23.6.07

Flatos

Priscila e eu deitados na cama vendo TV.
Ela inicia diálogo baseada no post abaixo:
- Má. Você fez muito pum hoje lá no trabalho?
Sente a delicadeza na colocação da frase.
As pessoas não fazem pum. Elas peidam.
- Não, Priscila. Já passou.
- Ainda bem. Depois sou eu que sofro.
- Por que tu que sofre? Por um acaso já peidei na tua frente?
- Não.
- Então?
Alguns minutos de silêncio.
Pensei que ela estava prestando atenção na TV.
- Má.
- Que?
- Você segura o pum quando está comigo?
- Lógico. Ainda não temos intimidade suficiente pra isso.
Mais alguns instantes de silêncio.
Priscila com ar sério:
- Sabia que o Tancredo morreu por segurar um pum?
- Jura?
- Verdade.
Tadinho do Tancredo. Deve ter sido uma morte horrível.
- Quer dizer então que posso peidar à vontade?
- Pode, né.
- Tem certeza disso? Não vai te arrepender?
- Mas não vai soltar aqueles puns altos e fedorentos.

Jura, né?

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