2.8.07

Conversando (quase) tudo se resolve

De noite em casa.
Bem faceiro, esperando para ver Olmedo x Zamora pela Copa Sul-Americana.
Um clássico!
Priscila lê na cama.
Não está empolgada com o jogo.
De repente uma explosão na rua e as luzes que se apagam.
Imediatamente olho pela janela e percebo que só o meu prédio é que está no escuro.
Luiz Nei se antecipa e grita lá de dentro:
- Foi um rato!
- Que rato? Quero saber.
- Um rato deve ter entrado na caixa de luz na garagem. Quando ele encosta o focinho num lado e o rabo no outro, o gerador explode.

Nesse momento é que nos damos conta da importância da energia para as nossas vidas.
Pelo menos meu chuveiro não era elétrico.
Com velas acesas pela casa, fui tomar banho.
Levei o rádio para escutar o jogo do Inter.
Mas como ligar sem energia?
Depois do banho fui jantar.
Mas como esquentar a comida no microondas sem a energia?
Foi então que descobri que, sem luz, só nos restam três coisas para fazer.
Sexo, conversar ou dormir.
Por motivos alheios à minha vontade e pela falta de sono, conversamos.
Uma longa conversa.
Necessária e produtiva.
Um momento terapêutico de auto-conhecimento mútuo.
Nessas horas a gente se dá conta como falta diálogo nos relacionamentos.
Não só entre casais, mas entre as pessoas em geral.
Acho que o mundo seria bem melhor se as pessoas conversassem mais.
Buscassem o entendimento através do diálogo franco.
A vida seria muito mais fácil de ser vivida se pelo menos uma vez por semana faltasse luz.

Mas só depois de Olmedo x Zamora.

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