6.11.06

Atrás dos 5% - Teoria sobre as mulheres

Podem me xingar, sapatear, se revoltar, mas existe uma teoria que formei nestes 34 anos de experiência que não falha em 95% das vezes: mulher só gosta, só se apaixona, só corre atrás de homens canalhas, que a maltrate.
Esta não é uma teoria vaga, solta no universo.
E muito menos criada sob a aura de um ressentimento amoroso ou alguma frustração com as mulheres.
Pelo contrário.
Foram anos de análises e observações minuciosas avalisadas por dezenas de exemplos por mim vivenciados de perto.
Prefiro até não citar nomes para não sofrer represálias.
Também não vou chegar ao absurdo de dizer que mulher gosta de ser maltratada.
Minha teoria, que carece ainda de uma análise mais, digamos, psicossociológica do funcionamento da mente feminina, até procura entender esse fascínio exercido pelo mau caráter masculino.
No caso, o ato de desprezo, rejeição (ou até agressão) acaba exercendo uma influência quase doentia sobre o desejo da mulher.
Fazendo com que a pessoa do sexo oposto seja o alvo principal de sua necessidade de manter o poder de sedução e conquista que falhou no primeiro momento.
“Ele não me deu bola? Como pode uma coisa dessas?”.
Este é o primeiro pensamento.
“Isso não pode ficar assim”.
Esse é o segundo.
“Ele vai ter que ser meu”.
Terceiro.
A partir daí, começa um jogo de sedução onde a mulher vai utilizar-se das mais mesquinhas, repugnantes e vis artimanhas de conquista.
Nem que para isso tenha que passar por cima de outras pessoas. Magoar, ferir.
Pra ela não interessa.
E uma coisa é certa: quanto mais o homem não der importância, mais a mulher vai insistir, se envolver e desejar aquele ser misterioso portador de um poder sobre-humano de auto-controle e auto-suficiência.
Tenho certeza que várias mulheres vão dizer: “meu marido (ou namorado) me trata muito bem.”.
Até pode ser, mas sou capaz de apostar que jamais tiraram da cabeça aquele noivo ou namorado antigo que lhes deu um ponta-pé na bunda há vários anos e que dariam tudo para terem uma nova oportunidade com ele.
Além disso, aposto que o atual relacionamento meloso com retoques de romantismo, flores, bombons, jantares e presentes iria pro espaço no primeiro ataque daquele cafajeste que vira a cabeça pra olhar a tua bunda quando tu passa no trabalho e que te quer só para uma trepadinha rápida.
Bom, se você leu até aqui e prestou atenção no início deste post, notou que minha teoria ainda tem 5% de chance de falhar.
Ou seja, nem tudo está perdido.
Existem exceções.
São raras, mas existem.
Tão raras que, às vezes, precisamos buscar bem longe.
Mulheres fartas de canalhices, traições, agressões, vulgaridade, futilidades...
Sempre desejei que um dia essa mulher cruzasse o meu caminho.
E quem sabe já não cruzou?
Pois, sem falsa modéstia, posso garantir que ela seria extremamente feliz.
E se por um acaso, em algum momento, ela viesse a sentir a necessidade de ser possuída por um verdadeiro cretino sem escrúpulos, acho que posso dar um jeito nisso.
Só eu e ela.
Entre quatro paredes.

Ah, quando eu disse que não criei essa teoria sob a aura de um ressentimento amoroso ou alguma frustração com as mulheres...
Eu menti.

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