31.1.07

É hoje!

Se eu não estiver de volta a esse blog na segunda-feira... comecem as buscas.

Luiz Nei e o pincel

Oito horas da manhã.
Luiz Nei, em chamas, anda de um lado a outro do apartamento com a cara cheia de Bozzano.
Não demora pra passar lá no quarto:
- Viu meu pincel de barba?
- Não. Não peguei.
- Como não? Fiz a barba com ele ontem de manhã e só tem tu em casa. De que jeito ele vai sumir sozinho?
- Aposto que foi a mulher que limpa. Ela sempre guarda minhas coisas em lugares onde eu não acho (feio botar a culpa nos outros sem saber).
Mesmo não usando pincel de barba, me lembrei que tinha um em algum lugar do armário do meu quarto.
Passei a procurar enquanto Luiz Nei discursava no corredor.
Mexe daqui, mexe dali, consegui achar no fundo de uma gaveta.
Com o ar triunfal, entrei no banheiro com o pincel na mão.
Nisso, Luiz Nei já está terminando de fazer a barba.
- Porra. Achou e nem me avisou. Onde tava?
- Aqui dentro da pia.

Senil.
Completamente.

Tic tac, tic tac, tic tac...

3h57 da manhã de quarta-feira...
Quem disse que consigo pregar os olhos?

30.1.07

Terça à noite com Luiz Nei

Eu deitado na cama fazendo palavras cruzadas.
Luiz Nei adentra ao quarto:
- Olha aqui. Pra tua amiga usar quando estiver hospedada aqui.
Era um sabonete Dove.
- Uia, que chique. Quer agradar tua nora?
- Tu é tão relaxado que é capaz de dar uma barra de sabão de coco pra ela tomar banho.

Tão querido.


(...)

Luiz Nei jantando na cozinha.
Passo na porta:
- To indo lá no shopping comprar uns presentes.
- E daí? Tá me avisando pra que? Pra se tu te perderes?

Não vi o que ele tava comendo. Mas não devia ser bom.

(...)


Chego em casa do shopping com duas sacolas de compras.
Luiz Nei bota a cabeça na porta do quarto:
- Pra que encher o cu de sacola?
(Assim mesmo. Com essa delicadeza).
- Tenho três amigas que estão de aniversário amanhã.
- E precisa comprar presente?
- Lógico. Não gosto de chegar de mãos abanando.
- Hoje em dia não tem ninguém nadando em dinheiro assim como tu. Compra uma champanhe, abre, e comemora com as três.
- Tá, Luiz Nei. Deixa que eu decido.
- Tenho três tickets refeição lá do Sinduscon. Dá um pra cada uma de presente e elas almoçam onde quiserem.

Por que não me avisou antes. Aí nem precisava ir ao shopping.

O último dia...

Impressionante a sensação que ficamos na véspera do dia em que tua vida pode mudar pra sempre.

Tô nervoso.

29.1.07

Pensamento de segunda-feira

“Quando mais pressa a gente tem, mais o tempo demora a passar”.
Essa frase nunca fez tanto sentido como nestes últimos dias.

28.1.07

Findi com a Dudinha. Bom pra aprender.

Eu, Mártin e Duda.
Descendo as escadarias do Iguatemi na frente do relógio de água.
Vou deixá-los na pracinha e ir comprar o presente de aniversário do Mártin:
- Olha só, Duda. O pai quer te dizer uma coisa.
- Fala pai.
- Tu sabe o que acontece quando uma criança faz aniversário, né?
- Sei pai. Ganha presente.
- É. E tu sabe também que é aniversário do mano, então ele é que vai ganhar presente.
- Sei pai, mas não precisa se preocupar. Tu já é meu maior presente.

Juro que quase rolei escada abaixo.

