26.12.07

Natal em NY

Olá pessoal!
Estou de volta.
Sempre tive o sonho de passar o Natal em New York.
Muito frio!
Muita neve!
A cidade toda iluminada.
Uma atmosfera inesquecível.
Manhattan fica linda nesta época e nada melhor do que esquiar sob a gigantesca árvore de natal do Rockefeller Center.
Isso sem falar nas compras na Times Square.
Uma maravilha!
Um natal inesquecível!

Mas enquanto eu não realizo o sonho de passar o natal em New York, vou ficando aqui mesmo no calorão de Porto Alegre.

21.12.07

Tribuna Tricolor




Neste sábado.
Na Ulbra TV (canal 21 da NET ou 48 UHF).
Tribuna Tricolor, o programa do Grêmio.
Pela primeira vez, apresentado por este que vos escreve.
Vale a pena pra dar umas risadas.

Mártin: quiz de natal

- Mártin: tu sabes onde vive o Papai-Noel?
- Claro! No shopping Iguatemi, ué?

- Mártin: tu sabes como o Papai-Noel faz para deixar os presentes na árvore?
- Sei, pai. Ele vem pela churrascaria.
- Churrascaria?
- Sim. Ali naquele lugar onde tu faz o churrasco.

Feliz natal pra todo mundo!
Mais posts no decorrer do período.

20.12.07

Brinde de Natal




Como havia antecipado, hoje foi o dia de pegarmos nossos brindes de Natal.
Incrivelmente, não fui contemplado com o molho de tomate do Grêmio.
Ganhei uma calça de abrigo bem supimpa.
Só fui obrigado a ouvir 354 vezes a frase:
"Quero ver tu entrar nessa calça".

Quanta inveja.

Luiz Nei - Gentleman

Ontem saí para dar uma caminhada no fim do dia e fui parar no apartamento de Juçá e Luiz Nei.
Luiz Nei não estava.
Juçá é quem abre a porta toda faceira.
- Que alegria é essa? Questiono.
- Dá uma olhada no que fez Luiz Nei. Diz ela apontando pra parede da sala.
Colado com esparadrapo, um pequeno pedaço de papel escrito com caneta vermelha “Eu te amo!”.
Seguindo pelo corredor, outros vários pedaços de papel colados na parede com “Eu te amo!” formando um caminho.
Segui os bilhetinhos pra ver até onde iam.
“Eu te amo!” na porta da cozinha.
“Eu te amo!” no quadro.
“Eu te amo!” no final do corredor.
“Eu te amo!” no espelho.
“Eu te amo!” até chegar no último quarto do apartamento.
Lá dentro, colado na porta do armário, o último bilhetinho:
“Pra Caralho!!”.

Cosa linda!

Olvidei

Cheguei no trabalho pela manhã e fui direto ao caixa eletrônico ao lado da minha sala para colocar créditos no meu celular.
Realizei todo o processo na tela até o ponto onde solicita que o usuário coloque o número do telefone.
E daí?
Quem disse que eu lembrei o número?
E fiquei ali parado com cara de cu com câimbra.
Pensei...pensei...e não lembrei.
O número do meu próprio celular.
Coisa muito triste.
Tive que ir pra sala e olhar o número do meu telefone na agenda.
E olha que já tenho este mesmo número há mais de dois anos.

Deve ser o tal estresse de fim de ano.

19.12.07

É fato

Priscila no banheiro, se olhando no espelho, depois de pentear o cabelo:
- Má! Vem aqui.
- Que foi.
- Olha pra mim.
- Tô olhando.
- Mas olha bem.
- Tô olhando. O que foi?
- Vai dizer que não é a mulher mais linda que você já viu?

Quem sou eu pra contrariar.

17.12.07

Recanto dos Borghetti

Sempre procuro fazer do limão uma limonada.
Quando fui escalado para sábado ir ao centro de Treinamento do Grêmio em Eldorado do Sul para cobrir um evento das escolinhas de futebol, lembrei que ali perto, na Barra do Ribeiro, ficava o recanto dos Borghetti.
Uma fazenda onde a família do gaiteiro recebia amigos e admiradores.
Tem um restaurante de comida campeira e uma pequena pousada para quem quer passar a noite.
Na beira do Guaíba, o visitante pode tomar banho de piscina, passear a cavalo, ou simplesmente deitar em uma rede embaixo das árvores ao som dos pássaros e da música nativista.
Tinha ido lá uma vez. Fazia tempo.
Queria que a Priscila conhecesse.
Demorei pra encontrar, mas acabei chegando.
Estradinha de chão batido, no meio do nada.
Mas vale a pena sujar o carro.
Chegamos na hora do almoço.
Vários carros e até um ônibus de excursão.
Fomos recebidos pelos patriarcas da família.
Comida excelente, um chopinho.
Nota 10.
Na hora de pagar, descobrimos que o local havia sido reservado para o evento de uma empresa e que o restaurante só é aberto ao público aos domingos.
Que coisa.
Agora entendi porque um senhor chegou pra mim e perguntou: “em qual setor vocês trabalham?”.

Fora isso, vale a pena conhecer o Recanto dos Borghetti.

Os Deuses do Futebol

Quando Ronaldinho ajeitou a bola com carinho, me ajoelhei na frente da TV.
De olhos fechados e mãos juntas, rezei.
Rezei como nunca havia feito na vida.
Lembrei que ele ficava horas cobrando faltas depois dos treinamentos.
De 40 que chutava, acertava pelo menos 35.
Pedi a Deus para que acertasse aquela.
Pelo menos aquela.
O relógio apontava 42 minutos do segundo tempo.
Era a última chance.
Um lance que poderia mudar a minha vida para sempre.
Era só fazer aquele gol.
Olhos fixos na bola.
Suor escorrendo-lhe pelo rosto.
Feição tensa.
Observou a posição do goleiro.
Entrada da área.
Era só mandar por cima da barreira.
Lembrei da forma em que deixou o Grêmio para atuar no PSG.
Lembrei de sua tristeza em ser odiado pela grande maioria da torcida do time do seu coração.
Aquela era a melhor chance para se redimir.
Para volta a ser um herói tricolor.
Deus havia reservado exatamente aquele momento para mudar a história.
Não poderia ser coincidência.
Bastava fazer o gol.
O juiz apitou.
Ronaldinho hesitou.
Olhou para o árbitro, olhou pra bola e correu.
O chute saiu colocado, por cima da barreira, como tem que ser.
O goleiro nada poderia fazer.
Parado, ficou olhando a bola passar.
E ela passou.
Pra fora.
Raspando o poste direito.
Se perdeu pela linha de fundo.
E com ela todos os meus sonhos, as minhas esperanças.
Estava tudo acabado.
Ainda de joelhos, atônito, xinguei Deus.
Xinguei com vontade.
Com dor no coração.
Não podia ter me abandonado, Corno.
E o juiz apitou o final de jogo.
No distante Japão, o Inter era Campeão do Mundo.
Algo inimaginável que não fazia parte nem dos meus mais horrendos pesadelos.
Onde estavam a essa hora os Deuses do Futebol?
Aqueles Deuses que sempre vestiram azul, a cor do céu?
E que sempre foram tão bacanas comigo.
Onde estavam há um ano atrás?

Ou eles não existem, ou esgotaram a cota na Batalha dos Aflitos

13.12.07

Prepara a macarronada

Semana que vem, o Grêmio distribui os tradicionais presentes de final de ano para os funcionários.
Não é sorteio.
Todos os funcionários ganham alguma coisa.
Cada um dos quase 300 funcionários retira um pedaço de papel do fundo do saco.
O papel traz o presente que a pessoa deverá receber.
São celulares, abrigos de inverno, camisetas de passeio, tênis, uniformes oficiais, bolas, mochilas, camisas da Puma etc, etc.
Presentes excelentes!
Estaria tranqüilo e feliz não fosse por um detalhe.
Um dos presentes é um pote de molho de tomate do Grêmio.

Adivinhem o que eu vou ganhar?

Luiz Nei - Tenor

Dentre todas as facetas de Luiz Nei, uma delas é atuar como tenor.
Pelo menos ele acha que é, e não sou eu que vou dizer o contrário.
Pois desde que mandou o maestro Isaac Karatchevsky tomar no cu durante um ensaio da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Luiz Nei não fazia suas incursões pela música clássica.
Desde o mês passado, vem participando constantemente do coral do Sesc de Porto Alegre e ontem culminou com a apresentação de natal na igreja São José, no centro.
A promessa de Juçá que depois iríamos sair para comer pastel foi a motivação necessária para que eu deixasse o conforto do lar e fosse assistir a apresentação junto com Priscila.
É evidente que preciso de motivação extra.
Convenhamos que apresentação de coral e orquestra em época de natal é extremamente pé no saco.
Ainda mais para pessoas jovens como eu que curtem um rock furioso.
Além disso, não é todo dia que Juçá nos convida para comer pastel.
Pois não me arrependi.
Estava maravilhoso.
Um ambiente excelente.
Tanta gente que quase não conseguimos lugar pra sentar.
Mas o melhor de tudo estava o de chocolote com morango que comi de sobremesa.

Ah!
A apresentação?
Um pé no saco.
Fiquei até o final.
Mas Luiz Nei não mandou o maestro tomar no cu.

12.12.07

No meio do caminho tinha um...



Impressionante!

Sexo dos anjos

Mártin e Duda mexendo nos inúmeros bonecos de papai-noel que enfeitam nossa casa.
Mártin pega um nas mãos e comenta:
- Duda, Duda, olha esse papai-noel aqui!
- Não, Mártin. Esse é uma mulher.
- Ah é. É uma papai-noela.

