10.8.06

Luiz Nei e a incontinência urinária

Saí do Guarujá e combinei com o Luiz Nei que ele me buscaria no shopping Praia de Belas levando as crianças.
Já atrasado para participar de sua reunião no Centro Holístico, chegou atucanado, irritado, resmungando, depois de pegar todo o trânsito da avenida Ipiranga no final de tarde.
- Vocês têm que me poupar destas barbaridades. Já estou muito velho pra ficar me estressando com esse corre-corre.
- Não enche o saco. Tu faz as combinações com a mãe e a culpa é minha agora. Se eu tivesse ido de ônibus, já tava em casa.
- O pior é que eu estou me mijando.
- Azar é teu.
- O que eu faço?
- Ué? Mija lá na Holística.
- Não vou aguentar.
Ao entrar na rua Felipe Camarão, Luiz Nei encostou o carro.
- Tu não vai mijar na rua, né, maloqueiro?
- Agora já era.
Descendo do carro correndo, Luiz Nei procura uma árvore.
As crianças, atônitas, atrás do carro, gritando na janela: "maloqueiro, maloqueiro."
Olho pra frente e vejo vindo dois brigadianos caminhando no escuro.
Grito:
- A polícia, a polícia!
Luiz Nei sai correndo de trás da árvore arrumando as calças e chingando.
- Bosta mesmo.
- Mijou?
- Só um pouquinho. Pelo menos deu pra aliviar as bolas.

Depois não quer que as crianças cresçam traumatizadas.

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