21.8.06

Iconoclasta

Nunca fui muito adepto ao senso comum.
Muito menos à idolatria unânime.
As vezes sou até criticado por ser uma pessoa “do contra”.
Confesso que, algumas vezes, faço só pra criar polêmica.
Aí Caetano Veloso e Gilberto Gil recebem um prêmio de música e sobem ao palco para receber o troféu usando saia.
Me explica: pra que usar saia?
Só porque são Caetano Veloso e Gilberto Gil fica um monte de babaca achando o máximo.
"Nossa! Que criatividade!".
Por favor. Me poupa.
Ta certo que os caras têm algumas músicas legais.
Mas era isso.
Gerald Thomaz era assim também.
Felizmente, hoje em dia, suas peças idiotas são sempre vaiadas pelo público.
Demoraram pra se dar conta.
Agora Porto Alegre vive uma época de Mario Quintanamania.
Qualquer coisa é motivo para lembrar Quintana.
Se o velho dava um peido, lá estava a Bruna Lombardi pra bater palma.
E não me vem com “eles passarão e eu passarinho”.
Quer coisa mais ridícula que isso?
É...pode ser. Não tenho nenhuma sensibilidade artística.
Sou um tosco.
Aí uma repórter pergunta pra ele: “quem é Mário Quintana?”.
Ele responde: “Mário Quintana? Sou eu”.
E todo mundo adora.
Só porque é Mário Quintana.
Pra que fazer isso com a repórter?
Velho senil.

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