30.12.08

Diário de La Paloma - Dia 6


Esta terça-feira pode ser considerada um dia de contemplação.
Um dia de muito sol e muito vento.
Abrimos mão da piscina ou da praia.
Acordamos perto das 11h e fomos ao centro atrás de uma calcinha pra Priscila.
Descobrimos que não existe calcinha para vender em La Paloma.
Acho que as mulheres por aqui não são adeptas.
Ainda assim, para não perder a viagem, Pri adquiriu um novo par de sapatos por 490 pesos ou 49 reais (sim. Já aprendi a fazer o câmbio).



Depois fomos de carro conhecer as praias de La Aguada e Costa Azul.
Ficam bem ao lado de La Paloma.
Praias simpáticas e pequenas.
Lembram as praias mais tranqüilas de Santa Catarina com suas casinhas de pescadores e ruas de chão batido.



Na volta, visitamos o porto de La Paloma e conhecemos os molhes enfrentando o vento frio e forte.
O pessoal se reúne por ali pra pescar.



De volta ao hotel, participamos de um almoço comunitário no quarto do Marcelo.
Massa com frango.
A preguiça bateu e dormimos das 15h às 18h.
Pra dar uma chacoalhada no esqueleto, resolvi dar uma volta de bicicleta pela praia.
O hotel oferece gratuitamente.
Acho que não andava de bicicleta há uns 20 anos.
Pedalei até à beira mar para ver o tão badalado pôr do sol de La Paloma.
Coisa meio gay.
Ainda mais com a minha bicicleta com uma cadeirinha roxa atrás.



Agora estou no quarto vendo novela e decidi adiantar o Diário.
Amanhã antes das 10h trocamos de hotel.
Saímos do Sotavento e vamos para o Porto Bello, que fica ao lado.
Na verdade tudo é a mesma coisa.
Nossa idéia é visitar a reserva natural de Cabo Polônio, mas tudo vai depender do tempo.
Fui.

Diário de La Paloma - Dia 5


Mostrou-se extremamente acertada a decisão de viajarmos para Montevidéu nesta segunda-feira.
O tempo amanheceu ventoso e frio.
Frio de usar tranqüilamente casaco e moleton.
Nenhuma condição de piscina ou praia.
Acordei com o despertador às 8h30 e uma hora depois já estava na estrada rumo à capital do país.



Marcelo seguiu no carro da frente com a Simone e Guilherme na cadeirinha.
A estrada excelente fez as duas horas e meia de viagem passarem rapidamente.
Mesmo tendo me perdido do Marcelo na entrada da cidade, milagrosamente nos reencontramos perto de nossa primeira parada: a casa do nosso amigo Aldo Federico (aquele mesmo que me mandou de presente um DVD do Attaque 77).
E eu digo que “milagrosamente no encontramos” porque o Marcelo sabia onde ficava a casa dele, mas eu não.
Já estava quase desistindo de rodar pelo bairro de Carrasco quando me deparei com o carro do Marcelo.
Revi o Aldo depois de praticamente 14 anos.
A última vez havia sido na Copa América de 1995 quando fomos ver a final entre Brasil e Uruguai no Estádio Centenário.
Uma figura o filho dele, o Luciano, de 1 aos e 5 meses. Nos demos super bem (foto acima).
A Renata é a mais velha. A cara da mãe.
Almoçamos uma Parrillada no “Garcia”, ponto de encontro tradicional atrás do Cassino Carrasco.
Na saideira, um sorvete de sobremesa na “Freddo”.
Nos despedimos do Aldo e do Marcelo e seguimos para o centro da cidade.



Avenida 18 de julho.
Estacionamos na praça Artigas e fomos caminhar.
Parada obrigatória no Palacio de La Música onde adquiri meu tão esperado DVD do Andrés Calamaro e uma coletânea do Attaque 77.
Podem dizer o que quiser, mas Montevidéu continua linda.
Sei que sou suspeito pra falar, mas a cada vez que chego em Montevidéu mais certeza tenho que já morei lá em outras vidas.



Já no final da tarde foi a vez de visitar a Manuela.
Amiga de infância que não via também há anos.
O prédio não poderia ser melhor localizado.
Entre o estádio Centenário e o estádio Parque Central, do Club Nacional de Fútbol.
Conheci as duas filhinhas.
A Lucia e a Clarita.
Lindas!
Depois chegou o Luis, marido dela.
Passamos excelentes duas horas matando a saudade.
Peguei a estrada de volta já às 20h chegando no hotel três horas depois.
Valeu apena todo o sacrifício para rever os amigos e a cidade.



BÔNUS:

