28.3.08

De uma queda foi ao chão

Cheguei em casa por volta da meia-noite.
Recém entrando em casa, escuto a Priscila me chamar do quarto.
Coberta com edredon até a cabeça e meio dormida, resmunga:
- Má... eu caí no banheiro.
- Que?
- Levei um tombo no banheiro. Estava lavando a cabeça quando faltou água. Saí toda ensaboada e consegui encher uma caneca com água da pia. Quando eu voltava pro box, escorreguei e caí. Virei toda a água e derrubei a cortina.
- Te machucou?
- Só a bunda.
Juro por Deus que precisei de um autocontrole absurdo para não gargalhar.
Ainda bem que foi no banheiro.
Se tivesse caído na área era pênalti.

27.3.08

Quiero mi Aguinaldo

Desde os meus dez anos de idade, quando ganhei de aniversário do Marcelo Pegoraro um disco do Julio Iglesias, sou admirador da língua espanhola. O interesse em me aprofundar no idioma surgiu já no ano seguinte quando, pela primeira vez, conheci a Argentina.
O tempo foi passando e o meu contato com o idioma vizinho ficou cada vez mais estreito.
Na década de 90, morei na Costa Rica e na Espanha.
Aos poucos, passei a conhecer as diferenças existentes de país para país. Não só nas expressões utilizadas como também no sotaque.
Hoje em dia, ao escutar alguém falar espanhol, sei exatamente se a pessoa é da Espanha, da América Central ou da América do Sul.
Apesar deste conhecimento, ontem fiquei sabendo que nos paises aqui da América do Sul, os trabalhadores também recebem o décimo terceiro salário.
Mas isso não é interessante.
Interessante é o nome do décimo terceiro salário.
Nada mais nada menos que AGUINALDO.
Quem me contou foi a minha irmã Leila, recém chegada de Montevidéu onde foi visitar nossa amiga Manuela Capurro.
Pois no Uruguai, os trabalhadores recebem o aguinaldo.
Imagino a cara da minha irmã quando Manuela disse que iria ao shopping comprar com o aguinaldo.
O mais engraçado é que eles morreram de rir ao saber que aguinaldo no Brasil é um nome próprio.
E, além disso, identifica um dos maiores cantores do país: Aguinaldo Timóteo.
Deve ser como, se a cada final de ano, nós recebêssemos da nossa empresa o Fito Paez. Ou a Mercedes Sosa.

Vai ver que é por isso que o Timóteo faz tanto sucesso no Uruguai.

21.3.08

Essa é parceira


Sexta-feira Santa em Porto Alegre.
Temperatura de 34 graus.
Família toda viajando.
Carteira vazia e pouca opção de lazer.
Priscila entediada em casa.
O que fazer?
Nada melhor do que levar a esposa para ver São José x Brasil de Pelotas no Passo D´Areia.
Jogaço pelo Gauchão 2008.
Para quem já foi assistir União Barbarense x Catanduvense pela Séria A3 do Paulistão, São José x Brasil PE era como uma final de Copa da Europa entre Real Madrid e Milan para Priscila.
A decisão se mostrou acertada logo na chegada ao estádio: ingresso custando apenas R$ 10,00 e entrada grátis para mulher.
De imediato, Priscila foi apresentada à torcida Xavante: “Éu, éu, éu, a melhor e mais fiel!”.
Pelo menos era o que eles cantavam.
Mas façamos justiça: aproximadamente 3 mil pelotenses viajaram mais de 3h para acompanhar o time.
Ficamos sentados na torcida do São José.
Uma torcida que merece uma análise mais aprofundada.
Na verdade, ninguém torce para o São José.
Apenas meia dúzia de pré-adolescentes. Três vestindo a camisa do Grêmio e três vestindo a camisa do Inter.
O grito mais empolgado era: “Vamu São José! Vamu São José!”.
Um troço assim super original.
Parecia que o jogo era em Pelotas tamanha a diferença na quantidade e na animação da torcida.
Boquiaberta, Priscila prestava atenção em tudo, menos no jogo.
É só observar a foto aí de cima: pressão total do Brasil de Pelotas dentro da área do São José e Priscila observando o passarinho verde.
No final, vitória do São José por 2 a 1.
Mas o placar foi o que menos importou. Bom mesmo, só a diversão e a companhia de Priscila.

20.3.08

Entrevista



Um minuto de meditação antes de entrar no ar pela Grêmio TV.
Entrevistando Clóvis Rezende (meu tio).

