27.2.07

Diário de Atlântida - Fim de festa



Atlântida nunca esteve com tanta cara de fim de festa.
A praia está completamente vazia.
Terminou o carnaval, terminou o veraneio.
Fui à praia pela manhã.
Deserta.
Levei as crianças para pescar com rede.
Pegamos dezenas de peixes e colocamos num balde.
Devolvemos todos depois, contra a vontade da Duda que se apegou aos bichos e queria levar pra colocar num aquário.
No fim do dia levei as crianças para brincarem na pracinha em Capão e aproveitei pra comprar uns DVDs no "shopping chão".
Depois da janta, ainda fomos no centro de Atlântida (foto) tomar um sorvete de despedida.
Cidade completamente abandonada.
Nesta quarta retorno para Porto Alegre antes do almoço.
Ainda tenho uma semana de férias e curtirei na capital.
Provavelmente na piscina do prédio.
Volto ao trabalho dia 7.

Não posso reclamar destas férias.
Curti bastante as crianças e curti, principalmente, minha amada.
Agora, só em 2008.

26.2.07

Diário de Atlântida - O retorno



Praia de Atlântida.
De volta ao convívio dos meus filhotes.
Já matei a saudade.
No final da tarde, fomos passear em Capão da Canoa.
Tomamos sorvete e as crias ficaram na pracinha até às 20h.
A praia está vazia.
O veraneio terminou realmente.
Quarta-feira volto para Porto Alegre.
As aulas da Duda começam dia 1º.
A menina da foto é a Carine.
Irmã da Andréia, que trabalhou lá em casa.
Contratei para ajudar a cuidar das crias nestas férias.
Segundo o Luiz Nei, "foi vital para o equilíbrio emocional das crianças na minha ausência".
Felizmente, eles adoraram a menina e ela também se deu super bem.
E já aproveito para matar a curiosidade do Daniel.

Linhas aéreas inteligentes?

Com o predicado de ter viajado pelas cinco maiores companhias aéreas do país nos últimos dois meses, posso afirmar, sem medo de errar, que a Gol é a pior de todas.
A viagem de ontem de São Paulo para Porto Alegre foi bizarra.

Com o vôo marcado para as 21h40 em Cumbica, cheguei de Campinas por volta das 20h.
Tempo suficiente, e sugerido pela companhia, para fazer o embarque sem maiores complicações.
Pensei em resolver estes pequenos trâmites e jantar antes de embarcar.
Pelo menos era o que eu queria.
A fila no balcão da Gol para o check-in era absurda.
Chegava a sair do saguão e tomar as ruas de Guarulhos.
Apenas duas atendentes para dezenas de vôos.
Já estava na fila por meia hora quando um funcionário da empresa passou perguntando:
- Qual seu destino, senhor?
- Porto Alegre.
- O senhor sabe o número do vôo?
- 7486.
- Esse vôo é internacional, senhor.
Cheguei a pensar que nesse tempo que estive fora o Rio Grande do Sul havia se tornado um país independente e Porto Alegre tornado a capital.
- Como assim?
- O destino final do seu vôo é Montevidéu. O senhor está na fila errada. O check-in internacional é no andar de baixo.
- E como vocês só avisam isso agora?
- É que os vôos que começam com “74” são internacionais.
- Ah bom! Eu sou muito burro mesmo. Como é que não sabia uma coisa dessas.
Desci até o setor de embarque internacional da Gol.
A fila não era tão grande, mas, tratando-se de um vôo internacional, as pessoas exageram um pouco nas bagagens.
Depois de 40 minutos, chegou a minha vez de ser atendido pela funcionária.
- O senhor não vai despachar bagagem?
- Não.
- Essa sacola o senhor vai levar na mão?
- Não senhora. Vou levar equilibrando na cabeça (deu pra ver que já estava puto. Acho que era a fome).
