O melhor vídeo do Youtube.
Se alguém souber de algo parecido, favor colocar nos comentários.
31.8.07
Cadê minha funda?
O condomínio onde eu moro tem dois prédios.
Cada prédio tem 15 andares (sem contar o térreo).
Cada andar tem dois apartamentos com três quartos, uma sala, uma cozinha e uma área de serviço (sem contar os banheiros).
Portanto, são seis janelas por apartamento (sem contar as janelas dos banheiros).
No total, são 12 janelas por andar.
Na soma, são 170 janelas.
340 janelas contando os dois blocos.
Muita janela.
Com tanta opção, por que será que um passarinho escolhe justamente a do meu quarto para piar às 6h30 da manhã durante uma semana?
Será que ele não sabe que a Pri tá com TPM?
Cada prédio tem 15 andares (sem contar o térreo).
Cada andar tem dois apartamentos com três quartos, uma sala, uma cozinha e uma área de serviço (sem contar os banheiros).
Portanto, são seis janelas por apartamento (sem contar as janelas dos banheiros).
No total, são 12 janelas por andar.
Na soma, são 170 janelas.
340 janelas contando os dois blocos.
Muita janela.
Com tanta opção, por que será que um passarinho escolhe justamente a do meu quarto para piar às 6h30 da manhã durante uma semana?
Será que ele não sabe que a Pri tá com TPM?
Sabedoria de estúdio
O nome da criança é Will.
Cinegrafista da PGM.
Tem 1,80m de altura e pesa 200 Kg:
- Márcio: o que eu vou te dizer agora é pra tu guardar para o resto da tua vida: não existe nada melhor no mundo do que cagar fumando e fuder beijando.
Vou guardar, Will.
Vou guardar.
Cinegrafista da PGM.
Tem 1,80m de altura e pesa 200 Kg:
- Márcio: o que eu vou te dizer agora é pra tu guardar para o resto da tua vida: não existe nada melhor no mundo do que cagar fumando e fuder beijando.
Vou guardar, Will.
Vou guardar.
30.8.07
O Armário dos Prazeres Proibidos
Quando somos pequenos, nosso imaginário cria um mundo de aventura para tornarmos nosso dia-a-dia mais fácil de ser vivido.
Somos guerreiros medievais tendo que enfrentar dezenas de desafios, como a Bruxa da Floresta Negra, o Ogro do Pântano de Gosma ou o Dragão da Caverna do Apocalipse, para chegarmos ao Cálice Sagrado.
Quando eu era pequeno, todas minhas atenções estavam voltadas para um lugar mágico, porém inóspito.
Um lugar onde o nenhum ser humano jamais chegou e onde a recompensa de quem conseguisse era muito melhor do que um simples Cálice Sagrado.
Estou falando da Segunda Gaveta do Quarto da Minha Irmã.
Era lá, neste mundo obscuro e cor de rosa, onde a Bruxa da Floresta Negra guardava, a sete chaves, as deliciosas guloseimas do prazer supremo.
Chocolates que a vovó trazia todas as quintas-feiras.
Caramelos coloridos dos mais diversos sabores.
Ovos de páscoa inteiros que resistiam aos anos trancafiados dentro daquele lugar amaldiçoado.
Meu principal objetivo era salva-los.
Deitando na minha cama, no quarto ao lado, podia ouvir os murmúrios e as lamentações vindos de dentro da Segunda Gaveta.
Sabiam eles, que no lado de fora, havia alguém que saberia dar-lhes o real valor.
Alguém que reconhece a importância de um ovo de páscoa, ou de uma barra de chocolate.
Mas nada podia eu fazer a não ser mergulhar a cara sob o travesseiro e bolar mais um plano mirabolante de resgate.
Aliás, foram milhares de planos colocados em práticas durante anos.
A maioria, sem sucesso.
Como se fosse um desenho do coiote tentando pegar o papa-léguas.
Mas um guerreiro medieval nunca desiste.
Com sua espada em punho, permanecia à espreita, sempre esperando o momento em que a Bruxa da Floresta Negra subiria em sua vassoura para ir ao colégio e que o Dragão da Caverna do Apocalipse sairia para o supermercado.