11.12.07

Às compras

Segunda-feira, dia cansativo.
Muito calor.
Clima abafado.
Horas de trabalho.
No fim da tarde, busco Priscila na agência e vamos direto ao shopping fazer compras.
Primeira parada: loja Riachuelo no Bourbon Country.
Duas horas na fila para Priscila atualizar o cadastro do cartão.
Briga com o atendente.
Passeio básico por cada setor da loja.
Mexe nas araras.
Pega uma por uma das roupas.
Coloca na frente do corpo pra ver como ficou.
Se olha no espelho.
Vira de um lado, vira do outro.
Devolve a roupa.
Pega bermuda.
Olha o tamanho de cada uma delas.
Gostou.
Me dá pra segurar.
Já são 134 peças que estou segurando.
Esta é a 135ª
Pareço aqueles vendedores de canga na praia.
Vai experimentar.
Mais duas horas.
Veste peça por peça.
Desfila.
Linda!
Não gostou de nada.
Vamos para a Renner no Iguatemi.
Só atravessar a rua.
Sobe escada rolante, desce escada rolante.
Olha as bolsas.
Penduricalhos para o pescoço.
Experimenta. Experimenta.
Óculos de sol.
Sapatos.
Perfumes?
Também tem.
Márcio “Cabide Humano” já tem 278 peças e se locomove com dificuldade.
Loja quase fechando.
Luzes se apagando.
Vai experimentar.
Mais duas horas.
Já é madrugada.
Minha barriga ronca.
Desta vez gostou de duas blusinhas.
Vamos para a fila do caixa.
20 minutos de espera.
Ela olha para as roupas.
Olha pra mim.
Olha para as roupas.
Olha o relógio.
E...
- Vamos embora, não vou levar nada.
- Q...q...q...que?
- Não podemos gastar agora e não estou precisando de nada. Além disso, quando eu disser que quero ir ao shopping fazer compras você tem que dizer que NÃO. Entendeu?

Ah tá.
Amo essa mulher.
Sempre tão centrada.

Campeão do Mundo



Pode não ter sido reconhecido pela Fifa.
Pode não ter tido a participação de times da África, Oceania ou Ásia.
Pode não ter sido contra o Barcelona.
Mas o Grêmio é o primeiro Campeão do Mundo do Rio Grande do Sul.
Hoje.
Há 24 anos.

Eu vivi essa alegria.

10.12.07

Concertos Comunitários

Não faz muito tempo, escrevi aqui sobre a insistência em participar de eventos gratuitos na cidade e ter que enfrentar todas as dificuldades que isso acarreta.
Pois tentando diminuir um pouco seu déficit de cultura, Priscila decidiu que iríamos assistir o Concerto Comunitário Zaffari com a Fafá de Belém.
De grátis, no Parcão.
Já imaginando o que viria pela frente, apenas suspirei.
Pois assim são os homens de valor.
Apenas suspiram e atendem aos desejos da mulher amada.
Por mais sacal que eles sejam.
Na casa de Luiz Nei e Juçá, faço tempo até o horário de sair para o show.
Lá pelas 18h30, começo a levantar acampamento.
Me despeço de Luiz Nei que, surpreso, fala:
- Tá maluco? Pra que sair essa hora? O show tá marcado para as 20h, mas não vai começar antes das 21h. Eles não vão começar o show com sol.
Olhei para Priscila.
Ela deu de ombros.
- Se quiserem ir, podem ir. Mas vocês serão os únicos e ainda vão ajudar na montagem do palco. Completou o Luiz Nei.
Atendendo a voz da experiência, esperamos até às 19h15 para sairmos.
Já na chegada no Parcão, a dificuldade para estacionar.
Deixamos o carro lá perto da Ipiranga com a Silva Só e fomos caminhando.
Chegando no Parcão, a dificuldade para encontrar o lugar do show.
Percorremos todo o Parcão e nada.
Depois descobrimos que seria naquele campo de futebol que fica do outro lado da Goethe, cruzando pela passarela.
Aliás, o palco já estava montado. Não precisamos ajudar.
Chegando lá, deparamos com aproximadamente 180 mil pessoas.
Foi aí que lembrei que o show era de graça.
E de graça, até injeção na testa.
Aposto que 70% das pessoas não tinham nem idéia do que ia acontecer ali.
Estavam de passagem, viram um palco e algumas cadeiras e decidiram sentar.
Só pelo fato de ser de graça.
Umas meninas distribuíam copinhos de água.
De grátis!
Imaginem a fila.
As pessoas não tinham sede.
Apenas pegavam os copinhos porque eram de presente.
Isso sem falar no banheiro químico colocado no local.
Uma fila de 500 metros.
Só para usar o banheiro químico.
Poder chegar em casa e dizer: “hoje usei aquele tal de banheiro químico! Coisa mais linda!”
Se tivessem distribuindo supositórios, as pessoas trocariam soco para garantir pelo menos uma cartela.
E enfiariam no cu ali mesmo.
Conseguimos um lugarzinho apertado, no meio do povo, lá atrás e de pé.
A nossa frente, um mar de gente.
Todas sentadas em cadeiras.
Não me agradava a idéia de ficar duas horas de pé pra ver a orquestra da PUC e a Fafá de Belém.
Apenas suspirei.
Pois assim são os homens...ah, deixa pra lá.
A idéia também não agradava Priscila que passou pelo menos 15 minutos xingando Luiz Nei repetindo que deveríamos ter saído mais cedo de casa.
Iniciado o concerto, procurei direcionar minha atenção para outras coisas mais divertidas para não pegar no sono.
No final de cada música, exatamente no meio da multidão sentada, uma gordinha levantava sozinha e aplaudia com entusiasmo.
No final da primeira música ela levantou.
Enquanto aplaudia, olhava para os lados para ver se alguém também havia se levantado para aplaudir.
Ninguém.
Alertei a Priscila para prestar atenção.
Uma, duas, três, quatro vezes.
A gordinha levantava sozinha.
Segurei meu ímpeto de me esgueirar até lá e dar uma biaba naquela orelha.
Na 34ª vez, a gordinha desistiu.
Não ficou de pé para aplaudir.
Apenas levantou os braços e passou a aplaudir em cima da cabeça.
Pobrezinha.
Nisso, notei que do outro lado da Priscila estava de pé a mulher mais feia de Porto Alegre.
Daquelas que só podemos ver pagando ingresso.
A tia sósia do Galeão Cumbica (caaaalllllma cocada!).
Pois ela foi alvo do meu divertimento pelo menos até a entrada da Fafá de Belém.
Quando a Fafá entrou, toda de vermelho, vermelhou no curral!
Tentei acompanhar todas as músicas fazendo com que minha voz chegasse aos ouvidos dela, mas meu ímpeto artístico era abruptamente cortado por beliscões.
Apenas suspirei.
Pois assim...
Agüentei até o final.
Árduas duas horas de espetáculo.
Pés doendo, dor nas costas.
Mais uma longa caminhada até o carro.
Quando finalmente cheguei ao veículo, abri a porta e sentei.
Priscila ao meu lado murmurou:
- Tô com fome.

Apenas suspirei...

Aberta a temporada de piscina



Que meda!

Police para quem precisa

Ou eu estou muito velho...
Ou, definitivamente, The Police é um pé no saco.

Ou as duas coisas.

7.12.07

Minha futura Ferrari



Quem disse que eu não posso ter uma Ferrari amarela como a de baixo?
Já estou negociando esta da foto.

6.12.07

Ferrari Uno



Pátio do estacionamento do Olímpico hoje à tarde.
Carro do Alexandre Grendene ao lado do meu.

O meu é o preto.

A dor de uma traição

Ele era um cara rústico.
Para não dizer “tosco”.
Praticamente um caipira.
Características do pessoal da cidadezinha do interior onde vivia.
Um dia conheceu uma linda mulher por quem se apaixonou.
Ela era da capital.
Bonita, bem sucedida, com a vida encaminhada.
Ainda assim, ela se encantou pelo caipira.
Tanto foi que acabou tomando a iniciativa.
Meio tímido, o caipira se deixou envolver.
Não demorou, já estava morando com sua amada na capital.
Aprendeu a se portar com fidalguia.
Mudou seu surrado guarda-roupa.
Passou a se vestir com elegância.
Passou a freqüentar festas da Sociedade.
Tudo graças a ela.
Sempre bela e paciente.
Dedicava boa parte de seu tempo com aulas de etiqueta para aperfeiçoar seu companheiro.
Viviam uma linda história de amor.
Pareciam nascidos um para o outro.
Certo dia, um boato na cidade dava conta que o ex-caipira estava tendo um caso com outra mulher.
E não era uma mulher qualquer.
Estava tendo um caso com uma mulher rica e famosa, que vivia no centro do país.
Admirada e respeitada por todos.
Procurado pelos amigos, ele não desmentiu.
Pelo contrário, os boatos do relacionamento extraconjugal inflaram seu ego.
Sua esposa preferiu não dar muita importância ao que os outros diziam.
Suas amigas tentavam alertar.
Mas ela confiava em si e no amor que acreditava existir.
Num belo dia, seu marido chegou em casa e abriu o jogo.
Disse que não a amava mais.
Confirmou o relacionamento com a mulher famosa do centro do país e disse que ia embora.
Queria ser famoso também, viver sob os holofotes.
Ela nada podia fazer.
Tinha que aceitar.
Ligava a televisão e ele estava lá.
Ao lado de sua nova mulher.
Com o mesmo sorriso, falando as mesmas palavras que a tinham conquistado.
Era dolorido, mas ela iria suportar.
Já havia suportado outras vezes.
As feridas cicatrizam.
Pois assim é a vida.
Pois assim é o futebol.

