29.9.06

Existe vida após o mouse (depoimento de quem esteve lá e retornou)

São nas pequenas coisas chatas do dia-a-dia que a gente consegue dimensionar o grau de estresse ou irritabilidade.
Não sou uma pessoa irritadiça por natureza.
Muito pelo contrário.
Sou calmo.
Pacato.
Quase uma moça.
Hoje ainda joguei futebol.
O que me deixa muito mais relaxado.
Pois cheguei em casa e vim dar uma olhada no meu e-mail.
O computador aqui de casa é o pior que um ser humano pode ter em uma residência.
E está aí o meu amigo Daniel que não me deixa mentir.
A frase final dele após avaliar a máquina aqui em casa foi categórica:
- Pode colocar no lixo.
Pois nem este PC onde costumo ver meus e-mails e, eventualmente, fazer outras coisas, como escrever esse post, por exemplo... pois nem este PC me tira do sério.
Sei que um dia vou ter um novinho, com banda larga.
Hoje descobri que este PC possui o pior mouse que um ser humano pode ter em uma residência.
E foi esse mouse o responsável por uma das cenas mais grotescas protagonizadas por este que vos escreve, quase uma moça.
Já trabalhou com um mouse estragado que não responde aos teus comandos?
Se a resposta for positiva, sabe exatamente o que eu quero dizer.
Por mais perto que tu estejas com a setinha do ponto desejado, mais difícil fica pra colocá-la exatamente onde tem que ser.
É um jogo de paciência.
Mexe o mouse pra cá.
Bem devagar.
Depois mexe mais pro outro lado.
Putz, a setinha passou do ponto.
Volta mais um pouco,
Devagar, o mouse é muito sensível.
Isso!
Tá quase lá.
Ops... passou.
Volta...
Tenta mais uma vez.
Tu já tentou 435 vezes.
Mais uma não vai fazer diferença.
Pois esse é meu cérebro falando comigo.
Na 437ª tentativa, meu corpo foi possuído por uma força maligna mais forte do que eu.
Assim como o incrível Hulk se transformando.
Deitei o rosto sobre o teclado e comecei a sentir convulsões.
Meu rosto foi ficando desfigurado.
Um muco verde começou a escorrer da minha boca.
Passei a emitir ruídos que lembravam os dialetos dos aborígenes australianos.
Nisso, num só movimento rápido e certeiro, de cima pra baixo, minha mão direita (transformada numa bigorna) praticamente pulverizou o pobre ratinho desobediente.
Além de algum farelo, ainda sobrou um linda e terna bolinha, meio emborrachada, que, de imediato, alçou vôo pela janela do oitavo andar indo parar em algum ponto da avenida Nilo Peçanha.
Um momento sublime.
Catarse.
Enquanto tentava observar o destino final da pelota, escutei o cantar dos pássaros e fui tomado por um sentimento absoluto de paz interior.
Senti a presença de Deus tal qual Renato Aragão no alto do Corcovado.
Deitei no sofá.
Fechei os olhos.
Só não acendi um cigarro porque não fumo.
Foi lindo.
Estava no fundo do poço e consegui voltar.
Voltar à nossa dimensão.
Me levantei lentamente.
Teria sido um sonho?
Abri as gavetas e encontrei outro mouse.
E é por isso que estou aqui agora.
Falando contigo.
Eu te amo!
Vem aqui e me dá um abraço.

La Double Vie de Véronique

Nunca fui muito fã de cinema, mas tenho aproveitado meu tempo livre para assistir algumas obras interessantes.
Principalmente as que passam no Telecine Cult.
Ontem parei pra ver “A Dupla Vida de Veronique”.
Comecei a ver um tanto entusiasmado e assim permaneci até o final.
Só um problema.
Não entendi o final.
Confesso, um tanto humilhado, que não tive sensibilidade ou inteligência intelectual e/ou emocional para entender o final do filme.
Se alguém já assistiu (e entendeu o final) pode me explicar, por favor?

27.9.06

Los Fabulosos Cadillacs - Vos Sabés



Não sou muito de colocar video no blog mas gostei muito desse.
Vale a pena ver.
É lindo.
Principalmente para quem é pai e fã do Vicentico, assim como eu.

E pensar que foi censurado na Argentina.

Cabeça grávida

Diálogo entre duas senhoras que presenciei no T7 indo para o trabalho.
- Tu viu que uma moça foi atropelada ali na frente do Anchieta?
- Por isso esse trânsito todo parado.
- Um caminhão caçamba passou por cima dela.
- Meu Deus.
- Foi horrível. Esmagou a cabeça dela.
- Credo.
- O chão ficou cheio daquele líquido amniótico.

Para os leigos.

26.9.06

Memórias da Assessoria

Happy Hour nesta terça-feira no Boteco do Natalício com André Schröder e Léo Ponso, meus ex colegas da Assessoria de Imprensa do Grêmio e visitantes deste blog.
Fazia tempo que não me divertia tanto.
Pelo menos duas horas de risadas garantidas.
Neste interim, percebi que os dois têm 23 anos e eu tenho 34.
Nada que sete chopps não igualem.
Novos encontros em fase de estudo.
Desta vez com José Doval e Rafa Pfeiffer.
Aceitamos novos participantes.
Aguardem.