Neste momento, era hora de atacar.
Mas com cuidado, pois a Bruxa jamais saia de sua floresta sem deixar engatilhadas dezenas de armadilhas das mais terríveis.
A pior delas, o Famigerado Trinco Fechado pela Chave do Suplício.
Aí não tinha jeito.
Anos e anos se passaram e, aos poucos, o guerreiro medieval acabou vencido pelo desgaste do tempo.
Seu foco mudou.
E ao invés de tentar resgatar míseros chocolates, caramelos e ovos de páscoa que só murmuram e se lamentam, tratou de salvar lindas princesas indefesas presas na torre do castelo.
Só depois ele foi descobrir que elas também só murmuram e se lamentam.
Mas essa é outra história.
Hoje em dia, o guerreiro trava outras batalhas.
Casou-se com a mais bela de todas as princesas.
E mora de favor no castelo do rei.
Mas, apesar dos anos terem se passado, ele jamais esqueceu do sofrimento de seu povo trancafiado na Segunda Gaveta.
Sempre que a saudade bate, ele sabe onde encontra-los.
No Closet das Perdições, na Lata das Balinhas Multicores ou no Armários dos Prazeres Proibidos.
Todos estão lá (menos os ovos de páscoa, que retornam ano que vem).
Conversamos sobre a vida.
Lembramos dos velhos tempos.
Rimos e choramos juntos.
Como bons velhos amigos.
Sem murmúrios e sem lamentações.
Somos guerreiros medievais tendo que enfrentar dezenas de desafios, como a Bruxa da Floresta Negra, o Ogro do Pântano de Gosma ou o Dragão da Caverna do Apocalipse, para chegarmos ao Cálice Sagrado.
Quando eu era pequeno, todas minhas atenções estavam voltadas para um lugar mágico, porém inóspito.
Um lugar onde o nenhum ser humano jamais chegou e onde a recompensa de quem conseguisse era muito melhor do que um simples Cálice Sagrado.
Estou falando da Segunda Gaveta do Quarto da Minha Irmã.
Era lá, neste mundo obscuro e cor de rosa, onde a Bruxa da Floresta Negra guardava, a sete chaves, as deliciosas guloseimas do prazer supremo.
Chocolates que a vovó trazia todas as quintas-feiras.
Caramelos coloridos dos mais diversos sabores.
Ovos de páscoa inteiros que resistiam aos anos trancafiados dentro daquele lugar amaldiçoado.
Meu principal objetivo era salva-los.
Deitando na minha cama, no quarto ao lado, podia ouvir os murmúrios e as lamentações vindos de dentro da Segunda Gaveta.
Sabiam eles, que no lado de fora, havia alguém que saberia dar-lhes o real valor.
Alguém que reconhece a importância de um ovo de páscoa, ou de uma barra de chocolate.
Mas nada podia eu fazer a não ser mergulhar a cara sob o travesseiro e bolar mais um plano mirabolante de resgate.
Aliás, foram milhares de planos colocados em práticas durante anos.
A maioria, sem sucesso.
Como se fosse um desenho do coiote tentando pegar o papa-léguas.
Mas um guerreiro medieval nunca desiste.
Com sua espada em punho, permanecia à espreita, sempre esperando o momento em que a Bruxa da Floresta Negra subiria em sua vassoura para ir ao colégio e que o Dragão da Caverna do Apocalipse sairia para o supermercado.
Neste momento, era hora de atacar.
Mas com cuidado, pois a Bruxa jamais saia de sua floresta sem deixar engatilhadas dezenas de armadilhas das mais terríveis.
A pior delas, o Famigerado Trinco Fechado pela Chave do Suplício.
Aí não tinha jeito.
Anos e anos se passaram e, aos poucos, o guerreiro medieval acabou vencido pelo desgaste do tempo.
Seu foco mudou.
E ao invés de tentar resgatar míseros chocolates, caramelos e ovos de páscoa que só murmuram e se lamentam, tratou de salvar lindas princesas indefesas presas na torre do castelo.
