6.12.07

A dor de uma traição

Ele era um cara rústico.
Para não dizer “tosco”.
Praticamente um caipira.
Características do pessoal da cidadezinha do interior onde vivia.
Um dia conheceu uma linda mulher por quem se apaixonou.
Ela era da capital.
Bonita, bem sucedida, com a vida encaminhada.
Ainda assim, ela se encantou pelo caipira.
Tanto foi que acabou tomando a iniciativa.
Meio tímido, o caipira se deixou envolver.
Não demorou, já estava morando com sua amada na capital.
Aprendeu a se portar com fidalguia.
Mudou seu surrado guarda-roupa.
Passou a se vestir com elegância.
Passou a freqüentar festas da Sociedade.
Tudo graças a ela.
Sempre bela e paciente.
Dedicava boa parte de seu tempo com aulas de etiqueta para aperfeiçoar seu companheiro.
Viviam uma linda história de amor.
Pareciam nascidos um para o outro.
Certo dia, um boato na cidade dava conta que o ex-caipira estava tendo um caso com outra mulher.
E não era uma mulher qualquer.
Estava tendo um caso com uma mulher rica e famosa, que vivia no centro do país.
Admirada e respeitada por todos.
Procurado pelos amigos, ele não desmentiu.
Pelo contrário, os boatos do relacionamento extraconjugal inflaram seu ego.
Sua esposa preferiu não dar muita importância ao que os outros diziam.
Suas amigas tentavam alertar.
Mas ela confiava em si e no amor que acreditava existir.
Num belo dia, seu marido chegou em casa e abriu o jogo.
Disse que não a amava mais.
Confirmou o relacionamento com a mulher famosa do centro do país e disse que ia embora.
Queria ser famoso também, viver sob os holofotes.
Ela nada podia fazer.
Tinha que aceitar.
Ligava a televisão e ele estava lá.
Ao lado de sua nova mulher.
Com o mesmo sorriso, falando as mesmas palavras que a tinham conquistado.
Era dolorido, mas ela iria suportar.
Já havia suportado outras vezes.
As feridas cicatrizam.
Pois assim é a vida.
Pois assim é o futebol.

Vai, Mano Menezes.
Seja feliz no Corinthians.

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