>------->------------->

Eu e a Duda, deitados na cama do meu quarto brincando de formar palavras com diferentes sílabas.
- Tá Duda. “C” com “A” fica “Ca”. Diz uma palavra que começa com “Ca”.
- “Cavalo”.
- Muito bem. Agora uma que começa com “Ce”?
- “Cenoura”.
- Boa Duda! Palavra que começa com “Ci”?
- “Cíntia”.
- “Cíntia”? Tá bom, vale. E uma que começa com “Co”?
- Hum. “Corega”.
- “Corega”?? O que é isso, Duda?
- Poxa pai. É aquela coisa pra colar a dentadura. Parece que não sabe!?

Ainda bem que não chegamos no “Cu”.

Mártin - 3 aninhos

Minha declaração de amor ao meu filho Mártin pelo aniversário de 3 aninhos.
Escolheu a fantasia do Batman de presente.

Amo esse meu super-herói.

27.1.07

Minha princesa




26.1.07

Marketing

Impressionante o que alguns restaurantes fazem para garantir a fidelidade de um cliente.
O que eu almocei hoje faz questão de deixar o cheiro dele na roupa da gente durante o dia todo para não esquecermos que estivemos lá.

E provavelmente para voltarmos.

Insone

Ontem só fui conseguir dormir às 4h30 da manhã.
Agora já são 2h26 e nada de conseguir pegar no sono.
Tem alguma coisa abalando minhas estruturas.

Que bom.

Luiz Nei: muso inspirador

Depois de uma maratona que durou mais de dois meses, consegui recuperar o direito de dirigir com minha nova carteira de motorista que acabou de sair do forno.
Luiz Nei jantando na cozinha.
Peguei minha CNH e joguei sobre a mesa, do lado do prato dele.
Afinal, Luiz Nei era o que mais cobrava minha regularização:
- Taí, ó. Fala agora!
- Finalmente. Deixa eu ver.
- Já não sou mais um homem fora da lei.
- Até que ano é a validade?
- 2012.
- Bom, então dessa renovação eu tô fora.
- Como assim?
- Ué? Até 2012 eu já não estou mais aqui.
- Hehehe...que horror.
- Isso, agora vai lá colocar o diálogo no blog. Tudo que eu falo tu coloca no blog. Não tem mais nenhuma fonte de inspiração?

Agora tenho.

25.1.07

Simples. Não simplório

Meu refinamento intelectual me transformou numa pessoa amarga aparentemente.
O que quero dizer com isso?
Que meu humor aguçado e refinado faz com que eu não ache graça de certas coisas que a maioria das pessoas acha.
Isso faz com que eu pareça um tanto quanto arrogante e certos locais de convivência.
Até mesmo neste texto.
Antigamente isso me incomodava e eu era obrigado a exercitar ao máximo meu lado cínico tendo que rir de coisas que não achei a menor graça para agradar o interlocutor.
O problema é que ando no limite da paciência com gente simplória.
Comecei a priorizar o contato com pessoas que me acrescentem alguma coisa intelectualmente falando.
Sei que são raras e talvez por isso meu círculo de amizade se torne cada vez menor.
Porém já não estou mais na idade de rir de preciosidades como “que bonita essa tua camisa, cara. Tem pra homem?”. “Por que? Queres comprar uma pro teu?”.
Ou coisas do gênero.
Mas descobri que há uma solução.
Não precisa ser gênio pra me fazer rir.
Pelo contrário.
Quanto mais débil mental a coisa, mais graça eu acho.
Talvez seja a necessidade de fugir desesperadamente da mesmice.
Taí o programa do Chaves que há 25 anos não me deixa mentir.
Seja simples, não simplório.
Bom, mas o leitor(a) não precisa se preocupar pois ainda faz parte do meu círculo de amizades pelo simples fato de estar aqui prestigiando esse blog nada simplório.

Ou você é gênio, ou débil mental.

Luiz Nei e o soro

Sempre com a boa vontade que lhe é peculiar, Luiz Nei foi me buscar no Olímpico depois do jogo do Grêmio.
Já em casa, entro no banheiro direto pra tirar minhas lentes.
Luiz Nei na porta.
Em cima da pia, meu pote de gel vazio me fez lembrar que deveria ter passado na farmácia pra comprar.
- Putz! Esqueci de comprar gel.
- Usa o soro fisiológico que tá na geladeira.
Raciocinei durante 30 segundos pra tentar entender a piada.
Mas vi que não era piada.
- E pra que eu vou querer soro fisiológico?
- Ué? Não é o gel para as lentes de contato?
- Quer me cegar de vez? Nunca vi gel pra lentes de contato. É gel pro cabelo mesmo.
- Que bichice. Passa merda.

