20.2.08

A77AQUE

Quem me apresentou o Attaque 77 foi o Bananal, um guri que morava lá no prédio.
Isso lá no século passado, meados de 1989.
Era uma fita cassete de péssima qualidade, mas isso não importava.
Foi amor à primeira vista (ou amor à primeira escutada).
A banda recém surgida no rock argentino era tudo que eu queria em matéria de música em espanhol.
Tinha suas canções entoadas nos estádios por torcedores de Boca e River.
Uma apoteose!
Sempre lembrando que, naquela época, nosso acesso à música argentina (ou espanhola) era muito difícil.
Não só para adquirir fitas ou CDs, mas também para conhecer novas bandas.
Ficava tudo muito limitado a Fito Paez, Mercedes Sosa e Charly García.
Legalzinho até.
Mas não era o que eu procurava.
Para se ter um CD, só mesmo viajando para Buenos Aires ou encomendando com amigos.
Se até hoje dificilmente encontramos alguma coisa boa nas lojas, imagina em 1989.
Pois o Attaque 77 representava a Argentina pura.
Futebol, mulher, ditadura militar, falta de grana, mães da Plaza de Mayo, mate, viagens para as praias do Brasil, problemas da juventude, eram os temas das canções.
Do jeito que podia, passei a acompanhar a evolução do Attaque 77.
Com o advento da internet as coisas se tornaram mais fáceis.
O Youtube me possibilitou, pela primeira vez, ver um vídeo da banda.
As músicas evoluíram.
Ciro e Federico Pertusi melhoraram 100%.
E Attaque 77 segue fazendo sucesso.
Pelo menos na Argentina.
Infelizmente, por aqui segue desconhecido.
Quem sabe, um dia, conseguirei realizar o sonho de assistir a banda ao vivo?
Por enquanto, sigo pedindo ajuda ao meu grande amigo Youtube.

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