ME CAGANDO EM MONTEVIDÉU


Depois da frugal parrilla de almoço, certamente bate aquela vontade de sujar a louça.
Não demorou muito para o baby beef pesar no estômago.
Mas não foi só comigo não.
Priscila foi a primeira a gemer:
- Má: preciso ir ao banheiro e não é o número um.
Bateu o desespero.
Já sentia o bichinho colocando a cabecinha de fora e não estava conseguindo controlar.
Nossa primeira alternativa foi entrar em um café na Avenida 18 de julho.
Não havia muitas opções.
Pedimos um capuccino e um cortado.
Priscila esperou na mesa enquanto procurava o banheiro.
Meu Jesus Cristo.
O troço era podre.
Pior que o banheiro do estádio do Veranópolis.
Não consegui encarar.
Priscila não se importou com meu alerta e foi assim mesmo.
Imagina o desespero da menina.
Seguimos o passeio pelo centro enquanto tentava ocupar minha mente com outras coisas mesmo suando frio.
Entramos em uma galeria e fui direto ao banheiro.
A situação até pode ser considerada razoável, mas isso já nem me preocupava mais.
Entrei quase derrubando a porta, mas me deparei com um problema sem solução: não havia papel higiênico.
Voltei cambaleando até o carro que estava estacionado na frente do hotel mais chique de Montevidéu.
Não tive dúvidas:
Priscila ficou na esquina comprando um souvenir e eu entrei hotel à dentro segurando minha sacola com CDs.
Fiz uma cara de hóspede chique (já estou craque nisso) e cruzei o saguão pisando firme, com o cu apertado.
Dei boa tarde para o pessoal da recepção como se já estivesse hospedado há uma semana e segui caminhando esperando uma ajuda divina.
Meu instinto de sobrevivência me levou até o final de um corredor onde uma pequena portinha escondia várias cabinas telefônicas e (graças ao Senhor bom Deus) dois banheiros.
Não tive tempo de agradecer ao Pai.
Me atirei pra dentro e só tive tempo de baixar a bermuda.
O resto dos detalhes deixo por conta da imaginação fértil dos leitores.
Vocês não têm noção do prazer.
Um banheiro cheiroso (pelo menos estava até eu chegar), limpinho, chique.
Fiquei uma boa meia hora por ali.
Saí tranquilamente, como se nada tivesse acontecido.
Cabeça erguida, vitorioso.
Chegando ao saguão me deparo com a Priscila.
Afundada numa poltrona de 4 mil dólares, óculos escuro, lendo jornal.
Uma madame.
Nos despedimos da galera da recepção e saímos pela porta giratória.
Momento sublime!
Tão sublime que fiz questão de registrar minha carinha de satisfação à frente do hotel.



Posso afirmar que a maravilhosa parrilla do almoço foi melhor saindo que entrando.

28.12.08

Diário de La Paloma - Dia 4


Domingo foi um dia mais tranqüilo que e menos intenso que sábado.
A manhã foi dedicada à praia.
Se é que posso chamar de “manhã” após ter acordado às 11h30.
Fazia anos que não acordava tão tarde.
Preferi ficar outra vez sob o guarda-sol escutando música enquanto a Priscila seguia torrando no sol.
Cheguei a esboçar uma entrada na água, mas só consegui molhar a canela.
Impossível agüentar a temperatura certamente abaixo de zero.
Voltamos ao hotel e permanecemos na piscina.
Almoçamos ali mesmo já no meio da tarde.



Voltamos ao supermercado para repor os suprimentos e aproveitamos para passear pelo centro.
Parada estratégica no farol de La Paloma.
Principal ponto turístico do balneário e marca registrada.
O farol funciona normalmente desde 1874 evitando que os navios naufraguem na costa rochosa.
São 143 degraus de subida íngreme até o topo da construção.
Confesso que fiquei temeroso ao chegar lá em cima e me deparar com a altura e com a sacada estreita em 360 graus.
A vista lá de cima é de tirar o fôlego e vale qualquer esforço.



De volta ao hotel, fui jogar tênis com o Marcelo.
Ou tentar, pelo menos.
Não bastasse eu não segurar uma raquete de tênis há 15 anos, a quadra era de péssima qualidade.
O resultado do jogo nem preciso colocar aqui, né?
Ainda bem que não houve registros.

Com o sol se pondo, ainda deu tempo para dar uma última relaxada na piscina.
Amanhã o dia vai ser puxado.
Viagem de três horas até Montevidéu.
Aguardem as novidades.


PÉROLAS EM ESPANHOL

Depois de silenciosamente observar dezenas de placas com os dizerem “Hilton alquila” (Hilton aluga) coladas em janelas e portões de casas e apartamentos de La Paloma, Priscila soltou a pérola:
- Esse Hilton Alquila deve ter sido candidato nas últimas eleições.
Ela jura que foi de brincadeira.



Após diminuir a velocidade em um dos cruzamentos no centro de La Paloma, Priscila perguntou:
- Má: essas placas escrito “Pare” em cada esquina significam que é pra parar?
Não!
Significa que temos que descer do carro, dar uma reboladinha, cantar o refrão do hino do Uruguai e voltar pro carro.
Tive que segurar pra ela não fazer.
Mas a pergunta foi pertinente.
É só ver a foto abaixo para perceber que as placas de "pare" no Uruguai são completamente diferentes de todas as outras placas de "pare" no planeta.

Diário de La Paloma - Dia 3


O vento finalmente mostrou sua face mais cruel.
Foi com seu uivo assustador que despertei neste sábado em La Paloma.
Eram 10h.
Pri já estava no café da manhã que fiz questão de dispensar.
Imaginei o pior antes de abrir a cortina do quarto que foi inundado pelo sol brilhante da manhã.
O vento era apenas o coadjuvante de um dia maravilhoso.
Na rua, nem dava pra notar sua presença.



Café da manhã devidamente ingerido, partimos rumo à Punta del Este.
Curioso para voltar ao chique balneário uruguaio e mostrar para Priscila todas suas maravilhas.
Nem bem havíamos tomado a “Ruta 9” em direção a Maldonado, avistei lá na frente um prestativo policial rodoviário fazendo sinal para que eu encostasse o carro.
Em apenas um segundo, fiquei na dúvida se tocava por cima dele ou se parava no acostamento.
Optei pela segunda já imaginando em quantos dólares eu ia bailar desta vez.
Antes mesmo dele fazer a abordagem, já fui soltando meu espanhol quase nativo.
Percebi o choque nos olhos do oficial da lei.
Deve ter pensado: “Opa! Com esse aí não posso me meter”.
E foi isso mesmo.
Apenas pediu minha carteira de motorista e ainda me indicou um caminho diferente atrativo para turistas.
Só faltou me escoltar até Punta.