Ficou sem graça, apelou.

24.1.07

Que momento!

Milagres acontecem.
Recebi uma cantada descarada no ponto de ônibus.
E, pasmem leitores, de uma mulher fêmea do sexo feminino.
Ah! E bonita.
Acreditam?
Coisa tão rara que fiquei sem reação.
Com cara de bunda.
Como diria meu amigo José Alberto Andrade: "Márcio, tu estás num grande momento."

Sábias palavras.
Tomara que dure até a próxima semana.

23.1.07

Abdução

Tava lendo o blog da Priscila e me divertindo com seus casos de sonambulismo.
Tipo falar dormindo em um idioma que ninguém entende e até mandar mensagem pelo celular com texto indecifrável.
Muito engraçado.
Mas não chega aos pés do que aconteceu comigo hoje de noite (sorte dela).
Dormi com a minha bermuda de pijama e acordei sem ela.
Peladão.
Acredita?
Pior não é isso.
Procurei a bermuda por todo o quarto e não achei.
Sendo que passei a noite sozinho em casa, com a porta bem chaveada.
Cheguei a levantar a hipótese de ter sido abduzido por alienígenas para alguma experiência com uma espécie masculina poderosa da raça humana ou algo assim.
Sei lá.

Não há uma explicação lógica.
Bom, até pode haver, mas melhor deixar quieto.

22.1.07

Phone of Babel

Certos momentos do dia, o Assis coloca o telefone dele no “siga-me” para tocar lá no escritório.
E não é um celular só.
São seis.
Resultado: o telefone do escritório toca de 5 em 5 minutos.
Hoje foi um dia desses.
Só tem um problema: a secretária saiu de férias e a outra guria que trabalha lá não estava dando conta.
Sobrou pra quem?
Exato.
E não são ligações comuns.
São chamadas da Espanha, Itália, França, Trinidad e Tobago e o escambau.
O bom disso tudo é que a gente pode colocar em prática nosso conhecimento dos mais diversos idiomas.
Mesmo que esses conhecimentos sejam os mais precários.
Aí é que está a diversão do negócio.

Hoje falei com o presidente do Barcelona.
Acredita?
O cara que comanda o maior time do mundo.
Tava matando a pau no espanhol.
Pelo menos até ele se identificar.
Depois fiquei só no gaguejo.
Tudo psicológico... que merda

Moisés Lucarelli


Conheci Campinas em 1982.
Tinha 10 aninhos recém feitos.
Coraçãozinho leve, pronto para descobrir novas emoções.
As recordações são poucas, mas são boas.
Uma visita ao Shopping Iguatemi (na época Porto Alegre só tinha o shopping João Pessoa) e um passeio pelos estádios do Guarani e da Ponte Preta. Me lembro que eles ficavam muito próximos e fomos caminhando por uma área arborizada de um para o outro.
Hoje em dia, aos 34 anos, meu coraçãozinho já passou por poucas e boas.
Mesmo assim, me sinto como esse menino de 10 aninhos outra vez.
Pronto pra descobrir novas emoções.
Louco pra fazer uma foto mais atualizada.

Ps. sente os óculos da criança.

18.1.07

LUIZ NEI - NOTA OFICIAL

Acabei de receber esta pérola por e-mail.
Confesso que abalou minhas estruturas.
A por ter minha coragem desafiada, reproduzo abaixo, na íntegra.

