29.10.06

AICNÂLUBMA

Semana passada estava na janela do quarto observando, com certa ansiedade, uma ambulância, com sua sirene estridente, tentando percorrer a Av. Nilo Peçanha exatamente no horário de saída do colégio Anchieta.
Ela levou tanto tempo para conseguir vencer o congestionamento que, certamente, a pessoa que estava dentro teve falência múltipla dos órgãos.
Naquele momento me lembrei de um amigo, dono de uma frota de ambulância em Porto Alegre:
Um dia, me contando sobre as vantagens do negócio, disse, com um sorrisinho besta no rosto, que não gastava nenhum tostão com mídia porque a melhor forma de fazer propaganda de sua empresa era mandar as ambulâncias circularem pela cidade com as sirenes ligadas de uma em uma hora.
Apesar de a idéia ser brilhante (não há quem não olhe para uma ambulância com a sirene ligada) achei extremamente cretina.
Desde aquele dia, desconfio de toda e qualquer ambulância que force passagem atrás de mim, com exceção da SAMU.
Sempre dou uma olhadinha pro motorista pra ver se ele não tá com aquela carinha de ator de comercial de TV.

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