30.9.07

Sabadaço com Duda e Mártin

Juntamente com as crianças, deixo a Priscila no Chá de Fraldas de uma amiga.
No carro, na volta, pergunta a Duda:
- Pai. O que é Chá de Fralda?
- Quando uma pessoa tá esperando nenê, ela reúne um montão de amigas para tomar chá. Estas amigas levam presentes para quando o nenê nascer.
- Ah! É como os três reis magos fizeram com Jesus.
- Hum... Mais ou menos isso.
- Os três reis magos levaram vários presentes pra Jesus: ouro, incenso, roupas, sapatinhos, mamadeiras, bicos, fraldas...

Mais ou menos isso.

**********************

Priscila já de volta em casa.
Pergunta a Duda:
- Tia Pri. Como tava o Chá de Fralda?
- Tava bom, Duda. Tinha uma titia que tava com um barrigão deste tamanho esperando nenê.
- Que legal! Eu sei como que vêm os nenês.
- É mesmo? E como é?
- Quem traz são as gaivotas.

**********************

No carro.
Saindo do Carrefour.
Mártin e Duda discutindo atrás:
- Mártin, tu é o Chaves.
- E tu é a Chiquinha!
- E tu é o Kiko!
- E tu é a Bruxa do 71!
- E tu é o Seu Madruga!
- E tu é a Dona Florinda!
- E tu é o Nhonho!
(silêncio)
- Não, Duda! O Nhonho é o pai.
- Ah, é!

Priscila gargalhou no banco da frente.

28.9.07

Bom-Ar

Acredito que o Bom-Ar é uma grande invenção.
Bem melhor do que o tradicional palito de fósforo.
Isso sem falar na borrifada de perfume ou desodorante.
Hoje descobri o principal defeito do Bom-Ar.
Ele anuncia a cagada.
As vezes, a melhor coisa é dar aquela cagadinha amiga, sair de fininho do banheiro e fechar a porta.
Sempre torcendo para que ninguém entre nos 30 minutos subseqüentes.
Ou se entrar, torcer para que a pessoa sai com vida.
Com o Bom-Ar, isso se torna impossível.
O cheiro forte de flores do campo toma conta do corredor e entra na sala.
Quem não sabia que você cagou, imediatamente toma conhecimento do fato.
Constrangedor.

Talvez, o melhor seja deixar a natureza agir.

26.9.07

Chorar de rir

Não me dou muito bem com enterros.
Descobri isso faz pouco tempo.
A primeira pessoa morta que vi ao vivo dentro de um caixão foi a mãe do Erick. Meu amigo de infância.
Eu tinha 18 anos.
Reunido com os a turma do prédio, decidimos ir ao cemitério.
Mais por solidariedade com o Erick do que propriamente pela mãe dele, que eu nem conhecia.
Tudo corria bem.
Dentro dos conformes.
Me detive alguns minutos observando o corpo da véia.
Milhares de coisas passando pela minha cabeça.
A principal delas: imagina se ela se mexe?
Qual seria a reação das pessoas?
Foi aí que começou meu drama.
Fui acometido de um ataque de riso incontrolável.
Cheguei a simular um ataque de choro, mas consegui piorar a situação.
Com medo de que minha reação fosse vista como falta de respeito (e certamente foi vista assim) corri apressado pra fora da capela onde o corpo era velado e passei alguns minutos gargalhando.
Você pode achar que isso aconteceu porque eu não tinha nenhuma relação com o morto.
Mas a mesma coisa aconteceu no enterro da minha avó.
Acho até que já comentei alguma coisa aqui no blog.
Estava ela deitada dentro do caixão sem as pernas.
Haviam cortado as pernas por causa da diabete.
Coçando o queixo, perguntei em voz alta: “Já que tá sem as pernas, por que não compraram só a metade do caixão?”.
Meu questionamento repleto de cautela econômica causou um certo constrangimento.
E o ataque de risos voltou a acontecer.
Incontrolável.
Um amigo psicólogo me disse que o riso incontido foi a forma encontrada por mim para extravasar uma emoção que não estava habituado a vivenciar.
Faz sentido.
Sabendo disso, até já participei de outros enterros onde consegui fazer prevalecer meu autocontrole.
Mas foi difícil.
Mas não pensem mal de mim.
Não o faço por falta de educação.
Apenas estou extravasando minha emoção.
E se, por um acaso, você gargalhar no meu enterro, fique à vontade.
Extravase sua alegria.

25.9.07

Viajando na maionese

Café da manhã com queijos e pastas exóticas em um pequeno hotel de Jerusalém depois de visitar o Mar Morto.
Tarde de domingo no estádio Rei Pelé em Maceió, no Alagoas, para ver um jogo do CRB.
Viagem a uma cidadezinha no interior do Canadá com rua limpas e casas ao estilo alemão.
Participação na inauguração de um restaurante para 20 mil pessoas no estádio Serra Dourada construído pela diretoria do Goiás Esporte Clube, em Goiânia.