"Aos milhares de leitores do blog Frutilla-ou-Fresa de responsabilidade do jornalista Márcio Neves. (Quero ver se ele tem coragem de publicar no tal blog)

Depois de muito ser vilipediado, ridicularizado; ter a imagem denegrida, resolvi que já era tempo de fazer minha manifestação.
Primeiro, dizer que entendo tanta voracidade virulenta contra minha pessoa, pois há mais de 30 anos faço a mesma pressão sobre o autor do blog, o Moranguinho.
Na qualidade paternal que tenho sobre o mesmo, exerço minhas agudas cobranças sobre a criança como qualquer pai sem nenhum preparo para tal, faz.
O que recebo em troca?
Vocês vêm ou já viram na volumosa coleção de posts onde sou colocado sob condição menor do baixo clero.
Um palhaço sem picadeiro, exerço meu destino nas telas frias da Internet.
Tomei uma atitude.
Vou processar o autor por infâmia, calúnia, abalo moral e o escambau!
Terei assim meu direito recolocado em seu devido lugar.
A penalidade caberá ao julgador da ação.
Na realidade estou pensando se fico triste com as brincadeiras nas quais sou envolvido, ou alegre por perceber tanto talento em um colunista pronto, jovem, cheio de planos, cheio de filhos (maravilhosos) e com tanto bom-humor.
Embora esteja vivendo uma fase muito difícil e sensível de sua vida. Tem a sorte de ter feito bons amigos que lhe trazem carinho e amparo .
Quero dizer que te amo, meu filho e sabes bem disso, pois teu amor pelos teus filhotes não vem do nada, ao contrário, tem escola no teu passado recente com o carinho que te acolhemos em todos os momentos da tua caminhada.
Podes continuar usando o LUIZ NEI, mas a mãe deixa fora.
Com mãe não se brinca!!!

Luiz Nei"

Aproveito o ensejo para convidar publicamente o Luiz Nei para um chopp no Natalício acompanhdo de todos seus fãs e admiradores para sentir de perto o carinho da torcida.

As marcas dos anos

Nunca fui uma pessoa preocupada com a idade.
Até porque nunca tive motivos para isso.
Sempre acreditei que o passar dos anos agisse de forma positiva na vida de uma pessoa.
E comigo é assim ainda.
Hoje em dia, às portas dos meus 35 anos, consigo entender, aceitar e conviver com situações que jamais conseguiria caso ocorressem alguns anos atrás.
Tudo graças à experiência e à vivência que vamos adquirindo com o tempo.
Acho que até mesmo fisicamente estou melhor do que anos atrás.
Depois de perder 20 quilos, as coisas funcionam melhor, tanto dentro quanto fora de campo.
Se é que vocês me entendem.
Bom, já havia notado que, volta e meia, aparecem alguns pelos brancos na minha barba.
Nunca dei muita bola, apesar de algumas pessoas já me alertarem pra isso.
Tenho notado também, que esses pelos brancos vêm aparecendo com mais intensidade.
Hoje saí do banho e vi que estou com pelos brancos também no peito.
Que coisa estranha.
E na cabeça ainda nada.
Será possível?
Comecei a me preocupar.
To ficando velho.
Comentei com uma amiga minha confessando meu drama.
E ela, com um sorrisinho malicioso:
- Hum... não tem nada mais charmoso do que homem com os pelos grisalhos. Morro de tesão.

Vixi.
Já que nunca fui uma pessoa preocupada com a idade, pra que me preocupar agora?
Valeu Cris.

17.1.07

Vai um cafezinho aí?

Entrei na sala, voltando do almoço.
Tranquilão.
Pança cheia.
Peguei o jornal e me dirigi ao banheiro pra dar aquela tradicional liberada pós-refeição.
Entrei no banheirinho do corredor:
Sem papel.
Mas não tem problema.
Fui ao banheiro do Marketing:
Hum...
Sem papel.
Bom, é só pegar na dispensa.
E quem disse que tem?
Putz.
Começou a bater o suador.
Abre armário, abre gaveta, fuxica daqui e dali.
Nem sinal de papel higiênico ou qualquer coisa que pudesse substituir.
Jornal?
Até pensei, mas preferi procurar mais.
To salvo!
Achei um pacote de coador Melitta.
E você sabe: onde há cu, há dor (capitou o trocadalho do carilho?)

Bom, convido o pessoal pra vir tomar um cafezinho aqui no Grêmio comigo.
Coado na hora.

