31.10.06

Na fachada

Uma amiga minha, junto com um grupinho de mulheres, organizou um churrasco no último final de semana para comemorar a separação do Reinaldo Gianecchini e da Marília Gabriela.
Quer coisa mais absurda?
Celebrar a desgraça alheia.
Quanta mesquinharia.
Confesso que nunca entendi o relacionamento dos dois.
Não dá pra negar:
O cara é presença.
E a Marilia Gabriela?
Putz, já degustei melhores.
A mulher é feia pra cacete.
Na festa de aniversário do Assis, conheci uma pessoa que freqüenta o mundo business no Rio de Janeiro.
Essa pessoa, completamente confiável, me explicou o funcionamento:
O Gianecchini é namorado do filho da Marília Gabriela e ela apenas posa como companheira dele para preservar o relacionamento dos dois.
Isso mesmo.
Pasmem, mulheres: o cara acoca.
Inclusive, a pessoa me contou que já flagrou o cara “lutando espada”.
Tsc, tsc, tsc...
Que coisa.
Bom, se a Marília Gabriela supostamente se separou do Giani é porque o relacionamento dos meninões terminou.
Tadinho do Giani.

Bofes, tem churrasco lá em casa no feriado!!! Yuhu!!

30.10.06

Yeda Crusius

Confesso, meio envergonhado, que sou uma nulidade em política.
Um absurdo para um jornalista.
Até por isso, não me aprofundo muito em notícias referentes a este assunto.
Bom, mas não chegou ao ponto de achar que a Yeda é aquela que foi Miss Universo em 1963 como alguns por aí.
Ontem parei para escutar uma entrevista com a Yeda Crusius, nova governadora do Rio Grande do Sul.
A primeira mulher a ocupar este cargo.
Me impressionei com a prepotência e a arrogância da moça.
Muitas pessoas utilizam este artifício como uma forma de se defender.
Isso até é compreensível e aceitável.
Porém, não foi o caso nesta entrevista.
Como eu disse, nunca parei pra escutar a Yeda falando.
Não sei se esse jeito é o normal dela e normal para os outros, já que deve ter dado centenas de entrevistas durante a campanha eleitoral.
Mas não gostei.
Mas mulher assim mesmo.
Se tu deixas crescer as asinhas, começam a abusar.
Pra mim, lugar de mulher é no tanque e na cozinha.
E tenho dito.

29.10.06

AICNÂLUBMA

Semana passada estava na janela do quarto observando, com certa ansiedade, uma ambulância, com sua sirene estridente, tentando percorrer a Av. Nilo Peçanha exatamente no horário de saída do colégio Anchieta.
Ela levou tanto tempo para conseguir vencer o congestionamento que, certamente, a pessoa que estava dentro teve falência múltipla dos órgãos.
Naquele momento me lembrei de um amigo, dono de uma frota de ambulância em Porto Alegre:
Um dia, me contando sobre as vantagens do negócio, disse, com um sorrisinho besta no rosto, que não gastava nenhum tostão com mídia porque a melhor forma de fazer propaganda de sua empresa era mandar as ambulâncias circularem pela cidade com as sirenes ligadas de uma em uma hora.
Apesar de a idéia ser brilhante (não há quem não olhe para uma ambulância com a sirene ligada) achei extremamente cretina.
Desde aquele dia, desconfio de toda e qualquer ambulância que force passagem atrás de mim, com exceção da SAMU.
Sempre dou uma olhadinha pro motorista pra ver se ele não tá com aquela carinha de ator de comercial de TV.