Vai, Mano Menezes.
Seja feliz no Corinthians.

Revelações do Sitemeter

O Sitemeter é um artifício que coloquei no meu blog e que me dá, diariamente, uma estatística do número de visitantes, o tempo que eles permanecem no blog, as páginas que eles visitam, e mais um monte de outras informações interessantes.
As principais delas, na minha opinião, o local de onde vêm e a forma como chegaram ao blog.
Pela cidade divulgada, consigo saber mais ou menos qual é a pessoa que veio visitar a página.
Volta e meia, aparece um cidade desconhecida.
Tanto no Brasil quanto no exterior.
Quando isso acontece, normalmente são pessoas que chegaram pelo Google.
Colocaram alguma palavra de pesquisa e apareceu meu blog como opção.
E o Sitemeter, além de informar que ela chegou ali pelo Google, ainda mostra qual a palavra que ela estava procurando.
Hoje me deparei com uma visita de Vila Nova de Gaia, de Portugal.
Curioso, fui ver como chegou no blog.
Pelo Google, como imaginei.
E o que a pessoa escreveu no Google pra me achar?
“Tenho uma fissura no ânus”.

É minha sina, não tem jeito.

É verdade.

Sarandi é aqui

Passavam alguns minutos da meia-noite.
Já na cama, naquele período pré-sono, me preparava para dormir.
De repente, a tranqüilidade é quebrada por um grito de “gooooll” vindo de algum lugar da vizinhança e que rompeu o silêncio da noite.
Mas não era um “gooooll” qualquer.
Era um “gooooll” engasgado na garganta.
Um “gooooll” de desafogo ainda seguido por algumas palavras não distinguíveis.
Surpreso, me virei para a Priscila:
- Ué? Que jogo tem hoje?
- Que eu saiba, nenhum. Tava até dando filme na TV. – Respondeu meio sonolenta.
Imediatamente coloquei meu cérebro futebolístico para funcionar.
Que gol era esse?
Me lembrei!
A final da Copa Sul-Americana!
Como eu poderia ter esquecido?
Levantei voando da cama e fui pra sala ligar a TV.
A tela mostrava o replay do gol do Arsenal de Sarandi.
Isso mesmo.
Arsenal de Sarandi.
O Arsenal não é o da Inglaterra...
E muito menos o Sarandi é o bairro de Porto Alegre.
É um time da Argentina que jogava contra o América do México e marcou o gol do título aos 40 do segundo tempo.
Sentado no sofá para assistir os minutos finais, tentei imaginar que diabos faz um torcedor do Arsenal de Sarandi morando aqui no bairro Petrópolis?
Coisa bizarra.
Quando o juiz apitou o fim do jogo, diminuí o volume da televisão para tentar escutar a reação do "hermano".
Desta vez, nenhum berro.

Provavelmente já deveria ter saído de casa para comemorar o título junto com os outros milhares de torcedores do Arsenal aqui de Porto Alegre.
Lá no bairro Sarandi

5.12.07

Praha


Navegando pela internet encontrei uma matéria sobre a cidade de Praga, na República Tcheca.
O nome da matéria diz tudo: “Praga: a cidade da moda”, destacando que o local é um dos mais visitados da Europa.
Me deu saudade.
Na época em que fui para Praga junto com meu irmão, no início da década de noventa do século passado, ainda não era a cidade da moda.
Muito pelo contrário, recém separada da República Eslovaca, a República Tcheca era uma incógnita para os turistas.
Com a abertura do Leste Europeu anos antes, o país ainda vivia aquela fase de adaptação ao estilo de vida capitalista.
A curiosidade me fez colocar Praga no roteiro, assim como Bratislava, na Eslováquia, e Budapeste, na Hungria.
E que boa decisão.
Ainda que eu tenha conhecido Roma, Madrid, Londres, Paris e Lisboa, capitais badaladas, Praga é a mais bonita de todas.
Um clima bucólico.
Um ar blasé (sabia que um dia ia usar essa expressão).
A cidade é tão fascinante que não tive tempo de conhecer nenhum estádio de futebol nos quatro dias que permaneci por lá.
E isso é impressionante!
Recomendo Praga a qualquer pessoa que esteja de malas prontas para a Europa.
Certamente irão me agradecer depois pela sugestão.
Ainda que a cidade já deva ter se adaptado ao estilo de vida capitalista, espero poder voltar um dia.
Com a Pri...para tomar um banho tcheco.

A propósito: já contei a minha saga para comprar remédio de nariz de madrugada em Praga?
Um dia eu conto.

Jazz



Gostaria de poder espancar estas três pessoas com um pedaço de pau.
E quem fez a propaganda também.
Aliás, a mesma agência que fez a da Zeca-Feira

3.12.07

De bêbado (a) não tem dono

Exagerou na Cuba Libre?
Cuida que o Cu-tá Libre.

(pausa para as gargalhadas)

Há males que vêm...

Comparo a queda à segunda divisão com o exame de próstata.
Um momento difícil.
Quase degradante.
Sabemos que iremos passar por ele algum dia, mas fazemos o máximo para que esse dia não chegue nunca.
Mas não tem jeito.
Depois que acontece, percebemos que não é tão ruim assim.
E de quatro, com a bunda arregaçada para o doutor, tentamos tirar algum proveito.
“É para o nosso próprio bem.”
É o pensamento de consolo.
E não deixa de ser verdade.
Apesar da dor e da humilhação do momento, acabamos crescendo.
Ficamos mais maduros e fortalecidos.
Renovamos a energia, levantamos a cabeça, sacudimos a poeira, e vamos à luta.
Já passei por isso duas vezes.
Pelo rebaixamento do meu time.
Quanto ao exame?
Ainda não fiz...
Mas vou fazer.
Se for pro meu próprio bem.
Só espero que não se torne uma rotina.

E que o dedo do médico não seja muito grosso.

Hoje é segunda



Tenho consciência que participei de um momento histórico do futebol brasileiro.
Grêmio 1 x 1 Corinthians.
Paulistas na segunda divisão.
Nenhum sentimento de compaixão.

A palmeirense comigo na foto é que ficou feliz da vida!

27.11.07

Teu passado te condena

Fim de semana na casa de Luiz Nei.
Sem muito que fazer, Priscila começa a folhar os álbuns antigos de fotografias da Juçá.
Em um deles, fotos minhas com a ex.
Fotos desnecessárias.
Sem tecer comentário, Priscila seguiu virando página por página.

Luiz Nei e Juçá almoçando na cozinha.
Estamos ali para fazer companhia.
Até que decido comentar:
- Pô, Juçá. Por que tu tens aquele monte de fotos da “falecida” nos teus álbuns?
Mais do que direto, Luiz Nei se intrometeu:
- Em 1950 o Grêmio perdeu um Gre-Nal por 7 a 1.
- E daí? Perguntei.
- E daí que por mais merda que aconteça na vida, elas ficam registradas no passado e não tem nada que a gente possa fazer.

Gosto destas metáforas futebolísticas.

26.11.07

Depois não vem reclamar

Deitado na cama vendo TV.
Priscila deitada ao meu lado lendo.
De repente ela coloca a revista de lado e pergunta:
- Má, você não faz pum?
- Por que essa pergunta?
- Por nada. É que nunca vi você fazer pum na minha frente.
- É uma questão de respeito, Priscila. Além disso, não quero desencadear uma guerra.
- Mas segurar o pum não é bom.
- O problema é que eu não “faço pum”, eu “solto peido”. É diferente.
- Mas não te preocupa. Te dou minha permissão. Não vou te amar menos por isso.

Tsc...tsc...tsc...
Ela não sabe o que ta dizendo.

22.11.07

Vai pra "Zeca" que te pariu

Será que a agência responsável pela conta da Brahma não se deu conta que a “Zeca Hora” não vai pegar nem com banda de música?
Assim como não pegou a “Zeca-feira”.
Nem mesmo 200 inserções diárias em rádio e TV serão suficientes.

Puramordedeus!
Por onde anda a boa publicidade brasileira?

Bem amigos...

O que eu vou confessar aqui, agora, talvez possa me prejudicar no futuro.
Mas eu gosto do Galvão Bueno.

Avalanche do Grêmio



Impressionante.

21.11.07

Avalanche do Itumbiara



Graças a Deus ninguém saiu pisoteado.

20.11.07

Aquela música que não me sai da cabeça

Sabe aquela música que fica guardada no mais profundo do subconsciente?
Que volta e meia surge junto com uma lembrança do passado, mas que some rapidinho?
Que faz parte do repertório de um cantor que só você conhece e que mais que procure no eMule ou no Kazaa não consegue encontrar?
Pois seus problemas acabaram!

Clique aqui para entrar no site, escolha a letra do alfabeto e divirta-se.

Já deixei na letra “A” pra facilitar.

Depois volta aqui pra contar o que você achou.

19.11.07

O the best

Qual seria o auge da carreira de um jornalista?
Hoje me veio essa pergunta.
Aquilo que um jornalista faz e pode morrer feliz.
Todo o resto que vier será mera formalidade.
Ganhar um prêmio Pulitzer, talvez?
Ter uma matéria publicada em destaque no New York Times?
Ter o próprio programa de televisão?
Uma coluna num jornal?
Tantas coisas.
Difícil responder.
A resposta seria simples se eu tivesse escolhido a medicina como profissão.
Qual seria o auge da carreia de um médico?
Certamente o cara poderia morrer depois de operar o reto da Adriane Galisteu.

Aqui.

