26.12.07

Natal em NY

Olá pessoal!
Estou de volta.
Sempre tive o sonho de passar o Natal em New York.
Muito frio!
Muita neve!
A cidade toda iluminada.
Uma atmosfera inesquecível.
Manhattan fica linda nesta época e nada melhor do que esquiar sob a gigantesca árvore de natal do Rockefeller Center.
Isso sem falar nas compras na Times Square.
Uma maravilha!
Um natal inesquecível!

Mas enquanto eu não realizo o sonho de passar o natal em New York, vou ficando aqui mesmo no calorão de Porto Alegre.

21.12.07

Tribuna Tricolor




Neste sábado.
Na Ulbra TV (canal 21 da NET ou 48 UHF).
Tribuna Tricolor, o programa do Grêmio.
Pela primeira vez, apresentado por este que vos escreve.
Vale a pena pra dar umas risadas.

Mártin: quiz de natal

- Mártin: tu sabes onde vive o Papai-Noel?
- Claro! No shopping Iguatemi, ué?

- Mártin: tu sabes como o Papai-Noel faz para deixar os presentes na árvore?
- Sei, pai. Ele vem pela churrascaria.
- Churrascaria?
- Sim. Ali naquele lugar onde tu faz o churrasco.

Feliz natal pra todo mundo!
Mais posts no decorrer do período.

20.12.07

Brinde de Natal




Como havia antecipado, hoje foi o dia de pegarmos nossos brindes de Natal.
Incrivelmente, não fui contemplado com o molho de tomate do Grêmio.
Ganhei uma calça de abrigo bem supimpa.
Só fui obrigado a ouvir 354 vezes a frase:
"Quero ver tu entrar nessa calça".

Quanta inveja.

Luiz Nei - Gentleman

Ontem saí para dar uma caminhada no fim do dia e fui parar no apartamento de Juçá e Luiz Nei.
Luiz Nei não estava.
Juçá é quem abre a porta toda faceira.
- Que alegria é essa? Questiono.
- Dá uma olhada no que fez Luiz Nei. Diz ela apontando pra parede da sala.
Colado com esparadrapo, um pequeno pedaço de papel escrito com caneta vermelha “Eu te amo!”.
Seguindo pelo corredor, outros vários pedaços de papel colados na parede com “Eu te amo!” formando um caminho.
Segui os bilhetinhos pra ver até onde iam.
“Eu te amo!” na porta da cozinha.
“Eu te amo!” no quadro.
“Eu te amo!” no final do corredor.
“Eu te amo!” no espelho.
“Eu te amo!” até chegar no último quarto do apartamento.
Lá dentro, colado na porta do armário, o último bilhetinho:
“Pra Caralho!!”.

Cosa linda!

Olvidei

Cheguei no trabalho pela manhã e fui direto ao caixa eletrônico ao lado da minha sala para colocar créditos no meu celular.
Realizei todo o processo na tela até o ponto onde solicita que o usuário coloque o número do telefone.
E daí?
Quem disse que eu lembrei o número?
E fiquei ali parado com cara de cu com câimbra.
Pensei...pensei...e não lembrei.
O número do meu próprio celular.
Coisa muito triste.
Tive que ir pra sala e olhar o número do meu telefone na agenda.
E olha que já tenho este mesmo número há mais de dois anos.

Deve ser o tal estresse de fim de ano.

19.12.07

É fato

Priscila no banheiro, se olhando no espelho, depois de pentear o cabelo:
- Má! Vem aqui.
- Que foi.
- Olha pra mim.
- Tô olhando.
- Mas olha bem.
- Tô olhando. O que foi?
- Vai dizer que não é a mulher mais linda que você já viu?

Quem sou eu pra contrariar.

