30.11.06

Lugar de mulher

Já era madrugada quando zapeando a TV do meu quarto parei no Sportv.
Uma matéria sobre futebol feminino.
A comentarista Milly Lacombe estava lamentando o tamanho das dimensões dos campos de futebol e que isso prejudicava na qualidade das partidas entre mulheres.
Que todos os estádios de futebol deveriam adaptar gramados, goleiras e bolas para facilitar a vida das mulheres.
Aham.
Grande idéia.
Imagina ter que diminuir o tamanho dos gramados, das goleiras e das bolas toda a vez que o time feminino fosse entrar em campo?
Coisa tão simples.

É por essa e outras que mulher não deveria se meter no futebol.
Muito menos se meter a comentar em programas esportivos na TV.
Tenha santa paciência.

Bola sete na caçapa do fundo

Prazeres da gula

Hoje, meio que ocioso depois do almoço, comecei a pensar nas coisas boas que existem para comer e que nunca comi até dizer chega.
Sejam por quais motivos forem.
Normalmente é pelo preço, mas também pode ser pela falta de hábito.
Danete de chocolate, por exemplo:
Tem coisa melhor que Danete de chocolate?
E não é uma coisa cara.
Eu podia ir ao supermercado agora e comprar 50 ou 200 potinhos de Danete de chocolate.
Puxa vida.
Nunca comi Danete de chocolate até dizer chega.
A mesma coisa são aquelas drágeas de amendoim com chocolate.
Tipo Bib´s.
Caraleo.
Coisa mais boa.
Nunca comi até dizer chega.
Podia ir naquelas lojas de chocolate caseiro de gramado e pedir um saco com 150 kg.
Por que não?
Só falta de hábito.
Ou um pouquinho de bom senso.
Casquinha de siri.
Era uma iguaria que nunca havia comido até dizer chega.
Pelo menos até passar as férias na casa da minha ex sogra quando ela morava em Laguna.
Um dia comi casquinha de siri até não agüentar mais.
Fiquei bem feliz.
E lagosta?
Bom, essa aí já entra no rol das que não posso pagar.
Pelo menos aqui em Porto Alegre.
Talvez quando morar no Nordeste um dia...
Quem sabe.
Mas acho até bom que seja assim.
Se eu comece Bib´s ou Danete até dizer chega, provavelmente perderia a graça.
Normalmente tendemos a dar valor às coisas mais difíceis de alcançarmos.
Ainda bem que consegui chegar a essa conclusão.
Vou guardar essa grana pra alguma coisa mais útil.

Espécie em extinção

Bianca, em horário de almoço no Grêmio, completamente ociosa olhando pro teto:
- Márcio: se tu fosses um animal, pelas tuas características, qual tu seria?
Acho que pensei por uns 10 minutos.
- Um crocodilo.
- Explica.
- O bicho fica ali paradão, na beira do rio. Só observando. Como quem não quer nada. Ninguém dá nada por ele. Mas se bobear, ele é rápido. Vai lá e “crau”.
- Hum... eu não te conheço direito, mas tenho um bicho que acho que parece contigo.
- Ah é?...qual?
(pausa)
- Um urso panda.
- Putz...
- Tão fofinho, peludinho.
- Tá bom.

Ei!
Juro que não pensei num garanhão.
Juro.

29.11.06

Na casa do inimigo

Hoje fui curtir amor em terra estranha.
Aproveitei o Gre-Nal de Juvenil no Beira Rio e deixei um sapo bem enterrado ao lado de uma das goleiras.
Até eles descobrirem onde está, a viagem pro Japão já aconteceu.

Huahuahuahuhauua (risada maligna)

Alegria de um gremistinha


Olha a carinha do Vinícius depois de receber a bandeira autografada do Grêmio lá em Campo Grande!

Só um sorriso desses já vale a pena.

Ainda mais quando é por um motivo tão nobre.

28.11.06

Christmas

Sempre sonhei em passar um natal na neve.
Com muito frio.
Patinando no gelo.

...mas em Nova Iorque e não em Porto Alegre.

Dormir de edredon no dia 28 de novembro?
Ninguém merece.

