1.10.06

Ar

Hoje sonhei que estava numa ilha no meio do oceano.
Um gigantesco penhasco de pedra, aproximadamente 200 metros de altura, que saía do meio do mar.
Me vi no alto deste penhasco.
Bem na pontinha.
Olhando pra baixo.
Na minha frente, só céu e mar.
Infinito.

...

Saltei.
De pé.
E fui caindo rente ao paredão de pedra.
Numa velocidade absurda.
Entrei na água como uma flecha.
Na minha cabeça, só vinha a idéia de diminuir a velocidade para não bater no fundo.
Senti meu corpo raspar na parede de pedra enquanto mergulhava.
Até que cheguei ao final.
Pensei: “já que cheguei tão fundo, tenho que subir rápido antes que termine o meu oxigênio”.
Tentei dar um impulso pra cima mas minha perna direita ficou presa na altura do tornozelo.
Ficou presa num pedaço de madeira.
Num resto de obra que parecia uns pilares.
Tentei me livrar.
Me debati.
Senti muita dor.
“Que merda. Vou morrer aqui. Não é possível.”
Juntei minhas últimas forças e puxei forte a perna.
A madeira quebrou e a perna soltou.
O problema agora era chegar à superfície.
Já estava sem ar.
Tinha me debatido tanto que não sabia pra onde é que eu subia.
Acabei me baseando na parede de pedra.
Fui me segurando nela e praticamente comecei a escalar pra chegar até em cima.
Já estava desistindo quando consegui respirar.
Foi uma sensação de alívio inexplicável.
Olhei pra cima.
Para o topo do penhasco de onde havia saltado.
Centenas de pessoas observavam, ansiosas.
Acenei pra elas fazendo sinal de positivo e saí nadando, curtindo a liberdade daquele marzão azul.

Interessante as metáforas dos sonhos.

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