16.1.07

Lonely guy

Sempre fui louco por comida japonesa.
Todo aquele ritual.
Comer com hashi, talicoisa.
Fazia muito tempo que não ia num restaurante japonês e o desejo tava batendo.
Porém, descobri que nunca havia ido sozinho a um restaurante japonês.
Sempre acompanhado de alguém do sexo feminino.
Não que eu ache a comida nipônica afrodisíaca, mas tem todo um charme.
Não concorda?
Bom, na falta de uma companhia, decidi ir sozinho.
Me lembrei de um filme do Steve Martin onde ele fica famoso ao escrever um livro ensinando as pessoas a serem felizes vivendo sozinhas depois de ser abandonado pela namorada.
Acho que o nome é “Rapaz Solitário” ou alguma coisa do gênero.
Quando o garçom perguntou: “o senhor está sozinho?”, o restaurante todo parou.
Fui iluminado por um holofote.
As pessoas se viraram para me olhar.
Os japinhas atrás do balcão tudo segurando o riso.
As cozinheiras deixaram a cozinha pra dar uma espiada.
No filme é assim.
Só que o ator tem a saída: retira da pasta um bloco e uma caneta e começa a fazer anotações a cada alimento ingerido como se fosse um critico gastronômico que escrevesse para uma grande revista e estivesse fazendo uma matéria sobre os pratos do local.
Na hora tudo muda.
Ele passa a ser uma atração.
Com direito a bajulação do gerente e dos garçons.
No fim, nem paga a conta como cortesia da casa.
Como não tinha bloco nem caneta e nem estava vestido como um crítico gastronômico, não tive jogo de cintura:
- Estou sozinho, sim. Por que? Algum problema? Se tiver, eu vou comer no McDonald´s.

Mexe com quem tá quieto.

Ps. Mulheres interessadas em jantar num restaurante japonês, favor endereçar e-mails para minha caixa postal.

Luiz Nei e o processo

Estou sentado no computador quando, de repente, Luiz Nei adentra a sala e, sem falar nada, joga no balcão, ao meu lado, um calhamaço de fotocópias.
- O que é isso?
- Cópias do teu blog.
Não acreditei.
E não era só uma cópia. Eram umas cinco ou seis.
Umas quinhentas folhas cada uma, devidamente grampeadas.
Absolutamente todos meus posts.
- Tá maluco? Vai fazer o que com isso?
- Te processar. Aqui tu estás denegrindo a minha imagem.
- Bebeu. Lá no teu trabalho sabem que tu fica o dia todo fazendo isso?
- Não fiz em horário de trabalho e até as folhas fui eu que comprei com meu dinheiro.
- Meu Deus. Tu tá pior que eu pensei.

Depois de uns cinco minutos de silêncio enquanto eu folheava as fotocópias, perguntei.
- Tá. Fala sério. O que tu vai fazer com isso.
- Vou guardar nos meus arquivos. Uma obra como essa precisa ser eternizada.

Acreditam?
Por via das dúvidas, já estou contatando meu advogado.

14.1.07

Me aguarde Remondeau

Fim de semana de verão em Porto Alegre.
Sozinho em casa.
Geladeira vazia.
Pouco dinheiro.
Adivinhem?
Pasmem, leitores!
Eu fiz arroz pra comer!
Pela primeira vez na vida, eu fiz arroz!
E ficou bom.

Nem mesmo a celebre frase do Luiz Nei "qualquer debilóide saber fazer arroz" foi suficiente para diminuir meu orgulho.
O próximo passo será fazer um estrogonofe.
Me aguardem!

13.1.07

The Sacrifice

Sabe quando você passa um longo período da sua vida desejando uma coisa?
Imaginando que pode ser bom?
E depois que você realiza, vê que não era nada daquilo que você imaginava?
Era mil vezes melhor?
Pois é.

Assistam ao filme “O Sacrifício”, com o Nicolas Cage.