27.11.06

As mãos mágicas da tia Luiza

Hoje cheguei mais cedo no Grêmio e decidi cortar o cabelo na tia Luiza.
Um salãozinho pequeno, simpático, exatamente ao lado do Olímpico.
Descobri há uns três anos atrás e tratei de deixar nas mãos dela a minha melena.
E não só pelo preço (que chega a ser ridículo), mas porque ela acertou no corte.
Mês passado, e só no mês passado, fui descobrir que a tia Luiza também lava o cabelo.
Por que não descobri isso antes?
E que descoberta!
Não é só uma lavada básica.
É uma lavada completa.
Shampoo, creme e a massagem capilar.
Ah! A massagem capilar!
E que massagem.
Uma, duas, três vezes.
Chego a babar deitado naquela cadeira enquanto as mãos macias da tia Luiza afagam delicadamente meu couro cabeludo.
E que mãos.
Mãos de fada.
Saio de lá flutuando.
E tudo isso por irrisórios R$ 8,00
Quando será que ela cobra pra me dar um banho completo?

Pesquisarei da próxima vez.

26.11.06

O amor é lindo

Eu e Maria Eduarda conversando na sala:

- Como está tua escola, Duda?
- Tá boa, pai. Tô apaixonada.
- Apaixonada?
- Aham.
- Que legal, filha. Apaixonada por quem?
- Ah, por vários guris.

Ai, ai...
O que vem pela frente.

25.11.06

Pai coruja

Santa Claus - Falta um mês

Shopping Praia de Belas.

Até que esse Papai Noel é bem real.

24.11.06

Criatividade zero

Estava lendo uma matéria na internet que dizia que a falta de sexo prejudica o raciocínio e a criatividade.
Taí a explicação pelos cinco dias sem novos posts.

Bom, caso publique alguma coisa amanhã, já sabem como deve ter sido a noite de hoje.

Que barbaridade.

19.11.06

Prova de amor

Foi lá na casa do Fabiano, na praia.
Principal local de encontro da turma.
Recém havíamos terminado de jogar uma partida de futebol que durou pelo menos duas horas.
Muita correria, muito barro, todo mundo acabado.
Eis que o Marcelão, que jogava no meu time, chegou pra Andréia, namorada dele, e disse:
- Mozinho, se tu me ama, lambe meu sovaco.
Sem pensar muito, a Déia tascou uma lambida no suor que escorria da vasta axila peluda e suja de grama.
O gesto grotesco enojou e dispersou a platéia.
Em que pese o inusitado do fato, se formos parar pra pensar, foi uma demonstração de carinho e amor sem precedentes.
Coisa linda mesmo.
Uma vez, em um casamento, a Márcia colocou na boca um canapé de carne crua sem perceber.
Enojada, não tinha onde colocar.
Simulamos um beijo e ela passou o canapé mastigado e babado pra dentro da minha boca.
Aí eu comi.
Foi ou não uma linda prova de amor?
Com o passar dos anos, comecei a perceber que tais provas de amor só partiam de um lado.
Foi então que decidi protestar.
- Quando é que tu demonstraste teu amor por mim?
- Lembra quando tu perdeu tua lente de contato e foi no shopping usando aqueles teus óculos?
- Aham.
- Pois eu tava junto.
Não entendi muito bem o que ela quis dizer com aquilo, mas preferi não perguntar.
Em todo caso, eles estão fora da minha bagagem pra São Paulo.

Thanks Graham Bell

Impressionante como uma simples ligação telefônica pode mudar o teu domingo.

16.11.06

Silvio Santos ao vivo


Fiquei abalado depois de ver isso.

Drama do verão

Não sei o que é pior: tentar dormir com um calor desgraçado ou tentar dormir com um ventilador que lembra mais um helicóptero do exército.

Dependência

Saí de casa pela manhã e esqueci meu celular.
Se tivesse saído sem as calças não sentiria tanta falta.

