14.12.06

Criando o bicho solto

Eu guardando as minhas roupas no armário.
Juçá na porta do quarto:
- Quando tu vais pra São Paulo?
- Na sexta.
- Já compraste cuecas?
- Pra que cuecas?
- Não me diz que tu vais viajar com estas cuecas langanhentas?
- Hum.
Deixei prevalecer a sabedoria materna (e feminina) e ontem fui ao shopping resolver esse problema.
Ao não saber em que loja procurar, me dei conta que, em quase 35 anos de vida, jamais havia comprado cuecas pra mim.
Pode uma coisa dessas?
Nenhuma cuequinha.
Sempre a mamãe, as namoradas, a esposa...
Aliás, minha relação com cuecas começou muito tarde.
Na idade em que já tinha discernimento para escolher as coisas, decidi não usar cuecas.
Essa decisão durou até cerca dos 12 ou 13 anos.
Quando, sem muita opção, tive que aprisionar “opção”.
Não foi uma decisão deliberada.
Houve uma influência dos colegas que escolheram a brincadeira de baixar as calças dos amigos como o grande divertimento do verão.
Coisa sem graça.
E pra não pagar o mico de ficar peladão em sala de aula, tive que me proteger de alguma forma.
Já mais adulto, foram as mulheres que começaram a brincar de querer baixar minhas calças.
Bom, mas aí já é outra história.

Seja como for, se por algum motivo eu acabar tendo que ficar de cuecas em plena São Paulo, pelo menos elas não serão langanhentas.
Agradeçam à Juçá.


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