16.11.07

Um babaca na Bienal do Mercosul

Passam os anos e eu não aprendo.
Ontem fui novamente à Bienal do Mercosul.
E a cada visita tenho mais certeza que meu conceito de arte nada tem a ver com aquilo lá.
Não consigo enxergar arte em um monte de fio de lã pendurado no teto.
Ou num monte de caixotes enrolados em sacos pretos um em cima dos outros.
Ou em um projetor refletindo na parede branca a imagem de uma pessoa com uma sacola na cabeça com meio corpo dentro de um rio.
Ou uma minúscula caixa de som no canto de uma sala reverberando o som de uma maraca.
Mas tem gente que gosta.
Acha a coisa mais maravilhosa do mundo.
Minha sensação é a de estar sendo passado pra trás.
Que escondidos dentro de uma sala, os autores destas idiotices estão rolando de rir do trouxa que gastou seu tempo indo até o cais do porto e ainda faz cara de intelectual tentando interpretar o interpretável.
Comigo não cola.
Precisa ter o terceiro olho muito evoluído para conseguir tirar algum proveito disso.
E eu continuo insistindo.
Ainda que, a cada ano que passe, meu terceiro olho fique cada vez mais míope.

Quem sabe se ano que vem eu usar o quarto olho?
Aquele mesmo olho que a cada dia cria lindas obras de arte.
Lá no banheiro de casa.


Arte mesmo é a beleza da Priscila junto ao pôr do sol do Guaíba.

14.11.07

Nas entrelinhas

Sentado na sala vendo TV.
Priscila sai do banheiro e se aproxima com um sorrisinho sarcástico:
- Má, vou fazer um comentário, mas não é nenhuma crítica e não quero que você fique bravo.
- Fala.
- Lá no meu apartamento em Campinas um pacote com rolos de papel higiênico durava dois meses. Aqui dura uma semana.
- Claro! Lá tu não cagavas e não fazias sexo. Não precisava usar papel higiênico.
- É verdade. Em um ponto você tem razão. Lá em Campinas eu não cagava.

Odeio as mensagens nas entrelinhas.

Alegria acima de tudo

Maria Eduarda, 7 anos, na parte de trás do carro:
- Pai, sabe que eu adoro fazer as pessoas rirem?
- Mesmo, Duda! Vai ser uma humorista quando crescer?
- Não, pai. Quero ser palhaça de circo.

Priscila ri escondido.
Silêncio para assimilação

- Filha, palhaço de circo não ganha dinheiro.
- Não importa o dinheiro, pai. O que importa é fazer as pessoas rirem.

Profundo.

12.11.07

Essa é clássica

Gol de "cabeça"!

Gols marcados com diversas partes do corpo fazem parte do folclore do futebol. Mas na Alemanha o jornal Bild afirma que no sábado foi marcado o "Primeiro gol de pênis no Campeonato Alemão".

A façanha foi realizada pelo atacante hispano-alemão Mario Gomez, que balançou as redes (será que foram só as redes?) duas vezes na vitória por 3 a 1 sobre o Bayern Munique.
A forma como Gomez marcou o primeiro gol na partida pareceu no mínimo curiosa e deixa margem para interpretações, mas o Bild assegura que foi feito com o pênis do jogador!

O goleiro Oliver Kahn saiu para tentar alcançar um cruzamento dos jogadores do Stuttgart, que sobrou para o atacante. Ele estava fazendo o gesto de cabeceio e foi surpreendido pela trajetória inusitada da bola.

"O gol foi geni(t)al", afirma o jornal nas páginas esportivas.

A publicação alemã lembrou outros gols marcados de forma inusitada e até mesmo polêmica, como o de mão feito pelo argentino Diego Maradona sobre a Inglaterra na Copa do Mundo do México, em 1986.
"O lendário Gerd Müller fez uma vez um gol de c..., Uwe Seller, com a parte de atrás da cabeça e Diego Maradona, com a 'mão de Deus'. Mas ninguém tinha marcado como Mario Gomez", afirma a publicação.

Ao ser perguntado com que parte do corpo marcou o gol, o atacante afirmou que ela está situada em algum lugar entre o estômago e a coxa (aham...)

Quando o jornal insistiu, o alemão disse que a parte do seu corpo responsável pelo gol "é grande, e doeu muito".

Ah tá!


Saudade da rosquinha

Parece que a notícia é de setembro de 2005, mas só fui descobrir hoje que não existem mais lojas Dunkin’Donuts no Brasil.

Estragou meu dia.

9.11.07

Quando a cara já diz tudo



Novembro de 2007

8.11.07

Propaganda é a alma do negócio

Minha fama está tomando proporções perigosas.




Até injeção na testa

Já participou do show de aniversário da Rádio Caiçara no Anfiteatro Pôr do Sol com entrada franca?
Pois a experiência deve ser semelhante ao que eu passei ontem ao visitar a exposição “No Ar – 50 anos de vida” da RBS na Usina do Gasômetro.
Cheguei às 19h30.
Escolhi este horário porque achei que o local estaria vazio.
O que não levei em consideração foi o fato de ser o horário onde as pessoas acabaram de deixar seus trabalhos. Ou o horário onde os jovens acabaram de sair da escola.
E obviamente ninguém passou em casa pra tomar banho assim como eu fiz.
Resultado: uma Usina do Gasômetro repleta de gente pobre e fedida.
Sei que o objetivo é nobre, mas existem certos eventos onde a entrada não deveria ser gratuita.
Imagina se o Museu de Tecnologia da PUC fosse gratuito?
Ou se o Pampa Safári fosse gratuito?
Certamente não teriam a qualidade e a infra-estrutura que têm.
Era evidente que 90% das pessoas que estavam na exposição não estavam interessadas nas atrações ou na história da comunicação.
Estavam lá pelo simples fato de ser “de grátis”.
Queriam é passear, namorar, ou qualquer outra coisa do tipo.
Já Priscila e eu, jornalistas de formação, saímos prejudicados sem poder usufruir de todos os atrativos oferecidos pela exposição que, aparentemente, eram bastante interessantes.
Permanecemos lá dentro uns 15 minutos, o tempo suficiente para desistirmos de participar do próximo aniversário da Rádio Caiçara.

Nada contra os pobres.
Mas também absolutamente nada a favor.

7.11.07

Engenheiros do Hawaii

Humberto Gessinger, do Engenheiros do Hawaii, na gravação da Grêmio TV.


5.11.07

Futuro no Zaffari

Maria Eduarda e Juçá em altos papos no supermercado do Iguatemi.
- Vó. Quando eu crescer quero ter muito dinheiro pra poder ajudar minha família.
- Mesmo, Duda? E no que tu vais trabalhar?
- Vou ser caixa de supermercado. Olha só quanto dinheiro ela tem nessa gaveta.

Melhor do que ser motorista de carro-forte.

Casa nova, vida nova

Atendendo aos apelos de economia da Priscila, dispensamos uma equipe de mudanças e uma faxineira e nós mesmos colocamos a mão na massa.
Aproveitando o feriado de sexta-feira, terminamos nossa mudança para o novo apartamento.
Até que foi divertido.
Legal despejar sabão em pó na área molhada e depois poder patinar como se estivesse de esqui.
Foi meu único momento de lazer durante a limpeza.
Difícil mesmo foi ter que subir três andares de escada aproximadamente 324 vezes em dois dias (sexta e sábado) carregando caixas, malas e sacolas.
Isso.
Nosso apartamento é no terceiro andar.
Sem elevador.
Ainda bem que fogão, sofá, cama, armários e coisas do tipo foram comprados novos.
Ou seja, a empresa entregou lá em cima.
Apesar deste incômodo da altura, o apartamento em si compensa o esforço.
É uma coberturinha de um dormitório nos altos do Petrópolis com duas áreas grandes ao ar livre. Uma delas com churrasqueira.
Um prédio pequeno, com cinco apartamentos, rua tranqüila, perto de tudo.
Bem agradável.
Mas o melhor é poder dividir tudo isso com uma mulher maravilhosa, que faz as coisas valerem a pena.
Resta agora me adaptar outra vez à vida de casal.
Uma verdadeira vida de casal.
Como eu sempre quis ter.

Só falta instalar a NET.

3.11.07

Grêmio Rádio



Eu e o Pfeiffer (pé quente).
Reportagem da Grêmio Rádio.
A única coisa boa na transmissão ao vivo da derrota do Grêmio para o Figueirense.

1.11.07

Haroldo "o hétero"



Para puxar o saco do chefe.

31.10.07

Arrombadora

Impossibilitado de faltar ao trabalho na tarde desta quarta, contei com a ajuda da Juçá para levar a geladeira até nosso apartamento novo.
Deixei as chaves com ela e o controle da garagem.
Na verdade o único trabalho dela era acompanhar os caras do carreto até o apartamento, subir com eles, abrir a porta e mostrar o lugar onde eles deveriam colocar.
No meio da tarde, Juçá chama no meu celular:
- Márcio. Nenhuma das chaves abre a tua porta.
Cheguei a pensar que o dono pudesse ter trocado a fechadura.
- Espera aí que vou ligar pro seu Miguel.
E o seu Miguel não sabia de nada.
Me desesperei.
Certamente os caras que ficaram com a chave do apartamento pra pintar o teto fizeram uma cópia, entraram lá de noite, roubaram todas as nossas coisas e ainda trocaram a combinação.
Seguiu o papo pelo telefone:
- Tem certeza que nenhuma chave funciona?
- Claro que tenho. Já tentei todas.
- O cara disse que não mexeu na combinação. Alguma coisa aconteceu.
- Tá. E o que eu faço?
- Arromba! Todas nossas coisas estão aí dentro.
- Deixa que eu vou pensar.
E desligou.
Sem muita opção, tentei imaginar alguma solução.
Já estava quase ligando pra polícia quando Juçá chamou outra vez no celular.
Atendi com voz de pavor enquanto Juçá perguntou com a voz mais tranqüila do mundo:
- Teu apartamento não fica no primeiro bloco, né?
- Não! Fica no bloco dos fundos.
- Ah tá. Então vou pra lá. Entrei no bloco da frente.
-...