- Desculpe senhor, mas preciso checar o peso.
- Dei uma engordada em Campinas. Devo estar com uns 102, 103.
- Eu me refiro a sua bagagem de mão senhor.
Acho que ela não entendeu que tinha sido apenas uma piada.
- Senhor, aqui está marcando nove quilos. Infelizmente nossa companhia permite apenas sete quilos dentro da aeronave. O senhor terá que despachar a bolsa.
- Infelizmente eu não irei despachar, senhora. Eu trouxe ela pra São Paulo com as mesmas coisas dentro. Aliás, com uma cueca a menos ainda por cima. A outra companhia nem procurou saber o peso e não fez nada para complicar o meu embarque. Eu mesmo estou carregando, ninguém precisará carregar por mim. Além disso, não será por nove quilos que a aeronave irá cair... ou será?
- Embarque imediato no portão 16, setor internacional, antes de chegar ao McDonald´s. Tenha uma boa viagem senhor.
- Obrigado.
A simples menção do McDonald´s transformou minha irritação em fome.
Preferi não arriscar perder o vôo e segui para a sala de embarque sem jantar.
Mais uma fila absurda.
O fato de ser um vôo internacional me obrigou a passar pela imigração.
O relógio marcava 21h40, hora da saída teórica do meu vôo.
Comentei com um menino judeu de kipá na fila a minha frente:
- Acho que vou perder meu avião.
- Não se preocupe. Quando você despacha a bagagem, não tem como o avião decolar sem você.
Juro que a frase não me tranqüilizou.
Quando cheguei ao portão 16, teoricamente o portão de embarque, o relógio marcava 21h50.
Um atendente da Gol esbaforido tentava atender dezenas de pessoas que se acotovelavam em busca de informações:
- Calma pessoal! Todos os vôos da Gol saem do portão 14, descendo as escadas. O vôo para Montevidéu com escala em Porto Alegre foi transferido para as 23h30.
A quase certeza de ter perdido o vôo me fez respirar aliviado com a informação.
Melhor assim.
Desci até o portão 14.
A cena era deprimente.
Centenas de cidadão honestos e honrados atirados nos cantos como que em um acampamento de refugiados.
Sem muita opção, me atirei no primeiro metro quadrado vago e ali fiquei fazendo palavras cruzadas até a hora do embarque.
Já dentro da aeronave, me espantei com o espaço entre as fileiras de cadeira.
Humanamente impossível conseguir sentar.
Quando o senhor da minha frente deitou o encosto, consegui contar pelo menos 23 lêndeas em seu couro cabeludo.
Passados 20 minutos de vôo, iniciou o serviço de bordo.
Achei estranho o carrinho de bebidas começar a passar antes da comida, mas não quis pensar em tragédia.
- Algo para beber, senhor? Refrigerantes ou suco, como preferir.
- Tem alguma coisa diet?
- Suco de pêssego, guaraná ou Pepsi, senhor. Como preferir.
- Não tem Coca?
- Só Pepsi, senhor.
- Pode ser.
Junto com o copo de refrigerante, a aeromoça me entregou um pacotinho.
- O que é isso?
- Nosso snack, senhor. Uma deliciosa bolacha goiabinha.
- Goiabinha?? Só isso?
Meu rosto deveria estar tão transfigurado nesta pergunta que a aeromoça chegou a se assustar.
- Posso lhe dar duas, como o senhor preferir.
“Se a senhor levanta a saia e abaixar sua calcinha, posso introduzir essa goiabinha na sua vagina ou no seu ânus, como a senhora preferir”.
Decidi não ser grosseiro com a moça e engoli a resposta em seco.
- Muito obrigado senhora. Vou aceitar outra goiabinha. Espero que a companhia não entre em concordata por causa disso.