Só depois ele foi descobrir que elas também só murmuram e se lamentam.
Mas essa é outra história.
Hoje em dia, o guerreiro trava outras batalhas.
Casou-se com a mais bela de todas as princesas.
E mora de favor no castelo do rei.
Mas, apesar dos anos terem se passado, ele jamais esqueceu do sofrimento de seu povo trancafiado na Segunda Gaveta.
Sempre que a saudade bate, ele sabe onde encontra-los.
No Closet das Perdições, na Lata das Balinhas Multicores ou no Armários dos Prazeres Proibidos.
Todos estão lá (menos os ovos de páscoa, que retornam ano que vem).
Conversamos sobre a vida.
Lembramos dos velhos tempos.
Rimos e choramos juntos.
Como bons velhos amigos.
Sem murmúrios e sem lamentações.
29.8.07
Lavou tá novo
Enquanto a equipe técnica arrumava as câmeras para a gravação do Tribuna Tricolor desta quinta-feira, filosofava com o Haroldo no estúdio sobre homossexualismo:
- Depois do meu futebol de sexta-feira, tenho que entrar no vestiário para pagar. Aí tá todo mundo pelado. Aquele bando de homem suado, fedido. Aquele cheiro de tico sujo (porque não tem nada pior que cheiro de tico sujo). Coisa repugnante. E pensar que tem homem que gosta.
Haroldo com cara de desdém:
- É só lavar. Fica bem limpinho.
Levei na brincadeira.
- Depois do meu futebol de sexta-feira, tenho que entrar no vestiário para pagar. Aí tá todo mundo pelado. Aquele bando de homem suado, fedido. Aquele cheiro de tico sujo (porque não tem nada pior que cheiro de tico sujo). Coisa repugnante. E pensar que tem homem que gosta.
Haroldo com cara de desdém:
- É só lavar. Fica bem limpinho.
Levei na brincadeira.
Pergunta que não quer calar
Pelo menos esse é meu questionamento diário nos últimos seis meses:
- Essa é a Paula ou a Taís?
- Essa é a Paula ou a Taís?
28.8.07
Grêmio campeão gaúcho de juniores
27.8.07
Contraste
TPM
Nós dois no quarto nos preparando para ver um DVD.
Pergunto pra Priscila:
- O que é isso na tua mão?
- Meu remédio pra TPM.
- Achei que tu fosses parar de tomar porque te dá insônia.
- Melhor eu tomar.
- Por que?
- Porque na TPM eu posso matar tua ex-esposa e alegar insanidade temporária.
- Hum. Tipo depressão pós-parto?
- Isso.
- Hum.
- E posso te matar também.
- Toma logo.
Que meda.
Pergunto pra Priscila:
- O que é isso na tua mão?
- Meu remédio pra TPM.
- Achei que tu fosses parar de tomar porque te dá insônia.
- Melhor eu tomar.
- Por que?
- Porque na TPM eu posso matar tua ex-esposa e alegar insanidade temporária.
- Hum. Tipo depressão pós-parto?
- Isso.
- Hum.
- E posso te matar também.
- Toma logo.
Que meda.
23.8.07
Brevê

Montana Grill, do Chitãozinho e Xororó, está com uma promoção sensacional.
O cara que fizer um lanche na churrascaria preenche um cupom, escreve uma frase, e concorre a um avião.
Mas não é qualquer avião.
É um avião INPAER modelo Conquest.
Espetacular.
Aí eu pergunto:
Que porra vou fazer com um avião?
Enfia no c*!
O cara que fizer um lanche na churrascaria preenche um cupom, escreve uma frase, e concorre a um avião.
Mas não é qualquer avião.
É um avião INPAER modelo Conquest.
Espetacular.
Aí eu pergunto:
Que porra vou fazer com um avião?
Enfia no c*!
22.8.07
Gordito
Comecei regime.
Ontem à noite, parei para ver uma reportagem no Discovery Channel sobre Manuel Uribe, o homem mais gordo do mundo, e sua eterna luta para emagrecer.
Com 560 Kg, esparramado em cima de uma cama, ele não consegue se levantar há 5 anos.