Encontrar alguém

Quem me conhece sabe que nunca fui um cara festeiro.
Uma pessoa da noite, que gosta de sair, badalar.
Pelo contrário.
Um amigo meu me disse: “Tu tem que sair mais. Ir pra balada. Se ficar em casa, nunca vai encontrar outra pessoa”.
Até concordo com ele em termos.
Mas não acredito que vou encontrar na noite a mulher que me interessa.
Lógico que amplia o universo, mas não vejo como sendo um ponto preponderante.
Sempre que saí com esse objetivo, acabei não encontrando ninguém.
Ainda deixei de me divertir por tentar ser o que realmente não sou.
Além disso, já aprendi faz tempo que as pessoas gostam da gente pelo que a gente é de verdade.
Tanto foi assim que as pessoas que se interessaram por mim de alguma forma me conheceram num momento onde eu não tinha a mínima preocupação de querer encontrar alguém ou fazer gênero.
Talvez seja essa a contradição que venho passando nos últimos dias.
Há vinte dias não saio.
Opto por curtir meus filhos em casa.
Talvez não seja a coisa certa a fazer.
Ou seja.
Um meio termo, talvez, ficaria melhor.
O importante é que estou feliz ao lado deles.
É um momento que preenche meu coração.
Ou pelo menos a parte mais saudável dele.
Deixa o lado mais machucado sangrar um pouco.
Quem sabe, assim eu aprendo.

24.9.06

Casamento judaico em Harare

Desembarquei na capital do Zimbabwe pela manhã.
Fui recepcionado pelo guia que havia contratado aqui do Brasil.
Um simpático motorista de táxi nascido em Moçambique o que facilitava a comunicação.
A cidade de Harare era exatamente como eu imaginava.
Pequenos casebres de madeira formando grandes favelas.
Ruas de areia, sem saneamento básico.
Nenhum verde.
Muita pobreza mostrando a dura realidade do continente africano.
Com muito tempo livre até o início do casamento, decidi fazer um pouco de turismo antes mesmo de ir ao hotel.
Iria embora no dia seguinte e não teria outra oportunidade.
O motorista (e guia) me levou para conhecer o principal ponto turístico da cidade.
Era um monte situado exatamente no meio de uma favela.
Segundo ele, aquele monte (que nada mais era do que uma pedra grande) foi o local onde a cidade foi fundada.
Nem bem havia saído do carro, fui cercado por dezenas de meninos e meninas pedindo esmola.
Me puxavam e gritavam com as mãos estendidas pedindo moedas:
- Coin, coin, coin.
Não consegui curtir a visita.
Só queria sair dali.
Pedi pra ir ao hotel.
Eram 19h quando deixei o hotel rumo ao casamento.
A festa seria numa sinagoga, num bairro nobre da cidade.
Cheguei muito cedo.
Pingava de suor dentro do terno.
Gravata apertada.
Apenas alguns seguranças guardavam o local.
Fiquei quietinho num canto esperando a chegada dos convidados.
Não conhecia absolutamente ninguém.
Nem mesmos os noivos.
Era um penetra na festa.
Fiquei mais tranqüilo quando vi chegar o Ricardo, que trabalhou comigo como estagiário na Assessoria de Imprensa do Grêmio.
Ele chegou com dois amigos e veio falar comigo.
- O que tu ta fazendo aqui?
- Vim pra festa.
- Mas a festa foi ontem. Hoje é só no civil.
- Bah...ninguém me avisou. E como estava?
- Uma merda. Só tava a chinelagem.
- Putz.
- Vamos lá na Cidade Baixa tomar uma ceva?
- Vambora.

Esse foi o sonho que tive hoje.
Pode mandar internar.