Eu mereço...

30.10.07

Copa do Mundo

Dizem que jogo de Eliminatória pra Copa do Mundo já faz parte da Copa do Mundo, é apenas uma fase preliminar e a Copa do Mundo propriamente dita é a fase final.
Finjo acreditar.
Estive presente em dois jogos eliminatórios.
Os dois do Brasil contra o Paraguai.
Um no Olímpico e outro no Beira-Rio.
Um eliminatório para a Copa de 2002 e outro para a Copa de 2006.
Na Copa de 1950, no Brasil, foram apenas dois jogos em Porto Alegre, ambos no estádio dos Eucaliptos.
Inconcebível para os dias de hoje dois jogos de copa nos Eucaliptos.
Iugoslávia 4 x 1 México.
Suíça 2 x 1 México.
Parece que os mexicanos não guardam boas lembranças daqui.
Não estive presente nestas partidas.
Não me lembro os motivos.
Em 1991, quando morava em Madrid, estive em Portugal para a final do Mundial Sub-20 entre Brasil e Portugal.
Considero este momento como o mais próximo que estive da sensação de assistir a um jogo de copa do mundo.
E era um jogo de copa do mundo.
E não um jogo qualquer. Era uma final.
O Brasil perdeu nas cobranças de pênalti, mas este foi só um detalhe.
Hoje a Fifa confirmou o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014.
Sei que ainda faltam sete anos, mas a perspectiva de, finalmente, poder estar presente em um verdadeiro jogo de copa do mundo me agrada bastante.
Espero estar vivo até lá pra ver.
O Mártin vai ter 10 anos.
Provavelmente vai querer ir junto.
A Duda vai ter 14.
Vai ficar em casa com a Priscila ajudando a cuidar da Valentina.
Segundo meu otimista colega Pfeiffer, a gente estará trabalhando na transmissão dos jogos.
Amém.
Depois da confirmação da copa no País, resta torcer para que Porto Alegre seja uma das cidades escolhidas.
E será. Sem dúvida.
Resta, então, torcer para que uma grande seleção fique por aqui.
Argentina, Itália e Alemanha.
A primeira pela proximidade, as outras pela colonização do estado.
Uruguai também é um bom nome.
Além disso, contar com a boa vontade da Fifa e da CBF para que Porto Alegre seja a sede de algum jogo mais importante do que simplesmente uma fase classificatória.
Um jogo pelas quartas-de-final.
Quem sabe uma semifinal?
Por que não?
Seja como for, já estou confirmando minha presença por antecipação.
E, desde hoje, começo a economizar para poder comprar os ingressos.

Isso se eu não estiver escalado para a transmissão.

29.10.07

Luiz Nei - no fim de semana

Luiz Nei, bravo, depois de descobrir que havia terminado a Coca Cola.
- Que saco! Vou ter que comprar. E eu estava ao lado do sumercado.
- Estava ao lado do que? – Fiz questão de perguntar.
- Do sumercado. Tu entendeu muito bem.
- Sumercado é bom.
- Tem que economizar nas palavras. Os ingleses não dizem “He is”, eles dizem “He´s”.
- Ah tá.

É um gran becil.

*****

Luiz Nei pegando a chaleira no fogão depois de esquentar a água pra fazer café.
- Ai, ui, ai, ui! Que merda essa chaleira!
- Ela é nova. Acabei de comprar – retruca Juçá.
- Mas é uma merda!
- Por que?
- Porque me queima.

Moscão.

26.10.07

Como usar um protetor labial



Jamais pedirei um protetor labial emprestado.

23.10.07

Com a alma lavada

Cara!
Se a moda pega aqui em Porto Alegre...

Clique aqui

Aposto que vocês sabem qual empresa eu estou pensando.

É assim que se joga bola



Nosso futebolzinho de domingo.

A nojera humana

Domingo fui com a Priscila almoçar no Parrilla del Sur.
Lugar muito agradável com excelente comida.
Minha Tapa de Cuadril estava pra lá de supimpa.
Destoando de tudo estava o nosso garçom.
Ele suava feito um porco. E nem estava calor.
O suor pingava sobre a carne deixando o prato com um leve sabor salgado.
Mas não foi só isso, na mesa atrás da Priscila sentou-se uma espécie grotesca da raça humana.
Após devorar quase dois quilos de carne, a criatura passou a limpar os dentes com os dedos. Com dois deles, tentava resgatar os fiapos de carne presos entre os dentes mais profundos e inacessíveis.
A cada movimento mais ousado, eu procurava deixar a Priscila sempre bem informada:
- Olha lá! Olha lá! Ele acabou de tirar um naco do siso e tá chupando a unha.
Com ânsia de vômito, Priscila não se mostrava muito interessada em minha narração.
Nada mais divertido do que observar a nojera humana.
Tão bom quanto observar, é falar sobre ela.
Enquanto o homem dividia a atenção da carne no dente com uma meleca que incomodava no furo esquerdo do nariz, Priscila comentou:
- Ainda bem que você não é podre desse jeito.
- Não sou? – surpreendi-me.
- Não. Se fosse eu não estaria casado com você.
- Mas não tem nada de podre assim que eu faça que te deixe com nojo?
Priscila, agora pensando:
- Hum. Não. Nada. Você não faz nem aquilo que todos os caras fazem que é coçar o saco. Isso é nojento.

Que decepção.
Preciso voltar a ser homem, urgente.

21.10.07

Luiz Nei: homem da casa

Juçá logo depois de fazer ginástica no quarto se prepara para guardar a esteira ergométrica.
Luiz Nei se antecipa e agarra a esteira para colocar no lugar.
Juçá reclama:
- Deixa que eu guardo.
- Eu guardo, é muito pesada.
- Mas não é justo. Eu que usei. E tu já guardaste ontem.
Luiz Nei solta a esteira já irritado:
- Quem é o homem da casa? Sou eu, né? Então eu guardo a esteira. Enquanto eu for o homem da casa, eu que guardo. Quando eu estiver gagá, preso em uma cadeira de roda, babando, tu guarda a esteira e eu só olho.

Ano que vem isso.

19.10.07

Não me perguntes onde fica o Alegrete

Ontem foi um dos dias mais traumáticos da minha vida.
Jantando na cozinha com a Priscila, descobri que ela não conhece o Canto Alegretense.
Pior que isso: nunca ouviu falar.
Não exijo que saiba a letra.
Realmente não é uma letra fácil.
Mas que pelo menos tenha ouvido falar.
Ou tenha escutado alguma vez.
Nada disso.
Revoltante.
- Não tenho porque conhecer o Canto Alegretense. – Se defende a Priscila.
Neste momento, Juçá entra na cozinha.
Transtornado, comento com ela:
- Acredita que a Priscila não sabe o que é o Canto Alegretense?
Juçá cantando:
- Ouve o canto sei-lá-o-que e brasileiro. Desta terra que nã-ni-nã-ni-nã-nã....
Perplexidade absoluta.
Quase em pânico, perguntei:
- Ouve o canto o que???
- Ah...não sei cantar direito.
Priscila em êxtase e absolvida pela ignorância gauchesca de Juçá ainda achou tempo pra pisotear neste pobre gaudério ferido:
- Viu só? Ninguém conhece essa música aí.

Barbaridade, tchê.

Pra quem também não conhece.

Tele-traveco

Se tiver precisando dos serviços profissionais de um travesti, é só ligar.
Eles levam o material em casa.
E com capacete cor de rosa!

Tirei a foto na Terceira Perimetral, quase chegando na Oscar Pereira.

18.10.07

Mudanças e futebol

Em época de mudança, carregar caixas e sacolas de um lado para outro torna-se uma rotina um tanto quanto árdua.
Neste caso, é importante cada um ajudar o outro.
- Priscila, deixa que eu levo essa sacola pra ti.
- Tá. Mas é vidro. Cuida pra não quebrar.

- Priscila, deixa que eu carrego essa caixa. É muito pesada.
- Tá. Mas não deixa cair que quebra.

- Priscila, deixa que eu levo essas compras pra cima.
- Tá. Mas cuida pra não bater que quebra.

Será que ela acha que eu sou algum retardado?
Juro que da próxima vez vou quebrar de propósito.

*******

Kaká chuta de fora da área e marca mais um gol do Brasil contra o Equador.
Jogadores comemoram com entusiasmo.
Na cama, ao meu lado, Priscila observa atentamente.
- Não consigo gostar deste menino.
- Qual menino?
- O Kaká. Olha só, é um veadinho. Todo mundo pulando em cima dele.
- Não existe nenhum motivo para tu não gostares do Kaká.
- Claro que existe. Ele nasceu no Morumbi, é riquinho. Futebol não é coisa pra rico. Futebol é pra quem mora na favela. Pra quem precisa dele para sobreviver. Não gosto deste estilo de menino certinho que ele tem. Todo fresco. Casou virgem.
- ...
- Além disso jamais casaria com alguém que usa o cabelo do jeito que ele usa.

Perdeu, Kaká.

