3.1.08

Minha doce vizinhança

Ainda em fase de adaptação à nova residência, estava na sacada do quarto observando o movimento da vizinhança.
Sem querer, me deparei com uma visão aterradora.
No prédio ao lado, na janela do terceiro andar, uma criatura obesa, sem camisa, estirada num sofá pulguento, ingere um pacote de salgadinho enquanto equilibra o controle remoto da TV sobre a pança lisa.
A barba mal cuidada misturava farelo e sebo.
Coisa deprimente.
Imediatamente, convidei Priscila para compartilhar daquele momento único.
Acho que ela não curtiu.
Outro dia, voltei à sacada e a cena foi ainda pior.
O gordo tava pelado, deitado no sofá.
Buzanfa branca e peluda virada pra janela.
Acho que estava fazendo sexo consigo mesmo.
Nojento.
Imediatamente, convidei Priscila para compartilhar daquele momento único.
Acho que ela não curtiu.
Mas, ontem, o gordo se superou.
Sem constrangimento, enfiou o braço dentro da bermuda e tratou de coçar o cu.
Isso mesmo.
Ficou algum tempo relaxando, cavocando o rego.
Já satisfeito, tirou a mão, observou atentamente o dedo indicador e limpou na lateral do sofá.
Não satisfeito, ainda cheirou.
Nauseei.
Só não convidei Priscila para compartilhar daquele momento único porque ela não estava em casa.

Por que eu não posso ser como todo mundo e ter como vizinha uma loira de 18 anos que molha as plantas da janela só de calcinha?
Acho que Priscila não curtiria também.

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