23.9.06

Pontualidade suíça

O albergue de Berna ficava bem próximo da estação de trem.
Na beira do rio Aar.
Para chegar à estação, o inconveniente era ter que subir um paredão de pedra de aproximadamente uns 200 metros de altura.
O único caminho era uma escadaria íngreme, junto ao paredão.
Já lá em cima, era só cruzar duas avenidas até a entrada principal da gare.
Deitado na parte de cima de um dos quadro beliches que tinham no meu dormitório, analisava minuciosamente o mapa da Europa e o meu roteiro de volta a Madri.
Para não perder muito tempo, decidi tomar o trem das 5h17 rumo a Lausanne.
Isso mesmo. 5h17 da manhã.
E quando o guia dos horários dos trens diz “partida às 5h17”, não é “partida às 5h18” nem “às 5h16”.
Chegando em Lausanne, era só trocar de trem e pegar o TGV para Paris.
O TGV era um trem ultra moderno, de grande velocidade.
Pronto. Era fácil.
Decidido o roteiro, minha maior preocupação era “como acordar para pegar o trem as 5h17?”.
Decidi confiar no meu despertador interno que ainda não havia falhado nessa gira de mais de um mês pelo continente europeu.
Dito e feito.
Às 4h30 acordei.
Albergue às escuras.
Silêncio absoluto.
Saí da cama.
Tateando, consegui ligar a luz do corredor.
Peguei minha mochila e fui me vestir no banheiro.
Lavei o rosto, coloquei minhas lentes, troquei de roupa.
Tudo correndo bem.
Meu relógio marcava 4h45.
Arrumei minha mochila, coloquei nas costas.
Naquele período da viagem, já pesava uma tonelada.
Caminhei pelo corredor semi iluminado, cruzei a porta que dividia os dormitórios do saguão principal.
Parei no hall de entrada, completamente deserto e escuro.
Ao lado da máquina de café, um termômetro digital marcava 10 graus negativos.
Sem problemas, já havia enfrentado menos 20 graus em Berlim dias antes.
Enrolei meu cachecol do Grasshopper em volta do pescoço.
E fui encarar o frio.
Opa.
Problemas.
Porta da rua fechada.
Como não pensei nisso antes?
Era óbvio que a porta da rua iria estar fechada a essa hora da madrugada.
O que fazer?
Pensei comigo: “me fudi”.
Fui até o balcão de atendimento.
Talvez alguém estivesse dormindo por ali.
Nada.
Bati na porta de madeira onde imaginei ser a entrada dos aposentos dos funcionários do albergue.
Nenhum sinal.
Bati mais forte.
Nada.
Comecei a me desesperar.
Gritei chamando por alguém.
Sem resposta.
Tentei forçar a porta da rua.
Nem mexeu.
O relógio digital, aquele mesmo onde ficava o termômetro, marcava 4h58.
Foi quando me chamou atenção um aviso na parede escrito em inglês:
“Em caso de emergência, aperte o botão vermelho”.
Era isso.
Que se dane.
Levantei a tampinha e grudei o dedo no botão.
A resposta foi imediata.
Um alarme ensurdecedor ecoou pelo saguão como se 345 ambulâncias houvessem entrado albergue adentro.
Começou a aparecer gente desesperada de todas as portas.
Pensei comigo: “me fudi”.
Lembrei no Cuca, no Henrique, jogadores do Grêmio que tinham sido presos naquela mesma cidade.
“Que merda, vou pra mesma prisão”.
Uma das donas do albergue (pelo menos achei que fosse) me xingava em alemão com o rosto vermelho de raiva.
Não demorou muito pra eu ficar cercado de gente.
Já não mais desesperados, porém curiosos.
Agarrado no meu guia de horários, eu só gritava:
- I have train! I have train! Open the door! Open the door!
No meio do tumulto, consegui “fugir”.
Mais com medo da loucura que havia feito do que propriamente preocupado com o atraso, corri em disparada pelas ruas escuras e úmidas de Berna em direção ao paredão de pedra.
Os primeiros metros da grande escadaria consegui vencer com facilidade.
Aos poucos fui perdendo o fôlego.
Degrau por degrau.
Não agüentava mais.
Respiração ofegante.
O cachecol me sufocando.
A mochila pesando 34 toneladas.
Quase me ajoelhei ao me aproximar dos últimos degraus.
Já não dava mais pra correr.
Quando cruzei caminhando a primeira avenida em direção à estação central, meu relógio marcava 5h15.
Pensei comigo: “me fudi”.
Ainda vou ter que descobrir de qual passarela o trem sai.
Não vai dar tempo.
Corri usando o que restava da minha força.
Estação a dentro, fui direto ao local de onde partem os trens.
Não haviam muitos ali parados.
Apenas três.
Ao lado de um deles, vi um fiscal de chapeuzinho azul.
Acenei enquanto tentava emitir algum ruído pela boca pra chamar a atenção dele.
Ele me viu ao longe e gritou:
- LAUSANNE?
Respondi ofegante e gritando:
- IÁ! IÁ!
Pelo menos “sim” em alemão eu sabia dizer.
Me senti um poliglota.
Ele me fez sinal para que eu corresse.
Cruzei por cima dos trilhos e praticamente me atirei pra dentro do primeiro vagão.
Foi eu cair lá dentro para o trem começar a se movimentar.
Do lado de fora, o fiscal riu, me acenou e falou alguma coisa em alemão como que elogiando meu esforço sobre humano.
Olhei pra ele, ri e respondi com sotaque alemão:
- Eu serrr foda! Eu serrr foda!
Foi a única coisa que me veio na cabeça naquela hora.
Olhei o relógio.
Eram 5h20.
O trem havia atrasado três minutos.
Pensei comigo: “pontualidade é a putaqueospariu”.

Não basta olhar, tem que tocar

Pracinha do prédio pela manhã.
Crianças brincando.
Eu sentado no banco, lendo.
Duda se aproxima com cara de choro.
- Que foi, Duda?
- Preciso te contar uma coisa.
- Diz.
- Eu tava brincando ali na grama. Vi uma coisa no chão mas não sabia se era barro ou cocô. Aí coloquei a mão pra ver e era cocô.
- Que saco, Duda! Pra que colocar a mão? Mártin, saí daí. Não mexe.
- Não adianta mais, pai. Ele também botou a mão.

(...)

Depois de subir pro apartamento e lavar os dois, voltamos pra pracinha.
Incrível como as pessoas levam seus cachorros em locais onde as crianças brincam e ainda não juntam a sujeira que eles fazem.
- Duda, me mostra em que lugar da grama tava o cocô que tu tocou.
- Mas não tá mais na grama.
- Como assim, Duda?
- Agora ele tá no meu tênis.

Caraleo.

22.9.06

Dúvida cruel


Diálogo presenciado por mim lá na quadra onde eu jogo futebol (os termos são fiéis):

- Cara, tu viu o vídeo da Cicarelli?
- Vi. Muito bom.
- Baita ordinária. Além de gostosa, é puta.
- Aham. Imagina dar o cu na frente de todo mundo.
- Peraí. Não foi o cu que o cara comeu.
- Claro que foi. Ali antes de entrarem na água.
- Ele pegou por trás, mas não foi o cu.
- Claro que foi, meu.
- Capaz.
- Foi.
- Assim, no seco?
- É.
- Duvido. Pode ter roçado ali, mas não entrou.

Sem comentários.
Só dou minha opinião se alguém perguntar.

Quem espera sempre alcança. Será?

Minha principal qualidade é ser uma pessoa ponderada.
Saber conter meus instintos, meus impulsos.

Meu principal defeito, idem.

A pedido

Festa dos funcionários do Grêmio.
Vanessa tá escorada num pilar da churrascaria dando risada.
Fui lá.
- Me conta qual a piada.
- Qual piada?
- Essa piada que te fez rir.
- Não tem piada nenhuma.
- Tá rindo do que então?
- Nada. Só tô feliz.
- Ah bom.