16.10.07

Encontro bizarro

Segunda-feira.
Duas e quinze da madrugada.
Estou no aeroporto Salgado Filho esperando a Priscila chegar de São Paulo.
Com a cara no vidro, observo as pessoas recém desembarcadas pegando suas bagagens.
Empurrando um carrinho, deixa a sala uma menina, de cor negra, com seus 25 anos.
Imediatamente, me lembrei da secretária do escritório onde trabalhei durante dois anos, até março deste ano.
A Bárbara.
Era muito parecida com esta moça do aeroporto.
Onde andaria?
Estaria trabalhando ainda no escritório?
E a filhinha dela? Estaria grande?
Foi o pensamento que tive na hora.
Nunca mais tive contato.
Passam-se 15 minutos e chega o avião da Priscila.
As pessoas começam a surgir com suas malas.
Tento encontrar a Priscila junto à esteira.
Enquanto observo, sou surpreendido:
- Oi Márcio! Veio me esperar?
Bárbara e sua filhinha chegando de viagem.
Meu queixo bateu no chão e voltou.
Priscila veio logo depois dela.

Não sei como se chama uma coisa dessas.
Mas me assustei.
Será um sinal?

15.10.07

Please, wait

Preciso confessar.
É algo terrível, mas que vem me incomodando faz algum tempo.
Preciso desabafar. Compartilhar com alguém.
É muito difícil.
Muito triste.
Mas a verdade é que eu tenho internet discada.
Isso mesmo.
Uma das poucas pessoas que ainda utiliza este método pré-histórico de acesso à rede mundial de computadores.
Mas não é desleixo da minha parte.
Já fiz contado com todas as empresas de banda larga e a resposta é sempre a mesma.
- Todas as portas disponíveis para seu prédio já estão ocupadas. O senhor terá que ficar na lista de espera.
Pois já estou nesta lista há mais de dois anos.
E a tendência é que ninguém desista dessa tal de “porta” pra eu poder conectar.
Felizmente estou me mudando no próximo final de semana.
Espero que ainda reste alguma “porta” disponível neste prédio novo para que eu possa “entrar” no mundo virtual sem que precise usar o telefone pra isso.
Não agüento mais internet discada...
Preciso de elevador.

Ps. Estou à disposição para explicar a piada do final.

Idiotice não tem hora

Pesquisando no jornal alguma opção de lazer para desfrutar com as crianças no final de semana, eis que me deparo com uma peça de teatro gratuita.
Na Casa de Cultura Mário Quintana às 11h de domingo.
Pedro Malazarte e a Arara Gigante.
Perfeito!
Coloquei o relógio para despertar às 9h.
Levantei.
Preparei o café.
Acordei as crianças.
Coloquei roupa nos dois.
Dei o café.
Cansativo.
Pelo menos acordaram de bom-humor.
Adoram uma peça de teatro.
Juçá arrumou o cabelo da Duda.
Tudo bem tranqüilo.
Pensei em chegar cedo para evitar tumulto.
Peça de graça, de repente o povo todo vai.
Imaginei que saindo às 10h seria o suficiente.
Faltando 10 minutos para este horário, me questiona a Juçá:
- Mas que horas começa a peça?
- 11 horas.
- Xi! Não vai chegar a tempo.
- Como não? São 10h agora.
- E o Horário de Verão? Não adiantou teu relógio ontem??
- ...
Não tinha adiantado.
Anta.
E pra dizer para as crianças que não íamos mais ao teatro?

Quando a idade chega, coisas deste tipo começam a acontecer.

12.10.07

Tino comercial

Duda me mostrando sua coleção de adesivos colada na capa do caderno da escola. Noto que alguns deles foram descolados.
- Por que tu arrancaste estes adesivos, Duda?
- Pra vender.
- Vender?
- É. Vendo para minhas amigas por cinqüenta centavos.
- E o que tu fazes com o dinheiro?
- Compro uns chocolatinhos lá na escola.

(...)

Fazendo lanche no McDonald´s
Duda pede licença e sai da mesa para pegar catchup.
Volta trazendo um maço de cartelas com adesivos da Moranguinho.
- Pra que tanto adesivo, Duda?
- Pra vender na escola.

Ainda não analisei se é bom ou ruim.

9.10.07

Luiz Nei - anfitrião

Juçá, sempre tão querida, vai até nosso quarto oferecer ajuda para adquirirmos as coisas da nossa casa nova:
- Comprem aquelas coisas normais para casa: jogo de panelas, sofá, talheres, coisas básicas...
Luiz Nei atrás dela só observando.
Segue a Juçá:
- Depois você me dizem quando foi que eu pago pra vocês.
Priscila, sempre preocupada e não dar trabalho, tenta contemporizar:
- Não Juçá. Muito obrigada! Vai ficar muito oneroso para vocês.
Luiz Nei não se aguenta:
- Não te preocupa, Priscila. A gente tá na merda, mas fazemos qualquer negócio pra ver vocês longe daqui.

Priscila jura até hoje que ele foi sincero.

8.10.07

Mudanças

Se tudo der certo, estamos prestes a mudar para nosso novo apartamento.
Tal fato deve ocorrer em 15 dias.
Aproveitando o fim de semana sem as crianças, decidimos ir às compras.
Sábado pela manhã, bem CEDO, já estávamos batendo perna na Dr. Flores.
Sempre priorizando a economia.
Casas Bahia, Magazine Luiza, Benoit, Manlec...
Como diz meu amigo Pfeiffer: lugar de gente judiada dos pilas.
A verdadeira visão do inferno.
Principalmente nas Casas Bahia, em seu último dia de promoção.
Um bando de pobres espremidos, suados, atrás das melhores ofertas.
Assim como nós.
Compramos cama, máquina de lavar, fogão, microondas, jogo de jantar e DVD.
Exigências da Priscila já que, na minha opinião, a casa necessita apenas de uma TV com NET.
Tomara que eles cumpram o prazo de entrega estabelecido para o dia 20.

Aliás, que dificuldade pra conseguir falar com alguém da NET.

5.10.07

O pagador de promessas

Gabriela, secretária de marketing, entra na sala da assessoria e anuncia:
- Tem um cara pagando promessa ali no pátio. Ele entrou de joelhos no estádio e acabou de passar pelo portão 1.
Bianca se antecipa:
- Rodrigo, pega a câmera e vai lá fazer uma matéria. Conversa com ele, faz fotos e pergunta o motivo da promessa.
Rodrigo foi atrás do cara.
Dois minutos depois ele volta abalado.
- O que foi? – perguntamos em coro.
- O cara não tava pagando promessa. Ele é aleijado. Tem atrofia nas duas pernas e só caminha daquele jeito. Tem até uma bengala pra ajudar.

Não podemos nos deixar levar pelas aparências.

Homenagem ao povo do estrangeiro

Meu sitemeter indica que, diariamente, alguém de Berlim (Alemanha), alguém de Estocolmo (Suécia) e alguém de Montain View (EUA) se faz presente neste blog por alguns instantes.
E não é de hoje.
Essa pessoa de Berlim já entra aqui há muitos meses, desde o ano passado.
Gostaria de mandar um abraço pra essa gente e agradecer pelo tempo dispensado.
Solicitando que deixe pelo menos um comentário para eu saber quem é.
Ah! Vocês que não são de Berlim, Estocolmo e Montain View, não se sintam inferiorizados.
Obrigado á vocês também pela visita.
Acompanho o paso de cada um

É sempre uma honra.

4.10.07

Criança não deveria morrer

Basicamente porque é criança e ainda não viveu o suficiente.
É ingênua.
Até então incapaz de se defender dos males, e dos maus.
Não faz parte da ordem natural das coisas o pai enterrar o filho.
O contrário, sim, seria o normal.
Quando uma criança morre, não se perde apenas uma vida.
Perdem-se várias.
A vida de todos aqueles envolta.
A dor da perda de uma criança deve ser infinita. Insuperável.
Criança vem ao mundo para trazer alegria, paz.
Para ser tratada com carinho e amor.
Para ensinar o adulto a sorrir, a brincar, a ser criança outra vez.
Quando temos aos braços o filho recém nascido, só podemos agradecer a Deus.
Mas onde estava este desgraçado quando deixou ir embora criaturinha tão inocente?
Definitivamente, criança não deveria morrer.

3.10.07

Baldasso de água fria


Toda minha admiração pelo amigo e colega Fabiano Baldasso, da Rádio Gaúcha.

Programa Conversa Tricolor.

Grêmio x Atlético MG.

Guerreiro de fim de festa II

Chego em casa com a Priscila por volta das 22h30 depois de um passeio no shopping.
Somos abordados por Luiz Nei no corredor.
- Que foto é aquela no teu blog? Se referindo à foto aí de baixo.
- Qual o problema?
- Teu blog roda o mundo todo. Tem que melhorar o nível.
- Tá bom.
- Não tem nenhum motivo pra colocar uma foto tua agarrando a Priscila. E o que tu estás fazendo com as mãos? Procurando a carteira dela?
- ...
Priscila:
- Que horror, Nei.

Total falta de sensibilidade.

1.10.07

Guerreiro de fim de festa


Constatação

Minha mulher é tão perfeita que meus pais gostam mais dela do que de mim.

E com razão.

30.9.07

Sabadaço com Duda e Mártin

Juntamente com as crianças, deixo a Priscila no Chá de Fraldas de uma amiga.
No carro, na volta, pergunta a Duda:
- Pai. O que é Chá de Fralda?
- Quando uma pessoa tá esperando nenê, ela reúne um montão de amigas para tomar chá. Estas amigas levam presentes para quando o nenê nascer.
- Ah! É como os três reis magos fizeram com Jesus.
- Hum... Mais ou menos isso.
- Os três reis magos levaram vários presentes pra Jesus: ouro, incenso, roupas, sapatinhos, mamadeiras, bicos, fraldas...

Mais ou menos isso.