15.11.06

Já é natal no Iguatemi II

No meio da decoração de natal do Iguatemi tem uma bota gigante, com uma escadinha que termina dentro dela.
É a tal “Bota dos Desejos”.
Tinha uma fila grande e eu não sabia o que tinha dentro da bota.
Bom, já que estamos aqui, vamos esperar na fila pra matar a curiosidade.
Depois de meia hora, chegou nossa vez.
Lá dentro da bota tem um livro gigante onde a gente escreve os nossos desejos.
Tem que ser rapidinho, pois a fila tem que andar.
Já começa com cinco minutos procurando uma folha em branco naquele livro.
Lógico que todas estão escritas.
Resta encontrar um cantinho.
E a paciência já indo pro espaço.
- Aqui tá bom, Maria Eduarda. Tem um espaço em branco. Qual é o teu desejo. Diz de uma vez pra eu escrever.
- A casa da Barbie.
- Tá feito. E tu, Mártin? O que vai querer do Papai Noel?
- Um parque do tubarão.
- Tá. O pai vai colocar aqui. P-A-R-Q-U-E D-O T-U-B-A-R-Ã-O...pronto.
- Paiê.
- Que foi Duda?
- O que tá escrito aqui?
Fui ler: “Quero o Inter campeão do mundo”.
- Hum... Aqui, Duda?
- É pai.
- Tá escrito: “Desejo ganhar uma camisa do Grêmio”.
- Que legal. Mas será que o Papai Noel vai conseguir realizar todos esses desejos?
- Aham...

Tomara que não.
Tomara que não.

Já é Natal no Iguatemi

Meus pais nunca me incentivaram a acreditar em Papai Noel, Coelho da Páscoa ou qualquer destes personagens que habitam a imaginação das crianças.
Não sei se isso é bom ou ruim.
Pelo menos nunca sofri a decepção de descobrir que tudo não passava de uma grande tramóia dos adultos pra enganar os pobres coraçõezinhos infantis.
Confesso não saber como agir com meus com meus filhos com relação a isso.
Falo a verdade e enterro de vez ilusão inocente da idade ou corro o risco de ser visto como um pai crápula e mentiroso daqui a alguns anos?
Decidi deixa-los com a opção da dúvida.
Hoje a Maria Eduarda me perguntou:
- Papai Noel existe?
- Talvez, Duda. O que tu acha?
- Acho que existe.
- Pois é. Pode ser que exista.
Fomos passear no Shopping Iguatemi.
É difícil não se encantar com a já tradicional decoração de natal.
Estava lotado.
Lógico.
Depois de irmos na “bota dos desejos” e tirarmos foto com os duendes, fomos para fila gigantesca para falarmos com o “bom velhinho”.
Aliás, bota velhinho nisso.
Sentado na gigantesca poltrona vermelha, o vovô já estava mais pra lá do que pra cá.
Percebi que não ia dar certo.
Já estava em pé 15 minutos na fila agüentando a impaciência das crianças quando o velhote simplesmente se levantou e foi embora, carregado pelos braços por duas ajudantes.
Para trás, deixou dezenas de crianças e pais atônitos.
No momento fiquei brabo, mas depois tive pena do velho que não estava passando bem com aquela roupa e com aquele tumulto.
- Ei pai! Onde ele foi?
- Acho que foi fazer xixi, Duda.
Como percebi que o negócio ia demorar, convenci as crianças a ir à pracinha e deixar o Noel pra outra hora.
Um bom tempo depois, o shopping conseguiu um substituto com um pouco mais de vivacidade.
- Ei pai, aquele ali não é o mesmo Papai Noel.
- Será, Duda. Acho que é.
- Mas esse tá bem mais gordo.
- É que ele acabou de voltar do McDonald´s.
- Ah tá.

Foi o que veio na hora.

13.11.06

Conselho Deliberativo

Luiz Nei chega em casa depois de participar da reunião do Conselho Deliberativo do Grêmio:
- E aí? Como tava?
- Aquele Conselho? Pode colocar uma bomba e explodir.
- Por que?
- Só tem velho caquético e muquirana... (pausa)... assim como eu.

Hum.
Ainda existe uma esperança.


Palhoça/SC

Luiz Nei mastigando.
Eu no computador:
- Tô afim de comer um doce.
- Quer uma palhoça?
- Uma o quê?
- Palhoça... de amendoim.
- Hum. Quero.
Luiz Nei foi lá dentro e me trouxe.