25.10.06

Fissurado

Outro dia estava lendo em um site que o Maguila está sofrendo de fissura anal.
Muito descontraído, e talicoisa, o site aproveita o ensejo para fazer diversas brincadeiras com o ex lutador.
Tem até um link levando para uma página médica explicando a origem do problema destacando que a fissura anal pode se dar pela introdução de objetos no “local”.
Evidentemente, sugerindo que o Maguila foi adepto desta prática
Lógico que o fato, colocado desta maneira, teria tudo para ser muito engraçado.
Imagina: um cara como o Maguila com fissura anal!?
Quer coisa mais bizarra?
Um homem daquele tamanho.
Pois bem, acharia a coisa mais cômica do mundo não fosse um detalhe:
Também tive fissura anal.
Não tem graça nenhuma.
E, ao contrário do que o leitor possa estar imaginando, não introduzi absolutamente nada na minha máquina de fazer churros.
Prometi a mim mesmo que jamais faria essa confissão publicamente.
Não tenho orgulho disso.
Acredito que só o Marcelo tenha compartilhado este momento difícil comigo.
Nas reuniões da FAJERS, onde tínhamos que sentar no chão.
Meu Deus.
Talvez o faça como estratégia de marketing para aumentar o número de visitantes neste blog.
Ou simplesmente para compartilhar com o público um constrangimento tamanho para que ele veja que existem coisas piores na vida do que a perder a família num acidente, por exemplo.
Não me lembro de nada que possa ser pior que a fissura anal.
Uma dor absurda para sentar, para caminhar, para liberar flatos...
Isso sem falar na hora de ir ao banheiro.
Como se uma navalha afiada penetrasse no calcanhar dilacerando a pele, moendo os ossos.
Ouso dizer que mais dolorido que a dor do parto.
Para se ter uma idéia, uma fissura anal é tão incômoda que cheguei ao ponto de procurar um médico.
Quer humilhação maior?
Mesmo que ele esteja acostumado a ver milhares de cuzinhos piscando, o que está ali é o seu.
Seu querido, obscuro e misterioso ânus sendo exposto desta forma.
Sem nenhum aviso prévio.
Nenhuma preparação.
Vai traumatizar o coitado.
- E então, doutor?
- É uma fissura. Vou ter que fazer uma cauterização.
- E isso dói?
- Nada. Só uma picadinha.
Só uma picadinha?
Como assim, só uma picadinha?
Já levou uma picadinha no cu?
Só deu tempo de fechar os olhos.
Realmente foi só uma picadinha.
- E qual o motivo desta fissura?
- Depende...
- Já vou avisando que no meu cu não entra nada. Só sai.
- Neste caso, este pode ter sido o problema. Você costuma ficar muito tempo sentado no vaso? Lendo, por exemplo?
Bom, depois dessas perguntas, tudo ficou mais claro.
- Pro senhor ter uma idéia, leio todo o jornal de domingo sentado no vaso.
- Tá explicado. Teu ânus fica tão relaxado neste momento que o ato da evacuação acaba lesionando o local.

Aprendi a lição.
Desde aquele dia, jamais voltei a deixar meu ânus relaxado.
E não tem graça nenhuma.

22.10.06

Agência de relacionamento

Hoje li no jornal Zero Hora uma matéria sobre as agências matrimoniais (ou de relacionamentos)criadas para unirem as pessoas com alguma dificuldade de encontrar sua cara-metade.
Parando pra pensar, e pesando os fatores positivos e negativos, juro que não identifiquei nada contra esta modalidade.
Na matéria, a jornalista comenta sobre as dificuldades existentes hoje em dia de se encontrar uma companhia interessante nos mais diversos locais de convivência basicamente pela promiscuidade instalada em homens e mulheres, principalmente na noite.
Sou uma testemunha desta realidade.
Não tenho nada contra as pessoas que acreditam serem necessários diversos “test-drive” até optarem pelo “veículo” certo, mas acho que parei no tempo nesse sentido.
Até mesmo numa agência de relacionamento existe um mínimo de romantismo.
A pessoa recebe o telefone da outra.
Liga.
Marca um encontro.
Depois outro.
E, talvez, até mais alguns encontros.
Isso é interessante.
Além disso, é feita uma análise criteriosa e minuciosa da ficha da pessoa com quem você vai se relacionar para diminuir o risco da incompatibilidade (mesmo que isso signifique pular algumas etapas daquela fase bonita do conhecimento mútuo).
Mas isso não pesa.
Pelo contrário, apenas agiliza as coisas para pessoas que parecem não terem mais tempo para essas coisinhas menores no afã de encontrarem um grande amor.
Bom, depois de todo esse papo, você deve estar se perguntando: “afinal, o Márcio se inscreveu numa agência de relacionamento?”
Pois ainda não.
Prefiro continuar metendo a cara e levando na cabeça.
Assim a gente cresce também e aprende a conhecer melhor as pessoas.
Fazendo nossa própria ficha de identificação e descobrindo, por nós mesmos, as qualidades e os defeitos.
Além disso, de onde vou tirar R$ 800,00 pra fazer minha inscrição?