...(pausa)

- Tu não é feliz?
- Hum...acho que sou.

... (pausa)

- Coloca esse diálogo no teu blog?
- Aham.

Se alguém tiver alguma sugestão de diálogo tão (ou mais) interessante que esse, pode me mandar por e-mail que eu coloco aqui.

20.9.06

Luiz Nei e meus Bits

Gosto bastante do salgadinho Bits.
Aqueles que são assados.
Vêm num pacote grande.
Saí do jogo do Grêmio hoje de tarde e passei num barzinho perto do Olímpico para comprar um.
O do pacote verde.
Não sei nem que sabor é, mas sei que é o melhor.
A idéia era ver o jogo do Inter em casa degustando alguma coisa diferente.
Sentei na sala pra ver a partida.
Luiz Nei sentado na mesa de jantar, atrás de mim.
Se aproximou:
- Me dá um troço desses aí.
Era o salgadinho.
- Pega.
Achei estranho.
O Luiz Nei sempre teve aversão a esse tipo de guloseima.
Bom, mas era o Bits.
Até o Luiz Nei não resistiu.
Pegou mais uma vez.
E outra.
E outra.
E outra.
Perguntei ironicamente, já que vi o pacote se esvaziar antes dos 15 minutos do primeiro tempo:
- Tá bom meu salgadinho?
- Não sei. Não como essas porcarias. Pergunta pra Preta.
Quase caí do sofá.
Ele tava dando o salgadinho pra cadela.
- Não acredito que tu tá fazendo isso. Pegando meu salgadinho pra dar pra esse bicho.
- Não fala assim, imundice. Ela é tua irmã.

Meu Deus.
Alguém me manda o telefone de uma clínica geriátrica.

Desfile Farroupilha

Gurizada curtindo o desfile Farroupilha antes da chuva.
Manhã de quarta-feira.

Feriado de 20 de setembro

Que fase

Nada mais frustrante do que programar certas coisas na sua cabeça e elas saírem completamente erradas.
Mas a culpa é só minha por acreditar ainda que elas poderiam dar certo.
E pensar que eu recusei um convite irrecusável na noite de ontem.

Bem feito pra mim.

19.9.06

Dias melhores

A Rose é uma das meninas que trabalham aqui comigo no escritório do Guarujá.
Muito querida.
Meio desconfiada.
Passou poucas e boas na vida.
Separada.
Mãe da Dudinha, quase entrando na adolescência.
Hoje me chamou na sala dela.
- Márcio, quero que tu escute essa música. É pra ti!

Gostei da homenagem.

...

Dias Melhores (Jota Quest)

Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás

Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor, melhores na dor

Melhores em tudo

Vivemos esperando
O dia em que seremos para sempre
Vivemos esperando
Dias melhores para sempre

Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás

Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor, melhores na dor

Melhores em tudo

Vivemos esperando
O dia em que seremos para sempre
Vivemos esperando
Dias melhores para sempre


Preciso de um Saco de Areia

Fui almoçar com meu amigo Marcelo no tradicional restaurante Copacabana, no bairro Cidade Baixa.
Excelente filé.
Estávamos batendo altos papos quando o garçom se aproximou.
Um garçom antigo.
Não só no restaurante quanto na idade.
Beirando seus 80 anos.
Chegou com um copo de água com gás e colocou na minha frente.
- Desculpa, senhor. Eu não pedi água.
- O senhor pediu água mineral.
- Não. Já disse que não pedi.
- Só porque sou velho o senhor acha que eu estou esclerosado? E não levanta a voz pra falar comigo.
Mas eu não tinha levantado.
Aquilo me tirou do sério.
Peguei o copo com água e atirei em direção ao homem.
O copo se estraçalhou no peito dele.
Abalado pelo golpe, ele caiu de costas sendo aparado por um dos fregueses.
O Marcelo, apavorado, me agarrou e me tirou do restaurante já que os freqüentadores queriam me linchar.
Metido a macho e fora de controle, chamei todo mundo pro pau.
Tava com tanto ódio que podia matar uns vinte.
Parece que o garçom só sofreu alguns cortes no rosto em decorrência dos cacos de vidro.

Pois foi esse o sonho que eu tive hoje.
Tô com medo de mim.

18.9.06

Homenagem aos anônimos

Me considero uma pessoa com um mínimo de criatividade mas também sei reconhecer idéias inteligentes de outras pessoas.
Dentro a insegurança característica das mulheres, minha amiga Kelen tem o hábito de escrever posts em seu blog intimando os visitantes anônimos a deixarem seus comentários (nem que seja somente naquele post).
Fazendo isso, ela pode saber se (e quais) pessoas estão visitando sua página.
E ainda por cima recebe uns confetes.
Uma idéia simples, objetiva e genial.

Coloquei um contador no meu blog.
Na verdade, mais por charme do que por qualquer outro motivo.
Até porquê meu blog já tinha mais de um ano quando coloquei e o resultado ali não aponta uma totalidade de visitas.
Pois, no último final de semana, observei que mais de 100 pessoas passaram por aqui.
Levando em conta que eu devo ter entrado umas 10 vezes pelo menos, sobram 90 pessoas diferentes.
Bom, se os meus 10 amigos que costumam visitar o blog com freqüência entraram uma vez no sábado e outra no domingo, sobram 70 pessoas diferentes.
Já é um grande número.
Lógico que nada comparado ao blog da Daniella, só pra dar um exemplo.
Onde um post não tem menos que 30 comentários.
Mas é a Daniella...

Dito isto, presto uma homenagem aos leitores anônimos que, de alguma forma ou de outra, acabaram parando por aqui e imploro que deixem pelo menos um “alô” nos nossos comentários.