Desde então, nunca mais saiu do quarto.
Toma banho duas vezes por semana com ajuda de um enfermeiro que ensaboa seu corpo
Chegou a perder 140 Kg em 12 meses de dieta rígida, chamada de Dieta da Zona.
Mesmo assim, não obteve sucesso na tentativa de ficar em pé.
Para amenizar o sofrimento, conseguiram tirar a cama da casa para que o Manuel pudesse ver o sol.
Um guindaste conseguiu movimentar a cama pelas ruas de Monterrey, cidade mexicana onde vive a criatura.
Ainda assim, conta com a ajuda da namorada, uma cabeleireira que divide com a mãe a árdua tarefa dos cuidados diários.
Além da parte estética, Manuel Uribe sofre com vários problemas de circulação.
Depois de perder 140 Kg, comemorou o fato de ter tido uma ereção pela manhã, algo que já não acontecia fazia algum tempo.
Pelo menos nesse sentido fiquei mais tranqüilo.
Com 560 Kg, esparramado em cima de uma cama, ele não consegue se levantar há 5 anos.
Desde então, nunca mais saiu do quarto.
Toma banho duas vezes por semana com ajuda de um enfermeiro que ensaboa seu corpo
Chegou a perder 140 Kg em 12 meses de dieta rígida, chamada de Dieta da Zona.
Mesmo assim, não obteve sucesso na tentativa de ficar em pé.
Para amenizar o sofrimento, conseguiram tirar a cama da casa para que o Manuel pudesse ver o sol.
Um guindaste conseguiu movimentar a cama pelas ruas de Monterrey, cidade mexicana onde vive a criatura.
Ainda assim, conta com a ajuda da namorada, uma cabeleireira que divide com a mãe a árdua tarefa dos cuidados diários.
Além da parte estética, Manuel Uribe sofre com vários problemas de circulação.
Depois de perder 140 Kg, comemorou o fato de ter tido uma ereção pela manhã, algo que já não acontecia fazia algum tempo.
Pelo menos nesse sentido fiquei mais tranqüilo.
20.8.07
Pisa no freio
No aeroporto esperando a sogra encontrei meu amigo Grilo.
Olhando pelo vidro do saguão do Salgado Filho ele comenta:
- O vôo que tu estás esperando chegou.
- Como tu sabes?
- Acabei de ver ele pousando.
- E parou?
Hoje em dia essa pergunta não tem nada de absurda.
Olhando pelo vidro do saguão do Salgado Filho ele comenta:
- O vôo que tu estás esperando chegou.
- Como tu sabes?
- Acabei de ver ele pousando.
- E parou?
Hoje em dia essa pergunta não tem nada de absurda.
17.8.07
Amor fecal
Manhã cedo.
Recém acordada, Priscila escova os dentes no banheiro.
Entro de mansinho.
Pergunta ela:
- Onde você estava?
- Largando um barro furioso.
- Você quer dizer que estava fazendo cocô?
- Isso.
- Bem que eu senti o cheiro.
- Mentirosa. Eu fiz lá no banheiro da área de serviço.
- Mas eu estou sentindo.
- Será que não me limpei direito?
- Pode ser.
- Ou pode ser a cagada que eu dei ontem de noite neste banheiro. O cheiro pode estar vagando pelo ar ainda.
- Nossa, Má. Você caga demais!
- Acho que é tu que caga de menos.
Nada como uma relação sólida.
Ou seria pastosa?
Recém acordada, Priscila escova os dentes no banheiro.
Entro de mansinho.
Pergunta ela:
- Onde você estava?
- Largando um barro furioso.
- Você quer dizer que estava fazendo cocô?
- Isso.
- Bem que eu senti o cheiro.
- Mentirosa. Eu fiz lá no banheiro da área de serviço.
- Mas eu estou sentindo.
- Será que não me limpei direito?
- Pode ser.
- Ou pode ser a cagada que eu dei ontem de noite neste banheiro. O cheiro pode estar vagando pelo ar ainda.
- Nossa, Má. Você caga demais!
- Acho que é tu que caga de menos.
Nada como uma relação sólida.