- Ah! Paçoca.

12.11.06

Kabatotto

Sinto na minha geração uma necessidade quase vital de manter vivas as coisas do passado, principalmente as coisas referentes aos anos 80.
É só abrir os jornais para encontrarmos festas dos anos oitenta, com cantores que fizeram sucesso nos anos oitenta. Lançamento de um DVD com programas dos anos oitenta. Mini-séries, filmes, desenhos, etc, dos anos oitenta.
Na internet, não há alguém na faixa dos seus trinta anos que já não tenha recebido aquele e-mail com imagens dos anos oitenta: capas de discos (LPs), foto de brinquedos, artistas, rótulos de produtos, propagandas, etc.
Muito legal.
Isso não é nenhuma crítica.
Pelo contrário.
Os anos oitenta marcaram pra mim e voltar ao passado me traz um sentimento de nostalgia inexplicável e, ao mesmo tempo, uma profunda tristeza ao perceber que estes momentos jamais voltarão.
Bom, toda essa introdução (sem procurar analisar os “porquês” desta tendência retroativa) é pra contar uma passagem por uma sessão de regressão aos anos oitenta:
Sentado num bar com um grupo de amigos comecei a recordar os desenhos que assistia nos anos oitenta e me senti um alienígena ao perceber que ninguém se lembrava dos "meus desenhos".
Cheguei até mesmo a duvidar da existência de tais.
Podiam ser apenas fruto da minha imaginação...
Fui obrigado a procurar no Google e fiquei feliz em encontrar alguma coisa.
Achei até a música do desenho do Dartagnan.
Lembram?
Tinha também um desenho japonês de um menino chamado Marco que passava toda a sua infância procurando seus pais. A cada episódio ele chegava muito perto de encontrar, mas, no final, nunca conseguia.
Era muito triste, me lembro disso. Quase desesperador.

O segundo lugar na minha lista de desenhos inesquecíveis é do Calimero.
Um pintinho preto que usava como chapéu metade da casca de ovo de onde saiu.
Era show.
Porém, o que mais me marcou, apesar dos tradicionais Pantera Cor de Rosa, Pica Pau, Zé Colméia, entre outros, foi o desconhecido Hipo e Thomas.
Impossível ninguém se lembrar.
Também era japonês.
O Hipo era um hipopótamo e o Thomas era um corvo que morava dentro da boca dele.
Viviam brigando, mas se amavam.
Toda vez que o Hipo tomava água, inundava a casinha do corvo.
Não havia diálogo.
Acho que esse era o charme do desenho.
Procurei alguma coisa na internet e percebi que realmente não faz parte do imaginário coletivo das crianças de ontem, adultos de hoje.
Achei quase nada.
Pelo menos descobri que é um desenho dos anos 70 e o nome original é Kabatotto.
Não se fazem mais desenhos como antigamente.

10.11.06

Futebol de Botão


Assim como todo o menino que gosta de futebol, comecei a jogar botão muito piá.
Acho que com 6 ou 7 anos já brincava com meus “panelinhas” no “Estrelão”.
O tempo foi passando e fui me aperfeiçoando no “esporte”.
Troquei os botões panelinhas pelos “puxadores” e o campo Estrelão por um “estádio” maior.
Sempre que sobrava um dinheirinho, investia numa nova equipe.
Comprava os times ali na Cobal, na Quintino Bocaiúva.
Cheguei a ter 56 equipes diferentes que disputavam um supercampeonato brasileiro que durava um ano.
E eu jogava sozinho.
Coincidentemente, o Grêmio liderava o ranking com o maior número de títulos.
Além dos 56 times, cada um deles guardado delicadamente em uma caixinha, tinha a minha super seleção.
Aquele time que só disputava os campeonatos contra os amigos.
Cada jogador ficava guardado dentro de um saco plástico e recebia salário semanalmente.
Toda a sexta-feira eu colocava as moedinhas de cada um.
O Eder, meu ponta-esquerda, era o que recebia mais: três moedas.
Lógico que, às vezes, eu tinha que fazer um empréstimo com os atletas para poder comprar um sorvete ou investir em outra equipe.
Meu time tinha até um ônibus e um avião que eu havia construído de Kit Revel.
Quando o jogo era no meu prédio, o ônibus ia junto, mas quando era em outra casa, ia o avião.
Bom, nessa época eu tinha uns 12 ou 13 anos.
Coisa de guri.
Compreensível.