Coloque seu nome e endereço que, em 7 dias, você estará recebendo, em sua casa, um lindo brinde do "Frutilla ou Fresa?".

=oP

Sem esquecer dos tradicionais e fiéis visitantes.
Beijo do gordo!!

17.9.06

Babaquinha da mamãe

Juçá pra mim, num momento de ternura e reflexão:
- Tu és muito fraco emocionalmente. É da tua personalidade. Por isso as mulheres conseguem te enrolar. Foi assim com a Karen. Ela fazia gato e sapato de ti. E é assim com a Márcia.

Que forma mais doce de ser chamado de trouxa babaca.
Adorei.

Atenção, mulheres, aproveitem.

Grêmio, 103 anos - Banquete Oficial


Eu, Melissa, Michele, Vanessa, Gabriela, Suzana e Pfeiffer (pra enfeiar a foto).

16.9.06

Exemplo em casa

Hoje Luiz Nei acordou a Juçá com um café da manhã na cama.
Tipo aqueles de hotel.
Com direito a ovo mexido e três variedades de suco.

Com um exemplo desses em casa, certamente minha futura namorada vai ser uma mulher de muita sorte.

Quem não sabe dar valor, dança.

Eu vou te deletar, te excluir do meu Orkut

Já que não podemos escolher 100% das pessoas com quem temos que conviver no nosso dia-a-dia, pelo menos podemos fazê-lo de outra maneira.
Hoje estava analisando meu Orkut quando percebi que já estava me aproximando dos 100 “amigos” na minha lista.
Passei a observar nome por nome e descobri que muitos que estavam ali não deveriam estar.
Nada pessoal.
Só que não posso considerar “amigo” uma pessoa que não vejo, não converso ou não tenho nenhum tipo de contato há 20 anos, por exemplo.
Por isso, comecei uma “limpeza” criteriosa.
No meu Orkut, somente pessoas pelas quais tenho algum tipo de carinho e/ou consideração.
Caso você tenha sido excluído(a), não é motivo para desespero. Ainda resta uma chance de me convencer do contrário.
Caso você esteja na minha nova lista com 46 pessoas, considere-se um privilegiado(a) e agradeça à Deus por esta oportunidade.
=oP

15.9.06

Grêmio: 103 anos

Não.
Não vou fazer nenhuma post em homenagem ao aniversário do Grêmio.

Quero que se dane.

Xuxa contra o Homem Invisível

Quando eu era pequeno, lá pela minha pré adolescência, um dos meus sonhos era ser invisível.
Além de todas as vantagens de não ser visto, meu principal objetivo era ver a Xuxa pelada.
Passava horas imaginando de que jeito colocaria meu plano em prática depois de tomar a poção mágica.
Aproveitando de minha invisibilidade, entraria num avião para o Rio de Janeiro, pegaria um ônibus até os estúdios da Globo, esperaria terminar o programa e entraria no carro junto com a Xuxa.
Iria com ela até sua casa, subiria até seu quarto e seria até capaz de entrar no banho junto com ela.
Pelo menos essa fantasia povoou minha mente sórdida no início da década de 80.
Hoje em dia estou mais maduro.
Sem falar que descobri as vantagens de se estar bem visível diante de uma mulher pelada (mesmo não sendo a Xuxa).
Mesmo assim, com 34 anos, sigo procurando a fórmula dessa poção.
Hoje não mais pra ver a Xuxa pelada (até porque a tia tá véia), mas pelo simples fato de poder desaparecer do mundo por algum tempo.

E se um dia você tiver sozinha e sentir impressão de que tem alguém do teu lado...cuida quando for entrar no banho.

Joaninha

Dizem que quando uma joaninha pára na gente é sinal de sorte.
Besteira.

Mas a troco de que uma joaninha veio pousar na minha mão à 1h07 da madrugada de sexta-feira enquanto eu escrevo no computador?

Bem que poderia ser.
Tô precisando.

14.9.06

Analogia

Quando parece que as coisas se acalmaram...
Que a vida entrou nos eixos...
E que mais nada poderá atrapalhar...

...eis que uma jarra de chá de mate explode no meio da cozinha.

13.9.06

Tragédias na madrugada

Quando eu tinha 15 anos, na praia, acordei de madrugada e fui à cozinha tomar um copo de suco de caju daqueles Maguary.
Não sei como, acabei deixando o pote cair no chão.
Ele explodiu no meio da cozinha.
Isso de alguma forma me traumatizou.
Não pelo fato de o pote ter quebrado e sim pelo fato de eu ter que ficar de joelhos, limpando, às 3h da manhã.
Isso sem falar que acabei ficando sem tomar o copo de suco.
Bom, todo esse papinho é pra dizer que são 2h55 da manhã de quarta-feira e eu acabei de deixar cair uma jarra cheia de chá de mate no meio da cozinha.
Respingou até na área de serviço.
Ainda não sei se deito e durmo, abro a janela e salto, enfio o dedo no c* e rasgo ou se me ajoelho e limpo.