Ou seria pastosa?
16.8.07
Saneamento Básico
Ontem fui com a Pri ver “Saneamento Básico – O Filme”.
Sou daqueles resistentes ao cinema nacional, mas acabei cedendo diante de tantos comentários positivos.
O filme é bom!
Mas não é um filme nacional, é um filme gaúcho.
Acho que essa foi a salvação.
“Quanto bairrismo”, foi o resmungo da Pri quando externei tal comentário.
Mas o momento sublime do filme é quando aparece o pôster do Grêmio Campeão Gaúcho na parede do estúdio de edição do Zico (Lázaro Ramos).
Um pôster do Tricolor!
Grande Jorge Furtado!
A Priscila nem notou...
Mas a reação dentro do cinema foi imediata.
A galera delirou!
Começou a cantar as músicas da Geral.
E até ameaçou uma avalanche.
Momento único!
Excelente filme.
Que venha o Oscar.
Sou daqueles resistentes ao cinema nacional, mas acabei cedendo diante de tantos comentários positivos.
O filme é bom!
Mas não é um filme nacional, é um filme gaúcho.
Acho que essa foi a salvação.
“Quanto bairrismo”, foi o resmungo da Pri quando externei tal comentário.
Mas o momento sublime do filme é quando aparece o pôster do Grêmio Campeão Gaúcho na parede do estúdio de edição do Zico (Lázaro Ramos).
Um pôster do Tricolor!
Grande Jorge Furtado!
A Priscila nem notou...
Mas a reação dentro do cinema foi imediata.
A galera delirou!
Começou a cantar as músicas da Geral.
E até ameaçou uma avalanche.
Momento único!
Excelente filme.
Que venha o Oscar.
14.8.07
10.8.07
8.8.07
Crise dos sete anos
Papo com a Maria Eduarda (7 anos) na semana passada:
- Como tá a escola, filha?
- Tudo bem, pai. Tô apaixonada.
- Mesmo? Que legal! Por quem?
- Pelo Henrique. E ele também é apaixonado por mim. Só que ele não sabe que eu sou apaixonada por ele e também não sabe que eu sei que ele é apaixonado por mim.
- Ah tá. E como tu sabe que ele é apaixonado por ti?
- Porque ele brinca comigo.
- Ah tá. E por que tu não diz pra ele que tu estás apaixonada por ele?
- Ah pai. Isso não é coisa que se diga para um menino.
- Como tá a escola, filha?
- Tudo bem, pai. Tô apaixonada.
- Mesmo? Que legal! Por quem?
- Pelo Henrique. E ele também é apaixonado por mim. Só que ele não sabe que eu sou apaixonada por ele e também não sabe que eu sei que ele é apaixonado por mim.
- Ah tá. E como tu sabe que ele é apaixonado por ti?
- Porque ele brinca comigo.
- Ah tá. E por que tu não diz pra ele que tu estás apaixonada por ele?
- Ah pai. Isso não é coisa que se diga para um menino.
(...)
Papo com a Maria Eduarda (7 anos) hoje, pelo telefone.
- Tudo bem na escola?
- Tudo.
- E o Henrique?
- Ah. A gente não brinca mais.
- Por que, filha?
- Não sei.
- Que pena.
- Mas eu ainda sou apaixonada por ele.
- Então porque tu não conversa com ele?
- Não dá, pai. Ele é muito radical.
- Tudo bem na escola?
- Tudo.
- E o Henrique?
- Ah. A gente não brinca mais.
- Por que, filha?
- Não sei.
- Que pena.
- Mas eu ainda sou apaixonada por ele.
- Então porque tu não conversa com ele?
- Não dá, pai. Ele é muito radical.
O que me espera na adolescência.
7.8.07
5.8.07
Armpit
Balde de pipoca doce.Uma caneca de refri.
E lá estou eu estirado na poltrona do cinema.
Tradicionais propagandas na tela antes do início do filme.
A primeira delas é de desodorante feminino...
Seis mulheres recebem camisetas regata e uma camiseta de manga.
Qual camiseta elas estarão usando no sétimo dia?