Estes foram meus últimos quatro sonhos das últimas quatro noites.
Preciso urgente viajar.

24.9.07

Elsa & Fred

Depois das melhores indicações, ontem, finalmente, fui com a Pri assistir Elsa & Fred no cinema do Nova Olaria.
Antes tarde do que nunca!

Alegria, alegria!

Sábado à tarde, em casa.
Tranqüilamente zapeio os canais da TV deitado na minha cama.
Subitamente me detenho no canal 11.
TV Cristal.
A TV Cristal por si só já é uma várzea.
Mas o programa que estava passando bate todos os recordes.
“Alegria, Alegria” com Daltro Cavalheiro.
O apresentador, que já foi “sucesso” na década de 90 na TV Guaíba, é a principal atração.
Ele comanda um programa de auditório montado em algum clube, com um cenário podre.
Os calouros são o que de pior existe.
Se pegarmos 20 e somarmos o número de dente na boca de cada um não soma uma dentadura completa.
Neste sábado, uma senhora, com seus 77 anos, tentava imitar a Alcione cantando “Meu Ébano”.
De chorar de rir.
Pra completar, ainda tem as dançarinas, estilo chacretes, com aquele sorriso falso quando a câmera dá um close.
Provavelmente selecionadas á dedo em alguma esquina da Farrapos ou da Voluntários.
Mas não pára por aí: o programa tem site.
Vale a pena conferir aqui.

Continuei minha procura e parei no canal 20.
Estava passando o “Polícia em Ação” com o Paulão, “repórter policial”.
No primeiro momento, ele metia o pau num traficante dentro de uma delegacia.
No bloco seguinte, acompanhou a perícia da BM na investigação de um assassinato de um bandido que, segundo ele, foi encher o saco do capeta.
Muito legal!
O cara ali no chão, com a cara enfiada no barro, cheio de furo de bala.
Uma festa pro pessoal da Vila Grécia, que não tenho nem idéia de onde fica (graças a Deus).
Crianças brincavam em volta enquanto a perícia fazia foto e contava o número de perfurações.
O Paulão entrevistando os policiais tentava convencer o PM a deixa-lo ficar com a bermuda do cadáver.
Mas melhor mesmo foi a matéria aí abaixo.
O Paulão na Tia Carmem.
Show de bola.


Depois dizem que não tem nada que presta na TV no sábado à tarde.

22.9.07

Estaciona direito, Diego

Estava feliz com meu trabalho no jornal.
A Priscila era minha colega de redação e estava escalada para ir comigo fazer a cobertura do show dos Rebeldes no ginásio Gigantinho.
Milhares de adolescentes aos berros chamando os nomes da Mia, Giovani, Lupita, chupita, pepita e sei lá mais quem.
Conseguimos lugar pra sentar em uma escada.
Pessimamente acomodados.
Chegamos seis horas antes e, em apenas duas horas de espera, já estávamos de saco cheio de esperar.
Quando o show começou, foi um alívio.
Não conseguíamos nem ver o palco, mas escutávamos bem as músicas.
Depois do sufoco, voltei à redação do jornal para ver a escala de trabalho.
Minha função era fazer uma matéria com o Maradona e o fato dele não respeitar as leis de trânsito.
Meu editor mandou eu ir ao supermercado fazer uma foto do Maradona estacionando o carro na vaga reservada para gestantes.
Tudo bem que ele está gordo, mas não precisa exagerar.
Cheguei ao supermercado, mas Maradona já tinha estacionado seu carro.
Não consegui fazer a foto.
Subi até a administração do super onde trabalhava o Maradona.
Na sala de espera, dezenas de fotógrafos e repórteres aguardando a entrevista coletiva do ídolo argentino.
Pensei em ir embora, mas na hora em que começava a me movimentar eis que Maradona sai da sala e começa a cumprimentar um por um dos jornalistas.
Sempre muito educado e solícito, saudou em espanhol todos que estavam ali.
Fiquei maravilhado!
Meu sonho sempre foi conhecer Maradona pessoalmente.
Educadamente, pedi para fazer uma foto com ele no que atendeu prontamente.
Pedi para que Haroldo, meu chefe, fizesse a foto com meu celular mas ele não sabia como mexer.
Eu mesmo peguei o celular e fiz a foto.
Ficou tremida.
Felizmente estava ali José Doval, nosso fotógrafo, que fez a foto.
Tamanha foi a atenção de Maradona que fiquei constrangido em perguntar por que ele não cumpre as leis do trânsito.
Fiquei feliz em conhecer um dos maiores jogadores do mundo.
Só pensava em chegar ao jornal e colocar a foto no blog.

Já tive sonhos bizarros, mas esse bateu todos os recordes.

21.9.07

Vai pra que?