Falando nisso, me assustei com Punta del Este.
Depois de 125 km de estrada, chegamos lá.
A cidade cresceu de forma vertiginosa nestes últimos 10 anos.
O caminho que costumava fazer pela costa completamente deserta até chegar ao balneário está cercado por casas, prédios e lojas.
Uma nova pista foi construída para suportar o movimento constante de carros.
Gente e mais gente vindo de todos os lados e de todos os países sul-americanos.
E todos ricos, muito ricos.
Punta mudou muito, mas não perdeu o charme.



Estacionei o carro em uma das raras vagas existentes na área central e tratamos de seguir a pé.
Caminhamos pela praia brava até a marina localizada na praia mansa.
Passeamos pela “Gorlero” e almoçamos um “Chivito Canadiense” na “La Pasiva”.



Priscila mais uma vez se encantou com as lojas maravilhosas e tentadoras feitas especialmente para mulheres do sexo feminino.
Gastamos algumas horas dentro delas.



Mas o ponto alto do passeio estava por vir.
Pegamos o carro e estacionamos na frente do famoso Hotel e Cassino Conrad.
Antro dos chiques e famosos da América do Sul.
Realmente deslumbrante.
Fizemos cara de ricos e entramos normalmente pela porta principal até pararmos dentro do cassino.
Meio zonzo e sem saber o que fazer diante de tanto luxo e luxúria, deixei a Priscila comandar.
Não demorou e já estava sentada diante de uma máquina caça níquel enfiando uma nota de cinco dólares (sim. Foi o valor que colocamos de limite para jogarmos).
Sem saber direito o que estava fazendo, Priscila conseguiu ganhar seis dólares.
Resumo: saímos lucrando um dólar.
Show de competência!



Depois de algumas horas de pura emoção, decidimos pegar a estrada de volta.
Antes disso, uma volta pelo cengtro de Maldonado para visitar o estádio (Priscila insistiu muito pra isso) e uma parada estratégica na Casa Pueblo em Punta Ballena.
Mas fomos vencidos pelo cansaço e o único registro foi uma foto rápida.
O dia já havia sido bastante intenso e ainda tinha mais 125 Km de retorno.



Já no hotel, com o sol se pondo e o vento voltando a mostrar sua face mais cruel, ainda arriscamos um banho de piscina.
Para fechar com chave de ouro, uma pizza com os amigos no centrinho de La Paloma regada com uma jarra de sangria.
Bebi tanto que nem sei como estou escrevendo isso à 1h35 da madrugada.
Volto amanhã com mais novidades e as peripécias de Priscila com seu domínio do idioma espanhol.

26.12.08

Diário de La Paloma - Dia 2


Acordamos por volta das 9h a tempo de pegar o café da manhã servido até às 10h.
Nosso objetivo era se esbaldar no desayuno para podermos aproveitar melhor o dia e deixar o almoço para mais tarde.
Doce ilusão.
O café da manhã nada tinha a ver com o café apresentado no site do hotel.
Nada de mesa farta com pães à vontade.
Pelo contrário: uma pequena cestinha com meia dúzia de “media lunas” e escassez de manteiga.
Frustrante, mas nada que pudesse estragar o dia.



O vento forte me obrigou a dar um pulo no centro atrás de um óculos escuro para proteger minhas lentes.
Depois de pesquisar em algumas óticas, encontrei em uma loja de bugigangas por um preço aparentemente razoável.
Aliás, aproveitamos para trocar alguns reais e dólares por pesos.
Ainda não consegui distinguir o caro e o barato nesta mistura de cédulas que está minha carteira.



Para piorar, a distorção dos preços em diferentes lugares é absurda.
Ontem comprei no hotel uma garrafa pequena de água por 35 pesos.
Já hoje, pela manhã, fui ao supermercado e comprei um galão de 5 litros pagando 40 pesos.
Mas tenho tempo pra me adaptar e preciso me adaptar.



Óculos comprado, fomos caminhar na praia.
O objetivo era chegarmos ao farol.
Não deu.
Não que o farol fosse longe, o problema é que a areia da praia não é sólida.
A gente afunda e o esforço é redobrado.
Desistimos do farol que parecia tão perto e tivemos que voltar caminhando pela estrada de chão batido.



Antes de chegar ao hotel, uma parada estratégica para tiramos foto da placa que indicava o nome da rua.
Sim. Nosso hotel fica na Bota Vara.
Que dilícia!
Praia mesmo foi só sentadinho sob o guarda-sol enquanto Priscila torrava.
Ainda deu tempo pra pegar uma piscina comendo uma porção de fritas.



Dormi quase a tarde toda e acordei às 18h.
Meu amigo Marcelo recém havia chegado trazendo sogro, sogra, esposa, filho, cunhado e papagaio.
Por sorte estava no pique para exercer meu papel de dindo do Guilherme. Um alemãozinho hiperativo de dois aninhos.
Passamos um bom tempo no escorregador e rolando pela grama.
Depois disso, fomos ao supermercado comprar coisas para a janta.
Pão de sanduíche, frios, salsicha e bolachas.
Um lanchinho saudável antes de dormir.
Mas como alguém pode conseguir dormir depois de descansar a tarde toda?
A Priscila já desabou e eu estou no pique vendo a retrospectiva 2008 pela Globo Internacional.
Vou lá dar uma circulada pela noite ver se encontro algum divertimento adulto.
Até amanhã.

25.12.08

Diário de La Paloma - Dia 1



Depois de algum tempo de planejamento, finalmente colocamos em prática nossa inesquecível viagem para o Uruguai onde iremos passar a virada de ano.
Foram dias organizando a papelada com passagem pelo consulado uruguaio em Porto Alegre e liberação do carro pela seguradora e pela financeira.
Nessa brincadeira, foram quase R$ 200,00. (isso sem sair da cidade).