12.9.06

Mai neimi´s Louis Nay

Já faz algum tempo, a Juçá trabalha em casa para algumas empresas realizando um serviço de correção de textos.
Dependendo do volume de trabalho (as vezes são vários livros por semana), o Luiz Nei senta ao lado dela para dar sua contribuição.
Estava eu no computador enquanto Luiz Nei trabalhava sozinho sentado na mesa da sala.
Foi até o armário de livros e começou a fuçar num dicionário.
Resmungou.
Pegou outro.
- Dicionário mais vagabundo.
- O que tu tá procurando, véio?
- Como se escreve “empírico” em inglês.
- Quer que eu procure aqui na internet em algum tradutor?
- Não. Já sei como é.
- E como é?
- “Empiric”. Deve ser isso.
- Hum... aqui na internet tá dizendo que é “Empiricist”.
- Hum. Só se for no Texas. Lá eles têm um vocabulário próprio.
- Huahuahahua... e tu não fica nem vermelho.
- Se tu quer saber, falo inglês fluentemente.
- Sei.
- É só colocar um americano na minha frente que tu vai ver.
- Tu deve falar inglês tão bem quanto fala espanhol.
- Isso mesmo.
- Tá bom. Dá licença que eu vou lá lavar os “TALLERES”* que estão na pia.
- Sai daqui, o muquirana.

*Clique aqui para recordar

Não jante depois da meia-noite

Estávamos Aline, Greici e eu na sala da assessoria de imprensa do Grêmio.
Greici mexia no Orkut.
Questionei:
- O que tu estás procurando.
- Uma Comunidade.
- Qual?
- “Eu Odeio o Haroldo Santos*”.
- Achou?
- Não. Só achei “Pensamentos do Haroldo Santos”.
- Vai criar uma?
- Não. Bem capaz.
Nisso me deu uma vontade absurda de fazer xixi.
Num dos cantos da sala havia um depósito de ferro velho, cheio de equipamentos inúteis.
Me levantei e comecei a fazer xixi ali mesmo, dentro de uma forma de bolo.
A forma já estava cheia de água e o meu xixi fez transbordar o líquido que começou a fazer uma possa no chão.
Era muito xixi.
Sem tirar os olhos do computador, disse a Aline:
- Quero ver quem vai secar isso aí.
Nisso entrou na sala o Zento, Gerente de Marketing.
Parou na frente da TV.
- Que jogo é esse?
Respondi:
- É do Campeonato Paulista Série A2. Mas não sei os times.
- Pra nós é bom que termine empatado.
- Mas esse jogo é da semana passada e foi 2 a 2.
- Ah bom.
Depois do xixi, perguntei:
- E aí, Greici, achou a Comunidade?
- Não. Agora estou na comunidade do palhaço Carequinha. Sabia que ele morreu?
- Sabia.
- Tadinho.
- Tu chorou quando enterraram o Carequinha?
- Dã. Essa piada é besta.

Tem dias que eu me surpreendo com os meus próprios sonhos.

*Haroldinho. Meu chefe (e da Greici tb).

11.9.06

Uma visão da minha infância

Aproveitei que as crianças brincavam tranqüilas na pracinha do prédio e fiz uma coisa que eu não fazia há pelo menos 19 ou 20 anos.
Me deitei no chão de pedra e fiquei olhando pra cima, vendo as nuvens passarem por sobre o edifício.
Parece ridículo, mas imediatamente passou um filme na minha cabeça da época em que aquele gesto significava o fim de um dia repleto de brincadeiras que deixava a turma esgotada.
E que turma!
Uma gurizada de fé.
Terror dos síndicos.
Aproximadamente uns 15 ou 20.
Com uma variação de no mínimo cinco anos de idade.
Tudo morando no mesmo condomínio.
Uma época sem preocupações (pelo menos nada comparado ao que temos hoje).
Colégio de manhã e, depois do almoço, aos poucos íamos nos encontrando lá embaixo.
Morando no 14º andar, descia pelas escadas e ia chamando um por um.
A Manuela e a Lola no 13º. Depois o Papito e a Michele. O Neneco e a Fabíola.
A Simona no 8º.
O Diogo e a Josele no 7º.
Dani e Dudu no 6º.
Bito no 5º.
Vitória, Márcia e Marcos no 2º...
Deve ter faltado alguém (ou errei algum andar?).
No outro prédio o Erick, o André e o Sagüi.
O Bananal, o Fredi, a Dida.
Deve estar faltando alguém.
Tem os piás que cresceram.
Não faziam parte da turma no começo mas depois foram se juntando aos mais velhos.
Esconde-esconde, Polícia e Ladrão, futebolzinho na piscina.
Reunião dançante pelo menos três vezes por semana.
Uma vida que se resumia apenas ao condomínio.
Festas, brigas, amizades, namoros, estudos...todos juntos.
Pelo menos era assim.
Mas o tempo foi passando, cada um pro seu lado e a magia do Condomínio Parque Amazônia ficou no passado e na memória daqueles que viveram.
Uma turma de fé.
Momentos inesquecíveis que nem o tempo consegue apagar.
Tudo isso pode parecer bobagem para quem não participou.
Mas, desde quando voltei a morar aqui, passaram a estar ainda mais presentes em cada canto desse prédio que passo levando nas mãos as minhas crias.

10.9.06

Desfibrilador na pracinha

Sábado de tarde, na pracinha do prédio.
Eu e o Mártin jogando futebol e a Duda fuxicando numa moita.
De repente ela berra:
- PAAAAIII!! MEU DEUS!! OLHA ISSO!!
O Mártin abandonou o futebol e saiu correndo.
- Deixa eu ver, Duda! Deixa eu ver!
- Não senhor, fica aí. Isso é impróprio para cardíacos.
Pronto, achou um cadáver enterrado.
Corri pra ver se já estava em estado avançado de decomposição.
Era só uma joaninha caminhando numa folha.

Da próxima vez que eu descer pra pracinha vou deixar uma UTI Móvel de plantão.

8.9.06

Alô, pai. Vem me buscar.

