15.5.07

Se não vai, pra que dizer que vai?

Já faz parte da cultura brasileira a falta de responsabilidade.
O ato de combinar as coisas e não cumprir já está incutido na mentalidade do brasileiro desde a mais tenra idade.
Já não é nem mais surpresa para a pessoa quando a outra promete alguma coisa e não cumpre.
Muito pelo contrário, ela já escuta a promessa sabendo que não será cumprida, e não dá muita importância pra isso.
Oswaldo Montenegro dizia na sua canção intitulada “O Chato” que não há nada mais chato do que aquela pessoa que você diz “aparece lá em casa” e ela aparece.
No próprio cumprimento dos horários também é assim.
Festas são marcadas ás 20h30 porque as pessoas começam a chegar ás 22h.
Quando marco médico, sempre ligo cinco minutos antes de sair de casa pra saber se ele está no horário. Nunca está.
Por mais que isso faça parte do meu cotidiano e das pessoas que me cercam, este tipo de atitude continua me incomodando.
Durante toda minha adolescência, convivi com amigos assim.
Empolgados, combinávamos programas históricos e viagens inesquecíveis.
Quando chegava na hora “H”, todos davam pra trás e o Márcio babaca era o único que estava pronto, esperando.
Não foram duas ou três vezes. Foram centenas.
Chega uma hora em que você desiste e deixa de esperar o mínimo das pessoas.
E isso é muito triste.
Porque não é você que está errado.
Com o tempo, umas pessoas até melhoram.
Ajeitam suas vidas, casam, têm filhos e se tornam pessoas mais responsáveis.
Outras, nem isso.
Mas não tem problema.
Não é por isso que essas pessoas irão cair no meu conceito.
Não caíram antes, por que iriam cair agora?
Só desejo que elas melhorem com o tempo.
E que Deus me dê paciência.

Só tem uma coisa:
Quando não for, não diz que vai....

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