Cheguei em Porto Alegre ás 2h da manhã.

Nunca mais vôo de Gol

25.2.07

Diário de Campinas - Final



Hoje é meu último dia em Campinas.
Foram momentos maravilhosos ao lado da minha amada.
Infelizmente, vamos nos separar agora.
Mas não será por muito tempo.
Se Deus quiser, passará rápido e estaremos juntos outra vez.



Pela manhã, fomos tomar café em uma padaria perto de casa.
E de tarde fomos almoçar no Habib’s.
Voltamos pra casa e ficamos curtindo os últimos momentos juntos.
Estou triste.
Vai ser difícil lidar com a saudade.

Meu ônibus até Guarulhos sai de Campinas às 18h30.
Meu vôo é às 21h40 com a Gol.

Só posso agradecer por cada momento vivido nestes últimos 9 dias e dizer que foram inesquecíveis e apaixonantes.
Te amo, Pri.
Te vejo em março.

Garotos da Rua em Americana



Cidade de Americana.
Chegamos ao restaurante bem cedo.
Eu, a Priscila e os pais dela.
Havia uma mesa reservada pra nós e para os outros convidados.
A mesa comprida com toalha de plástico colorida, presa com tachinha na madeira, dava um ar brega ao local.
Estilo churrascaria de beira de estrada.
A falta de ar-condicionado ou ventilador piorava ainda mais o quadro.
A mãe da Priscila se acomodou em uma das cabeceiras e ali ficamos.
Uma menina vestida com um daqueles trajes estilo rainha da Festa da Uva de Caxias do Sul se aproximou.
Era amiga da Priscila, e rainha do rodeio de Ribeirão Preto.
Fernanda Cauduro era o nome.
Fazia tempo que a Priscila não via.
Ficaram um tempo conversando e eu ali esperando.
No fim, trocaram e-mails e MSN.
Deixei carteira e celular para reservar lugar na mesa e fui para a boate do restaurante.
Era um ambiente anexo ao salão que estávamos.
Notava-se que havia sido construída há pouco tempo.
O interior era chique, mas muito escuro.
As poucas pessoas que já estavam ali puderam acompanhar todo o ritual de montagem de palco feito pelos próprios integrantes do grupo Garotos da Rua, que iriam se apresentar logo em seguida.
Sentei com a Priscila na lateral do palco, junto à escada.
Bebeco Garcia, vocalista e guitarrista da banda, que arrumava seu equipamento, estava visivelmente contrariado (na hora eu não sabia quem ele era. Fui saber só depois).
Nos vendo ali, desabafou:
- É foda, cara. Temos quase 25 anos de estrada e ainda temos que passar por isso. Olha o calor de merda que tá fazendo aqui dentro
Tive que concordar com ele.
O calor tava absurdo.
Foi então que percebi que o show já ia começar e que não havia muita gente.
Ficamos ali mesmo sentados ao lado do palco mesmo.
A primeira música foi “Campo Minado”.
Achei estranho, pois não me lembrava do Garotos da Rua tocando essa música.
Só da “Bandalheira”.
Os caras mataram a pau!
Logo depois começaram a tocar a tradicional “Tô de saco cheio”.
Antes da metade da música, Bebeco mandou parar.
- Com esse calor não toco mais!
E saiu do palco.
Correria dos organizadores atrás de ventiladores.
Sem sucesso.
Comovido pelo esforço, o vocalista da banda falou ao microfone:
- Sou o único músico gaúcho formado em metafísica e vou dar um jeito nisso.
Para surpresa de todos, pegou uma marreta e começou a abrir um buraco na parede, logo atrás do baterista.
Por ali começou a correr um vento que refrescou o ambiente.
Já de saco cheio, sugeri a Priscila que fôssemos embora.
Voltamos à mesa onde os pais da Pri já estavam com cara de poucos amigos.
Suava a bicas.
A sugestão para irmos embora foi muito bem aceita por todos.
Nos dirigimos para a saída, mas nos deparamos com um tumulto.
Muita gente se acotovelando na entrada do restaurante para entrar e nós contra o fluxo.
Tivemos sorte, bem na hora estava saindo também a dona Miguelina cercada por seguranças.
Aproveitamos o espaço aberto por eles e saímos juntos por um corredor polonês.
O primeiro da fila para entrar era o Fabiano Eller, ex zagueiro do Inter.
Não tenho idéia do que ele fazia ali.
Lá fora, finalmente, podemos respirar aliviados aproveitando o ar fresco da noite.

Não me lembro de mais nada, mas acho que foi essa a hora que acordei.
Sonho bizarro.
E Juro que não comi cocô na janta.


24.2.07

Eu realmente fui

Estão aí os três ingressos para comprovar!

Diário de Campinas - Dia 8











Hoje foi meu penúltimo dia em São Paulo.
Pela manhã, depois da Pri passar minha roupa (pra já ir se acostumando) fomos comprar uma cadeira nova aqui para a mesa do computador.
Achei uma loja aqui perto e fomos dar um pulinho lá.

Seguimos para Americana no início da tarde.
Um dia lindo!
Muito sol, muito calor.
Fomos direto ao hospital onde conheci a avó da Pri que está internada com pneumonia.
Muito querida.
Disse pra ela se recuperar para poder participar do nosso casamento.


Depois disso fomos na farmácia onde a Pri comprou bolo.
Fomos comprar molho quatro queijos.
A farmácia é mesmo um espetáculo.
Tinha até CD pra vender.
Ah! Também tinha remédios.

Na casa dos pais dela, Priscila mais uma vez arrasou na cozinha fazendo uma massa maravilhosa. Almoçamos e fomos para Santa Bárbara D’Oeste para o grande jogo entre União Barbarense e Catanduvense pela Série A3 do Paulistão 2007.



Fui vencido pelo calor.
Assistimos ao primeiro tempo e fomos embora no intervalo.
Não dava nem pra ficar sentado nas arquibancadas de cimento do estádio.





Voltamos para Americana.
Passamos na floricultura onde a mãe da Pri trabalha.
Fui me despedir.



À noite, um jantar em casa com cachorro quente com purê.
Nunca havia comido cachorro quente com purê.
Tava muito bom.

Já comecei a sentir falta de tudo isso.

Diário de Campinas - Dia 7






Hoje voltamos ao Shopping Parque Dom Pedro para almoçar e ir ao cinema.
Comemos no Jin Jin, restaurante chinês fast-food bem interessante.
Depois, e tanto eu insistir, fomos ver a comédia Borat.
A Priscila gostou (tem o coração puro. Ia gostar se levasse pra ver Xuxa Gêmeas)
Achei algumas situações um tanto quanto forçadas no intuito de parecerem acasos.
Algo do tipo Programa Pânico na TV.
Mas vale o divertimento.

Na volta pra casa passamos no super para comprar H2OH.
Viciei nesse refrigerante.
Espero que tenha em Porto Alegre.
Não me lembro de ter.

Já aproveitamos para passar na Capriolli onde comprei minha passagem de ônibus Campinas/Aeroporto de Guarulhos para domingo às 18h30.
Meu vôo de volta sai às 21h40.

