12.11.06

Kabatotto

Sinto na minha geração uma necessidade quase vital de manter vivas as coisas do passado, principalmente as coisas referentes aos anos 80.
É só abrir os jornais para encontrarmos festas dos anos oitenta, com cantores que fizeram sucesso nos anos oitenta. Lançamento de um DVD com programas dos anos oitenta. Mini-séries, filmes, desenhos, etc, dos anos oitenta.
Na internet, não há alguém na faixa dos seus trinta anos que já não tenha recebido aquele e-mail com imagens dos anos oitenta: capas de discos (LPs), foto de brinquedos, artistas, rótulos de produtos, propagandas, etc.
Muito legal.
Isso não é nenhuma crítica.
Pelo contrário.
Os anos oitenta marcaram pra mim e voltar ao passado me traz um sentimento de nostalgia inexplicável e, ao mesmo tempo, uma profunda tristeza ao perceber que estes momentos jamais voltarão.
Bom, toda essa introdução (sem procurar analisar os “porquês” desta tendência retroativa) é pra contar uma passagem por uma sessão de regressão aos anos oitenta:
Sentado num bar com um grupo de amigos comecei a recordar os desenhos que assistia nos anos oitenta e me senti um alienígena ao perceber que ninguém se lembrava dos "meus desenhos".
Cheguei até mesmo a duvidar da existência de tais.
Podiam ser apenas fruto da minha imaginação...
Fui obrigado a procurar no Google e fiquei feliz em encontrar alguma coisa.
Achei até a música do desenho do Dartagnan.
Lembram?
Tinha também um desenho japonês de um menino chamado Marco que passava toda a sua infância procurando seus pais. A cada episódio ele chegava muito perto de encontrar, mas, no final, nunca conseguia.
Era muito triste, me lembro disso. Quase desesperador.

O segundo lugar na minha lista de desenhos inesquecíveis é do Calimero.
Um pintinho preto que usava como chapéu metade da casca de ovo de onde saiu.
Era show.
Porém, o que mais me marcou, apesar dos tradicionais Pantera Cor de Rosa, Pica Pau, Zé Colméia, entre outros, foi o desconhecido Hipo e Thomas.
Impossível ninguém se lembrar.
Também era japonês.
O Hipo era um hipopótamo e o Thomas era um corvo que morava dentro da boca dele.
Viviam brigando, mas se amavam.
Toda vez que o Hipo tomava água, inundava a casinha do corvo.
Não havia diálogo.
Acho que esse era o charme do desenho.
Procurei alguma coisa na internet e percebi que realmente não faz parte do imaginário coletivo das crianças de ontem, adultos de hoje.
Achei quase nada.
Pelo menos descobri que é um desenho dos anos 70 e o nome original é Kabatotto.
Não se fazem mais desenhos como antigamente.

2 comentários:

Anônimo disse...

Eu lembro, também assistia. Nunca consegui achar o desenho era ótimo. Edson B. / RS.

Anônimo disse...

Eu lembro, também assistia. Nunca consegui achar o desenho era ótimo. Edson B. / RS.

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