Da minha parte, faziam 10 anos que não deixava o Brasil (acho que já comentei sobre isso em algum post não muito distante).
Da parte da Priscila, a primeira vez fora do Brasil (e a primeira vez a gente nunca esquece).

Deixamos Porto Alegre pontualmente às 9h deste 25 de dezembro.
Viagem tranqüila, dia lindo (pelo menos até chegar ao Chuí).
Antes disso, ainda encontramos a Kelen e marido no posto de gasolina que paramos para almoçar um pouco depois de Rio Grande.



Faltavam alguns poucos quilômetros para chegarmos ao Chuí quando desabou uma tempestade sensacional com direito à pedras de granizo.
Paramos o carro no acostamento e rezamos para que as pedras não quebrassem os vidros.
Já estava imaginando o prejuízo em ter que comprar um vidro novo em pleno Chuí e no dia de Natal.
Não ia sair barato.
Felizmente as orações surtiram efeito e o carro ficou inteiro.
Finalmente chegamos ao tentador free shop.
Principalmente para mulheres do sexo feminino.
Ainda que 99% das lojas estivessem fechadas, Priscila encontrou o 1%.
Mas faceira que pinto no lixo, encheu a sacola de maquiagens e perfumes deixando algumas dezenas de encomendas para a volta, em janeiro.
Mas tenho que confessar que valeu a pena.



Dali, seguimos direto para a alfândega.
Pensamentos aterrorizantes de soldados aduaneiros torturando brasileiros e pegando propinas não saíam da minha cabeça.
Tínhamos todos os documentos, mas sempre tem alguma coisa faltando.
Nem acreditei quando a mulher do balcão revirou a documentação sem nenhum interesse e disse “boa viagem”.
Foi a passagem mais fácil da minha vida.
Nem teve graça.

Já em território uruguaio e pela primeira vez fora do Brasil, Priscila delirou dentro do carro:
- Não acredito que estou em outro país!! O asfalto é igual. As folhagens são iguais. O céu é igual e o ar também é igual. Mas é tudo diferente!
Que lindo isso, não?



Depois de oito horas de viagem, finalmente chegamos ao hotel Sotavento na praia de La Paloma.
Hotel agradável, com ar-condicionado, internet e TV a cabo no quarto.
Aliás, nossa principal preocupação era se teríamos a Globo Internacional.
A hipótese de não vermos a dona Irene cuspir na cara da Flora quase fez a gente cancelar a viagem.
Felizmente, Globo Internacional é um diferencial deste hotel.
Antes de armar acampamento, ainda passamos em um supermercado para comprarmos alguma coisa pra janta.
Agora dá licença que a novela tá começando.

Mais informações amanhã.

22.12.08

Ciranda Natalina

O dia de hoje está dedicado ao post da pessoa que sorteou o meu blog para escrever dentro do Ciranda Natalina, uma iniciativa muito feliz da blogueira Flavia.
Quem escreve hoje é o Carlos Baptistini criador do Decorando Tudo.

Fala aí, Carlos!

"O silêncio que se instalou na arquibancada soou estranho, mas foi só por um breve momento.
Logo o silêncio se transformou em um canto, unindo as duas torcidas.
Dentro do campo os jogadores pararam para entender o que estava acontecendo.
Aos 42 minutos do segundo tempo.

Da torcida, a união seguiu para o campo.
Já não havia mais disputa de bola, vencedores ou resultados.
O que era um jogo passou a ser uma espécie de confraternização.
No cronômetro, exatos 43 minutos.

O juiz, quase incrédulo, percebeu que a sua função ali não era mais fiscalizar e punir.
As regras não faziam mais sentido, pois não havia disputa.
Na verdade, não havia mais resultado.
Olha para o relógio, 44 minutos.
Não há porque prolongar a partida.

Aos 45 minutos, o apito anuncia o final da partida.
Neste instante, uma estrela cadente risca o céu.
E anuncia que Jesus está presente.
É noite de Natal."




É isso aí!
Aguardando mais uma edição do Ciranda.
Valeu, Carlos!
Ah! A foto também é dele.
A quem interessar possa, escrevi para o blog Empresária Neurótica.

19.12.08

Cada um tem o pisca que merece

Não sou uma pessoa neurótica.
Tinha tudo pra ser, mas não sou.
Mas, rapaz, tenho que confessar.
Estou enlouquecido com o pisca do meu carro.
Ele tem uma mania angustiante.
Sempre que dou pisca para dobrar à direita, depois que eu faço a curva, ao invés dele voltar pro meio, ele volta fazendo sinal pra dobrar à esquerda.
No começo até foi divertido.
Eu nem me dava conta.
Fazia a curva pra direita e seguia normalmente.
De repente eu notava que o pisca dava sinal pra dobrar à esquerda.
Pensava: “que estranho. Eu nem quero dobrar à esquerda”.
Mas o tempo foi passando e a repetição foi estorvando.
Cada curva à direita manda o pisca pra esquerda.
Tenho que voltar manualmente.
Tem horas que nem dou sinal pra dobrar pra não ter que voltar o pisca por lugar.
Tem horas que nem mexo nele de propósito.
Deixo ele ali, piscando...piscando...
Que é pra ver se gasta duma vez.
Outras vezes até dobro pra esquerda mesmo sem precisar só pra fazer parar.
Sim, é angustiante.
Estou pensando em vender o carro e comprar um novo.
Um que tenha o pisca funcionando.
Porque não posso ter minha vida controlada por um pisca que me diz onde eu devo dobrar.
O certo seria o contrário.
Ou não?

Ah! Hoje eu saio de férias!