À noite saímos para um bar no bairro Cambuí chamado Álcool Íris (nome bem criativo).
Se auto-denomina dono da melhor panqueca de Campinas desde 1982.
Realmente a panqueca é boa.
Dividi uma de frango com a Pri.
Lá encontramos uma grande amiga dela juntamente com o namorado (marido) e mais um casal de amigos.
Fazia tempo que a Pri me falava da Bá (Bárbara), mas as combinações para nos encontrarmos nunca davam certo.
Cheguei a pensar que a tal Bá seria uma lenda.
Mas foi muito divertido.
Pessoal muito legal!
Pela segunda vez seguida enchemos a cara de cerveja e a pança de torresmo.
Só não consegui escapar das piadas com gaúchos.
Mas não tem problema:
Os dois caras eram de Campinas.
Um usava brinco e o outro usava tiara.

As piadas se fizeram desnecessárias.

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Esse sábado promete um dos momentos de maior êxtase destes nove dias em São Paulo.
Levarei Priscila para ver União Agrícola Barbarense x Catanduvense pelo Campeonato Paulista da Série A3 em Santa Bárbara D’Oeste.
Aguardem novidades!

Caso eu sobreviva, lógico.

22.2.07

Diário de Campinas - Dia 6



Hoje fomos sair de casa só às 16h.
Para o almoço, a Pri mais uma vez se superou na cozinha fazendo uma deliciosa massa à bolonhesa.
Tava supimpa.
No fim da tarde, ela foi na terapia (tava precisando depois de 6 dias comigo) e eu fui dar uma caminhada pelas ruas do centro.
Nos encontramos em casa pelas 17h30 e fomos ao aniversário de uma amiga da Pri, em um boteco.
Muita cerveja e torresmo frito.
Fiquei fascinado pelo torresmo.
Não sei se tem nos botecos de Porto Alegre.
Destaque para o disputadíssimo campeonato de sinuca onde o show ficou por conta deste que vos escreve.
Priscila mostrou toda sua qualidade com o taco (foto).
Como se não bastassem cerveja e torresmo, Priscila chega na mesa com um prato que me fez lembrar aquelas bacias com restos de corpo humano banhados em formol que existem nas faculdades (o cheiro também era parecido).
- O que é isso, Pri?
- Moela!
- Que nojo. Tem noção do que seja moela?
- Não muita. Mas deve ser uma parte do boi.

É o intestino da galinha.
Uia!
Sabe tudo!
A noite promete.

Diário de Campinas - Dia 5






Hoje acordei tarde.
Lá pelas 10h30.
Tadinha da Pri: tem o hábito de acordar cedo e fica me esperando desde as 8h.
Mas é bom. Pra já ir se acostumando.
No início da tarde, fui conhecer o Shopping Parque Dom Pedro.
Segundo a Priscila, o maior da América Latina.
É realmente muito bonito e grande.
A praça de alimentação é fantástica (foto).
Almoçamos no Burger King.
Passeamos até às 15h e fomos ao cinema (o shopping tem 15) assistir Cartas de Iwo Jima.
A Pri gostou bastante.
Achei um pouco chato.
Destaque para a fotografia e para a visão desta batalha pelo ponto de vista dos japoneses dirigida pelo americano Clint Eastwood.




Saímos do cinema mais de 18h.
Só deu tempo de passar em casa pra Pri trocar de roupa e fomos ao estádio Brinco de Ouro da Princesa para um dos momentos mais sublimes da viagem: Guarani x Atlético Goianiense pela primeira fase da Copa do Brasil.
Tivemos muita dificuldade para estacionar e conseguir ingressos já que uma partida desta importância praticamente levou 110 mil pessoas ao estádio (na foto acima, as 109 mil pessoas ainda não haviam entrado).
Me separei da Pri no portão de entrada já que ela teria que ser revistada por uma policial.
Depois de passar pela roleta, fiquei um tempo lá dentro esperando.
Nada da Priscila entrar.
Decidi voltar para ver o que estava acontecendo.
Surpresa!
Priscila estava quase trocando socos com a policial que não queria deixar entrar as pilhas da máquina digital.
Fui obrigado a intervir e apartar a briga antes que o batalhão de choque entrasse em ação.
Cabisbaixa, a Pri teve que deixar as pilhas no carro, não sem antes proferir a seguinte frase para a senhorita da lei:
- Isso é falta de homem pra te comer! (assim mesmo nestes termos).

O jogo?
Ah! Foi sensacional!
Jogadas maravilhosas!
Jogadores de altíssimo nível que eu não sei como ainda não foram descobertos pelos times europeus.
Emoção demais para meu coraçãozinho.
Sorte que desta vez não perdemos nenhum gol!

A partida terminou zero a zero.

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Foi por pouco


Já estava pronto para tomar a água do vaso sanitário no banheiro do Shopping Dom Pedro quando prestei atenção no aviso logo acima do botão de descarga.

Ufa!
Ainda bem que avisam.