**********************

Priscila já de volta em casa.
Pergunta a Duda:
- Tia Pri. Como tava o Chá de Fralda?
- Tava bom, Duda. Tinha uma titia que tava com um barrigão deste tamanho esperando nenê.
- Que legal! Eu sei como que vêm os nenês.
- É mesmo? E como é?
- Quem traz são as gaivotas.

**********************

No carro.
Saindo do Carrefour.
Mártin e Duda discutindo atrás:
- Mártin, tu é o Chaves.
- E tu é a Chiquinha!
- E tu é o Kiko!
- E tu é a Bruxa do 71!
- E tu é o Seu Madruga!
- E tu é a Dona Florinda!
- E tu é o Nhonho!
(silêncio)
- Não, Duda! O Nhonho é o pai.
- Ah, é!

Priscila gargalhou no banco da frente.

28.9.07

Bom-Ar

Acredito que o Bom-Ar é uma grande invenção.
Bem melhor do que o tradicional palito de fósforo.
Isso sem falar na borrifada de perfume ou desodorante.
Hoje descobri o principal defeito do Bom-Ar.
Ele anuncia a cagada.
As vezes, a melhor coisa é dar aquela cagadinha amiga, sair de fininho do banheiro e fechar a porta.
Sempre torcendo para que ninguém entre nos 30 minutos subseqüentes.
Ou se entrar, torcer para que a pessoa sai com vida.
Com o Bom-Ar, isso se torna impossível.
O cheiro forte de flores do campo toma conta do corredor e entra na sala.
Quem não sabia que você cagou, imediatamente toma conhecimento do fato.
Constrangedor.

Talvez, o melhor seja deixar a natureza agir.

26.9.07

Chorar de rir

Não me dou muito bem com enterros.
Descobri isso faz pouco tempo.
A primeira pessoa morta que vi ao vivo dentro de um caixão foi a mãe do Erick. Meu amigo de infância.
Eu tinha 18 anos.
Reunido com os a turma do prédio, decidimos ir ao cemitério.
Mais por solidariedade com o Erick do que propriamente pela mãe dele, que eu nem conhecia.
Tudo corria bem.
Dentro dos conformes.
Me detive alguns minutos observando o corpo da véia.
Milhares de coisas passando pela minha cabeça.
A principal delas: imagina se ela se mexe?
Qual seria a reação das pessoas?
Foi aí que começou meu drama.
Fui acometido de um ataque de riso incontrolável.
Cheguei a simular um ataque de choro, mas consegui piorar a situação.
Com medo de que minha reação fosse vista como falta de respeito (e certamente foi vista assim) corri apressado pra fora da capela onde o corpo era velado e passei alguns minutos gargalhando.
Você pode achar que isso aconteceu porque eu não tinha nenhuma relação com o morto.
Mas a mesma coisa aconteceu no enterro da minha avó.
Acho até que já comentei alguma coisa aqui no blog.
Estava ela deitada dentro do caixão sem as pernas.
Haviam cortado as pernas por causa da diabete.
Coçando o queixo, perguntei em voz alta: “Já que tá sem as pernas, por que não compraram só a metade do caixão?”.
Meu questionamento repleto de cautela econômica causou um certo constrangimento.
E o ataque de risos voltou a acontecer.
Incontrolável.
Um amigo psicólogo me disse que o riso incontido foi a forma encontrada por mim para extravasar uma emoção que não estava habituado a vivenciar.
Faz sentido.
Sabendo disso, até já participei de outros enterros onde consegui fazer prevalecer meu autocontrole.
Mas foi difícil.
Mas não pensem mal de mim.
Não o faço por falta de educação.
Apenas estou extravasando minha emoção.
E se, por um acaso, você gargalhar no meu enterro, fique à vontade.
Extravase sua alegria.

25.9.07

Viajando na maionese

Café da manhã com queijos e pastas exóticas em um pequeno hotel de Jerusalém depois de visitar o Mar Morto.
Tarde de domingo no estádio Rei Pelé em Maceió, no Alagoas, para ver um jogo do CRB.
Viagem a uma cidadezinha no interior do Canadá com rua limpas e casas ao estilo alemão.
Participação na inauguração de um restaurante para 20 mil pessoas no estádio Serra Dourada construído pela diretoria do Goiás Esporte Clube, em Goiânia.

Estes foram meus últimos quatro sonhos das últimas quatro noites.
Preciso urgente viajar.

24.9.07

Elsa & Fred

Depois das melhores indicações, ontem, finalmente, fui com a Pri assistir Elsa & Fred no cinema do Nova Olaria.
Antes tarde do que nunca!

Alegria, alegria!

Sábado à tarde, em casa.
Tranqüilamente zapeio os canais da TV deitado na minha cama.
Subitamente me detenho no canal 11.
TV Cristal.
A TV Cristal por si só já é uma várzea.
Mas o programa que estava passando bate todos os recordes.
“Alegria, Alegria” com Daltro Cavalheiro.
O apresentador, que já foi “sucesso” na década de 90 na TV Guaíba, é a principal atração.
Ele comanda um programa de auditório montado em algum clube, com um cenário podre.
Os calouros são o que de pior existe.
Se pegarmos 20 e somarmos o número de dente na boca de cada um não soma uma dentadura completa.
Neste sábado, uma senhora, com seus 77 anos, tentava imitar a Alcione cantando “Meu Ébano”.
De chorar de rir.
Pra completar, ainda tem as dançarinas, estilo chacretes, com aquele sorriso falso quando a câmera dá um close.
Provavelmente selecionadas á dedo em alguma esquina da Farrapos ou da Voluntários.
Mas não pára por aí: o programa tem site.
Vale a pena conferir aqui.

Continuei minha procura e parei no canal 20.
Estava passando o “Polícia em Ação” com o Paulão, “repórter policial”.
No primeiro momento, ele metia o pau num traficante dentro de uma delegacia.
No bloco seguinte, acompanhou a perícia da BM na investigação de um assassinato de um bandido que, segundo ele, foi encher o saco do capeta.
Muito legal!
O cara ali no chão, com a cara enfiada no barro, cheio de furo de bala.
Uma festa pro pessoal da Vila Grécia, que não tenho nem idéia de onde fica (graças a Deus).
Crianças brincavam em volta enquanto a perícia fazia foto e contava o número de perfurações.
O Paulão entrevistando os policiais tentava convencer o PM a deixa-lo ficar com a bermuda do cadáver.
Mas melhor mesmo foi a matéria aí abaixo.
O Paulão na Tia Carmem.
Show de bola.


Depois dizem que não tem nada que presta na TV no sábado à tarde.

22.9.07

Estaciona direito, Diego

Estava feliz com meu trabalho no jornal.
A Priscila era minha colega de redação e estava escalada para ir comigo fazer a cobertura do show dos Rebeldes no ginásio Gigantinho.
Milhares de adolescentes aos berros chamando os nomes da Mia, Giovani, Lupita, chupita, pepita e sei lá mais quem.
Conseguimos lugar pra sentar em uma escada.
Pessimamente acomodados.
Chegamos seis horas antes e, em apenas duas horas de espera, já estávamos de saco cheio de esperar.
Quando o show começou, foi um alívio.
Não conseguíamos nem ver o palco, mas escutávamos bem as músicas.
Depois do sufoco, voltei à redação do jornal para ver a escala de trabalho.
Minha função era fazer uma matéria com o Maradona e o fato dele não respeitar as leis de trânsito.
Meu editor mandou eu ir ao supermercado fazer uma foto do Maradona estacionando o carro na vaga reservada para gestantes.
Tudo bem que ele está gordo, mas não precisa exagerar.
Cheguei ao supermercado, mas Maradona já tinha estacionado seu carro.
Não consegui fazer a foto.
Subi até a administração do super onde trabalhava o Maradona.
Na sala de espera, dezenas de fotógrafos e repórteres aguardando a entrevista coletiva do ídolo argentino.
Pensei em ir embora, mas na hora em que começava a me movimentar eis que Maradona sai da sala e começa a cumprimentar um por um dos jornalistas.
Sempre muito educado e solícito, saudou em espanhol todos que estavam ali.
Fiquei maravilhado!
Meu sonho sempre foi conhecer Maradona pessoalmente.
Educadamente, pedi para fazer uma foto com ele no que atendeu prontamente.
Pedi para que Haroldo, meu chefe, fizesse a foto com meu celular mas ele não sabia como mexer.
Eu mesmo peguei o celular e fiz a foto.
Ficou tremida.
Felizmente estava ali José Doval, nosso fotógrafo, que fez a foto.
Tamanha foi a atenção de Maradona que fiquei constrangido em perguntar por que ele não cumpre as leis do trânsito.
Fiquei feliz em conhecer um dos maiores jogadores do mundo.
Só pensava em chegar ao jornal e colocar a foto no blog.

Já tive sonhos bizarros, mas esse bateu todos os recordes.

21.9.07

Vai pra que?

Juçá e Luiz Nei de malas prontas para fazer feriadão.
Questiono Juçá:
- Vão pra onde?
- Bento Gonçalves.
- Hum. Com essa chuva?
- Pois é. A previsão é de chuva o tempo todo.
- Por que não vão pro hotel Samuara em Caxias?
- Pra que?
- Porque lá não precisa sair do hotel. Se chover pode ficar no próprio hotel. Tem várias opções de lazer.
- Não tem problema. Vou levar trabalho pra fazer. Enquanto eu trabalho, Luiz Nei dorme e vê televisão.

Êita desperdício de dinheiro

17.9.07

Tá que é um artista!


É o que diria minha avó ao ver a belezura do neto dela na TV.

Já que ela não está mais aqui pra me promover, eu mesmo o faço.

