23.12.06

Um mergulho na leitura

Incentivado pelos meus pais, desde pequeno sempre tive o gosto pela leitura.
Na minha casa, 90% dos armários ou prateleiras são adornados por livros e mais livros.
Dificilmente ficava uma noite sem ler algumas páginas.
Um hábito que me acompanhou pelo menos até o dia em que me casei.
Sempre necessitei de um ritual para ler.
Não consigo ler livros no trabalho, no ônibus, no trem, ou onde quer que seja que não exista tranqüilidade e silêncio.
E meu silêncio e tranqüilidade acabaram depois do casamento.
Meu único lugar de leitura passou a ser o banheiro da casa.
Quando vieram as crianças, então, nem se fala.
Nem no banheiro eu conseguia mais.
Aos poucos fui desistindo da leitura já que todas as tentativas acabaram sendo em vão.
Em praticamente 10 anos, devo ter lido uns dois livros, no máximo.
Depois da separação, decidi retomar este hábito saudável já que nada mais me impedia.
Cheguei a devorar o Código da Vinci em uma semana.
Mas parei por aí.
Esbarrado nos problemas de infra-estrutura: um colchão no chão e a falta de uma luminária.
Consegui até enjambrar alguma coisa, mas minha visão começou a ficar prejudicada.
Na quinta-feira, ao chegar em casa, deparei com uma cama no meu quarto.
Isso mesmo!
A Juçá havia comprado uma cama pra mim.
Com cabeceira e tomada para uma luminária.
Com gaveta para guardar os sapatos.
Agora não tenho mais desculpas.

Por favor, neste Natal, me presenteiem com livros.

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