20.2.07

Diário de Campinas - Dia 4



Hoje foi um dia caseiro.
Aproveitamos a cidade vazia para ficarmos no apartamento curtindo um ao outro neste último dia de carnaval.
A Pri voltou a revelar seus dotes culinários preparando um maravilhoso estrogonofe para o almoço (foto).
Show!
No fim da tarde saí pra dar uma corrida na Av. Orosimbo Maia (um tipo de Av Ipiranga campineira).
Mais de uma semana sem fazer um exercício até meu pé se recuperar. Ficou bom ontem.
Espero que não volte a dor.
Agora vou jantar o que sobrou do almoço enquanto espero o paredão do BBB.
Muito boa essa vida de casado!
Amanhã a noite promete:
Vamos assistir Guarani x Atlético Goianiense às 20h30 pela Copa do Brasil.
Priscila tá ansiosa!
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Diálogo no café da manhã:
- Hum, Pri! Coisa boa esse bolo de nozes.
- É mesmo. Comprei na farmácia em Americana.
Onde será que vendem remédios em Americana?

19.2.07

Diário de Campinas - Dias 1, 2 e 3





Depois de quatro dias sem notícias, volto diretamente de Campinas para colocar em dia o blog.
Priscila finalmente disponibilizou um computador trazendo emprestado de Americana.
Cheguei na sexta-feira.
Uma viagem que começou às 15h e só foi acabar lá pelas 23h depois dos atrasos do vôo e do ônibus que saiu do aeroporto de Guarulhos para Campinas.
Fui recepcionado com um maravilhoso jantar preparado pela minha prendada namorada:
A melhor lasanha que já comi na vida.

SÁBADO:

Na manhã, acordamos cedo e seguimos para Americana com o objetivo de deixar o carro da Pri na oficina.
Por sorte, não havia nada de errado com o rolamento (como pensamos). Era apenas uma bolha no pneu.
Uma rápida passagem por Santa Bárbara D’Oeste para conhecer o maravilhoso estádio do União Barbarense, um sonho de infância, e uma alongada até Piracicaba para visitar o estádio do XV de Novembro.
Infelizmente, conhecer tais estádios foi um parto.
O de Piracicaba estava fechado, só deu pra ver de fora, e o do União só consegui entrar depois do carteiraço da Priscila, ex assessora de imprensa da equipe.




Às 17h, uma das maiores emoções da minha vida:
Depois de já haver conhecido meus futuros sogros, fomos ao estádio Décio Vitta assistir Rio Branco 2x1 Guaratinguetá, um clássico do futebol mundial.
Chegamos atrasados porque a Priscila precisava fazer xixi e perdemos o primeiro gol. Saímos antes do juiz apitar o final e perdemos o último gol, nos descontos.
Numa partida com três gols, conseguimos perder dois.
Mas valeu!
Voltamos para Campinas onde jantamos no Giovanetti, uma chopperia super chique.

DOMINGO:

Fomos almoçar em Americana.
Prova de fogo.
Almoço com a família da Pri.
Felizmente, todos muito legais, me deixaram à vontade.









Sogro Vilson, Sogra Kate (acima), cunhada Thaís (com noivo) e cunhado Jorge (abaixo).

Adorei conhecer todos eles!
E consegui ficar sem ir ao banheiro.
Não poderia arriscar.
Foi um dia inesquecível.
Mais uma prova de que fiz a escolha certa.

À noite, já em Campinas de volta, mandei a Priscila lavar minhas roupas enquanto jantava o que sobrou da lasanha (pra ela já ir se acostumando).


SEGUNDA:

No início da tarde fomos ao shopping Iguatemi onde assistimos A Grande Família no cinema.
Depois almoçamos no Pizza Hut.
Saindo de lá, com a Pri de motorista e pagando tudo pra mim (pra já ir se acostumando), fomos visitar os estádio do Guarani e da Ponte Preta.
Um programa maravilhoso!
Tiramos dois filmes na locadora e viemos pra casa.
Agora estou atualizando o blog enquanto a Pri come bolachinha japonesa.
Tadinha.
Não sabe que logo vou mandá-la cozinhar minha janta, lavar a louça e as minhas camisas.

Bom, não garanto voltar amanhã com as novidades.
A Priscila ainda não leu isso aqui.

15.2.07

Campinas

Estou seguindo para Porto Alegre onde passarei toda a tarde de quinta-feira experimentando novas lentes de contato lá na Clínica Visão (ninguém merece).
Amanhã, no início da tarde, embarco rumo a Campinas onde permanecerei 9 dias nos braços da minha amada (eu mereço).
Portanto, o Diário de Atlântida deve voltar apenas no dia 26 ou 27 deste mês, quando retorno.
Até lá, se tudo der certo e se tiver tempo, iniciarei o Diário de Campinas (vocês merecem).


Até mais!

Tributo a Juçá

Uma breve pausa neste diário para uma homenagem singela, mas sincera, a mulher que me ensinou praticamente tudo o que sei (até mesmo quando usamos “MAL” com “L” ou “MAU” com “U”).
E que segue sendo uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Neste dia 15 de fevereiro, Juçá comemora 59 anos.
Com corpitcho de 25.

Te amo, mãe!