18.12.08

La Paloma - Uruguay


Será este meu próximo destino.
Depois de constatar que há mais de 10 anos não deixo o Brasil, tratei de programar uma viagem para aproveitar meu período de férias.
Dentro do meu orçamento, a exigência era apenas uma: cruzar a fronteira do Brasil.
Não importa onde.
Evidentemente, a escolha mais viável acabou sendo o Uruguai.
Conhecer o Uruguai talvez seja improvável para alguém que mora no Belém do Pará.
Porém, para alguém que vive em Porto Alegre, deveria ser algo corriqueiro.
Tão corriqueiro quanto alguém que vive em Belém viajar até o Suriname ou Guiana.
Escolhido o país, chegou a hora de escolher o lugar onde ficar.
Montevideo vale apena conhecer, mas não passar as férias todas.
Punta del Este vale a pena passar as férias todas, mas é muito caro.
Acabei optando pelo meio termo.
A praia de La Paloma.
Distante 50 minutos de Punta.
Já ouviu falar da praia de La Paloma?
Sabe o que tem pra fazer lá?
Eu também não sabia até falar com algumas pessoas que por lá já estiveram.
Na verdade, houve unanimidade: não há nada para fazer em La Paloma a não ser descansar.
E confesso que a idéia de descansar me agrada.
O hotel, na beira do mar, tem piscina e quadra de tênis.
Posso caminhar na praia, ficar na beira da piscina e jogar tênis.
Não necessariamente nesta mesma ordem.
Nos tempos livres ainda posso fazer sexo.
Bastante aceitável.
Além disso, podemos passar o dia em Punta desfilando pela Gorlero tomando clericot.
E pra não dizer que não fomos, vale dirigir três horas para passar um dia visitando Montevideo.
Comer uma parrilla no mercado del puerto e passear por Positos.
Perceberam que nem falei ainda nas compras no free-shop de Rivera?
Pois vai ter isso também.
Bom, seja como for, vai ser muito bom sair do Brasil outra vez.
Com a vantagem que desta vez terei meu amor ao meu lado.
Esta sim, saindo do Brasil pela primeira vez.
Me aguardem.

Presentes de Natal II

No meio de tantas compras de presentes para o Natal, volta e meia acabo me lembrando do meu amigo Sagüi.
Sagüi um dia decidiu que era músico e pediu para seu pai um saxofone de Natal.
Diante da negativa, tratou de encher o saco do pai durante todo o mês de dezembro.
A aporrinhação foi tanta que Sagüi chegou a acreditar que havia conseguido convencer.
Na noite do dia 24, sentou-se ao lado da árvore tentando adivinhar qual daqueles presentes seria o tão esperado sax.
Afoito, foi desembrulhando o maior pacote dado pelo pai.
Quando abriu a caixa, lá estava uma flauta pequena.
Ao ver a cara de decepção do filho, o pai tascou:
- Primeiro tu aprende a tocar a flauta, depois te dou um saxofone.
É mais ou menos o que decidi fazer ao procurar uma opção de carrinho de controle remoto para o Mártin (todos na base dos R$ 200,00).
Alguma coisa do tipo: “primeiro tu controla tua vida, depois tu controla um carrinho”.
Sim. Já disse que foi pro espaço o que sobrou da minha psicologia infantil.
Por enquanto vai se divertindo com um carrinho de fricção.

17.12.08

Presentes de Natal

Foi-se ao espaço a última parcela de psicologia infantil que trazia da minha época de pai.
Tirei a tarde desta quarta-feira para levar as crianças em uma loja de brinquedos para escolherem os presentes de Natal.
Erro número um.
Não se pode levar crianças para escolherem seus próprios presentes.
Parece uma coisa óbvia, mas tive que viver na pele para aceitar.
Fui na maior loja de Porto Alegre.
Erro número dois.
Crianças já são indecisas por natureza (pelo menos as minhas), portanto não podemos dar muita opção.
Tenho certeza de que se fosse uma loja pequena e com meia dúzia de brinquedos, seria muito mais fácil.
Juntando os dois erros iniciais, acrescentamos o maior deles: colocar um limite de valor para que elas gastem.
Criança não tem muita noção de valores.
Evidentemente passaram uma hora escolhendo brinquedos com valores surreais.
- Esse pode, pai?
- Não.
- E esse pode, pai?
- Não.
- E esse?
- Não.
- Esse?
- Não, Duda. Não tenho dinheiro pra te dar um castelo da Barbie que custa R$ 489,90.
- Esse aqui, pai?
- Não, Mártin. Uma Ferrari de controle-remoto que custa R$ 600,00 definitivamente está fora dos meus padrões.
Foi assim durante duas horas.
No início até tentei ajudar.
Dava dica, mostrava o que podia e o que não podia, mas não adiantou muito.
O que podia, eles não gostavam. O que eles gostavam, não podia.
Até que meu saquinho explodiu e arrastei os dois pelas mãos até o carro, sem presentes.
O berreiro durou até a hora em que enfiei um Mc Lanche Feliz goela abaixo de cada um.
Sossegaram.
Agora vou deixar a poeira baixar e vou eu mesmo atrás dos presentes.
Sozinho.
E lá no camelódromo do centro.

