16.11.07

Um babaca na Bienal do Mercosul

Passam os anos e eu não aprendo.
Ontem fui novamente à Bienal do Mercosul.
E a cada visita tenho mais certeza que meu conceito de arte nada tem a ver com aquilo lá.
Não consigo enxergar arte em um monte de fio de lã pendurado no teto.
Ou num monte de caixotes enrolados em sacos pretos um em cima dos outros.
Ou em um projetor refletindo na parede branca a imagem de uma pessoa com uma sacola na cabeça com meio corpo dentro de um rio.
Ou uma minúscula caixa de som no canto de uma sala reverberando o som de uma maraca.
Mas tem gente que gosta.
Acha a coisa mais maravilhosa do mundo.
Minha sensação é a de estar sendo passado pra trás.
Que escondidos dentro de uma sala, os autores destas idiotices estão rolando de rir do trouxa que gastou seu tempo indo até o cais do porto e ainda faz cara de intelectual tentando interpretar o interpretável.
Comigo não cola.
Precisa ter o terceiro olho muito evoluído para conseguir tirar algum proveito disso.
E eu continuo insistindo.
Ainda que, a cada ano que passe, meu terceiro olho fique cada vez mais míope.

Quem sabe se ano que vem eu usar o quarto olho?
Aquele mesmo olho que a cada dia cria lindas obras de arte.
Lá no banheiro de casa.


Arte mesmo é a beleza da Priscila junto ao pôr do sol do Guaíba.

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