12.1.07

Ela tá na praia

Debaixo de chuva, Luiz Nei se oferece pra me dar uma carona até a auto-escola para eu pegar minha autorização pra fazer a prova da minha carteira de motorista.
Aparentemente paciente e de boa vontade.
Aparentemente.
- Tu sabe onde fica esse lugar onde tu vai fazer a prova?
- Não. Só sei que é lá no centro.
- Conhece a José Montaury?
- Não.
- E a Marechal Floriano.
- Não.
- E onde ficava a loja Guaspary?
- Não.
- E a parada dos bondes?
- Parada dos bondes? Não!
- E a puta que te pariu, tu conhece?

Ah! Aí sim...

11.1.07

Morango ao extremo

“Nunca bebi tanto em toda a minha vida”,Nunca senti tanto frio em toda a minha vida”. Essas, assim como outras frases do tipo, solemos dizer com o objetivo de exagerar.
Mostrar o quão grande foi o acontecimento ou o nosso sentimento.
Evidente que nem sempre tais colocações condizem com a realidade.
Porém, é certo que existiu um dia em nossa vida onde ingerimos a maior quantidade de bebida.
Ou onde sentimos mais frio do que os outros dias.
Ou tenhamos vivenciado qualquer outra situação extrema em que chegamos ao nosso limite pessoal.
Tentei lembrar de algumas destas situações bizarras.
E se me lembrei, podem ter certezas que realmente são extremas:

Dia em que mais bebi em toda a minha vida:
festa no sitio do Ughini. Litros e litros de caipirinha assistindo a luta do Maguila. Desmaiei com a cara dentro do vaso e me acordei com o Ângelo, apavorado, gritando pelo meu nome na janela basculante do banheiro. Pelo menos o Maguila ganhou.

Dia em que mais passei frio em toda a minha vida:
chegada de trem a Berlim, na Alemanha, às 6h da manhã. Inverno. Termômetro marcando 20 graus abaixo de zero. Não consegui sair na rua pra ir ao albergue pois minhas mãos e minha cara congelaram. Tive que esperar amanhecer até o sol sair e amenizar o frio. Chegou a 15 graus negativo, foi a hora em que deixei a estação lá pelas 10h.

Dia em que passei mais fome em toda a minha vida:
ano de 1986 e o Brasil faria um jogo amistoso contra o Paraguai, no Olímpico. Saí da aula e fui direto pro estádio sem tempo para comer. Achei um vendedor de cachorro quente só no segundo tempo. Ele ficou ali, agachado na minha frente, enquanto eu comia um atrás do outro. Acho que foram uns oito.

Dia em que mais ri em toda a minha vida:
churrasco no sítio do meu tio Chil em Belém Novo. Depois de se servir de carne e salada e de encher um copo de cerveja, ele foi se sentar e sua cadeira de balanço para comer. A cadeira era escorada numa tora e madeira que acabou cedendo na hora que ele sentou. Atrás, um barranco no meio do mato. O velhote simplesmente capotou com as quatro roda, rolou despenhadeiro e sumiu no meio da floresta. Quando cheguei lá embaixo, ele tava gemendo, com as pernas pra cima, com a cara cheia de maionese com farofa e o copo de cerveja na mão direita cheio até em cima. Um gênio!

Dia em que mais senti dor (física) em toda a minha vida:
futebol no Anchieta. Zé Dedo se prepara pra cobrar uma falta (sente o apelido da criança). Chuta fraco ele? Pois o chute veio direto no...no...bom, digamos que veio direto no saco escrotal. Já levou bolada no saco escrotal? É ruim. Apaguei na hora. Conversei uns dois minutos com Jesus e depois voltei pro corpo. Permaneci uns 45 minutos gemendo, estirado atrás de uma das goleiras. Só não chamei uma UTI móvel pra me levar pra casa pra não pagar mais mico. Ainda bem que naquela época minha vida sexual era tão ativa quanto agora.

Hum, me lembrei de vários outros extremos, mas como esse post já está longo demais e foge da característica do blog, farei novos relatos com o decorrer dos dias.
Me cobrem.

