4.11.06

Mar...

Andava assim como quem não tinha razão
Por entre uma multidão era apenas mais uma
Vestia-se para festa, mas por dentro, luto.
Sabores sem prazer, difícil engolir.
Riso sem cor, manhã gelada num verão de sol.
Palavras incompreendidas, pensamentos póstumos...

E assim seguia a vida, e assim levava as horas... sentir?
Nada!

Numa tarde avistou o Mar...
Ele total desconhecido,
Bravio e em ressaca
Trazia as dores da vida
Não tinha quem o amanhecia
Não tinha quem o admirasse
Ia e vinha na sua inconstância.

Mas a mulher admirava o Mar...
Via nele a força que lhe escapava por entre os dedos
Observava suas evoluções
Sofria quando batia suas ondas nas rochas
Subia nas pedras para mandar-lhe uma canção
Tentando acalmar o Mar...

As tardes iam seguindo uma rotina
Cada qual em seu lugar
Histórias, vidas e sentimentos
Trazidas pelo Mar...

Viu aquilo tudo serenar
Mesmo sendo insana
Ficou a jogar seus pensamentos ao Mar...
E foi quando ele a convidou
Largou numa praia as tristezas

Sem medo lançou-se em suas ondas
Que a ampararam de prontidão
Levou seu corpo para o alto Mar...
E de lá, ela nunca mais saiu... do Mar!

By Juliana

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