17.1.08

16.1.08

Luiz Nei e a vingança divina

Atlântida.
Domingo pela manhã.
Antes de sair para caminhar na praia, abro meu carro para pegar os óculos escuros.
Noto que o rádio ficara ligado desde o dia anterior quando escutávamos música comendo um churrasco nos fundos da casa.
Pensei com meus botões: “se foi a bateria e esse carro não vai ligar”.
Dito e feito.
Girava a chave: “nhec, nhec, nhec, nhec...”
Nenhum sinal de vida.
(Sim. O som do carro não pegando é esse mesmo “nhec, nhec, nhec, nhec...”).
Nisso surge Luiz Nei pela porta dos fundos carregando um pote plástico de alface.
Vendo meu drama, despeja:
- Bem feito! Com uma fubica véia dessas tem que se fuder mesmo.
Puto da cara, não digo nada e acompanho a trajetória de Luiz Nei até a geladeira da área da churrasqueira onde pretendia guardar o pote de alface.
No primeiro degrau, Luiz Nei trupica e despenca de joelhos.
Pote de alface sai arrodeando pelo chão e vai parar longe.
De boca aberta, observo aquela cena patética e não deixo por menos.
- Toma! Coisa bem feita! É a vingança divina! Obrigado Senhor!
Meio sem jeito, se levantando e limpando os joelhos, Luiz Nei esbraveja:
- Agora tu te fudeu comigo! Agora mesmo é que essa merda não vai pegar!
E saiu de volta pra cozinha arrastando os chinelos.
Cinco minutos se passaram e o homem retorna.
- O que tu qué? Pergunto.
- Vou te ajudar a empurrar pra ver se liga.

Visivelmente com medo da vingança divina.

10.1.08

Férias II

Já estou no meu sexto dia de férias e continuo sem internet em casa.
Pelo menos até chegarem os modens da TIM.
Férias é um negócio engraçado.
O dia todo na piscina, tomando suco e vendo mulheres semi-nuas em seus micro-bikinis.
Tem coisa mais sacal que isso?

Mas não se preocupem.
Eu vou suportar.

4.1.08

Férias



Estou saindo de férias nesta sexta-feira.
Um mês completo sem nada para fazer.
Ainda não consegui saber se isso é bom ou é ruim.
Descobrirei com o tempo.
Só sei que vem na hora certa.
Pri ainda não tem direito a férias, portanto estarei em Porto Alegre lhe fazendo companhia.
Acordarei por volta do meio-dia.
Coçarei o saco intensamente...
Essas coisas.
Aproveitarei a piscina de Luiz Nei e Juçá e a “piscina” aqui da minha nova cobertura (foto).
Só não dá pra dar bombinha.
Com relação ao blog, também não defini.
Vai depender se conseguirei colocar internet em casa.
Em caso positivo, certamente atualizarei diariamente.
Caso contrário, tentarei conectar da casa de Luiz Nei e Juçá com a internet discada.
Mas era isso.
Aguardem maiores novidades no decorrer deste período.
Fui...
OLHA A BOMBINHAAAAA!!!

Tchibumm!!