Morada dos Quero-queros


Fui fazer as reportagens da partida entre Grêmio e Ipatinga pelo Campeonato Brasileiro Sub-20 que a Grêmio Rádio transmitiu ao vivo.
Enquanto aguardava o início do jogo dentro de campo, fui convidado a me retirar pelo árbitro reserva, pois minha camisa não poderia conter nenhuma identificação da equipe que estava no gramado.
Evidente que a minha camisa estava com o escudo do Grêmio.
A solução foi colocar um colete verde virado do avesso (ele também tinha o escudo do Grêmio).
O problema era o tamanho do colete.
Não cheguei a olhar, mas do jeito que ficou apertado em mim, provavelmente era tamanho P.
Passei pelo menos 45 minutos com dificuldade de respirar.
Isso sem falar na parte estética, mas aí já são outros quinhentos.
Não bastassem a ventania, que colocou dois quilos de areia nas minhas lentes de contato, e o sol direto na minha cara, o bandeirinha resolveu implicar com o meu colete durante o intervalo.
Segundo ele (que deve ser cego), a cor verde do colete estava atrapalhando a visibilidade confundindo com os jogadores do Ipatinga.
Isso que eu estava parado na pista atlética e os jogadores dentro de campo correndo atrás da bola.
Mas até que foi bom: sem o árbitro reserva perceber, tirei o colete no segundo tempo e trabalhei normalmente com a minha camisa preta com o escudo do Grêmio.
Muita frescura pro meu gosto.
De positivo mesmo, além da vitória gremista por 3 a 1, foi a possibilidade de conhecer o estádio Morada dos Quero-queros, em Alvorada.
Mais um pra minha coleção.
Momento sublime.

13.12.08

Liberdade

No capítulo da última quarta-feira da novela das 8h, duas personagens dissertavam sobre a liberdade.
Passeando pelo Rio de Janeiro, uma delas comenta que nuca se sentiu tão “livre, leve e solta”.
A expressão é meio gay, mas permaneci um tempo pensando com meus botões e tentando encontrar algum momento onde realmente me senti uma pessoa “livre, leve e solta”.
A liberdade é um sentimento antagônico.
Nem sei se essa seria a palavra certa, mas achei bonitinha pra colocar ali.
Na verdade, ninguém é livre dentro de uma sociedade.
A pessoa, por mais independente que seja, sempre vai ter que dar satisfação a alguém.
Seja quem for.
Satisfação para um pai, um irmão, um tio, uma esposa.
Mas digamos que a pessoa é sozinha no mundo.
Terá que dar satisfação para um chefe, um colega ou um médico.
Não tem escapatória.
Descartando tamanha minúcia, busquei na memória algum sentimento que possa caracterizar como liberdade.
O único momento que me veio à cabeça foi a minha viagem de mochila pela Europa.
Dinheiro no bolso e um passe ilimitado de trem.
Completamente sozinho sem ter que dar satisfação pra ninguém.
Podendo conhecer o que quiser, comer o que quiser, dormir onde quiser, comprar o que quiser.
De manhã visitar Veneza e à noite estar em Paris.
Um dia dormir no trem na Alemanha e no outro acordar em Budapest.
Coisa ruim, né?
Confesso que aproveitei essa liberdade.
E hoje, com dois filhos (encaminhando um terceiro), tenho a consciência que jamais voltarei a viver sensação igual.

Pelo menos não sóbrio.

12.12.08

Grêmio, sushi e campanhe


Ontem foi dia de festa.
O Grêmio comemorou os 25 anos da conquista do Mundial no Japão.
Parece que foi ontem.
Eu tinha 11 anos na época e lembro perfeitamente do jogo.
Lembro de Juçá ajoelhada sobre a cama enquanto a TV mostrava o replay do segundo gol de Renato.
Lembro de Luiz Nei descendo comigo pelo elevador logo depois do fim do jogo.
Saímos para comemorar.
Lembro das pessoas nas ruas à noite.
Os papéis picados jogados dos prédios na esquina da Goethe com a 24 de Outubro, ao lado do Parcão.
Um momento inesquecível para um menino que recém tratava de formar seu caráter.
Quem diria que, 25 anos depois, este menino estaria trabalhando pelo clube de futebol que tanta alegria deu?
Bom, acho que qualquer um diria.
O destino já estava traçado.
A festa da noite deste 11 de dezembro de 2008 me fez viajar no tempo, de volta há 25 anos.
Uma época de plena felicidade futebolística.
Já havia ocorrido na festa dos 25 anos da Libertadores no mês de julho.
Emoção repetida ontem.
Tá certo que faltou o Renato (nome maior daquela decisão).
Mário Sérgio também não apareceu.
Fábio Koff ficou de fora.
Mas nada que apagasse a beleza da festa e o reencontro com nomes como De León, Mazarópi, Paulo Roberto, Baidek, Osvaldo e Tarciso, pra citar os mais conhecidos.
Me dei ao luxo de tietar sem constrangimento.
O que me proporcionou boas fotos e mais autógrafos pra minha coleção.
Mas o melhor mesmo foram a ilha de sushi e a champanhe.
Comi e bebi muito!
Esse é o Grêmio que segue me dando muitas alegrias (apesar de tudo).

Com Mazarópi e De León (abre o olho, mané).

10.12.08

Karmagedon en vivo

"Karmagedon en vivo" é o nome do primeiro DVD do grupo argentino Attaque 77.
Recebi ontem pelo correio direto de Buenos Aires.
Presente do meu amigo uruguaio Aldo Federico (assim mesmo, Federico sem o “R”).
Fazia tempo que esperava por esse momento.
Desde 1988 escutando a banda, consegui amenizar um pouco o desejo de ver um show ao vivo.
Ontem à noite, lá em casa, teve sessão do mais puro rock argentino.
Mas não durou muito devido à TPM da esposa que implorou:
- Se quiser escutar, escuta baixinho.
Infelizmente não dá pra escutar Attaque 77 baixinho.

Além do show gravado no Teatro Flores, em Buenos Aires, mais três clipes inéditos.
Como esse aí abaixo.
Muito bom!

8.12.08

Artesã

Conversa com a esposa pelo MSN no início da tarde de hoje:
Começo eu:
- Oi Pri. Tudo bem aí?
- Tudo bem.
- Alguma novidade?
- Sim. Vou largar o trabalho e viver do artesanato.
- Ah! Legal.
- Tu me sustenta?
- Não.