Ontem fui convidado para participar de um encontro de “botonistas”, na casa do meu amigo Carlos Roberto Foschiera, coordenador do Departamento de Futebol de Mesa do Grêmio.
Muita cerveja e pão com lingüiça.
Pessoal bem animado (só homem, lógico).
Foi aí que descobri que minhas histórias engraçadas sobre futebol de botão no início da adolescência eram fichinha perto de algumas anedotas reais contadas (e vividas) pelo pessoal que ainda pratica o “esporte” apesar da idade avançada.
Fato que torna ainda mais engraçados os acontecimentos já que não existe a doce ingenuidade das crianças.
O principal personagem era o seu Hélio.
Um senhor já de idade avançada.
Nos contou que na década de 70 era apaixonado por um botão chamado Pelé.
Onde ele ia levava o tal Pelé.
Quando ia ao cinema, comprava dois ingressos: pra ele e pro botão.
É verdade.
Um dia foi até o aeroporto Salgado Filho quando o Santos veio jogar em Porto Alegre e barrou o Pelé no saguão de desembarque, afoito:
- Pelé, quero te apresentar pra ti!
O Pelé não entendeu, pegou o botão da mão do Hélio e colocou no bolso do terno. No que o Hélio berrou pegando de volta:
- Tá louco? Me devolve tu!
Se loucura pouca é bobagem, na noite de núpcias, o Hélio colocou todo o time de botão enfileirado sobre a prateleira do quarto e orgulhoso falou:
- Gurizada, hoje vocês vão ver o papai fudê!

Mas foi numa conversa séria com um amigo, que o Hélio demonstrou toda a essência de um verdadeiro botonista:
- Poxa, Hélio. Faz tempo que eu não jogo botão...
- Mas o que houve?
- Minha mulher pega no meu pé. Disse que é coisa de retardado.
- E por que tu não larga essa desgraçada?

Um brinde ao Hélio, aos Foschiera e a todos os amantes do futebol de botão.

7.11.06

Momento Pepeu Gomes

Hoje me peguei parado observando a lua.
Durante alguns minutos.
Cheia.
Grande.
Excepcionalmente bonita.
Foi um momento gay de contemplação.
Confesso.
Gays têm a sensibilidade aflorada.
Essa é a vantagem que levam sobre nós, homens.
Não têm vergonha de usar o terceiro olho...(ou seria o quarto?)
Acho que amadureci tanto nestes últimos meses que me permiti ser gay por alguns minutos sem temer os efeitos colaterais.
Foi bom.
Recomendo:
Seja gay por alguns minutos.

É preciso ser muito macho pra isso.