10.1.07

Luiz Nei e o ar-condicionado

Luiz Nei na cozinha fazendo omelete.
Eu sentado, me abanando com o jornal.
Comento:
- O ar-condicionado do teu quarto tá estragado.
- Como tu sabe?
- Hoje de manhã tentei ligar.
- Pra que?
- Tinha ído correr. Tava morrendo de calor, aí fui me vestir na frente do ar.
- Mas que barbaridade. Não me faz mais uma coisa dessas.
- Ué? Por que? Tem medo que o choque térmico me deixe torto?
- Torto tu já é. Tenho medo da conta de luz no fim do mês.


Eu não aprendo.

...

...

8.1.07

Coca Cola é isso aí

Sempre me confessei um viciado em Coca Cola.
Mas isso já é um exagero.

Clica aqui!

Como te extraño(?)

Tá certo que o idioma espanhol é bem barbadinha pra gente entender.
Porém, existem certas expressões que, apesar de parecerem iguais ao português, têm um significado completamente diferente.
Entrevista do repórter Fernando Becker com o zagueiro argentino Schiavi:
- E aqui no Brasil? Tem alguma coisa que te estranha?
- Si. Mi mujer y mis hijos.
Pior é a reportagem ir ao ar assim mesmo.

Ainda bem que ele não perguntou se o jogador já havia passado por alguma situação que o tivesse deixado embaraçado.

Não entendeu?

Meu amiguinho

Intervalo do meu curso obrigatório para renovação da carteira de motorista.
Estou numa livraria olhando revistas.
Uma senhora, com seus quase 80 anos, se aproxima.
Cutucando meu peito ela diz:
- Meu amiguinho!
- Desculpa, senhora, mas acho que a senhora está me confundido com alguém.
- Não estou falando de ti, meu jovem. Estou falando dele.
Foi aí que percebi que ela se referia ao Chaves.
Estava com a camisa que ganhei da Juliana.
- Assisti com minhas filhas e agora assisto com meus netos.

Tem coisas que só o Chaves faz pela gente.
Isso, isso, isso...

7.1.07

Amor incondicional

Eu no banheiro colocando as lentes.
Duda parada na porta observando.
- Pai?
- Fala filha.
- Por que tu não sai de óculos na rua?
- Porque meu óculos é muito feio.
- Que bobagem, pai. Eu te acho bonito de qualquer jeito. Até cego.

...

No elevador, indo pra piscina:
Maria Eduarda:
- Pai, eu te amo do tamanho do universo.
Mártin:
- E eu te amo do tamanho de um cocô.

...

Não sei o que seria da minha vida não fossem esses dois.

Mecânica do Maionese


Deixaria teu carro nessa mecânica pra fazer uma "chapiasão" na lataria?
Tive que parar pra tirar uma foto.
A Mecânica do Maionese fica ali na Av. Cel. Neves

5.1.07

Com a boca cheia de formiga

Hoje recebi duas ligações no Grêmio me ameaçando de morte.
Ameaçando minha família.
Coisa de gente covarde.
Fiquei abalado no primeiro momento.
Mas passou.
Consegui o número, gravei a ligação.
Já sei quem foi.
Liguei pro meu advogado pra saber quais providencias tomar.
Mas não sei o que fazer.
Entendo bem a situação dessa pessoa e, por ser delicada, não sei que atitude tomar.
Pelo jeito as ameaças vão surtir efeito.
Ele vai conseguir o que quer.
Mesmo assim, vou deixar todas as indicações por escrito caso eu seja encontrado boiando no arroio Dilúvio.
Ah...já vou aproveitar e fazer um testamento também.

Bom, queria dizer que adorei ter conhecido vocês.
Só por via das dúvidas.

Ressaca

Natalício ontem.
Cão que ladra não morde.
Acabei não batendo meu recorde de chopps.
Aliás, nem igualei.
Excelente a companhia da Dani, Priscila, Bibi, Rodrigo e até da Kelen (com quem consegui trocar umas duas palavras sem agressões).
Isso sem falar da Mônica, que veio de Passo Fundo especialmente para o evento.
A lamentar as ausências dos tratantes que confirmam e não vão.
Mas isso já era esperado.
Não citarei nomes para não constranger.