Será que TV é isso mesmo?

Desde quando viemos morar aqui neste apartamento possuímos a assinatura da Sky.
Não que eu seja admirador da Sky, mas naquela época era nossa única possibilidade já que o prédio não dispunha de cabeamento para a NET (por incrível que pareça).
Escolhemos um pacote com um preço razoável e com todos os canais de esporte (minha única exigência), incluindo o Bandsport que pago adicional.
No mês passado, a Sky decidiu mudar a ordens dos canais organizando todos eles por assunto.
Foi um grande erro de marketing.
Quando todos os canais ficavam espalhados, não conseguíamos perceber a quantidade absurda de canais inúteis.
Meu pacote, segundo a operadora de TV a cabo, oferece 125 canais.
Não deixa de ser uma verdade.
A menos que nos prestemos a analisar um por um.
E foi isso que eu fiz.
Só para se ter uma idéia, tenho cinco canais de vendas: GigaShopping, MIX TV, Polishop, Shop Tour e Shoptime.
Pra que tudo isso?
Nunca comprei e não pretendo fazer compras pela TV.
O Shoptime ainda é divertido, pois tem o Ciro Bottini (mestre).
Depois tem os canais Boa Vontade, Canção Nova, TV Aparecida, TV Novo Tempo e Terra Viva...
Pelamordedeus, gente!
Desculpa a heresia, mas pra que tanta merda?
Tenha santa paciência.
Só nessa brincadeira já se vão dez canais imprestáveis
Ainda tem a Rede Vida, mas essa se salva porque transmite Campeonato Paulista da Série A2 no domingo pela manhã.
Tenho também todos os canais infantis.
São sete ao todo, sem contar um tal de Animax que passa desenhos japoneses para adultos.
Só servem mesmo quando as crianças estão aqui em casa.
E espero que sirva para um futuro próximo.
Fashion TV e Manegementv também estão na lista das inutilidades.
Depois tem Futura, TV Escola, Sesc TV, TV Brasil, TV Câmara, TV Justiça, TV Senado, Climatempo e Bloomberg.
Alguém vê essas bostas?
São 29 canais de completa inutilidade.
Isso sem falar naqueles de seriados e programas para mulherzinhas.
Resumindo: destes 125 canais, devo aproveitar mesmo uns 20 deles.
Depois desta análise aprofundada, estou me sentindo enganado.
Pagando muito e usufruindo pouco.
Por que não disponibilizar apenas os canais que os assinantes querem?
A resposta deve ser óbvia.
Alguma coisa do tipo: “porque senão os outros canais que ninguém quer vão acabar falindo”.
Azar deles, caraleo!
Sou obrigado a pagar por estes trocentos canais de merda para ter uma meia dúzia de canais que gosto.
E isso está me revoltando.
E não tem nada que eu possa fazer.
Bom, agora me dêem licença que tá começando o programa do José de Paiva Netto.

7.12.08

Vice

Eu sou daqueles que acham que o segundo colocado é o primeiro dos últimos.

5.12.08

Meu bebê de 30 anos

Sim.
Minha esposa dorme abraçada em uma Emília.

2.12.08

Luiz Nei - blogueiro

Sábado ao meio-dia, decido filar uma bóia na casa de Luiz Nei.
Nem bem entrei na porta, o próprio já me recebeu eufórico:
- Quero fazer um blog!
Os olhinhos dele brilhavam enquanto esfregava as mãos esperando a minha reação.
- Ah é? Legal. Posso saber o motivo desta decisão?
- Quero escrever minhas críticas! E já tenho até o nome do blog. Quer saber? Quer saber? – perguntou ansioso.
- Claro. Qual vai ser?
- Pau na Moqueca!
Levei algum tempo gargalhando. E ele seguiu:
- Só não sei ainda se a Mokeka vai ser com “K” ou vai ser “Moqueca” normal. Quero meter o pau em tudo que estiver errado! Essa peça da Marília Pêra, por exemplo, que eu fui embora no intervalo. É uma barbaridade! Só pra tirar dinheiro das pessoas. Preciso divulgar essas informações, compartilhar com os leitores.
- Tá bom, Luiz Nei. Vamos colocar em prática.
- Só tem um problema: não sei mexer nesse troço. Tenho que ter o domínio da coisa.
- É fácil. Qualquer imbecil tem um blog.
Então, aguardem.
Em breve, o novo blog de Luiz Nei!
E se alguém tiver alguma idéia de um layout legal que tenha a ver com “Pau na Moqueca”, aceito sugestões.

1.12.08

Pergunta do dia

Já ligou pra NET hoje?

27.11.08

Premonição (?)

Hoje sonhei com a queda de um avião da TAP com centenas de pessoas.
Não sei o que isso significa.
Mas, por via das dúvidas, resolvi colocar aqui.
Vai que acontece.