14.2.07

Diário de Atlântida - Dia 6



Quarto dia acordando nadando em mijo.
Mandei a psicologia infantil pro espaço.
Comprei fralda.

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Passeio com o Mártin pela beira da praia enquanto a menina cuida da Duda dentro da água.
Logo ao lado, um senhor pesca e coloca os peixes dentro de um balde.
Mártin corre pra ver os bichos.
Chego lá e vejo que só tem um, boiando, sem vida.
- Pai, olha esse peixe. Acho que ele tá “todo” morto.
- É filho. Tá morto sim.
Nisso, Duda vem correndo de dentro do mar pra ver o que estamos olhando.
- Mártin, Mártin, o que tem aí?
- Um peixe que morreu afogado!

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Quase 23h de ontem.
Mártin aparece na sala de pés descalços.
- Seu Mártin, o senhor pode me dizer por que está sem chinelo?
- Não.

Juro que era a resposta que menos esperava.

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No fim do dia fomos ao parque aquático Ácqua Lokos, na praia de Arroio Texeira.
Acho que uma vez no verão vale a pena.
R$ 24,00 por cabeça pra entrar.
É uma paulada.
Fora o que se gasta lá dentro pra comer.
Mas valeu.
Crianças se divertiram.

13.2.07

Diário de Atlântida - Dia 5



Terceiro dia que acordo afogado em xixi.
Pior é que o guri acordou de madrugada pra ir ao banheiro.
Não. Colocar fralda seria um retrocesso.

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A Priscila me ensinou que os vasos sanitários devem ficar sempre tampados, pois é por ali que vão embora todas as “energias negativas” da casa.
Ah tá.

Hoje de manhã passei por uma sessão de descarrego.

12.2.07

Diário de Atlântida - Dia 4



Por uma questão de logística, o Mártin dorme comigo na cama de casal.
Pra mim, nenhum problema.
Pelo contrário.
Gosto da companhia dele.
Só dorme se for encostado em mim.
Cola o rostinho dele no meu ou coloca as pernas por cima das minhas.
Tudo coisa mais amor.
Não fossem os dois últimos dias quando fez xixi na cama.
Nada legal acordar às 5h da manhã afogado em mijo.
Tadinho...

...de mim.

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Acordei às 6h sem sono.
Nem o jornal havia sido entregue ainda.
Sentei na varada de casa e fiquei vendo o sol nascer comendo bolo de chocolate e um copo de leite gelado..
Um lindo dia (pensei).
Voltei pra cama.
Acordei às 10h30.
Puta temporal.
Que ficou o dia todo.
Era o que faltava.

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Tive que viajar até Viamão no fim da tarde para participar de uma audiência no fórum.
Primeiro levei mais tempo pra achar o fórum do que chegar de Atlântida.
Percebi que em 34 anos de vida nunca havia ido a Viamão.
Não demorei pra perceber o motivo.

Cidadezinha cu.
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Foto: Estrada do Mar com chuva às 16h05

Diário de Atlântida - Dia 3


Meu terceiro dia em Atlântida foi absurdamente improdutivo.
Ócio absoluto.
Nada pra fazer.
Tédio.
Saco em carne-viva.
Nem ao mar eu fui.

Já estou entrando no ritmo.

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No meu primeiro dia, decidi ir correr na beira do mar sem tênis.
Apesar do alerta da Juçá para não fazê-lo.
Tudo ia bem.
Pelo menos até ontem.
Estou com uma dor infernal na parte de cima do pé direito.
Nem andar eu consigo.
Uma merda.

Bem feito pra mim.

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Grêmio 4 a 0 no Guarani de Venâncio Aires.
Muito estranho acompanhar um jogo do Grêmio pela TV sem ter que trabalhar.

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Almoço: um quilo de viola fritinha com cerveja.
Comprado na Casa do Peixe (foto).
Muito bom!

Prometi que na próxima eu que pesco.
Aham...

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Sonhei que a Alcione ia cantar na minha festa de casamento.

Hum...
Grande Marrom!

Serve, Pri?

10.2.07

Diário de Atlântida - Dia 2



Depois de ficar praticamente nove anos sem tirar férias, uma das coisas mais difíceis deste benefício é conseguir relaxar.
Ontem decidi que iria fazer uma coisa que não fazia há muito tempo: nada.
Sentei na frente de casa e me comprometi a não fazer absolutamente nada.
Durou apenas uns 5 minutos.
Não consigo ficar sem fazer nada.

Nas minhas duas idas à praia nestes dois dias que estou aqui, percebi o quanto o estresse não me deixar curtir o momento.
Sentado na beira do mar, olhando as crianças brincarem na água, qualquer pessoa normal aproveitaria o momento tomando uma caipirinha com um camarãozinho frito.
Relax total.
Eu já comecei a imaginar o que fazer caso avistasse se aproximar uma tsunami.
Pegaria as crianças pelos braços e correria pra onde?
Procurei uma casa mais alta onde pudesse subir no telhado.
Tinha uma logo atrás de mim.
Já fiquei mais tranqüilo.