17.12.07

Recanto dos Borghetti

Sempre procuro fazer do limão uma limonada.
Quando fui escalado para sábado ir ao centro de Treinamento do Grêmio em Eldorado do Sul para cobrir um evento das escolinhas de futebol, lembrei que ali perto, na Barra do Ribeiro, ficava o recanto dos Borghetti.
Uma fazenda onde a família do gaiteiro recebia amigos e admiradores.
Tem um restaurante de comida campeira e uma pequena pousada para quem quer passar a noite.
Na beira do Guaíba, o visitante pode tomar banho de piscina, passear a cavalo, ou simplesmente deitar em uma rede embaixo das árvores ao som dos pássaros e da música nativista.
Tinha ido lá uma vez. Fazia tempo.
Queria que a Priscila conhecesse.
Demorei pra encontrar, mas acabei chegando.
Estradinha de chão batido, no meio do nada.
Mas vale a pena sujar o carro.
Chegamos na hora do almoço.
Vários carros e até um ônibus de excursão.
Fomos recebidos pelos patriarcas da família.
Comida excelente, um chopinho.
Nota 10.
Na hora de pagar, descobrimos que o local havia sido reservado para o evento de uma empresa e que o restaurante só é aberto ao público aos domingos.
Que coisa.
Agora entendi porque um senhor chegou pra mim e perguntou: “em qual setor vocês trabalham?”.

Fora isso, vale a pena conhecer o Recanto dos Borghetti.

Os Deuses do Futebol

Quando Ronaldinho ajeitou a bola com carinho, me ajoelhei na frente da TV.
De olhos fechados e mãos juntas, rezei.
Rezei como nunca havia feito na vida.
Lembrei que ele ficava horas cobrando faltas depois dos treinamentos.
De 40 que chutava, acertava pelo menos 35.
Pedi a Deus para que acertasse aquela.
Pelo menos aquela.
O relógio apontava 42 minutos do segundo tempo.
Era a última chance.
Um lance que poderia mudar a minha vida para sempre.
Era só fazer aquele gol.
Olhos fixos na bola.
Suor escorrendo-lhe pelo rosto.
Feição tensa.
Observou a posição do goleiro.
Entrada da área.
Era só mandar por cima da barreira.
Lembrei da forma em que deixou o Grêmio para atuar no PSG.
Lembrei de sua tristeza em ser odiado pela grande maioria da torcida do time do seu coração.
Aquela era a melhor chance para se redimir.
Para volta a ser um herói tricolor.
Deus havia reservado exatamente aquele momento para mudar a história.
Não poderia ser coincidência.
Bastava fazer o gol.
O juiz apitou.
Ronaldinho hesitou.
Olhou para o árbitro, olhou pra bola e correu.
O chute saiu colocado, por cima da barreira, como tem que ser.
O goleiro nada poderia fazer.
Parado, ficou olhando a bola passar.
E ela passou.
Pra fora.
Raspando o poste direito.
Se perdeu pela linha de fundo.
E com ela todos os meus sonhos, as minhas esperanças.
Estava tudo acabado.
Ainda de joelhos, atônito, xinguei Deus.
Xinguei com vontade.
Com dor no coração.
Não podia ter me abandonado, Corno.
E o juiz apitou o final de jogo.
No distante Japão, o Inter era Campeão do Mundo.
Algo inimaginável que não fazia parte nem dos meus mais horrendos pesadelos.
Onde estavam a essa hora os Deuses do Futebol?
Aqueles Deuses que sempre vestiram azul, a cor do céu?
E que sempre foram tão bacanas comigo.
Onde estavam há um ano atrás?

Ou eles não existem, ou esgotaram a cota na Batalha dos Aflitos

13.12.07

Prepara a macarronada

Semana que vem, o Grêmio distribui os tradicionais presentes de final de ano para os funcionários.
Não é sorteio.
Todos os funcionários ganham alguma coisa.
Cada um dos quase 300 funcionários retira um pedaço de papel do fundo do saco.
O papel traz o presente que a pessoa deverá receber.
São celulares, abrigos de inverno, camisetas de passeio, tênis, uniformes oficiais, bolas, mochilas, camisas da Puma etc, etc.
Presentes excelentes!
Estaria tranqüilo e feliz não fosse por um detalhe.
Um dos presentes é um pote de molho de tomate do Grêmio.

Adivinhem o que eu vou ganhar?

