11.12.07

Às compras

Segunda-feira, dia cansativo.
Muito calor.
Clima abafado.
Horas de trabalho.
No fim da tarde, busco Priscila na agência e vamos direto ao shopping fazer compras.
Primeira parada: loja Riachuelo no Bourbon Country.
Duas horas na fila para Priscila atualizar o cadastro do cartão.
Briga com o atendente.
Passeio básico por cada setor da loja.
Mexe nas araras.
Pega uma por uma das roupas.
Coloca na frente do corpo pra ver como ficou.
Se olha no espelho.
Vira de um lado, vira do outro.
Devolve a roupa.
Pega bermuda.
Olha o tamanho de cada uma delas.
Gostou.
Me dá pra segurar.
Já são 134 peças que estou segurando.
Esta é a 135ª
Pareço aqueles vendedores de canga na praia.
Vai experimentar.
Mais duas horas.
Veste peça por peça.
Desfila.
Linda!
Não gostou de nada.
Vamos para a Renner no Iguatemi.
Só atravessar a rua.
Sobe escada rolante, desce escada rolante.
Olha as bolsas.
Penduricalhos para o pescoço.
Experimenta. Experimenta.
Óculos de sol.
Sapatos.
Perfumes?
Também tem.
Márcio “Cabide Humano” já tem 278 peças e se locomove com dificuldade.
Loja quase fechando.
Luzes se apagando.
Vai experimentar.
Mais duas horas.
Já é madrugada.
Minha barriga ronca.
Desta vez gostou de duas blusinhas.
Vamos para a fila do caixa.
20 minutos de espera.
Ela olha para as roupas.
Olha pra mim.
Olha para as roupas.
Olha o relógio.
E...
- Vamos embora, não vou levar nada.
- Q...q...q...que?
- Não podemos gastar agora e não estou precisando de nada. Além disso, quando eu disser que quero ir ao shopping fazer compras você tem que dizer que NÃO. Entendeu?

Ah tá.
Amo essa mulher.
Sempre tão centrada.

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