29.4.07

Esclerose

Me arrumei para levar as crianças na pracinha no fim da manhã.
Depois de tudo pronto, peguei minha carteira, meu celular mas não encontrei meu chaveiro com a chave do carro.
Procurei primeiramente nos lugares onde costumo deixar: embaixo da TV, na prateleira atrás da cama, na mesa do computador, na cozinha e no banheiro, nesta ordem.
Nada de encontrar o chaveiro.
E as crianças inquietas já na porta, me chamando.
Às vezes o Mártin dá sumiço em alguma coisa, mas ele mesmo se lembra onde deixou e vai buscar.
Perguntei pra ele e pra Maria Eduarda, mas não viram.
Lembrei que minutos antes de me arrumar tinha ido ao banheiro limpar a bunda do Mártin que havia feito cocô.
Abri a primeira gaveta e não achei a chave, apenas meu remédio pra pressão que havia esquecido de tomar.
Com o remédio na mão, fui até a cozinha.
Abri o armário, peguei um copo e fui à geladeira.
Na hora de abrir a geladeira, adivinha o que eu encontrei lá dentro?
A garrafa de água.
Tomei meu remédio.
Aha! Acharam que o chaveiro estava lá, né?
Sou imbecil, mas não tanto.
Procurei nos bolsos das minhas calças, na tulha de roupa suja, no closet, no quarto dos meus pais, na área de serviço...
Nada do chaveiro.
Já estava entrando em desespero quando resolvi olhar para minha mão esquerda.
Sim, o chaveiro estava lá.
Eu estava segurando desde o começo.

Lembram quando eu disse que era imbecil, mas não tanto?
Esqueçam.

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