Promessa para São José

Priscila chegou em casa, ontem, carregando dezenas de pedacinhos de papel:
- Pra que isso? Questionei.
- É a promessa para São José.
- E?
- Hoje é dia de São José. Em cada um destes papéis tem um nome de fruta que eu conheço. Você reza uma oração, faz um pedido e escolhe um papelzinho. A fruta que tiver neste papel você terá que ficar um ano sem comer. Se você conseguir ficar um ano sem comer, seu pedido se torna realidade.
- Mas tem tudo que é fruta?
- Tem.
- Tem Sapoti?
- Não enche. Vai querer fazer?
- Vou.
- Não esquece que também tem Cacau. Se você tirar Cacau não vai poder comer chocolate durante um ano.
- Me dá aqui. Deixa eu tirar um papelzinho.
Alguns minutos de suspense.
Tcham, tcham, tcham, tcham!
Abri...
- JACA!!!
Revolta da Priscila:
- Ah não! Jaca não vale. Tira outra. Promessa exige sacrifício.
- Meu Deus, Priscila. Estou desesperado. Como vou conseguir ficar um ano sem comer Jaca? Não vou conseguir. Prefiro a morte.
- Mentiroso. Você nunca comeu Jaca na vida.
- Eu sei. Mas nos últimos meses ando com desejo de comer Jaca. Sonho com Jaca. Não sei se vou agüentar.
- Você está mentindo, bocó.
- Não incomoda, Priscila. Jaca está no mesmo patamar da Nectarina que você tirou

Não me ofereçam Jaca nos próximos 365 dias.

18.3.08

Mártin: relações

Subindo o elevador com o Mártin, quatro aninhos.
Questiono:
- Filho, qual ovo tu vais querer de Páscoa?
- Aquele do Burger King.
- Do Burger King? Nem sabia que o Burger King estava vendendo ovo de Páscoa.
- Sim. Aqueles que vêm com um brinquedo bem grandão!
- Ah! Kinder Ovo.
- Isso.

Alguma relação deve existir.

(...)

Fui a Gramado no último final de semana e deixei as crianças aos cuidados de Juçá e Luiz Nei.
História relatada a mim por Juçá.
Ela na cama lendo jornal.
Mártin ao lado comenta:
- Ai vovó, que saudade do meu pai. Vou fazer cocô.

Alguma relação deve existir.

17.3.08

Gramado, casamento, bêbados e afins

O último final de semana foi daqueles para ficarem na história.
O casamento do meu amigo Rafael Ughini realizado no hotel Serrano, em Gramado, foi show de bola.
Regredi aproximadamente 25 anos ao encontrar ex-colegas de Anchieta que nunca mais havia visto na vida.
Muito bom poder relembrar de histórias da nossa infância.
Pelo menos enquanto todos estavam sóbrios.
Depois disso, você lembra como alguns amigos de infância eram chatos.
Depois de encher a cara de champanha, vinho, cerveja e uísque, um deles passou a noite toda enfiando o dedo na minha orelha.
Não entendi o motivo da fixação.
Pelo menos foi útil, já que não havia levado cotonete.
Outro deles me abraçava (todo suado), me beijava e gritava “eu te amo, Moranguinho!”.
Confesso que fiquei inclinado e quase deixei a Priscila pra ficar com ele.

Voltando um pouco no tempo, o fim de semana começou no sábado pela manhã quando saímos em direção à Gramado.
E não começou nada bem.
No meio do caminho, Priscila lembrou que havia esquecido a bolsa das maquiagens.
Tivemos que voltar.
Lógico que mulher não pode viajar sem a bolsa de maquiagem.
Ainda mais se for para um casamento.

Chegamos ao hotel Mercure no meio da tarde.
Excelente hotel.
Tão chique que a porta do quarto abria com cartão magnético.
Paguei uma diária de R$ 140,00 pela agência de turismo que estava organizando a festa e quando fui fazer o check-in me espantei com o valor de balcão: R$ 367,00 a diária no quarto de casal.
Ainda assim, acho que R$ 140,00 é o que realmente valia.
Apesar do cartão magnético na porta.

