4.7.07

Trouxinha da Kalil

Hoje fui almoçar com o Pfeiffer e me lembrei da Glória Kalil.
Não que os dois sejam parecidos, muito pelo contrário.
O Pfeiffer é muito mais bonito e camarada.
A lembrança veio quando servi a salada.
As duas folhas de alface eram maiores que o prato.
Adivinhem o que eu fiz?
Pois cortei as folhas de alface em picadinho.
Muito bem cortadas.
Infringi uma regra importante de etiqueta.
Segundo a dona Glória Kalil, eu deveria fazer uma trouxinha com a folha de alface e coloca-la dentro da boca.
Tenha santa paciência dona Glória Kalil.
Quem é a senhora pra me ensinar a comer alface?
Ou quem é a senhora para dizer o que é certo ou errado a uma população que muitas vezes não tem nem o que comer em casa?
Se eu quiser cortar a alface, eu vou cortar.
Se eu quiser comer com a mão, eu vou comer.
Se eu quiser pentear o cabelo com o garfo, eu vou pentear.
Se eu quiser enfiar o dedo no cu e cheirar, eu vou fazer.
Aposto que a dona Glória Kalil deve palitar os dentes.
Deve tirar meleca.
Deve peidar embaixo das cobertas.
Caso contrário, a tia deve ser uma mala.

E eu nem gosto de salada mesmo.

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