Luiz Nei - Tenor

Dentre todas as facetas de Luiz Nei, uma delas é atuar como tenor.
Pelo menos ele acha que é, e não sou eu que vou dizer o contrário.
Pois desde que mandou o maestro Isaac Karatchevsky tomar no cu durante um ensaio da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Luiz Nei não fazia suas incursões pela música clássica.
Desde o mês passado, vem participando constantemente do coral do Sesc de Porto Alegre e ontem culminou com a apresentação de natal na igreja São José, no centro.
A promessa de Juçá que depois iríamos sair para comer pastel foi a motivação necessária para que eu deixasse o conforto do lar e fosse assistir a apresentação junto com Priscila.
É evidente que preciso de motivação extra.
Convenhamos que apresentação de coral e orquestra em época de natal é extremamente pé no saco.
Ainda mais para pessoas jovens como eu que curtem um rock furioso.
Além disso, não é todo dia que Juçá nos convida para comer pastel.
Pois não me arrependi.
Estava maravilhoso.
Um ambiente excelente.
Tanta gente que quase não conseguimos lugar pra sentar.
Mas o melhor de tudo estava o de chocolote com morango que comi de sobremesa.

Ah!
A apresentação?
Um pé no saco.
Fiquei até o final.
Mas Luiz Nei não mandou o maestro tomar no cu.

12.12.07

No meio do caminho tinha um...



Impressionante!

Sexo dos anjos

Mártin e Duda mexendo nos inúmeros bonecos de papai-noel que enfeitam nossa casa.
Mártin pega um nas mãos e comenta:
- Duda, Duda, olha esse papai-noel aqui!
- Não, Mártin. Esse é uma mulher.
- Ah é. É uma papai-noela.

11.12.07

Às compras

Segunda-feira, dia cansativo.
Muito calor.
Clima abafado.
Horas de trabalho.
No fim da tarde, busco Priscila na agência e vamos direto ao shopping fazer compras.
Primeira parada: loja Riachuelo no Bourbon Country.
Duas horas na fila para Priscila atualizar o cadastro do cartão.
Briga com o atendente.
Passeio básico por cada setor da loja.
Mexe nas araras.
Pega uma por uma das roupas.
Coloca na frente do corpo pra ver como ficou.
Se olha no espelho.
Vira de um lado, vira do outro.
Devolve a roupa.
Pega bermuda.
Olha o tamanho de cada uma delas.
Gostou.
Me dá pra segurar.
Já são 134 peças que estou segurando.
Esta é a 135ª
Pareço aqueles vendedores de canga na praia.
Vai experimentar.
Mais duas horas.
Veste peça por peça.
Desfila.
Linda!
Não gostou de nada.
Vamos para a Renner no Iguatemi.
Só atravessar a rua.
Sobe escada rolante, desce escada rolante.
Olha as bolsas.
Penduricalhos para o pescoço.
Experimenta. Experimenta.
Óculos de sol.
Sapatos.
Perfumes?
Também tem.
Márcio “Cabide Humano” já tem 278 peças e se locomove com dificuldade.
Loja quase fechando.
Luzes se apagando.
Vai experimentar.
Mais duas horas.
Já é madrugada.
Minha barriga ronca.
Desta vez gostou de duas blusinhas.
Vamos para a fila do caixa.
20 minutos de espera.
Ela olha para as roupas.
Olha pra mim.
Olha para as roupas.
Olha o relógio.
E...
- Vamos embora, não vou levar nada.
- Q...q...q...que?
- Não podemos gastar agora e não estou precisando de nada. Além disso, quando eu disser que quero ir ao shopping fazer compras você tem que dizer que NÃO. Entendeu?

Ah tá.
Amo essa mulher.
Sempre tão centrada.

Campeão do Mundo



Pode não ter sido reconhecido pela Fifa.
Pode não ter tido a participação de times da África, Oceania ou Ásia.
Pode não ter sido contra o Barcelona.
Mas o Grêmio é o primeiro Campeão do Mundo do Rio Grande do Sul.
Hoje.
Há 24 anos.

Eu vivi essa alegria.