6.11.06

Atrás dos 5% - Teoria sobre as mulheres

Podem me xingar, sapatear, se revoltar, mas existe uma teoria que formei nestes 34 anos de experiência que não falha em 95% das vezes: mulher só gosta, só se apaixona, só corre atrás de homens canalhas, que a maltrate.
Esta não é uma teoria vaga, solta no universo.
E muito menos criada sob a aura de um ressentimento amoroso ou alguma frustração com as mulheres.
Pelo contrário.
Foram anos de análises e observações minuciosas avalisadas por dezenas de exemplos por mim vivenciados de perto.
Prefiro até não citar nomes para não sofrer represálias.
Também não vou chegar ao absurdo de dizer que mulher gosta de ser maltratada.
Minha teoria, que carece ainda de uma análise mais, digamos, psicossociológica do funcionamento da mente feminina, até procura entender esse fascínio exercido pelo mau caráter masculino.
No caso, o ato de desprezo, rejeição (ou até agressão) acaba exercendo uma influência quase doentia sobre o desejo da mulher.
Fazendo com que a pessoa do sexo oposto seja o alvo principal de sua necessidade de manter o poder de sedução e conquista que falhou no primeiro momento.
“Ele não me deu bola? Como pode uma coisa dessas?”.
Este é o primeiro pensamento.
“Isso não pode ficar assim”.
Esse é o segundo.
“Ele vai ter que ser meu”.
Terceiro.
A partir daí, começa um jogo de sedução onde a mulher vai utilizar-se das mais mesquinhas, repugnantes e vis artimanhas de conquista.
Nem que para isso tenha que passar por cima de outras pessoas. Magoar, ferir.
Pra ela não interessa.
E uma coisa é certa: quanto mais o homem não der importância, mais a mulher vai insistir, se envolver e desejar aquele ser misterioso portador de um poder sobre-humano de auto-controle e auto-suficiência.
Tenho certeza que várias mulheres vão dizer: “meu marido (ou namorado) me trata muito bem.”.
Até pode ser, mas sou capaz de apostar que jamais tiraram da cabeça aquele noivo ou namorado antigo que lhes deu um ponta-pé na bunda há vários anos e que dariam tudo para terem uma nova oportunidade com ele.
Além disso, aposto que o atual relacionamento meloso com retoques de romantismo, flores, bombons, jantares e presentes iria pro espaço no primeiro ataque daquele cafajeste que vira a cabeça pra olhar a tua bunda quando tu passa no trabalho e que te quer só para uma trepadinha rápida.
Bom, se você leu até aqui e prestou atenção no início deste post, notou que minha teoria ainda tem 5% de chance de falhar.
Ou seja, nem tudo está perdido.
Existem exceções.
São raras, mas existem.
Tão raras que, às vezes, precisamos buscar bem longe.
Mulheres fartas de canalhices, traições, agressões, vulgaridade, futilidades...
Sempre desejei que um dia essa mulher cruzasse o meu caminho.
E quem sabe já não cruzou?
Pois, sem falsa modéstia, posso garantir que ela seria extremamente feliz.
E se por um acaso, em algum momento, ela viesse a sentir a necessidade de ser possuída por um verdadeiro cretino sem escrúpulos, acho que posso dar um jeito nisso.
Só eu e ela.
Entre quatro paredes.

Ah, quando eu disse que não criei essa teoria sob a aura de um ressentimento amoroso ou alguma frustração com as mulheres...
Eu menti.

5.11.06

Dodói


Pois essa é minha perna na manhã de domingo após me lesionar no futebol da última quinta-feira.
Joelho e canela esquerda.
Posso afirmar que dói.
Dói muito.

Sei que muitos leitores ficarão nauseados mas tinha que compartilhar isso com vocês.

Maria Eduarda viajada

Duda no carro, voltando de Canoas, depois de visitar a Deise.
- Que estranho.
- O que é estranho, filha?
- Não sabia que aqui eles falavam português.
- E o que tu achava que eles falavam?
- Inglês, ué.

Mai Gódi!

4.11.06

Mar...

Andava assim como quem não tinha razão
Por entre uma multidão era apenas mais uma
Vestia-se para festa, mas por dentro, luto.
Sabores sem prazer, difícil engolir.
Riso sem cor, manhã gelada num verão de sol.
Palavras incompreendidas, pensamentos póstumos...

E assim seguia a vida, e assim levava as horas... sentir?
Nada!

Numa tarde avistou o Mar...
Ele total desconhecido,
Bravio e em ressaca
Trazia as dores da vida
Não tinha quem o amanhecia
Não tinha quem o admirasse
Ia e vinha na sua inconstância.

Mas a mulher admirava o Mar...
Via nele a força que lhe escapava por entre os dedos
Observava suas evoluções
Sofria quando batia suas ondas nas rochas
Subia nas pedras para mandar-lhe uma canção
Tentando acalmar o Mar...

As tardes iam seguindo uma rotina
Cada qual em seu lugar
Histórias, vidas e sentimentos
Trazidas pelo Mar...

Viu aquilo tudo serenar
Mesmo sendo insana
Ficou a jogar seus pensamentos ao Mar...
E foi quando ele a convidou
Largou numa praia as tristezas

Sem medo lançou-se em suas ondas
Que a ampararam de prontidão
Levou seu corpo para o alto Mar...
E de lá, ela nunca mais saiu... do Mar!

