2.10.06

Minha vida de artista

Hoje de tarde estava conversando com a minha amiga Juliana pelo MSN e ela me comentou que terá que se fantasiar de Hello Kitty para a festa do Dia das Crianças que ela está organizando na creche onde realiza um lindo trabalho em Campo Grande, MS.
Nisso, me veio à memória minhas inesquecíveis incursões na vida artística na época de colégio.
Numa das minhas mais antigas lembranças, na quinta série, encenamos a peça “Cem Noites Tapuias”, inspirada no livro da Coleção Vagalume.
Eu era a Joana Borora.
Uma professora primária seqüestrada pelos índios.
Coisa de louco.
Mas meu auge na vida artística aconteceu uns quatro ou cinco anos depois. Quando, interpretando uma adaptação cômica dos contos de fadas infantis, eu era a vovozinha da Chapeuzinho Vermelho. Com direito a peruca branca, óculos, chinelinho e um chambre da mãe.
A véia comia o Lobo Mau.
Só pra vocês terem uma idéia de como era a peça.
Quando eu entrava no palco (e era uma entrada triunfal), a criançada ia à loucura.
Só faltavam invadir o tablado.
Nos apresentamos umas duas ou três vezes em uma escola carente de Porto Alegre.
Escola Bahia.
Foi um sucesso.
Virei celebridade.
Em compensação, lá pela oitava série, numa peça sobre a digestão humana eu era, nada mais nada menos, que o “Movimento Peristáltico”.
Isso mesmo.
Um Movimento Peristáltico com fantasia e tudo.
Duvido que alguém no mundo tenha feito esse papel.
Se fez, não teve a mesma qualidade.
Minha função era agarrar o bolo alimentar que entrava pela goela e empurrar pra dentro do estômago.
Não podia deixar ele voltar pra boca.
Viram só?
Nem tudo são flores na vida artística.
Pelo menos nunca mais esqueci o que eram os movimentos peristálticos.

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