22.10.06

Agência de relacionamento

Hoje li no jornal Zero Hora uma matéria sobre as agências matrimoniais (ou de relacionamentos)criadas para unirem as pessoas com alguma dificuldade de encontrar sua cara-metade.
Parando pra pensar, e pesando os fatores positivos e negativos, juro que não identifiquei nada contra esta modalidade.
Na matéria, a jornalista comenta sobre as dificuldades existentes hoje em dia de se encontrar uma companhia interessante nos mais diversos locais de convivência basicamente pela promiscuidade instalada em homens e mulheres, principalmente na noite.
Sou uma testemunha desta realidade.
Não tenho nada contra as pessoas que acreditam serem necessários diversos “test-drive” até optarem pelo “veículo” certo, mas acho que parei no tempo nesse sentido.
Até mesmo numa agência de relacionamento existe um mínimo de romantismo.
A pessoa recebe o telefone da outra.
Liga.
Marca um encontro.
Depois outro.
E, talvez, até mais alguns encontros.
Isso é interessante.
Além disso, é feita uma análise criteriosa e minuciosa da ficha da pessoa com quem você vai se relacionar para diminuir o risco da incompatibilidade (mesmo que isso signifique pular algumas etapas daquela fase bonita do conhecimento mútuo).
Mas isso não pesa.
Pelo contrário, apenas agiliza as coisas para pessoas que parecem não terem mais tempo para essas coisinhas menores no afã de encontrarem um grande amor.
Bom, depois de todo esse papo, você deve estar se perguntando: “afinal, o Márcio se inscreveu numa agência de relacionamento?”
Pois ainda não.
Prefiro continuar metendo a cara e levando na cabeça.
Assim a gente cresce também e aprende a conhecer melhor as pessoas.
Fazendo nossa própria ficha de identificação e descobrindo, por nós mesmos, as qualidades e os defeitos.
Além disso, de onde vou tirar R$ 800,00 pra fazer minha inscrição?

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