10.12.07

Concertos Comunitários

Não faz muito tempo, escrevi aqui sobre a insistência em participar de eventos gratuitos na cidade e ter que enfrentar todas as dificuldades que isso acarreta.
Pois tentando diminuir um pouco seu déficit de cultura, Priscila decidiu que iríamos assistir o Concerto Comunitário Zaffari com a Fafá de Belém.
De grátis, no Parcão.
Já imaginando o que viria pela frente, apenas suspirei.
Pois assim são os homens de valor.
Apenas suspiram e atendem aos desejos da mulher amada.
Por mais sacal que eles sejam.
Na casa de Luiz Nei e Juçá, faço tempo até o horário de sair para o show.
Lá pelas 18h30, começo a levantar acampamento.
Me despeço de Luiz Nei que, surpreso, fala:
- Tá maluco? Pra que sair essa hora? O show tá marcado para as 20h, mas não vai começar antes das 21h. Eles não vão começar o show com sol.
Olhei para Priscila.
Ela deu de ombros.
- Se quiserem ir, podem ir. Mas vocês serão os únicos e ainda vão ajudar na montagem do palco. Completou o Luiz Nei.
Atendendo a voz da experiência, esperamos até às 19h15 para sairmos.
Já na chegada no Parcão, a dificuldade para estacionar.
Deixamos o carro lá perto da Ipiranga com a Silva Só e fomos caminhando.
Chegando no Parcão, a dificuldade para encontrar o lugar do show.
Percorremos todo o Parcão e nada.
Depois descobrimos que seria naquele campo de futebol que fica do outro lado da Goethe, cruzando pela passarela.
Aliás, o palco já estava montado. Não precisamos ajudar.
Chegando lá, deparamos com aproximadamente 180 mil pessoas.
Foi aí que lembrei que o show era de graça.
E de graça, até injeção na testa.
Aposto que 70% das pessoas não tinham nem idéia do que ia acontecer ali.
Estavam de passagem, viram um palco e algumas cadeiras e decidiram sentar.
Só pelo fato de ser de graça.
Umas meninas distribuíam copinhos de água.
De grátis!
Imaginem a fila.
As pessoas não tinham sede.
Apenas pegavam os copinhos porque eram de presente.
Isso sem falar no banheiro químico colocado no local.
Uma fila de 500 metros.
Só para usar o banheiro químico.
Poder chegar em casa e dizer: “hoje usei aquele tal de banheiro químico! Coisa mais linda!”
Se tivessem distribuindo supositórios, as pessoas trocariam soco para garantir pelo menos uma cartela.
E enfiariam no cu ali mesmo.
Conseguimos um lugarzinho apertado, no meio do povo, lá atrás e de pé.
A nossa frente, um mar de gente.
Todas sentadas em cadeiras.
Não me agradava a idéia de ficar duas horas de pé pra ver a orquestra da PUC e a Fafá de Belém.
Apenas suspirei.
Pois assim são os homens...ah, deixa pra lá.
A idéia também não agradava Priscila que passou pelo menos 15 minutos xingando Luiz Nei repetindo que deveríamos ter saído mais cedo de casa.
Iniciado o concerto, procurei direcionar minha atenção para outras coisas mais divertidas para não pegar no sono.
No final de cada música, exatamente no meio da multidão sentada, uma gordinha levantava sozinha e aplaudia com entusiasmo.
No final da primeira música ela levantou.
Enquanto aplaudia, olhava para os lados para ver se alguém também havia se levantado para aplaudir.
Ninguém.
Alertei a Priscila para prestar atenção.
Uma, duas, três, quatro vezes.
A gordinha levantava sozinha.
Segurei meu ímpeto de me esgueirar até lá e dar uma biaba naquela orelha.
Na 34ª vez, a gordinha desistiu.
Não ficou de pé para aplaudir.
Apenas levantou os braços e passou a aplaudir em cima da cabeça.
Pobrezinha.
Nisso, notei que do outro lado da Priscila estava de pé a mulher mais feia de Porto Alegre.
Daquelas que só podemos ver pagando ingresso.
A tia sósia do Galeão Cumbica (caaaalllllma cocada!).
Pois ela foi alvo do meu divertimento pelo menos até a entrada da Fafá de Belém.
Quando a Fafá entrou, toda de vermelho, vermelhou no curral!
Tentei acompanhar todas as músicas fazendo com que minha voz chegasse aos ouvidos dela, mas meu ímpeto artístico era abruptamente cortado por beliscões.
Apenas suspirei.
Pois assim...
Agüentei até o final.
Árduas duas horas de espetáculo.
Pés doendo, dor nas costas.
Mais uma longa caminhada até o carro.
Quando finalmente cheguei ao veículo, abri a porta e sentei.
Priscila ao meu lado murmurou:
- Tô com fome.

Apenas suspirei...

Aberta a temporada de piscina



Que meda!

Police para quem precisa

Ou eu estou muito velho...
Ou, definitivamente, The Police é um pé no saco.

Ou as duas coisas.