Na verdade não prestei muita atenção na idéia do comercial.
Deve ser idiota.
O que me veio à cabeça é o fato de mulheres se prestarem a mostrar o sovaco numa propaganda.
E mostram com gosto.
Na minha opinião a parte mais feia do corpo humano é o sovaco.
Sem dúvida nenhuma.
Qual a finalidade de um sovaco?
Pra que serve um sovaco?
Aliás, o próprio nome já é horrível.
Sovaco...
Quer nome mais feio?
Só de falar a gente já sente o cheiro.
Tá certo que “axila” até minimiza um pouco.
Mesmo assim não é lá grande coisa.
Mas se formos analisar com isenção, o sovaco só serve pra suar e expelir odor desagradável.
Tenho um amigo que expele tanto suor pelo sovaco que quando vai a uma festa ou a um evento social coloca um absorvente feminino embaixo dos braços pra não ter que ficar com aquela rodela escura na camisa.
E isso é sério.
Aliás, um abraço pra ele que deve estar lendo esse post.
Pois é.
Não existe nenhum atrativo no sovaco.
Não dá pra fazer um rastafári nos pelinhos.
Não dá pra colocar um piercing.
Nem fazer uma tatuagem.
Nada de fetiche com sovaco.
O pior da propaganda é que as modelos escolhidas são feias.
Acho que é um padrão da empresa de cosméticos.
Mostrarem mulheres do cotidiano.
Mulheres comuns.
Se nas mais lindas mulheres do mundo o sovaco também não é um atrativo, o que dizer dos sovacos das mulheres comuns?
Acho que é o tal do anti-marketing.
Seja lá como for o sovaco está aí e temos que aprender a conviver com eles.
Mas, por favor, publicitários, não usem o sovaco como atrativo.
Por mais que o desodorante seja bom, não vale a pena investir nas axilas.
Muito menos nos cinemas.
Onde as pessoas comem baldes de pipoca doce e canecas de refri.
Acnes, fezes, sovaco...
Que desagradável que tá esse blog...
Já escrevi sobre um cara que vomitou de cima da Torre Eiffel e por causa do vento...?
Bom...deixa pra outra hora.
3.8.07
Fezes na penumbra
Já cagou no escuro?
Pois posso afirmar que é uma situação no mínimo aflitiva.
Na falta de luz lá em casa, optei por levar uma vela.
Não sei o que é pior.
A vela dá uma falsa sensação de controle da situação.
Mas é uma sensação ilusória.
O problema não é o ato em si de fazer.
Pra isso não precisa luz.
O problema é na hora de se limpar.
Sou adepto da teoria “o que os olhos não vêm, o coração não sente”.
Se tiver completamente no escuro, dá uma passada com o papel e seja o que Deus quiser.
Você vai ter que confiar no seu feeling.
Já que nunca saberá mesmo se está limpo ou não.
Com uma vela é pior.
Você fica na obrigação de ter que enchergar o papel.
E a iluminação de uma vela não é o suficiente.
Você aproxima o papel do rosto para poder ver melhor.
Mas se nem assim fica possível ver, a solução é aproximar o papel do nariz e dar uma fungada.
Situação constrangedora.
Pois lá estava eu.
Sentado no escuro há meia hora.
Iluminado apenas por uma vela.
Adiando ao máximo a hora do asseio.
De repente Juçá bate na porta:
- Tá no escuro?
- Tô, né. Que eu saiba, faltou luz.
- E que eu saiba, a luz já voltou faz 15 minutos.
Ufa.
Limpeza completa.
Pois posso afirmar que é uma situação no mínimo aflitiva.
Na falta de luz lá em casa, optei por levar uma vela.
Não sei o que é pior.
A vela dá uma falsa sensação de controle da situação.
Mas é uma sensação ilusória.
O problema não é o ato em si de fazer.
Pra isso não precisa luz.
O problema é na hora de se limpar.
Sou adepto da teoria “o que os olhos não vêm, o coração não sente”.
Se tiver completamente no escuro, dá uma passada com o papel e seja o que Deus quiser.
Você vai ter que confiar no seu feeling.