Desabafo Pincha


Ontem me prestei a ficar na frente do televisor até altas horas acompanhando a partida entre Inter e Estudiantes pela final da Copa Sul-Americana.
Hoje sou uma pessoa madura, que trabalha com o esporte. Portanto, já passei de fase de secar o Internacional.
Meu objetivo principal era desfrutar de uma boa partida e apreciar tudo de bom que um confronto entre Brasil e Argentina costuma proporcionar.
Porém, para minha decepção e com dor no coração, acabei presenciando a extinção de um dos mais temidos clubes argentinos.
Onde está o verdadeiro Estudiantes?
Aquele Estudiantes do final dos anos 60 de um tricampeonato da Libertadores?
Aquele Estudiantes intimidador que sabia dar ponta pé?
Onde estão aqueles jogadores raivosos que cospem na cara dos brasileiros?
Que agarram o juiz pelo colarinho com os olhos esbugalhados de ódio?
Onde estão aqueles torcedores que depredam os ônibus do adversário na chegada ao estádio?
Que roubam as bandeiras e espancam os seguidores rivais?
Mas que cantam e pulam durante os 90 minutos.
E onde está o verdadeiro estádio do Estudiantes?
Aquele estádio acanhado com arquibancadas de madeira que balança ao ritmo da torcida?
Aquele estádio sem nenhuma segurança onde os jogadores adversários são agredidos na entrada dos vestiários ao intervalo?
Onde os torcedores cutucam a bunda do bandeirinha com os cabos das bandeiras tamanha a proximidade das arquibancadas do gramado?
Saudade daqueles tempos.
O Estudiantes morreu.
Sua torcida também.
O que vi em campo foi um time se achando um Milan ou um Barcelona com jogadores medíocres e displicentes.
Na lateral um tal de Angeleri.
Cabelos compridos, barba mal feita, cara de mau.
Eis um argentino característico. “Ainda há uma esperança”, pensei comigo mesmo.
Ledo engano.
Parecia uma tia que passou o jogo todo entregando a bola nos pés dos atacantes colorados.
E no final, numa disputa na linha lateral, ao invés de colocar o adversário na pista atlética com uma entrada desleal, acabou sendo agredido por ele com uma paulada no joelho ficando estirado gemendo fora de campo.
Dizem que o Real Madrid quer contratá-lo.
O ídolo do time é o Verón.
Filho daquele grande Verón que levou o velho Estudiantes ao topo da América.
Tremenda grande bosta.
Toquezinho pra lá, toquezinho pra cá. Cruzou 865 bolas nas mãos do goleiro.
Será que é só isso que ele sabe fazer?
E ainda faltando meia hora pra terminar o jogo, morreu em campo. Babou na gravata.
Não conseguia nem dar um passo.
E o treinador então?
Quem disse para Leonardo Astrada que ele é técnico de futebol?
Provavelmente foi a mesma pessoa que disse pro Desábato que ele é zagueiro.
Não precisa ser mestre em futebol para perceber durante o jogo que o treinador do Estudiantes não conhecia o time do Internacional.
Será que não foi capaz de pegar um DVD ou uma fita de vídeo e estudar o adversário?
Se o tivesse feito, não deixaria o Nilmar mano a mano com o Desábato.
Uma coisa tão óbvia que até o Galvão Bueno percebeu.
O mesmo Galvão Bueno, amigo do Arnaldo Cesar Coelho, que viu penalidade máxima clara sobre o Nilmar no lance que originou o gol do Inter.
Será que a parcialidade cegou meus colegas da imprensa esportiva?
Nenhuma pessoa foi capaz de perceber que o jogador colorado se atirou escandalosamente cavando a falta?
Será que só eu vi em casa?
Bom, vai ver a parcialidade me cegou e eles estão certos.
Mas isso é outro assunto.
Meu desabafo é pelo fim do Estudiantes.
O fim de sua torcida e o fim da mística de jogar na temida La Plata.
Hoje, qualquer um vai lá e ganha.
E ganha com autoridade. Ganha dando porrada e tendo jogador expulso aos 25 do primeiro tempo.
Ganha com a ajuda do juiz.
Claro. O torcedor não invade mais o campo para linchar o árbitro e não cutuca mais a bunda do bandeirinha no alambrado.
Que pena.
Perdi uma noite na frente do televisor.
Porque fiquei acordado até o finalzinho do jogo.
Ainda restava um fio de esperança de que o espírito vencedor baixasse sobre aqueles jogadores e que os deuses do antigo estádio Jorge Hirsch entrassem em campo e fossem buscar o resultado como fizeram naquele inesquecível 3 a 3 contra o Grêmio na Libertadores de 1983.
Afinal, a esperança é a última que morre.
Mas, quando o juiz marcou falta faltando alguns segundos para o tempo se esgotar, vi que não tinha mais solução.
O goleiro não correu pra área pra tentar o gol.
Foi então que morreu minha esperança.

26.11.08

Satisfação

Isso nunca me aconteceu.
Pelo menos durante tanto tempo assim.
Não sei ao certo explicar, mas me falta a criatividade para atualizar o blog.
Não diria nem “criatividade”, talvez uma falta de ânimo.
Pode parecer meio gay, mas acho que estou vivendo uma fase mais introspectiva.
Serve como aprendizado.
Como posso querer ser um dia um colunista de um jornal diário?
Imagina meus leitores abrindo o jornal e se deparando com uma foto de La Boca, ou de um gordinho segurando uma pazinha.
Nenhum texto, nenhum pensamento, nenhuma nova história de Luiz Nei.
Sei que o blog é um espaço pessoal sem nenhuma responsabilidade.
Pelo menos deveria ser assim.
Mas, como já escrevi em um post anterior, preocupo-me demasiadamente com as pessoas.
Ainda que o blog seja um espaço meu e sem responsabilidade, acho este "silêncio" uma falta de respeito com as pessoas que entram aqui diariamente (sim, elas existem).
Não tenho dificuldade em me colocar no lugar delas porque a grande maioria dos blogs que visito não se preocupa com a atualização.
Diria mais: estão cagando e andando para as pessoas que entram ali diariamente.
Não. Não citarei nomes.
Portanto, dentro da teoria "Saint-Exupéryana" de que sou eternamente responsável por aqueles que cativo, esse texto, que deveria apenas servir de satisfação aos leitores deste espaço, acabou sendo também a atualização do dia.
Quem sabe isso não me inspire.

21.11.08

La Boca

18.11.08

17.11.08

Sempre os gordinhos


Não. Não é um picolé na mão do gordinho.
É apenas uma pazinha.
Isso mostra como os gordinhos sofrem preconceitos.
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