Sei que o local não é muito propício para sentimentalismo, mas sentado no vaso me debulhei em lágrimas lendo a carta escrita pelo pai que perdeu sua filha de 17 anos em um acidente de carro no Rio de Janeiro publicada pela Zero Hora.
Esse trecho é pra matar:

“Um pedaço de mim foi arrancado do meu peito, para sempre, ao ver minha filha inerte sob um plástico preto. Quem eu embalei com imensa alegria e amor na sala de parto, em sua chegada, agora estava sem vida em meus braços, na sua partida.”

Tenho duas crianças ainda pequenas, mas já sofro por antecipação prevendo as noites de insônia que irei passar enquanto não tiver os dois de volta em casa depois de uma noitada com os amigos sabe-se lá Deus aonde.
Só de imaginar já sinto um aperto no coração.
O pessoal que tem filho deve entender muito bem o que quero dizer.
E quem ainda não tem, também.

Sempre fui uma pessoa muito consciente em relação a isso.
Até mesmo na minha adolescência, quando o Luiz Nei me liberava para sair de carro pelas noites de Porto Alegre quando eu tinha 15 anos.
Não sei se por confiar demais em mim ou por saber da minha responsabilidade (ou pelas duas coisas).
Mesmo assim, não me imagino liberando o carro pro Mártin ou pra Maria Eduarda antes dos 18 anos.
Nem depois.
Acredito que, hoje em dia, dezenas de pais de amigos e amigas (a quem carinhosamente ainda chamo de "tio" ou "tia") devem ser gratos a mim por esse tipo de comportamento.
Não foram raras as vezes que o Strawberry Bus (como carinhosamente era chamada a Caravan verde da minha mãe) atravessou as madrugadas e Porto Alegre ou Atlântida atrolhado de pré-adolescentes sedentos por diversão.
Talvez por ser um dos poucos motorizados na minha idade, cheguei a colocar 18 pessoas dentro do carro para sair.
Aposto que nenhuma das pessoas tem alguma queixa de mim sobre excesso de velocidade, direção perigosa ou dirigir depois de consumir álcool.
Pois é.
Nem beber, eu bebia.
As únicas contravenções, por serem raras, acabaram marcando:
- Um pega que eu fiz na avenida Ipiranga de ponta a ponta com o Marcelo alucinado com meio corpo pra fora da janela do carro berrando “PISA, PISA!” enquanto o outro carro grudava na minha traseira.
- Uma capotagem espetacular em Xangri-lá enquanto dava um “cavalo de pau” na areia.
- Uma viagem de Uruguaiana para Porto Alegre que durou apenas 3 horas porque a velocidade média do Monza que eu dirigia não baixou dos 160 km/h. Tudo isso para chegar a tempo de assistir o jogo Brasil x Uruguai no Maracanã, último jogo das eliminatórias para a Copa de 1994.
Bom, em todas essas, eu já tinha mais de 18 anos.
Lógico que não justifica.

Evidente que uma boa criação ajuda a formar a consciência de um jovem.
Mas, e os outros?
A menina que morreu estava na carona.
Nesse caso, só resta pedir à Deus para que nos poupe desta dor sem tamanho.
Como diz o pai em mais um trecho de seu desabafo falando sobre os filhos:

"por mais que se cuide, oriente e proteja, eles são como água nas mãos em forma de concha. Uma hora escorrem por entre os dedos... "

Só espero que, daqui há alguns anos, eu seja acordado de madrugada por um telefonema dos meus filhos para eu ir buscá-los em uma festa ou num barzinho e não para ter que fazer o reconhecimento no IML.

7.9.06

7 de setembro no parque

Já fazia tempo que havia prometido às crianças que iríamos no parque de diversões.
Aquele que fica do lado do Beira-Rio (Green Park).
O tempo ainda não havia permitido mas hoje não tive desculpa.
O dia estava lindo.
Chegamos às 14h, hora em que o parque abre.
De cara, R$ 30,00 para os ingressos.
Dez bilhetes pra Duda e dez pro Mártin.
Pelo menos o acompanhante do menor de idade tá isento.
Ao contrário daquele parque da Redenção onde eu tenho que pagar o ingresso da Duda, do Mártin e o meu.
Absurdo.
A primeira parada foi o tobogã.
Muito divertido.
No começo o tiozinho não queria deixar a Duda ir sozinha porque o brinquedo é desaconselhável para menores de 10 anos.
Mas eu disse que me responsabilizava.
Subimos aquelas escadarias umas vinte vezes.
Depois roda-gigante, auto-choque, aviãozinho, carrossel, xícara, etc, etc...
Fiz a burrada de ir num carrinho que gira durante uns 5 minutos em uma velocidade absurda.
Aquilo ali abalou meu organismo.
Sempre evitei aqueles gira-gira dos parquinhos infantis porque qualquer coisa desse tipo me deixa num enjôo absurdo.
Pois me fudi.
Juro que até este momento (23h15) continuo mareado e com dor de cabeça.
Faz parte do papel de pai.

Luiz Nei e os Cigarrillos Colombo


Normalmente o Luiz Nei acorda com um péssimo humor.
Coisas da idade.
Mas, em compensação, quando resolve acordar bem-humorado, sai de perto.
Hoje foi um dia desses.
Acordei de ressaca, dor de cabeça.
Estava quieto na cozinha comendo granola com leite.
Luiz Nei entra porta a dentro:
- E daí? Como foi a noite ontem?
- Boa.
- Gastou muito? Tu tem que economizar teu dinheiro. Vai que acontece alguma coisa e tu não tem grana. Esses bordéis que tu vai são muito caros.
- Hum...(grunhido)

Vinte segundos de pausa

- O Corinthians é o lanterna do campeonato e ontem deu um totó no Vasco. Tu viu o gol que a bola entrou e o juiz não deu? A mulher da TV disse que a bola entrou 5 centímetros. Entrou bem mais que isso. Meio metro pelo menos. Achei que o juiz fosse aquele nosso daqui, de Pelotas. Como é mesmo o nome dele?
- Gaciba.
- Isso. Mas não era. Eu gosto do Gaciba. Torço por ele. Me parece um cara honesto.
- Hum.