Juçá e Luiz Nei de malas prontas para fazer feriadão.
Questiono Juçá:
- Vão pra onde?
- Bento Gonçalves.
- Hum. Com essa chuva?
- Pois é. A previsão é de chuva o tempo todo.
- Por que não vão pro hotel Samuara em Caxias?
- Pra que?
- Porque lá não precisa sair do hotel. Se chover pode ficar no próprio hotel. Tem várias opções de lazer.
- Não tem problema. Vou levar trabalho pra fazer. Enquanto eu trabalho, Luiz Nei dorme e vê televisão.

Êita desperdício de dinheiro

17.9.07

Tá que é um artista!


É o que diria minha avó ao ver a belezura do neto dela na TV.

Já que ela não está mais aqui pra me promover, eu mesmo o faço.

Se cuida Fausto Silva



Apresentando o Conversa Tricolor antes do Gre-Nal.

14.9.07

Vale a pena ver again

Site bem legalzinho.
Como era sua página antigamente.

http://web.archive.org/

Mártin e a TV

Na sala de espera do consultório do pediatra.
Mártin brincando com um quebra-cabeça do Homem Aranha.
- Pai. Sabia que eu te vi na TV?
- Mesmo, filho? Gostou?
- Não “gotei”.
- Por que?
- “Puquê” eu falei contigo e tu não me respondeu.
- Mas o pai não estava te vendo.
- Tava sim. Tu tava olhando “pá” mim.
- Eu tava olhando pra câmera.
- Eu não vi nenhuma câmera.

E isso que ele não teve a oportunidade de ver minha vó conversando com o Cid Moreira no Jornal Nacional.

12.9.07

Dur dur d'etre un bébé

Depois dele...



...a priminha da Romênia



Merci Ni.

11.9.07

Luiz Nei e as charadas

Estava no quarto, com a Priscila, quando alguém coloca por baixo da porta uma folha de papel.
Era a letra do Luiz Nei.
Dizia: “Coloque a pontuação para que a frase tenha sentido”.
Luiz Nei adora esse tipo de brincadeiras.
Logo abaixo, a frase: “Maria toma banho porque sua mãe disse me entregue a toalha”.
No canto da folha, a dica: “Use apenas um ponto e duas vírgulas”.
Mostrei pra Priscila e analisamos a frase por alguns instantes.
“Maria toma banho porque sua mãe disse me entregue a toalha”...
Hum.
Fui até ao quarto de casal onde Luiz Nei via TV.
- Isso é algum tipo de charada?
- É. Já decifrou?
- Ainda não.
- Se essa frase tão fácil tu não consegues, não vou nem te dizer as outras.
Depois de tanto insistir, Luiz Nei disse mais duas:
“Levar uma pedra de São Paulo a Porto Alegre uma andorinha só não faz verão”.
“Navio francês entrava no porto navio sueco”.
Na primeira frase, apenas um ponto resolve para deixá-la com sentido.
Na segunda frase, não precisa de ponto. Só a forma de ler já dá o sentido correto.

Será que vocês conseguem resolver?


  • Maria toma banho porque sua mãe disse me entregue a toalha.

  • Levar uma pedra de São Paulo a Porto Alegre uma andorinha só não faz verão.

  • Navio francês entrava no porto navio sueco.

6.9.07

Momento coruja: Mártin

É bonito esse meu filho.

Good vibrations

Cedo da manhã.
Recém acordados.
Priscila sentada no chão do quarto, mexendo no armário.
- Má. Cê precisa ler esse livro.
- Que livro?
- O Segredo. Ele nos mostra que o pensamento positivo é a base da vida. Com ele podemos conquistar tudo o que queremos. Podemos chegar aonde quisermos. Basta querer e pensar positivo.
- Sei.
- Podemos até emagrecer. Basta você escolher o peso e pensar positivamente. Quero ter 70 quilos, quero ter 70 quilos, quero ter 70 quilos...
- Hum...
- Mas não é só isso. Tem que fazer regime e exercício também.

Futebolera

Chego em casa por volta da uma da manhã.
Grêmio acaba de vencer o Vasco
Cansado depois de um dia de trabalho.
Juçá na sala corrigindo alguns textos.
Antes mesmo de dizer “boa noite” vai soltando:
- Mas que desgraçado esse Coelho. Tem que mandar matar.
Levei algum tempo pra raciocinar.
- Que?
- Esse Coelho. Como é que vai perder um pênalti aos 45 do segundo tempo?
Foi então que percebi que ela se referia ao lateral-direito do Atlético Mineiro que despediçou uma cobrança de penalidade máxima no jogo contrao São Paulo.
- E daí, Juçá?
- E daí que perdeu a chance de segurar o São Paulo na tabela de classificação.
- Hum...

Se cuida Casagrande.

4.9.07

Poltrona 36

Com Haroldo Santos no Trovão Azul, famoso ônibus do Grêmio.
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