7.12.07

Minha futura Ferrari



Quem disse que eu não posso ter uma Ferrari amarela como a de baixo?
Já estou negociando esta da foto.

6.12.07

Ferrari Uno



Pátio do estacionamento do Olímpico hoje à tarde.
Carro do Alexandre Grendene ao lado do meu.

O meu é o preto.

A dor de uma traição

Ele era um cara rústico.
Para não dizer “tosco”.
Praticamente um caipira.
Características do pessoal da cidadezinha do interior onde vivia.
Um dia conheceu uma linda mulher por quem se apaixonou.
Ela era da capital.
Bonita, bem sucedida, com a vida encaminhada.
Ainda assim, ela se encantou pelo caipira.
Tanto foi que acabou tomando a iniciativa.
Meio tímido, o caipira se deixou envolver.
Não demorou, já estava morando com sua amada na capital.
Aprendeu a se portar com fidalguia.
Mudou seu surrado guarda-roupa.
Passou a se vestir com elegância.
Passou a freqüentar festas da Sociedade.
Tudo graças a ela.
Sempre bela e paciente.
Dedicava boa parte de seu tempo com aulas de etiqueta para aperfeiçoar seu companheiro.
Viviam uma linda história de amor.
Pareciam nascidos um para o outro.
Certo dia, um boato na cidade dava conta que o ex-caipira estava tendo um caso com outra mulher.
E não era uma mulher qualquer.
Estava tendo um caso com uma mulher rica e famosa, que vivia no centro do país.
Admirada e respeitada por todos.
Procurado pelos amigos, ele não desmentiu.
Pelo contrário, os boatos do relacionamento extraconjugal inflaram seu ego.
Sua esposa preferiu não dar muita importância ao que os outros diziam.
Suas amigas tentavam alertar.
Mas ela confiava em si e no amor que acreditava existir.
Num belo dia, seu marido chegou em casa e abriu o jogo.
Disse que não a amava mais.
Confirmou o relacionamento com a mulher famosa do centro do país e disse que ia embora.
Queria ser famoso também, viver sob os holofotes.
Ela nada podia fazer.
Tinha que aceitar.
Ligava a televisão e ele estava lá.
Ao lado de sua nova mulher.
Com o mesmo sorriso, falando as mesmas palavras que a tinham conquistado.
Era dolorido, mas ela iria suportar.
Já havia suportado outras vezes.
As feridas cicatrizam.
Pois assim é a vida.
Pois assim é o futebol.

Vai, Mano Menezes.
Seja feliz no Corinthians.

Revelações do Sitemeter

O Sitemeter é um artifício que coloquei no meu blog e que me dá, diariamente, uma estatística do número de visitantes, o tempo que eles permanecem no blog, as páginas que eles visitam, e mais um monte de outras informações interessantes.
As principais delas, na minha opinião, o local de onde vêm e a forma como chegaram ao blog.
Pela cidade divulgada, consigo saber mais ou menos qual é a pessoa que veio visitar a página.
Volta e meia, aparece um cidade desconhecida.
Tanto no Brasil quanto no exterior.
Quando isso acontece, normalmente são pessoas que chegaram pelo Google.
Colocaram alguma palavra de pesquisa e apareceu meu blog como opção.
E o Sitemeter, além de informar que ela chegou ali pelo Google, ainda mostra qual a palavra que ela estava procurando.
Hoje me deparei com uma visita de Vila Nova de Gaia, de Portugal.
Curioso, fui ver como chegou no blog.
Pelo Google, como imaginei.
E o que a pessoa escreveu no Google pra me achar?
“Tenho uma fissura no ânus”.

É minha sina, não tem jeito.

É verdade.