Dons e anomalias

Ontem à noite passei horas na frente da TV acompanhando um programa sobre pessoas capazes de utilizar determinadas partes do corpo de forma bizarra.
Uma delas conseguia projetar 95% do globo ocular.
Literalmente fazia os olhos saírem da cara.
A outra conseguia arregaçar a pele do pescoço e esticar ao ponto de conseguir cobrir a boca.
Sempre admirei (com certa inveja) alguns amigos de infância capazes de certas proezas com determinadas partes do corpo que faziam com que fossem os centros das atenções.
Não sei se poderia chamar de anomalia congênita ou de dom divino.
Só sei que eu admirava.
E naquela época de ingenuidade juvenil (quando não havia a necessidade de atrair indivíduos do sexo oposto) o principal objetivo era chocar.
Quanto mais bizarro, melhor.
Em matéria de olhos, me lembrei imediatamente do Ricardo Cantalice que conseguia virar as pálpebras do avesso.
Normalmente causava frisson.
A Aline “Bigodón” conseguia olhar para a direita e para a esquerda ao mesmo tempo.
Uma vesga ao contrário.
Porém, diferente do Ricardo, não se orgulhava deste dom e raramente nos proporcionava vislumbrar.
Mas deixando os olhos de lado, recordei outros amigos e suas “anomalias” (ou dons).
O Carlos “Pecebão” tirava sonoridade do sovaco. Segurava o sovaco esquerdo com a mão direita e fazia um movimento como se estivesse batendo as asas. Conseguia reproduzir a música “Tieta”.
O “Gueré” mexia as orelhas, pra cima e pra baixo.
A Joana “La Loca” lambia o cotovelo.
O Paulo Scalzili torcia o dedo indicador para trás e encostava na parte superior da mão.
O Luiz Bonamigo comia macarrão e conseguia fazer sair pelo nariz.
Mas nenhum dom divino se compara ao do Marcelo Pegoraro que conseguia controlar o flato.
Isso mesmo.
Ele peidava na hora que bem entendesse.
Sabe o que é soltar uma bufa quando quiser?
O cara era o ídolo da gurizada.
Ganhador de todos os campeonatos de peidos que fazíamos.
Aliás, era hors concours.
Queria também poder fazer isso (suspiro).
Bom, mas não posso reclamar.
Também sou provido de um dom.
Meu super “Chafariz Salpico Perdigoto Salivaris”.
Quem me conhece mais a fundo sabe como funciona e, provavelmente, já foi vítima.
Trata-se de um jato duplo de saliva que atinge a presa de forma inapelável causando náusea e repugnância.
Basta dobrar a língua colocando no céu da boca e movimentar para frente aquela membrana que prende a língua por baixo.
O jato sai certeiro e tornava-se mais poderoso e letal quando comia bala “azedinha” ou quando mascava aquele chiclete ácido de morango que tinha um pozinho branco.
Nestes casos, a distância do jato era de algumas dezenas de metros.
Já tive meus momentos de glória.
O efeito do “Chafariz” junto às meninas era tão devastador quanto os gases do Pegoraro.
E isso me enchia de orgulho.
Certa vez fui convidado por uma equipe que participava da gincana do Hipo Incosul para ajudar numa tarefa que solicitava no local do evento uma pessoa que fizesse alguma coisa bizarra e asquerosa.
Pois minha timidez impediu que eu me tornasse uma pessoa famosa.
Recusei o convite.
Além disso, não estava mais na idade de causar alvoroço junto às meninas.
Pelo menos com o super “Chafariz Salpico Perdigoto Salivaris”.
Não posso declinar publicamente, mas, hoje em dia, causo alvoroço entre as meninas com outro dom divino.

Ou seria anomalia?

3.1.08

Minha doce vizinhança

Ainda em fase de adaptação à nova residência, estava na sacada do quarto observando o movimento da vizinhança.
Sem querer, me deparei com uma visão aterradora.
No prédio ao lado, na janela do terceiro andar, uma criatura obesa, sem camisa, estirada num sofá pulguento, ingere um pacote de salgadinho enquanto equilibra o controle remoto da TV sobre a pança lisa.
A barba mal cuidada misturava farelo e sebo.
Coisa deprimente.
Imediatamente, convidei Priscila para compartilhar daquele momento único.
Acho que ela não curtiu.
Outro dia, voltei à sacada e a cena foi ainda pior.
O gordo tava pelado, deitado no sofá.
Buzanfa branca e peluda virada pra janela.
Acho que estava fazendo sexo consigo mesmo.
Nojento.
Imediatamente, convidei Priscila para compartilhar daquele momento único.
Acho que ela não curtiu.
Mas, ontem, o gordo se superou.
Sem constrangimento, enfiou o braço dentro da bermuda e tratou de coçar o cu.
Isso mesmo.
Ficou algum tempo relaxando, cavocando o rego.
Já satisfeito, tirou a mão, observou atentamente o dedo indicador e limpou na lateral do sofá.
Não satisfeito, ainda cheirou.
Nauseei.
Só não convidei Priscila para compartilhar daquele momento único porque ela não estava em casa.

Por que eu não posso ser como todo mundo e ter como vizinha uma loira de 18 anos que molha as plantas da janela só de calcinha?
Acho que Priscila não curtiria também.

2008 - primeiro post

Acho que nunca fiquei tanto tempo seguido sem escrever neste blog.

Ninguém vai morrer por causa disso, né?
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