Acho que o clima "dor de cotovelo" deixou o ambiente um pouco baixo astral.
Coisas que acontecem.
Além disso, a Dani mandou pro lixo uma gigantesca coxinha de frango com catupiry alegando a falta deste último.
Uma injustiça.
Bom, já começamos a agilizar o próximo encontro.

Minha cabeça dói.

4.1.07

Natalício em chamas


Noite de muito chopp.
Boteco do Natalício jamais será o mesmo.
Eu, Rodrigo, Marcelo, Mô, Dani, Pri e Bibi confirmados.
E, como diz meu amigo Schröder: já estou em chamas.
Certo que baterei meu recorde de 11 copos.
Estou precisando...

Amanhã, caso haja condição física, mental e/ou psicológica, escreverei a respeito.

3.1.07

Pátria amada

Eu deitado na cama, fazendo palavras cruzadas.
Maria Eduarda deitada na cama ao lado, olhando pro teto:
- Pai.
- Que, filha?
- Por que o nome do país onde a gente vive se chama Brasil?
- Porque quando os portugueses chegaram aqui nestas terras havia muita quantidade de uma árvore chamada Pau Brasil.
- Hum... E por que o nome dessa árvore era Pau Brasil?
- Ah, sei lá, Duda.
- É estranho isso. Por que não colocaram o nome de Amântega?
- Nome de que?
- Amântega.

É.
Faltou criatividade para nossos descobridores.

Que venha 2008

A gente até tenta viver na ilusão.
Tentando enganar um ao outro.
Dizendo que as coisas vão dar certo.
Que o amor supera todas as barreiras.
Mas aí o tempo vai passando.
E a crueza da realidade vem nos mostrar que não é bem assim.
Que existem outras coisas além da ingenuidade de dois corações puros em busca da felicidade.
Muitas outras coisas.
É aí que tudo desaba.
E que termina a história que nem bem havia começado.
Uma história que poderia ser a mais linda de todas.
Mas que não pode mais ser escrita.
Resta aceitar a ironia do destino.
Aceitar a realidade.
A reaprender a viver com aquela dor no fundo do peito.
Dor que não é nenhuma novidade pra mim.
Mas que eu achei que não fosse mais conviver tão cedo.

E que 2008 chegue logo.

2.1.07

Carma

Hoje de tarde deixei meu celular no silencioso.
Quando fui olhar, tinham 33 chamadas não atendidas.
Da mesma pessoa.
Já teve 33 chamadas não atendidas da mesma pessoa no teu celular?
Ah!
Um brinde pra quem adivinhar qual pessoa é essa!

Alguém aí sabe onde eu poderia comprar um lança-chamas?

Átimo é a tasquiupariu

Praia de Atlântida.
Dia 01 de janeiro de 2007.
Aproximadamente 19h.
Luiz Nei pronto para retornar a Porto Alegre apesar das inúmeras sugestões para que saia mais no fim da noite como objetivo de não pegar engarrafamento na estrada.
Eu, que volto de carona, só observo.
Diz o Marcos:
- Deixa de ser burro, Luiz Nei. Esse é o horário em que todo mundo vai embora. É a hora de maior congestionamento na estrada.
- Aí é que tu te enganas e é aí que prevalece minha superioridade intelectual. Tem que aproveitar o átimo que existe entre a realidade e a inteligência coletiva.
- ...?
- Não entendeu o átimo, né? É uma palavra muito profunda pra tua cabecinha.
- É.
- A idéia é essa: todo mundo tem esse mesmo pensamento. De que essa hora é a pior pra sair. Então todo mundo deixa pra sair daqui a meia hora. Se eu saio agora, aproveito esse átimo que existe e pego a estrada vazia.
Ironiza a Leila:
- Isso mesmo. Tu vais ser o único carro na freeway.
- Pode ter certeza.

Deixamos Atlântida às 19h e chegamos em casa às 23h.
Nos meus 34 anos de vida, foi a viagem mais longa que já fiz da praia para Porto Alegre.
Que o Luiz Nei pegue esse ÁTIMO de 4 horas e enfie no cu.
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