Centro de Eventos do Hotel Serrano decorado com esmero para receber os convidados.
Coisa muito chique.
Jantar à francesa bem gostoso.
Filé ao molho madeira e arroz cheio de frescura.
Gostoso, mas com uma quantidade ridícula de comida no prato.
Tanto que tive que pedir outro prato principal (incentivado pelo meu amigo Marcelo).
Constrangido, o garçon cochichou no nosso ouvido: “faz de conta que vocês não tinham comido ainda”.
Nem precisou fazer de conta.
Com a quantidade de comida que veio era como se não tivéssemos comido mesmo.
Priscila queria se esconder de vergonha.
Cheguei a ficar chateado, mas passou depois que ela surrupiou uma dúzia de docinhos e colocou dentro da bolsa “pra comer no outro dia”.
A banda Dublê, contratada para tocar, aumentou ainda mais o clima de nostalgia só com músicas da década de 80 e nos fez ver, mais uma vez, como estamos velhos.
Passei a noite toda arrasando na pista de dança e detonando com a mesa dos doces.
Felizmente, a glicose foi essencial para minimizar o grau de álcool no organismo.
Chegamos de volta ao hotel lá pelas 3h30 e capotei até ser acordado às 10h pelo despertador da Pri.
Não poderíamos perder o café da manhã em um hotel onde a diária custa R$ 367,00.
Mas não era lá grande coisa. Valia só os R$ 140,00.
Apesar da porta com cartão magnético.

Deixamos o hotel às 12h e fomos encontrar a Simone e o Marcelo para almoçar.
Comemos lá em casa, em Canela.
Não, não na minha casa.
O nome do restaurante era “Lá em Casa”.
Comida caseira, óbvio.
Antes de irmos embora, ainda compramos uns chocolates em Gramado.
No caminho de volta, levei a Priscila pra conhecer o Centro Budista de Três Coroas.
Vale a pena dar um pulo lá.
Mas só uma vez na vida.
Não sou muito adepto desta filosofia oriental.
Desapego aos bens materiais, não comer carne vermelha...
Não dá pra abrir mão de um bom filé ao molho madeira com arroz cheio de frescura.
Sem falar das portas que se abrem com cartão magnético.

14.3.08

Carícias íntimas




Volta e meia, profissionais de imprensa são obrigados a passar por situações constrangedoras .

Hoje é sexta-feira

Pesquisando na internet, em site de grande relevância, descobri que hoje é o Dia do Careca.
Mulheres, fiquem à vontade para parabenizar o meu!

(...)

Amanhã sigo para Gramado onde participarei do casamento do meu amigo Ughini.
Aliás, segundo casamento.
O cara tem que ser muito imbecil para casar duas vezes.

11.3.08

Força de vontade

São exatamente 22h50.
Priscila está numa festa do trabalho.
Estou sozinho em casa vendo o paredão do BBB.
Há duas horas jantei um sanduíche.
Nenhum doce em casa.
Aqui em cima da mesa, ao lado do laptop, olhando pra mim, está o alfajor da Priscila.
É o último alfajor remanescente dos que eu roubei da festa do Daniel.
Mas é da Priscila.
Estou fazendo uma força sobre-humana para não comer.
É uma prova de amor.
Só faltava mesmo ele olhar pra mim e falar: “me come”.
Xi...
Falou.

Alegoria natalina

Sentado na sala vendo futebol na TV.
Priscila no banheiro se arrumando para uma festa do trabalho.
Liga secador de cabelo.
Desliga secador de cabelo.
Liga secador de cabelo.
Caminha pra cá.
Caminha pra lá.
Bate gaveta.
Abre armário.
Grita lá de dentro.
- Queria poder matar esse cabeleireiro! Esse lazarento acabou com o meu cabelo! Um cara desses não pode dizer que é cabeleireiro porque denigre a imagem da classe.
Respirei fundo.
Medi as palavras tentando ajudar:
- Eu achei que ficou bonito, amor.
- Claro!! Estou com um presépio na cabeça. Não tem nada mais lindo do que o local onde Jesus nasceu. Um amor.

Mesmo conhecendo a fúria de uma mulher com TPM e insatisfeita com o corte de cabelo, gargalhei.

Na memória

Aniversário do Daniel.
Muita gente reunida...
Papo vai, papo vem.
Gabriela comenta comigo.
- Tu nem acredita. Ontem estava vendo um programa no canal GNT e lembrei de ti.
- Mesmo? Me conta.
- Era um programa de gafes cometidas durante o sexo. Completamente escatológico. Pegaram um casal na rua e perguntaram qual a maior gafe cometida por eles. Aí o cara disse que estava fazendo sexo anal e quando tirou o pau de dentro da mulher ele saiu todo cagado e com um milho grudado.
- ...

Bom quando as pessoas lembram da gente.