Ontem, depois de correr na areia, cheguei exausto na frente da plataforma.
Já eram 21h, noite total.
Sentei na areia deixando o mar molhar meus pés.
Deitei e fiquei olhando as estrelas.
Qualquer pessoa normal aproveitaria o momento.
Tranqüilidade, o barulho do mar, o céu maravilhoso.
Eu já comecei a imaginar caso viesse um caminhão, um carro ou uma moto pra cima de mim.
Alguém que decidiu fazer cavalo-de-pau na beira da praia.
Certamente não teria como ver que eu estava ali deitado e seria esmagado impiedosamente.
Rapidamente me levantei e fui pra casa.

Acho que preciso de pelo menos uns 60 dias de férias pra me acostumar.
-----------------------------

Ontem fui correr na praia.
Para uma pessoa que está acostumada a correr na cidade, a diferença é absurda.
Terreno plano e linear, sem as irregularidades das calçadas. Sem subidas e descidas.
Ar fresco e puro. Sem a poluição e a sujeira que teima em entrar nas minhas lentes.
Tranqüilidade total. Sem a necessidade de parar nas sinaleiras, cuidar cada esquina ou na hora de atravessar as ruas.
Isso que nem comentei sobre as mulheres semi-nuas exibindo seus corpos bronzeados e untados.
Nem olhei.

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Final de tarde.
Eu sentado na porta de casa.
Olhando pro nada.
Duda se aproxima:
- Que foi, pai, Tá com saudade da namorada?
Sabe tudo a minha filha.

9.2.07

Diário de Atlântida - Dia 1



Cheguei em Atlântida por volta das 15h.
Eu, Duda, Mártin e a Karine, uma menina que contratei pra ajudar a cuidar as crianças pelo menos por 20 dias.
Karine é do interior, tem 19 anos e nunca tinha visto o mar na vida.
Acreditam nisso?
Pra nós parece ser uma coisa absurda, mas existem várias pessoas que nunca viram o mar.
Depois de arrumar o quarto com as coisas das crianças, fomos tomar um sorvete no centro e seguimos para a praia.
Afinal, queria ver a reação da menina ao se deparar com a imensidão do oceano.
- E aí Karine? O que achou.
- Bah... não tenho palavras.
Duda e Mártin não agüentaram e, quando me dei conta, já haviam entrado mar a dentro de roupa e tudo.

E isso que são só as primeiras horas de férias.

Repercussão

Diálogo com o Pfeiffer pelo MSN sobre meu post abaixo "Geral está contigo":

Rafinha Pfeiffer diz:
ô meu... vai te tratar.

...Márcio diz:
rsrs... Cara, abracei o seu Madruga...sabe o que é isso?? Nem liguei pra asa que ele tava.

Rafinha Pfeiffer diz:
kkkk... acordou de pau duro, imagino

...Márcio diz:
... que nojo.

Duda: sincera

Primeiro piso do shopping Iguatemi.
De mãos dadas, carrego a Duda e o Mártin pra pracinha.
Em nossa direção, vem caminhando uma senhora um tanto acima do peso.
Com cara de espanto, apontando e num tom de voz similar a um megafone, Duda não se contém:
- Nossa, pai! Essa tia tá esperando nenê ou é gorducha assim mesmo?

Não sei qual foi a reação da mulher.
Essa hora eu estava com a cabeça enfiada dentro do chafariz do relógio d´água.

Geral está contigo

O cenário é a churrascaria do Grêmio, no estádio Olímpico, na época em que ela era uma das melhores da cidade.
Éramos os últimos clientes do estabelecimento.
Uma mesa com sete pessoas.
Isso por volta das 3h da manhã.
Quatro garçons esperavam ansiosamente pela nossa saída para poderem fechar a casa e retornarem ao convívio de seus familiares.
A conversa, regada a muito chopp, dizia respeito a uma série de assaltos violentos que estava acontecendo no bairro.
Nossa animação foi interrompida abruptamente quando todas as luzes da churrascaria se apagaram.
Ao contrário do que se poderia esperar, ninguém deu um pio.
O silêncio invadiu o recinto.
Era possível escutar a batida acelerada do coração.
Lá nos fundos, um garçom alertou com a voz em pânico:
- Vamos ser assaltados. É assim que eles estão fazendo aqui no bairro.
Fiquei completamente cagado.
Havia pensado exatamente nisso quando as luzes se apagaram, mas não quis acreditar.
A escuridão e o silêncio eram totais.
Me atirei ao chão e, por baixo das mesas, fui rastejando até chegar em uma das janelas.
Elas eram de vidro de cima a baixo e facilitavam a observação da rua.
Tentei encontrar um ponto estratégico onde pudesse observar pra fora sem ser visto.
Me escondi atrás de uma cadeira e fiquei ali espiando pelo vidro pra tentar perceber alguma movimentação do lado de fora.
Não dava pra ver absolutamente nada.
A rua estava deserta.
De repente, notei a aproximação de um vulto.
No breu, não consegui identificar.
Vinha em minha direção, mas parece não ter me visto.
Quanto mais se aproximava, mais dava pra identificar.
Será possível?
Sim, era ele.
Circundou o restaurante pelo lado de fora.
Passou a alguns centímetros de mim até encontrar a porta de entrada.
Lentamente ela se abriu.
Foi quando todos puderam ver.
Era o seu Madruga.
Quando vi que não havia mais saída, me levantei de onde estava e gritei quebrando o silêncio:
- JÁ CHEGOU O DISCO VOADOR!
As luzes se acenderam e todos começaram a cantar “parabéns pra você”!
Emocionado, seu Madruga me abraçou chorando:
- Gracias hermano, gracias!
- Tu merece, tu merece. A Geral está contigo! - Respondi

