7.9.06

Luiz Nei e os Cigarrillos Colombo


Normalmente o Luiz Nei acorda com um péssimo humor.
Coisas da idade.
Mas, em compensação, quando resolve acordar bem-humorado, sai de perto.
Hoje foi um dia desses.
Acordei de ressaca, dor de cabeça.
Estava quieto na cozinha comendo granola com leite.
Luiz Nei entra porta a dentro:
- E daí? Como foi a noite ontem?
- Boa.
- Gastou muito? Tu tem que economizar teu dinheiro. Vai que acontece alguma coisa e tu não tem grana. Esses bordéis que tu vai são muito caros.
- Hum...(grunhido)

Vinte segundos de pausa

- O Corinthians é o lanterna do campeonato e ontem deu um totó no Vasco. Tu viu o gol que a bola entrou e o juiz não deu? A mulher da TV disse que a bola entrou 5 centímetros. Entrou bem mais que isso. Meio metro pelo menos. Achei que o juiz fosse aquele nosso daqui, de Pelotas. Como é mesmo o nome dele?
- Gaciba.
- Isso. Mas não era. Eu gosto do Gaciba. Torço por ele. Me parece um cara honesto.
- Hum.

Trinta segundos de pausa.

- Conhece aquela propaganda argentina de cigarro que diz: “Cigarrillos Colombo, a cada tragada um tombo”?
- Não.
- Criei um slogan pra ti.
- Hum...?
- “Márcio quando come bolo, a cada cagada vai um rolo”.
- Legal.
- Sério. É impressionante. O papel higiênico não dura no teu banheiro. O que acontece? Em vez de te limpar tu espalha a merda? Sobe pelas costas?

Silêncio e olhar fuzilante.

- Tá. Vou te deixar comer. Já vi que não tá afim de papo hoje.
- Demorou.

Ele deve ter feito sexo ontem à noite.

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