21.10.06

Futuro nos gramados




"Que jogador, que nada. Quando eu crescer, quero ser piloto de carro-maca."

Mártin

O futuro da imprensa




João Pedro (filho do Ribeiro Neto), Rafael (filho do Rafael Cabeleira), Maria Eduarda e Mártin.
Na manhã de sábado, no Olímpico, véspera de Grêmio x São Paulo.

18.10.06

Cidade Morena

Se hoje eu fosse sorteado numa promoção e tivesse que escolher qualquer lugar do mundo para passar um fim de semana com tudo pago...

Escolheria Campo Grande.

Sem nenhuma dúvida.

Devanênios esportivo/cultural pós almoço

Após o almoço, comendo a tradicional sobremesa no bar da tia Beth, eu e Rafael Pfeiffer divagamos sobre o aumento das tarefas de cada um em véspera de grandes jogos e a influência que isso tem em nossos momentos de lazer.
Diz o Pfeiffer:
- Estou com “O Código da Vinci” na mochila e não consegui nem abrir ainda.
- Eu li.
- Em quantas cagadas?
Lembrando que, antigamente, meu único lugar de leitura era sentado no vaso.
- Não. Esse li na cama.
Imediatamente, me lembrei das aulas de química.
- Hoje li na cama Robson Crusoé Francês.
Foi criando frases como essa que acabei decorando a Tabela Periódica dos elementos químicos.
Hidrogênio (H), Lítio (Li), Sódio (Na), Potássio (K), Rubídio, Césio (Cs) e Frâncio (Fr).
Me lembrava apenas da primeira coluna formada por estes elementos mas resolvi dar uma olhada na Tabela.
Me surpreendi como uma coisa dessas estava marcada no meu inconsciente.
Não é algo usual como a tabuada, que usamos no dia a dia, mas voltou com tudo à minha memória.
- Hélio, negão argentino, cravou xereca da Renata.
Hélio (He), Neônio (Ne), Argônio (Ar), Criptônio (Kr), Xenônio (Xe) e Radônio (Rn).
Putz, essa não dava mesmo pra esquecer.


Depois de uma breve regressão às aulinhas de química, resolvemos passar para outra matéria.
Falei:
- O futebol é o grande responsável pelo meu bom desempenho nas aulas de geografia.
- É verdade – concordou o Pfeiffer – Só conheço a cidade de Feira de Santana por causa do Fluminense baiano.
- E o ASA de Arapiraca? Não fosse o futebol, jamais saberia que Arapiraca é em Alagoas.
- É mesmo. Principalmente depois que ele ganhou do Palmeiras.
- Meu pai vai pra João Pessoa e pensei qual camiseta de futebol poderia pedir pra ele trazer. Aí lembrei do Treze, de Campina Grande.
- Futebol é cultura.
- É verdade...

Quem quiser almoçar com a gente, só aparecer.

16.10.06

Tributo ao Luiz Nei

Há aproximadamente um ano, os leitores deste blog vêm se divertindo com as histórias do Luiz Nei.

Eu me divirto há 34 anos.

Este post não é mais um daqueles com alguma anedota, é apenas para prestar uma homenagem ao homem que me ensinou a caminhar na vida e que moldou da melhor maneira possível a pessoa que eu sou hoje.

No dia em que completa 64 anos de vida, toda a minha admiração, carinho, respeito e agradecimento.

Te amo, velho senil.

15.10.06

Amor entre irmãos

Estou sentado na sala lendo jornal.
Mártin vem correndo lá de dentro.
- Paiê, paiê!
- Que foi, Mártin?
- A Duda tilô a cabeça da boneca.
- Hum...
Segui lendo o jornal.
- Paiê. A Duda tilô a cabeça da boneca.
- Já ouvi, Mártin.
- Mas ela tilô a cabeça da boneca!
- Eu sei.
- Mas a boneca tá sem cabeça.
- Tá bom, Mártin. Vou lá dar um pau na Duda, tá?
- Eba!
Levantando os bracinhos.

Preciso ter mais paciência.