Pois esse foi meu sonho de hoje.
Não tenho nada a declarar.

7.2.07

A cuca racha

Não curto insetos.
Não vejo nenhuma necessidade da existência deles na face da Terra.
Aliás, quem inventou a barata devia ter merda na cabeça.
Pra que servem as baratas?
Pra estorvar?
Às 3h30 da manhã descobri uma barata passeando pelo meu quarto.
Acho que acordei com os passos dela.
Sem óculos, tentei acompanhar o movimento daquele negócio pretinho se deslocando pelo tapete.
Levantei lentamente
Peguei meu tênis.
Mirei...
... e desci o cacete.
Errei!
Rapidinho o inseto asqueroso sumiu sob a cama
É foda ser míope.
Amaldiçoei minhas córneas.
Agora, às 3h50 da manhã, estou aqui sentado no computador.
Não sei o que é pior:
Passar a noite em claro ou dormir com a certeza de ser impiedosamente atacado pelo animalzinho mais repugnante do planeta no momento em que ele assim desejar?

Nada que um rebite não resolva.

Caçador

Sempre que vou com o Pfeiffer almoçar no “Outros 500” (é esse mesmo o nome do restaurante) encontramos um grupo de seis meninas que trabalham nas proximidades e que sempre almoça no mesmo lugar.
Outro dia comentei com o Pfeiffer como a genética foi pouco generosa com cinco delas.
Apenas uma se salva.
O que as outras têm de horrorosas, essa única tem de boa.
Pensativo, Pfeiffer comenta:
- O tiro ali tem que ser certeiro. Se errar, tá fudido.

Gênio!
Ainda bem que não vou correr o risco.

Férias

Depois de praticamente nove anos, consegui tirar 20 dias de férias nos meus dois empregos.
... e ao mesmo tempo.

Curioso para saber como meu organismo irá responder.

6.2.07

Luiz Nei - Raridade


Tal qual o Pé Grande, o Monstro do Lago Ness ou o Lombardi do Silvio Santos, uma foto atual do Luiz Nei é uma verdadeira raridade. Ainda mais sorvendo com vontade uma taça gigante de morango com chantilly.
O flagra, com uma câmera escondida, ocorreu na noite de segunda-feira, no “Panchos” da Protásio Alves.

5.2.07

Luiz Nei: incendiário

Quase nove da manhã.
Luiz Nei, saindo para o trabalho, grita já fechando a porta de casa:
- Vai querer carona até o ponto de ônibus?
- Vou. To indo.
Porta fechada, esperando o elevador.
Me dei conta:
- Putz. Esqueci meus óculos escuros. Abre aí que vou lá pegar.
Entro correndo enquanto Luiz Nei segura a porta do elevador resmungando.
- Anda logo, muquirana, que não posso ficar segurando essa merda (assim,com essa delicadeza).
Passei voando pela cozinha até chegar no quarto.
Senti um cheiro estranho no ar.
De queimado.
Pensei numa possível torrada ingerida pelo Luiz Nei no café, mas ele não costuma comer torrada de manhã.
Só por descargo de consciência decidi entrar na cozinha.
Eis que lá estava uma chaleira agonizando, já seca, prestes a ser torrada pelas chamas do fogão.
Meu Deus!
Vai incendiar a casa.
Desligo o fogo e vou pro elevador.
Luiz Nei com cara de bunda. Sabendo que fez merda.
- Quer colocar fogo na casa? Deixou a chaleira queimando no fogão.
- Fui esquentar água pra tomar chá e acabei desistindo. Esqueci.
- Que amor. Imagina se eu não esqueço meus óculos?
- Ia pegar fogo na casa.
- É... isso se não pegasse no prédio todo.
- Hum... desligou?

Não desliguei, não.
Coloquei no fogo alto e ainda virei álcool em cima.

Ah, como é lindo!

Durante muito tempo meu coração ficou dividido entre Mártin e Duda.
Apesar de um amor incomensurável, ainda restava espaço pra uma pessoa.
Restava.
Coração preenchido.
E feliz.

Provavelmente terei que fazer um upgrade para receber mais uma pessoinha nos próximos anos (se é que vocês me entendem).
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