Trinta segundos de pausa.

- Conhece aquela propaganda argentina de cigarro que diz: “Cigarrillos Colombo, a cada tragada um tombo”?
- Não.
- Criei um slogan pra ti.
- Hum...?
- “Márcio quando come bolo, a cada cagada vai um rolo”.
- Legal.
- Sério. É impressionante. O papel higiênico não dura no teu banheiro. O que acontece? Em vez de te limpar tu espalha a merda? Sobe pelas costas?

Silêncio e olhar fuzilante.

- Tá. Vou te deixar comer. Já vi que não tá afim de papo hoje.
- Demorou.

Ele deve ter feito sexo ontem à noite.

6.9.06

Pingo d´Ouro

Nos últimos dias tenho trazido para o escritório um pacote de Pingo d´Ouro.
O objetivo é fazer um lanche de tarde, lá pelas 16h.
O problema é que antes das 15h ele já terminou.

Nenhuma força de vontade.

5.9.06

Lamúrias de terça

Depois do ódio vem a tristeza profunda.

Melhor assim.

Irréversible

Quase uma da manhã, estava zapeando os canais da NET quando parei no Telecine Cult onde tava passando o filme francês Irreversível (Irréversible).
Havia recém começado e eu devo ter perdido uns 5 ou 10 minutos.
Já havia lido sobre ele e realmente fiquei grudado na TV.
Filme forte.
Com uma fotografia completamente diferente do normal.
O problema é que a história é contada do fim para o começo.
Isso quer dizer que, por ter perdido os primeiros 10 minutos, não sei como o filme termina (ou começa).

O poder de um pentelho

Não sou muito de dar papo para motorista de táxi, mas, não sei porque, minha separação acabou sendo o tema principal daquela corrida:
- Pois o senhor sabe que eu também to enrolado com a minha patroa...
- Hum...
- Não sei se é o caso do senhor, mas eu aprontei.
- Hum...
- Conheci uma neguinha mais novinha. Bonita. E me apaixonei. O senhor já tem outra mulher?
- Não.

Pausa.

- É bom, né? O senhor não acha?
- O que?
- Mulher.
- Depende...
- O senhor não sabe a força que tem um pentelho de buceta. Se amarrar na frente de um trem, é capaz de puxar um comboio.

Pausa.

- Prefiro as depiladas.
- Como disse, senhor?
- Nada, nada. Vou descer ali na esquina. Pode parar atrás daquele carro.

4.9.06

Tadinho. Ele conheceu

Hoje tivemos o primeiro encontro juntos no advogado para tratar dos trâmites da separação.
Provavelmente, o último.
Só posso dizer que ele conheceu a fera.
Com direito a uma exibição exclusiva de Ultimate Fighting.
Saldo final:
Apenas um casaco inutilizado.
Felizmente ainda consegui salvar meu óculos escuro, meu aparelho de MP3 e celular.
Quanto à vergonha?
Essa já perdi faz tempo.

Não desejo o que eu passei hoje ao meu pior inimigo.
Mas, entre mortos e feridos, a vida segue.

3.9.06

Homenagem ao Mussum

Já faz um tempo que a Maria Eduarda se limpa sozinha depois de fazer cocô.
Aliás, ela tem todo um ritual pra ir ao banheiro.
Junta aproximadamente uns 10 a 15 livrinhos, coloca num banquinho do lado do vaso e permanece ali por pelo menos uma meia hora.
Hoje de manhã ela me chamou pra ajudar na “limpeza” já que a situação tava crítica.
Peguei o lenço umedecido e fui limpar, já que o papel higiênico não dava conta.
Enquanto passava o lenço, o Mártin observava atentamente.
- Pai, o que é isso?
- Tô limpando a Duda, Mártin.
- Mas o que é isso?
Perguntou apontando.
- É a bunda da Duda.
- O que é isso que tem dentro da bunda?
Por alguns segundos pensei na resposta e soltei aquilo que achei melhor para o momento:
- É o “forévis”.
- Forévis?
- Isso, Mártin.

Acho que ele ainda não está preparado para certos aprendizados.

2.9.06

O que a gente não faz por um filho

Até o Mártin nascer, em janeiro de 2004, jamais havia pensando em manusear o órgão genital de um indivíduo do mesmo sexo.
Hoje faço isso sem o menor problema.
Sendo trocando as fraldas ou lavando no banho.
E até confesso que o faço com muita qualidade.
Talvez por possuir um igual, sei a forma exata de proceder.
Ontem de noite estava trocando a fralda do Mártin antes dele dormir, como faço sempre.
Depois de passar o lenço umedecido, colocar talco e fechar a fralda, comecei a colocar a calça.
Nesse momento, sem tirar os olhos da TV onde passava o desenho do Barney, ele disse:
- Pai, meu tico tá torto.
No momento não consegui assimilar.
- Teu tico tá torto??
Ele fez que “sim” com a cabeça.
Achei engraçado mas ajeitei direitinho.

Ah, se não fosse a minha prática...

1.9.06

Última alternativa

Hoje peguei os classificados do jornal de domingo, dei uma bola lida, mas não encontrei nenhum anúncio de "matador de aluguel".

Se alguém souber de algum, aceito sugestões.
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