Já que nunca saberá mesmo se está limpo ou não.
Com uma vela é pior.
Você fica na obrigação de ter que enchergar o papel.
E a iluminação de uma vela não é o suficiente.
Você aproxima o papel do rosto para poder ver melhor.
Mas se nem assim fica possível ver, a solução é aproximar o papel do nariz e dar uma fungada.
Situação constrangedora.
Pois lá estava eu.
Sentado no escuro há meia hora.
Iluminado apenas por uma vela.
Adiando ao máximo a hora do asseio.
De repente Juçá bate na porta:
- Tá no escuro?
- Tô, né. Que eu saiba, faltou luz.
- E que eu saiba, a luz já voltou faz 15 minutos.
Ufa.
Limpeza completa.
Nada pior do que cueca freada.
2.8.07
Conversando (quase) tudo se resolve
De noite em casa.
Bem faceiro, esperando para ver Olmedo x Zamora pela Copa Sul-Americana.
Um clássico!
Priscila lê na cama.
Não está empolgada com o jogo.
De repente uma explosão na rua e as luzes que se apagam.
Imediatamente olho pela janela e percebo que só o meu prédio é que está no escuro.
Luiz Nei se antecipa e grita lá de dentro:
- Foi um rato!
- Que rato? Quero saber.
- Um rato deve ter entrado na caixa de luz na garagem. Quando ele encosta o focinho num lado e o rabo no outro, o gerador explode.
Nesse momento é que nos damos conta da importância da energia para as nossas vidas.
Pelo menos meu chuveiro não era elétrico.
Com velas acesas pela casa, fui tomar banho.
Levei o rádio para escutar o jogo do Inter.
Mas como ligar sem energia?
Depois do banho fui jantar.
Mas como esquentar a comida no microondas sem a energia?
Foi então que descobri que, sem luz, só nos restam três coisas para fazer.
Sexo, conversar ou dormir.
Por motivos alheios à minha vontade e pela falta de sono, conversamos.
Uma longa conversa.
Necessária e produtiva.
Um momento terapêutico de auto-conhecimento mútuo.
Nessas horas a gente se dá conta como falta diálogo nos relacionamentos.
Não só entre casais, mas entre as pessoas em geral.
Acho que o mundo seria bem melhor se as pessoas conversassem mais.
Buscassem o entendimento através do diálogo franco.
A vida seria muito mais fácil de ser vivida se pelo menos uma vez por semana faltasse luz.
Mas só depois de Olmedo x Zamora.
Bem faceiro, esperando para ver Olmedo x Zamora pela Copa Sul-Americana.
Um clássico!
Priscila lê na cama.
Não está empolgada com o jogo.
De repente uma explosão na rua e as luzes que se apagam.
Imediatamente olho pela janela e percebo que só o meu prédio é que está no escuro.
Luiz Nei se antecipa e grita lá de dentro:
- Foi um rato!
- Que rato? Quero saber.
- Um rato deve ter entrado na caixa de luz na garagem. Quando ele encosta o focinho num lado e o rabo no outro, o gerador explode.
Nesse momento é que nos damos conta da importância da energia para as nossas vidas.
Pelo menos meu chuveiro não era elétrico.
Com velas acesas pela casa, fui tomar banho.
Levei o rádio para escutar o jogo do Inter.
Mas como ligar sem energia?
Depois do banho fui jantar.
Mas como esquentar a comida no microondas sem a energia?
Foi então que descobri que, sem luz, só nos restam três coisas para fazer.
Sexo, conversar ou dormir.
Por motivos alheios à minha vontade e pela falta de sono, conversamos.
Uma longa conversa.
Necessária e produtiva.
Um momento terapêutico de auto-conhecimento mútuo.
Nessas horas a gente se dá conta como falta diálogo nos relacionamentos.
Não só entre casais, mas entre as pessoas em geral.
Acho que o mundo seria bem melhor se as pessoas conversassem mais.
Buscassem o entendimento através do diálogo franco.
A vida seria muito mais fácil de ser vivida se pelo menos uma vez por semana faltasse luz.
Mas só depois de Olmedo x Zamora.
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