10.7.07

Chichén Itzá - México

Este post foi uma sugestão de Luiz Nei, que ainda me felicitou pela visão apurada da importância de Chichén Itzá para a humanidade já que estas ruínas maias em Yucatán, no México, foram escolhidas como uma das novas Sete Maravilhas do Mundo.
A sugestão do Luiz Nei veio repleta de mágoa e inveja já que, de todos os familiares que estiveram em Cancún em 1994, eu fui o único a conhecer a grandeza do local.


Cancún é um lugar muito bonito onde a pessoa só tem duas coisas para fazer: ou ela se diverte ou ela relaxa.
No último dia dos sete que passamos lá, já estava de saco cheio de diversão e de relaxamento.
Precisava investir em algum evento cultural já que sentia meu cérebro atrofiar de tanto ficar à beira da piscina pegando sol, comendo camarão e tomando coquetéis exóticos.
Estava contrariado com a negativa do grupo de seis pessoas em conhecer Chichén Itzá.
Fui voto vencido e a maioria preferiu seguir se divertindo e relaxando no hotel Meliá ao invés de se aventurar num trajeto de aproximadamente quatro horas de viagem até as ruínas.
Bastante generoso, e de saco cheio dos demais, Luiz Nei fez a doação de cem dólares a cada um dos filhos para que estes fizessem o que desejassem, porém que o deixassem em paz.
Sem muito pensar, aluguei um carro no próprio hotel e, logo depois do almoço, já estava em uma “carretera” com cinco faixas de rolamento rumo às ruínas.
A auto-pista é excelente e não possui saída para os pequenos povoados que por ali existem.
No meio do caminho, ela cruza pela cidade de Valladolid, a qual decidi conhecer na volta.
Pensei em seguir pela “carretera” até Mérida, capital de Yucatán, mas desisti já que não tinha tempo sobrando.
Cheguei às ruínas por volta das 16h.
Deixei o carro no estacionamento e comprei meu ingresso.
As ruínas ficam espraiadas em uma área gigantesca. Os prédios, longe uns dos outros.
No centro do terreno, a majestosa pirâmide de Kukulcán (foto acima).
Foi minha primeira parada.
Acompanhando alguns turistas, comecei a subir os degraus íngremes que levam até o topo.
A subida é muito difícil e perigosa.
Qualquer vacilo é queda na certa.
Uma corrente de ferro de cima abaixo é a única coisa que temos para segurar e caso de acidente.
São 30 metros de altura e 365 degraus.
Mas vale a pena.
A vista lá de cima é de tirar o fôlego (se você ainda tiver).
Pra qualquer lado que a gente olha, é só verde até onde a vista alcança.
No meio desse verde, surgem, imponentes, detalhes das ruínas de um local fundado por volta dos anos 400.
Parece que, em uma determinada hora do dia, a luz do sol entra pelos orifícios da parte superior da pirâmide formando a sombra de uma serpente de cima a baixo das escadarias.
Mas não me detive muito neste detalhe.



Queria mesmo era conhecer o “juego de pelota”.
Um lugar onde os guerreiros jogavam um tipo de tatatatatataravô do futebol com uma bola feita de látex tirado das mais diversas plantas.
Dois times com sete jogadores (daí deve ter surgido a idéia do futebol soçaite) tentavam fazer a bola passar por um pequeno anel de pedra que ficava em um dos lados do campo, na parte superior (foto acima).
O curioso é que os jogadores não podiam chutar a bola.
Ela era deslocada com os cotovelos e, principalmente, com os quadris.
Cabeça e joelho também podiam.
Mas o melhor de tudo era o prêmio aos vitoriosos.
Nada de três pontos na tabela ou troféu entre chuva de papéis picados.
Além de serem adorados pelo povo, eles tinham o prazer de decapitarem seus oponentes.
Algo que deveria ser trazido para os dias atuais.
Seria bonito de ver o Riquelme arrancando a cabeça do Patrício.
Chichén Itzá possuía o maior campo para o “juego de pelota”.
Era o Maracanã da época e posso considerar o estádio mais antigo que conheço.
Atingido pela preguiça e ainda pela atrofia do cérebro, optei por não fazer todo o trajeto que circunda o parque passando por todas as ruínas.
Visitei só os principais pontos.
Ainda tive tempo para fazer um lanche no restaurante local e conhecer o Museu Maia.
Destacando uma gigantesca maquete de como seria aquele povoado na época.
No retorno para Cancun, preferi seguir por uma rota alternativa.
Uma pequena estrada praticamente abandonada (só um imbecil optaria por uma estrada daquelas tendo uma auto-pista ultra moderna para escolher) que passava pelo meio de pequenos povoados que pareciam ter parado no tempo.
Muito legal.
Ainda tive tempo para passear pelo centro de Valladolid antes da noite chegar.
Cheguei no hotel por volta das 23h e ainda tive que escutar mijada de Luiz Nei e Juçá já que havia esquecido de dizer aonde eu ia.
Mas valeu a pena.

Já são três as Novas Maravilhas do Mundo que eu conheço: Chichén Itzá, Corcovado e Coliseu.
Faltam quatro.

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