25.1.07

Simples. Não simplório

Meu refinamento intelectual me transformou numa pessoa amarga aparentemente.
O que quero dizer com isso?
Que meu humor aguçado e refinado faz com que eu não ache graça de certas coisas que a maioria das pessoas acha.
Isso faz com que eu pareça um tanto quanto arrogante e certos locais de convivência.
Até mesmo neste texto.
Antigamente isso me incomodava e eu era obrigado a exercitar ao máximo meu lado cínico tendo que rir de coisas que não achei a menor graça para agradar o interlocutor.
O problema é que ando no limite da paciência com gente simplória.
Comecei a priorizar o contato com pessoas que me acrescentem alguma coisa intelectualmente falando.
Sei que são raras e talvez por isso meu círculo de amizade se torne cada vez menor.
Porém já não estou mais na idade de rir de preciosidades como “que bonita essa tua camisa, cara. Tem pra homem?”. “Por que? Queres comprar uma pro teu?”.
Ou coisas do gênero.
Mas descobri que há uma solução.
Não precisa ser gênio pra me fazer rir.
Pelo contrário.
Quanto mais débil mental a coisa, mais graça eu acho.
Talvez seja a necessidade de fugir desesperadamente da mesmice.
Taí o programa do Chaves que há 25 anos não me deixa mentir.
Seja simples, não simplório.
Bom, mas o leitor(a) não precisa se preocupar pois ainda faz parte do meu círculo de amizades pelo simples fato de estar aqui prestigiando esse blog nada simplório.

Ou você é gênio, ou débil mental.

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