Sarandi é aqui

Passavam alguns minutos da meia-noite.
Já na cama, naquele período pré-sono, me preparava para dormir.
De repente, a tranqüilidade é quebrada por um grito de “gooooll” vindo de algum lugar da vizinhança e que rompeu o silêncio da noite.
Mas não era um “gooooll” qualquer.
Era um “gooooll” engasgado na garganta.
Um “gooooll” de desafogo ainda seguido por algumas palavras não distinguíveis.
Surpreso, me virei para a Priscila:
- Ué? Que jogo tem hoje?
- Que eu saiba, nenhum. Tava até dando filme na TV. – Respondeu meio sonolenta.
Imediatamente coloquei meu cérebro futebolístico para funcionar.
Que gol era esse?
Me lembrei!
A final da Copa Sul-Americana!
Como eu poderia ter esquecido?
Levantei voando da cama e fui pra sala ligar a TV.
A tela mostrava o replay do gol do Arsenal de Sarandi.
Isso mesmo.
Arsenal de Sarandi.
O Arsenal não é o da Inglaterra...
E muito menos o Sarandi é o bairro de Porto Alegre.
É um time da Argentina que jogava contra o América do México e marcou o gol do título aos 40 do segundo tempo.
Sentado no sofá para assistir os minutos finais, tentei imaginar que diabos faz um torcedor do Arsenal de Sarandi morando aqui no bairro Petrópolis?
Coisa bizarra.
Quando o juiz apitou o fim do jogo, diminuí o volume da televisão para tentar escutar a reação do "hermano".
Desta vez, nenhum berro.

Provavelmente já deveria ter saído de casa para comemorar o título junto com os outros milhares de torcedores do Arsenal aqui de Porto Alegre.
Lá no bairro Sarandi

5.12.07

Praha


Navegando pela internet encontrei uma matéria sobre a cidade de Praga, na República Tcheca.
O nome da matéria diz tudo: “Praga: a cidade da moda”, destacando que o local é um dos mais visitados da Europa.
Me deu saudade.
Na época em que fui para Praga junto com meu irmão, no início da década de noventa do século passado, ainda não era a cidade da moda.
Muito pelo contrário, recém separada da República Eslovaca, a República Tcheca era uma incógnita para os turistas.
Com a abertura do Leste Europeu anos antes, o país ainda vivia aquela fase de adaptação ao estilo de vida capitalista.
A curiosidade me fez colocar Praga no roteiro, assim como Bratislava, na Eslováquia, e Budapeste, na Hungria.
E que boa decisão.
Ainda que eu tenha conhecido Roma, Madrid, Londres, Paris e Lisboa, capitais badaladas, Praga é a mais bonita de todas.
Um clima bucólico.
Um ar blasé (sabia que um dia ia usar essa expressão).
A cidade é tão fascinante que não tive tempo de conhecer nenhum estádio de futebol nos quatro dias que permaneci por lá.
E isso é impressionante!
Recomendo Praga a qualquer pessoa que esteja de malas prontas para a Europa.
Certamente irão me agradecer depois pela sugestão.
Ainda que a cidade já deva ter se adaptado ao estilo de vida capitalista, espero poder voltar um dia.
Com a Pri...para tomar um banho tcheco.

A propósito: já contei a minha saga para comprar remédio de nariz de madrugada em Praga?
Um dia eu conto.

Jazz



Gostaria de poder espancar estas três pessoas com um pedaço de pau.
E quem fez a propaganda também.
Aliás, a mesma agência que fez a da Zeca-Feira

3.12.07

De bêbado (a) não tem dono

Exagerou na Cuba Libre?
Cuida que o Cu-tá Libre.

(pausa para as gargalhadas)

Há males que vêm...

Comparo a queda à segunda divisão com o exame de próstata.
Um momento difícil.
Quase degradante.
Sabemos que iremos passar por ele algum dia, mas fazemos o máximo para que esse dia não chegue nunca.
Mas não tem jeito.
Depois que acontece, percebemos que não é tão ruim assim.
E de quatro, com a bunda arregaçada para o doutor, tentamos tirar algum proveito.
“É para o nosso próprio bem.”
É o pensamento de consolo.
E não deixa de ser verdade.
Apesar da dor e da humilhação do momento, acabamos crescendo.
Ficamos mais maduros e fortalecidos.
Renovamos a energia, levantamos a cabeça, sacudimos a poeira, e vamos à luta.
Já passei por isso duas vezes.
Pelo rebaixamento do meu time.
Quanto ao exame?
Ainda não fiz...
Mas vou fazer.
Se for pro meu próprio bem.
Só espero que não se torne uma rotina.

E que o dedo do médico não seja muito grosso.

Hoje é segunda



Tenho consciência que participei de um momento histórico do futebol brasileiro.
Grêmio 1 x 1 Corinthians.
Paulistas na segunda divisão.
Nenhum sentimento de compaixão.

A palmeirense comigo na foto é que ficou feliz da vida!
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