não ter MP3, joguinhos, câmera fotográfica, bússola, internet, ou sei lá o que, mas pelo menos dá pra usar como telefone.
Mesmo assim, acredito que tudo na vida tem um limite.
Juçá e Luiz Nei nasceram um para o outro e até no fato de não se apegarem aos bens materiais, combinam perfeitamente.
Luiz Nei pronto para sair para trabalhar pela manhã.
Não resisti:
- Tu vai sair com essa roupa?
- Qual o problema? – Já brabo ao sentir a reprovação na minha pergunta.
- Pelamordedeus. Essa calça é do tempo do Ariri Pistola.
- Deixa de ser besta. Com essa calça eu fui no casamento do teu tio.
- Do meu primo, tu queres dizer?
- Não. Do teu tio.
Meu tio casou em 1969.

A Juçá não fica muito atrás.
Orgulha-se de usar roupas de quando era adolescente.
- Esse vestidinho eu comprei quando estava grávida da Leila.
Ou seja, em 1975.
Ontem chegou em casa de noite usando um casaco xadrez laranja com marrom que eu usava quando tinha 11 anos.
E não adianta falar nada.
- Que saco. Tu e tua irmã ficam implicando com a minha roupa.
Por que será?
Mas o pior não é a roupa.
É o óculos de sol da Juçá que ela trouxe da Europa na viagem que fez no final de 1972.
Cada lente redonda deve ter mais ou menos 80cm de diâmetro, sem falar na haste vermelha.
Evito sair com ela quando tem sol pra não acharem que sou parceiro do Mosco Heróico.
E agora, como convencer pessoas tão retrógradas em suas mentalidades a contratarem um personal stile?

Estádios no Google Earth II

Por falar em estádios um do lado do outro, que tal estes em Avellaneda (ARG)?
Racing em cima e do Independiente abaixo.

Pertinho, pertinho.

Estádios no Google Earth

O que pode ser mais ocioso do que uma pessoa que passa a tarde procurando estádios de futebol no Google Earth?

Esses aí do lado são do Slovan (em baixo) e do Inter de Bratislava, na República Eslovaca.

Ficam um do ladinho do outro.

Interessante.

Luiz Nei goleador

Luiz Nei deitado no sofá da sala vendo São Paulo x Chivas na TV.
Jogada do São Paulo na entrada da área.
A bola sobra pra Mineiro que pega um belo chute e manda no ângulo.
Luiz Nei sorri e resmunga:
- Essa é o tipo de bucha que eu costumava fazer.

Então tá.

2.8.06

Guerra no Líbano

Será que o pequeninho era um membro do Hezbollah?

Quiuspariu.

1.8.06

Mea culpa

- Jornalista é uma raça triste. Todos uns urubus.
A frase é de uma conhecida minha que tem todos os motivos para achar isso.
Confesso que não discordo totalmente dela.
Às vezes (pra não dizer quase sempre) os jornalistas são um pouco inconvenientes.
Já me peguei várias vezes questionando atitudes que são tomadas em prol do jornalismo deixando de lado alguns ensinamentos éticos e humanos aprendidos no lar ou na escola.
Cansei de debater com o professor de Ética na faculdade sobre certos temas realmente controversos e que tem a ver com a minha profissão.
Em 1993 o fotógrafo sul-africano Kevin Carter ganhou diversos prêmios fotografando crianças do Sudão agonizando de fome com alguns urubus à espreita esperando para almoçar.
Parabéns ao fotógrafo, mas não seria mais humano ajudar aquelas crianças de alguma forma ao invés de empunhar uma máquina fotográfica para registrar aquele momento surreal para os dias de hoje?
Talvez esse pensamento deva ter vindo à mente do fotógrafo antes de se suicidar meses depois.
Há dois anos travei uma discussão interminável por telefone com uma editora de Zero Hora que publicou em sua contra-capa uma foto de um carro incendiando depois de um acidente na Wenceslau Escobar.
Não fosse um amigo meu de infância que estivesse morrendo queimado naquele momento, talvez até tivesse passado batido a falta de compaixão de uma pessoa que se preocupa em buscar uma câmera fotográfica para registrar. Talvez tendo em mente: “Puxa, posso ganhar uma grana vendendo a foto pra Zero Hora”.
E o meu amigo que tava lá dentro sendo consumido pelas chamas?
Não questionei a Zero Hora por ter publicado a foto mas sim por, talvez inconscientemente, incentivar o desrespeito com o sofrimento alheio.
Me lembrei disso ao ver no site do Terra de hoje a foto de um casebre sendo tomado pelas chamas enquanto cinco crianças morriam.
Devo parabenizar o fotógrafo por sua competência profissional ao registrar o momento?
Acho que essa frieza típica do jornalista me falta, às vezes.

Que bom.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...