14.10.06

12.10.06

Soy Rebelde

Com quase 7 anos de idade, a Maria Eduarda tá na fase de idolatrar o tal RBD, ou Rebeldes.
Não acho que o grupo e/ou a novela da qual eles participam sejam bons exemplos na formação de uma criança.
Porém, infelizmente, o apelo da mídia e da sociedade em geral faz com que a gente se torne um refém desta situação sendo praticamente impossível ficar alheio...ou deixar as crianças alheias.
Não podendo com eles, o jeito é fazer parte desta realidade buscando ser o mais presente possível tentando separar as coisas boas das coisas ruins.
Acredito que o tema RBD não seja para crianças da idade da Duda, com suas roupinhas curtas e namoros adolescentes. Por isso tento enaltecer apenas o lado musical. Ainda que a sensualidade à flor da pele das danças seja um tanto apelativa.
Bom, nada diferente do que encontramos em diversos programas infantis na nossa TV.
Comecei a me interessar pelo idioma espanhol quando ganhei de aniversário de 9 anos um LP do Julio Iglesias.
Quem sabe a Duda não se sinta incentivada a conhecer um pouco mais sobre o tema?
Se bem que eles cantam em português também.
Bom, só me resta fazer parte cada vez mais desta realidade.
Hoje sentei com a Duda pra dar uma olhada no álbum de figurinha dos Rebeldes.
- Duda, me diz como se chamam os Rebeldes.
- Essa é a Roberta, a que eu mais gosto. Essa é a Mia, ela tem cara de velha. Essa é a Lupita, a que tu é apaixonado.
- Como é que é?
- Tu é apaixonado por ela.
- Eu?? Quem disse isso?
- Eu to dizendo.
- E posso saber por que eu sou apaixonado por ela?
- Porque ela é a mais bonita e seria legal se fosse a tua namorada.
- Ah tá. Hum...deixa eu dar uma olhada nela...interessante. Me serve.

Bom, mulheres. A partir de hoje deixei de ser um homem livre.
Estou namorando a Lupita.
Não basta ser pai. Tem que participar.

10.10.06

Reconhecimento

Minha sorte de hoje segundo o Orkut - II:

"Você será reconhecido e homenageado como líder de uma comunidade"

Não sendo a comunidade gay, tá beleza!

Conselho da semana

Se você tiver que trabalhar de tarde,
não beba vinho no almoço.

Assessoria de Imprensa do Grêmio


Meu local de trabalho.
=o)

9.10.06

Eu já sabia

Minha sorte de hoje segundo o Orkut:

"Você é o charme e a cordialidade em pessoa".

E aí?
Qual a novidade?

Um dia após o outro

Existem dias em que absolutamente nada acontece e outros onde tudo acontece ao mesmo tempo.

Haja estrutura.

8.10.06

Anonimus Gourmet

Porta da cozinha fechada.
Duda e Mártin brincando lá dentro.
Vou espiar.
Mártin sentado na frigideira enquanto a Duda se saracoteia em volta dele.
- O que tu tá fazendo, Maria Eduarda?
- Brincando. Não tá vendo?
- Mas que brincadeira é essa?
- Brincadeira de fritar.
- Fritar o que?
- Pessoas, ué?

Pois é.
Que pergunta idiota a minha.
Uma coisa tão óbvia.
Ainda bem que o forno é pequeno.

Sabadaço

O momento culminante da minha noite de sábado foi em casa, às 2h30 da manhã, comendo estrogonofe com batata palha e vendo Fórmula Um na TV.

Ainda acho que é melhor do que ir numa casa de samba e pagode na Cidade Baixa.

6.10.06

Palavrinha mágica

Mártin, 2 anos e 9 meses, pega um copo na cozinha e vem falar comigo:
- Pai, eu quelo Gualaná nesse copo.
- Tu acabou de tomar Guaraná, Mártin.
- Mas eu quelo mais.
- E como é que se diz?
- Obligado.
- Não. Não é obrigado.
- Não é obrigado?
- Não. É outra palavrinha.
- É obligado.
- Não. Tem que dizer por...por...
- Porbligado!

Toma!

5.10.06

Previsão

Minha sorte de hoje estampada no meu perfil do Orkut:

"Você e sua mulher terão uma vida feliz".

Aham.
Só se for com a futura.

3.10.06

Esses estagiários

Eu, parado de pé na frente da porta da sala.
Se aproxima o Luciano, novo estagiário da Assessoria de Imprensa do Grêmio:
- Cara, tu tem filho? Eu vi tu falando com ele no telefone.
- Tenho dois.
- Sério? Que idade tu tem?
- 34.
- Meu Deus! Não parece. Pra mim tu tinha no máximo uns 23 ou 24.