Se cuida Fausto Silva



Apresentando o Conversa Tricolor antes do Gre-Nal.

14.9.07

Vale a pena ver again

Site bem legalzinho.
Como era sua página antigamente.

http://web.archive.org/

Mártin e a TV

Na sala de espera do consultório do pediatra.
Mártin brincando com um quebra-cabeça do Homem Aranha.
- Pai. Sabia que eu te vi na TV?
- Mesmo, filho? Gostou?
- Não “gotei”.
- Por que?
- “Puquê” eu falei contigo e tu não me respondeu.
- Mas o pai não estava te vendo.
- Tava sim. Tu tava olhando “pá” mim.
- Eu tava olhando pra câmera.
- Eu não vi nenhuma câmera.

E isso que ele não teve a oportunidade de ver minha vó conversando com o Cid Moreira no Jornal Nacional.

12.9.07

Dur dur d'etre un bébé

Depois dele...



...a priminha da Romênia



Merci Ni.

11.9.07

Luiz Nei e as charadas

Estava no quarto, com a Priscila, quando alguém coloca por baixo da porta uma folha de papel.
Era a letra do Luiz Nei.
Dizia: “Coloque a pontuação para que a frase tenha sentido”.
Luiz Nei adora esse tipo de brincadeiras.
Logo abaixo, a frase: “Maria toma banho porque sua mãe disse me entregue a toalha”.
No canto da folha, a dica: “Use apenas um ponto e duas vírgulas”.
Mostrei pra Priscila e analisamos a frase por alguns instantes.
“Maria toma banho porque sua mãe disse me entregue a toalha”...
Hum.
Fui até ao quarto de casal onde Luiz Nei via TV.
- Isso é algum tipo de charada?
- É. Já decifrou?
- Ainda não.
- Se essa frase tão fácil tu não consegues, não vou nem te dizer as outras.
Depois de tanto insistir, Luiz Nei disse mais duas:
“Levar uma pedra de São Paulo a Porto Alegre uma andorinha só não faz verão”.
“Navio francês entrava no porto navio sueco”.
Na primeira frase, apenas um ponto resolve para deixá-la com sentido.
Na segunda frase, não precisa de ponto. Só a forma de ler já dá o sentido correto.

Será que vocês conseguem resolver?


  • Maria toma banho porque sua mãe disse me entregue a toalha.

  • Levar uma pedra de São Paulo a Porto Alegre uma andorinha só não faz verão.

  • Navio francês entrava no porto navio sueco.

6.9.07

Momento coruja: Mártin

É bonito esse meu filho.

Good vibrations

Cedo da manhã.
Recém acordados.
Priscila sentada no chão do quarto, mexendo no armário.
- Má. Cê precisa ler esse livro.
- Que livro?
- O Segredo. Ele nos mostra que o pensamento positivo é a base da vida. Com ele podemos conquistar tudo o que queremos. Podemos chegar aonde quisermos. Basta querer e pensar positivo.
- Sei.
- Podemos até emagrecer. Basta você escolher o peso e pensar positivamente. Quero ter 70 quilos, quero ter 70 quilos, quero ter 70 quilos...
- Hum...
- Mas não é só isso. Tem que fazer regime e exercício também.

Futebolera

Chego em casa por volta da uma da manhã.
Grêmio acaba de vencer o Vasco
Cansado depois de um dia de trabalho.
Juçá na sala corrigindo alguns textos.
Antes mesmo de dizer “boa noite” vai soltando:
- Mas que desgraçado esse Coelho. Tem que mandar matar.
Levei algum tempo pra raciocinar.
- Que?
- Esse Coelho. Como é que vai perder um pênalti aos 45 do segundo tempo?
Foi então que percebi que ela se referia ao lateral-direito do Atlético Mineiro que despediçou uma cobrança de penalidade máxima no jogo contrao São Paulo.
- E daí, Juçá?
- E daí que perdeu a chance de segurar o São Paulo na tabela de classificação.
- Hum...

Se cuida Casagrande.

4.9.07

Poltrona 36

Com Haroldo Santos no Trovão Azul, famoso ônibus do Grêmio.

31.8.07

Pra relaxar no findi

O melhor vídeo do Youtube.
Se alguém souber de algo parecido, favor colocar nos comentários.

Cadê minha funda?

O condomínio onde eu moro tem dois prédios.
Cada prédio tem 15 andares (sem contar o térreo).
Cada andar tem dois apartamentos com três quartos, uma sala, uma cozinha e uma área de serviço (sem contar os banheiros).
Portanto, são seis janelas por apartamento (sem contar as janelas dos banheiros).
No total, são 12 janelas por andar.
Na soma, são 170 janelas.
340 janelas contando os dois blocos.
Muita janela.
Com tanta opção, por que será que um passarinho escolhe justamente a do meu quarto para piar às 6h30 da manhã durante uma semana?

Será que ele não sabe que a Pri tá com TPM?

Sabedoria de estúdio

O nome da criança é Will.
Cinegrafista da PGM.
Tem 1,80m de altura e pesa 200 Kg:
- Márcio: o que eu vou te dizer agora é pra tu guardar para o resto da tua vida: não existe nada melhor no mundo do que cagar fumando e fuder beijando.

Vou guardar, Will.
Vou guardar.

30.8.07

O Armário dos Prazeres Proibidos

Quando somos pequenos, nosso imaginário cria um mundo de aventura para tornarmos nosso dia-a-dia mais fácil de ser vivido.
Somos guerreiros medievais tendo que enfrentar dezenas de desafios, como a Bruxa da Floresta Negra, o Ogro do Pântano de Gosma ou o Dragão da Caverna do Apocalipse, para chegarmos ao Cálice Sagrado.
Quando eu era pequeno, todas minhas atenções estavam voltadas para um lugar mágico, porém inóspito.
Um lugar onde o nenhum ser humano jamais chegou e onde a recompensa de quem conseguisse era muito melhor do que um simples Cálice Sagrado.
Estou falando da Segunda Gaveta do Quarto da Minha Irmã.
Era lá, neste mundo obscuro e cor de rosa, onde a Bruxa da Floresta Negra guardava, a sete chaves, as deliciosas guloseimas do prazer supremo.
Chocolates que a vovó trazia todas as quintas-feiras.
Caramelos coloridos dos mais diversos sabores.
Ovos de páscoa inteiros que resistiam aos anos trancafiados dentro daquele lugar amaldiçoado.
Meu principal objetivo era salva-los.
Deitando na minha cama, no quarto ao lado, podia ouvir os murmúrios e as lamentações vindos de dentro da Segunda Gaveta.
Sabiam eles, que no lado de fora, havia alguém que saberia dar-lhes o real valor.
Alguém que reconhece a importância de um ovo de páscoa, ou de uma barra de chocolate.
Mas nada podia eu fazer a não ser mergulhar a cara sob o travesseiro e bolar mais um plano mirabolante de resgate.
Aliás, foram milhares de planos colocados em práticas durante anos.
A maioria, sem sucesso.
Como se fosse um desenho do coiote tentando pegar o papa-léguas.
Mas um guerreiro medieval nunca desiste.
Com sua espada em punho, permanecia à espreita, sempre esperando o momento em que a Bruxa da Floresta Negra subiria em sua vassoura para ir ao colégio e que o Dragão da Caverna do Apocalipse sairia para o supermercado.
Neste momento, era hora de atacar.
Mas com cuidado, pois a Bruxa jamais saia de sua floresta sem deixar engatilhadas dezenas de armadilhas das mais terríveis.
A pior delas, o Famigerado Trinco Fechado pela Chave do Suplício.
Aí não tinha jeito.
Anos e anos se passaram e, aos poucos, o guerreiro medieval acabou vencido pelo desgaste do tempo.
Seu foco mudou.
E ao invés de tentar resgatar míseros chocolates, caramelos e ovos de páscoa que só murmuram e se lamentam, tratou de salvar lindas princesas indefesas presas na torre do castelo.
Só depois ele foi descobrir que elas também só murmuram e se lamentam.
Mas essa é outra história.
Hoje em dia, o guerreiro trava outras batalhas.
Casou-se com a mais bela de todas as princesas.
E mora de favor no castelo do rei.
Mas, apesar dos anos terem se passado, ele jamais esqueceu do sofrimento de seu povo trancafiado na Segunda Gaveta.
Sempre que a saudade bate, ele sabe onde encontra-los.
No Closet das Perdições, na Lata das Balinhas Multicores ou no Armários dos Prazeres Proibidos.
Todos estão lá (menos os ovos de páscoa, que retornam ano que vem).
Conversamos sobre a vida.
Lembramos dos velhos tempos.
Rimos e choramos juntos.
Como bons velhos amigos.
Sem murmúrios e sem lamentações.

29.8.07

Lavou tá novo

Enquanto a equipe técnica arrumava as câmeras para a gravação do Tribuna Tricolor desta quinta-feira, filosofava com o Haroldo no estúdio sobre homossexualismo:
- Depois do meu futebol de sexta-feira, tenho que entrar no vestiário para pagar. Aí tá todo mundo pelado. Aquele bando de homem suado, fedido. Aquele cheiro de tico sujo (porque não tem nada pior que cheiro de tico sujo). Coisa repugnante. E pensar que tem homem que gosta.
Haroldo com cara de desdém:
- É só lavar. Fica bem limpinho.

Levei na brincadeira.

Pergunta que não quer calar

Pelo menos esse é meu questionamento diário nos últimos seis meses:

- Essa é a Paula ou a Taís?

28.8.07

Grêmio campeão gaúcho de juniores

Grêmio TV transmitiu ao vivo com uma equipe extremamente profissional e imparcial.
Como vocês podem ver.

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