By Juliana

3.11.06

À flor da pele

E nada contra ovinho de codorna, amendoim, ostras, pétalas de rosas cândidas ou ginkgo biloba...
Mas nada mais afrodisíaco do que a sensibilidade e a inteligência de uma mulher.

Feriado com as crianças

- Então, Dudinha, como tá a escola?
- Tá tri boa, pai!
- Que bom, filha!
- Sabe que aqueles guris do micro não me incomodam mais?
- Ainda bem.
- Eles tão tri engraçados. No outro dia, um deles abriu a janela e gritou pro tio que tava no carro “vem aqui chupar minha lingüiça”, morri de rir!

Reunião com a professora agendada.


(...)

Eu, sentado no café do McDonald´s do Iguatemi.
Crianças brincando na pracinha.
Mártin vem correndo lá de dentro:
- Pai, pai! Tu tem dinhelu?
- Pra que tu queres dinheiro, Mártin?
- Pla complá uma faca.
- E pra que tu queres uma faca??
- Ué? Pla matá aqueles gulís.

Psicólogo agendado.


(...)

Maria Eduarda deitada no sofá da sala vendo São Paulo x Ponte Preta ao lado do Luiz Nei.
Num lance de ataque da Ponte Preta, a bandeirinha (mulher) marca impedimento.
Duda se espanta:
- Olha vô! Uma mulher!
- É mesmo.
Não resisto:
- Que barbaridade, né filha? Devia estar em casa fazendo jantar e lavando roupa.
- É...lavando louça e cuidando dos filhos também.
- Isso mesmo.

Tem que ensinar desde cedo.

2.11.06

Luiz Nei e a teoria destrutiva

Hoje me machuquei feio no futebol.
Um rombo no joelho no primeiro lance que teimou em sangrar durante todo o jogo.
Sem falar num raspão de cima à baixo na perna esquerda que tirou metade da pele.
Chegando em casa, não agüentei e solicitei à Juçá que fizesse um curativo.
Luiz Nei, recém acordado, parado de pé na porta do banheiro com cara de reprovação, enquanto eu gemia com a água oxigenada borbulhando sobre a ferida:
- Tsc, tsc, tsc...
- Que foi?
- Isso é um processo auto-destrutivo. Quando tem uma jogada onde existe a possibilidade de tu te machucar, tu vai lá e te atira pra se quebrar. É um processo auto-destrutivo.
- Isso. Assim como esse teu cabelo.

Dez minutos depois, Luiz Nei resmunga no banheiro tentando se pentear.


Luiz Nei purificado

Quase dez da noite, Luiz Nei chega em casa do trabalho.
Ainda na sala, coloca o terno na cadeira e, de dentro do bolso da camisa, tira uma caixa de fósforo.
Aquelas caixas grandes, amarelas, Fiatlux.
- Pra que esses fósforos?
- Não interessa. Tu ia precisar de muito estudo pra entender.
Não satisfeito com a resposta, abordei a Juçá no closet:
- O que o Luiz Nei tava fazendo com aquela caixa de fósforo?
- Por que tu quer saber?
- Ué? Nenhuma pessoa normal chega em casa do trabalho, às 22h, trazendo no bolso uma caixa de fósforo gigante.
- Ele tava queimando pólvora na Margarete.
- ...?
Demorei pelo menos uns 20 segundos em silêncio tentando imaginar o significado daquela frase.
O máximo que conseguiram vir à minha cabeça foram algumas besteiras.
Tanto que a Juçá percebeu meu sorriso sarcástico.
- Tu tens que respeitar a crença dos outros.
- Crença?
- É. Faz parte de um ritual de purificação que ele faz lá no Centro Holístico,
- Ah bom. Que susto.

Queria conhecer a Margarete.

1.11.06

Bate bola

Diálogo flagrado entre eu e André Schröder ontem, antes de um suposto jogo de futebol na quadra do Pão dos Pobres:
Schröder:
- Cara, faz muito tempo que não jogo futebol.
- Tô jogando quatro vezes por semana.
- Bah! Eu não consigo fazer sexo quatro vezes por semana.
- Sim. E por que tu acha que eu jogo futebol.
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