Tem futuro na profissão esse jovem.

2.10.06

Minha vida de artista

Hoje de tarde estava conversando com a minha amiga Juliana pelo MSN e ela me comentou que terá que se fantasiar de Hello Kitty para a festa do Dia das Crianças que ela está organizando na creche onde realiza um lindo trabalho em Campo Grande, MS.
Nisso, me veio à memória minhas inesquecíveis incursões na vida artística na época de colégio.
Numa das minhas mais antigas lembranças, na quinta série, encenamos a peça “Cem Noites Tapuias”, inspirada no livro da Coleção Vagalume.
Eu era a Joana Borora.
Uma professora primária seqüestrada pelos índios.
Coisa de louco.
Mas meu auge na vida artística aconteceu uns quatro ou cinco anos depois. Quando, interpretando uma adaptação cômica dos contos de fadas infantis, eu era a vovozinha da Chapeuzinho Vermelho. Com direito a peruca branca, óculos, chinelinho e um chambre da mãe.
A véia comia o Lobo Mau.
Só pra vocês terem uma idéia de como era a peça.
Quando eu entrava no palco (e era uma entrada triunfal), a criançada ia à loucura.
Só faltavam invadir o tablado.
Nos apresentamos umas duas ou três vezes em uma escola carente de Porto Alegre.
Escola Bahia.
Foi um sucesso.
Virei celebridade.
Em compensação, lá pela oitava série, numa peça sobre a digestão humana eu era, nada mais nada menos, que o “Movimento Peristáltico”.
Isso mesmo.
Um Movimento Peristáltico com fantasia e tudo.
Duvido que alguém no mundo tenha feito esse papel.
Se fez, não teve a mesma qualidade.
Minha função era agarrar o bolo alimentar que entrava pela goela e empurrar pra dentro do estômago.
Não podia deixar ele voltar pra boca.
Viram só?
Nem tudo são flores na vida artística.
Pelo menos nunca mais esqueci o que eram os movimentos peristálticos.

Votando no Anchieta

A principal vantagem das eleições de quatro em quatro anos é poder voltar ao Colégio Anchieta, onde passei toda minha vida letiva (com mais dois anos extras de repetência).
Retardei alguns anos no tempo vendo a Duda e o Mártin brincando em lugares onde vivi momentos inesquecíveis.

1.10.06

Ar

Hoje sonhei que estava numa ilha no meio do oceano.
Um gigantesco penhasco de pedra, aproximadamente 200 metros de altura, que saía do meio do mar.
Me vi no alto deste penhasco.
Bem na pontinha.
Olhando pra baixo.
Na minha frente, só céu e mar.
Infinito.

...

Saltei.
De pé.
E fui caindo rente ao paredão de pedra.
Numa velocidade absurda.
Entrei na água como uma flecha.
Na minha cabeça, só vinha a idéia de diminuir a velocidade para não bater no fundo.
Senti meu corpo raspar na parede de pedra enquanto mergulhava.
Até que cheguei ao final.
Pensei: “já que cheguei tão fundo, tenho que subir rápido antes que termine o meu oxigênio”.
Tentei dar um impulso pra cima mas minha perna direita ficou presa na altura do tornozelo.
Ficou presa num pedaço de madeira.
Num resto de obra que parecia uns pilares.
Tentei me livrar.
Me debati.
Senti muita dor.
“Que merda. Vou morrer aqui. Não é possível.”
Juntei minhas últimas forças e puxei forte a perna.
A madeira quebrou e a perna soltou.
O problema agora era chegar à superfície.
Já estava sem ar.
Tinha me debatido tanto que não sabia pra onde é que eu subia.
Acabei me baseando na parede de pedra.
Fui me segurando nela e praticamente comecei a escalar pra chegar até em cima.
Já estava desistindo quando consegui respirar.
Foi uma sensação de alívio inexplicável.
Olhei pra cima.
Para o topo do penhasco de onde havia saltado.
Centenas de pessoas observavam, ansiosas.
Acenei pra elas fazendo sinal de positivo e saí nadando, curtindo a liberdade daquele marzão azul.

Interessante as metáforas dos sonhos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...