Já recebi convite do Lipatin mas recusei com medo de desaprender.


fez parte a Agustina, uma mexicana de Zacatecas que morava em Veracruz e estava de passagem por Paris. Nosso encontro foi rápido, no albergue. Eu acabara de ser expulso do quarto por uma gangue de seis “chicas” argentinas que não me queriam como companhia. Mesmo com o albergue sendo misto, faltou sensibilidade por parte do dono que me colocou sozinho em um quarto com seis mulheres. Enquanto aguardava a liberação de uma cama sentado no saguão do albergue nem percebi a aproximação de Agustina que me perguntou se eu era brasileiro. Perguntei se tinha cara de brasileiro e ela disse que só percebeu pela bandeira do Brasil costurada na minha mochila. Conversa vai, conversa vem, nem notamos o tempo passar. Quando nos demos conta, já eram quase duas da manhã e o albergue estava deserto com as pessoas já recolhidas aos aposentos. Decidimos dar um passeio pela noite fria de Paris e contamos com a ajuda do recepcionista do albergue que nos liberou a saída já que o albergue não permitia a entrada de pessoas após a meia-noite. De mãos dadas pelas ruas desertas, como se fôssemos antigos namorados, aproveitamos ao máximo aquele pouco tempo em que permaneceríamos juntos. Acabamos amanhecendo em um café tomando chocolate quente e comendo croissants com mel. Nos conhecemos ali e nos despedimos ali.