10.3.08

Declaração de amor



Você chegou no momento em que eu mais precisava.
Como um anjo que com sua paz vem trazer serenidade.
Como quem não quer nada, entrou na minha vida iluminando meus dias com seus cabelos vermelhos e seu sorriso impar.
Abdicando de sua história, de suas raízes, se entregou de corpo e alma simplesmente para me fazer feliz.
Encontrou feridas abertas, mas soube tratar cada uma delas.
Como só você sabe fazer: com doçura e inteligência.
Você chegou no momento em que eu mais precisava.
Agarrou forte minha mão.
Me tirou do buraco em que eu mesmo decidi viver apontando o caminho à seguir.
Um caminho que volto a percorrer ao seu lado.
Pois só assim consigo seguir.
Você me faz ser forte.
Me faz ser capaz.
Me faz ser melhor do que realmente sou.
Só porque tenho você ao meu lado.
Você chegou no momento em que eu mais precisava.
Me fez acreditar outra vez no amor.
Que a felicidade está nas pequenas coisas.
Num simples olhar de cumplicidade.
No singelo ato de deitar no meu colo.
Hoje observo você dormir em meus braços e sinto meu coração quase explodir.
Agradeço a Deus por ter te colocado no meu caminho.
E, morrendo de amor, fico vagando em meus devaneios:
- Por onde você andou nestes últimos trinta anos, meu anjo de cabelos vermelhos?
Antes tarde que nunca.
O que importa é que você chegou no momento em que eu mais precisava.
Obrigado.

Feliz aniversário, amor da minha vida.

7.3.08

Mestre de obras é despedido por sexo com aspirador

Um mestre de obras polonês foi despedido depois que o encontraram em pleno ato sexual com um aspirador, em Londres. O encarregado, que deveria fechar o local depois do fim do trabalho, foi surpreendido nu e de joelhos, na sala de jantar de empregados de um hospital infantil britânico, de acordo com o jornal 20 minutos.

Sem acreditar, um guarda que fazia a segurança do centro clínico de Great Ormond pediu que o homem se limpasse e fizesse o mesmo com utensílio antes de sair.

Ao ser interrogado por seus superiores, o homem afirmou que estava "aspirando suas cuecas" e que isto era uma prática habitual na Polônia, segundo informa o Daily Telegraph.

Uma testemunha disse que o guarda se surpreendeu porque o homem "gritava mais forte do que o aspirador".

Este final foi sensacional!

Deu no Terra

Passagens de quinta-feira

Sentado na minha mesa.
Compenetrado trabalhando no computador.
Melissa do Marketing chega ao meu lado apontando:
- Olha só que amor!
- O que, Melissa? Resmungo.
- Tua camiseta tá dobradinha e tua banha tá saltando pra fora.
- (suspiro)

Sorte dela que não era meu zíper que tava aberto

***

Pergunto para Juçá:
- Pra quem tu torce no Big Brother?
- Pro Marcelo.
- Não acredito. Ele é maluco.
- Ele é completamente psicopata, mas parece contigo.

Ah bom.

4.3.08

Ui








Martin Taylor e Eduardo da Silva.

Tim Maia e o pênis de borracha

Meu apartamento tem duas áreas.
Uma atrás e uma na frente.
A área do quarto da de frente para a área do apartamento do vizinho.
Era noite, Priscila estava no banho e eu arrumava a cama pra deitar.
De repente, olhei pela janela e tomei um susto com a vizinha me chamando na sacada.
Cumprimentei educadamente e saí na área para ver o que ela queria.
A cara não era de bons amigos.
Sem nem mesmo responder meu cumprimento, já saiu largando:
- Ontem encontrei um pênis de borracha jogado aqui na minha área. Se isso foi alguma brincadeira tua que jogou aqui, não achei a menor graça. Podia ter um pouco mais de respeito e educação.
Fiquei atônito.
Boquiaberto.
Gaguejei alguma coisa e usei de toda minha fidalguia:
- Se a senhora acha que joguei um pênis de borracha na sua área, está enganada. Nunca nem toquei num pênis de borracha. E, que eu tenha conhecimento, minha esposa não tem um pênis de borracha.
A vizinha virou as costas e saiu braba.
Levei alguns minutos para assimilar o que havia ocorrido, mas logo esqueci.
Minha maior preocupação era encontrar um DVD virgem para poder gravar o especial do Tim Maia que ia passar na TV Cultura.
Revirei todo o armário da sala atrás de um DVD virgem.
Fui procurar no quarto e a Priscila já estava dormindo.
Delicadamente acordei-a para perguntar se ela sabia onde tinha algum DVD.
Encontrei e saí correndo para não perder o especial.
Já havia começado.
A abertura era genial:
A porta de uma garagem abrindo bem devagar.
Quando ela estava toda aberta, lá de dentro saiu Tim Maia sentado num carrinho de rolimã.
Ele desceu a rampa da garagem em velocidade e se estatelou no meio da rua, tudo ao som de “Do Leme ao Pontal”.
Lamentei não estar gravando aquilo.
De repente Tim Maia olha pra mim e diz:
- Vou te dar um disquinho autografado!

Foi então que acordei.
Show de sonho!
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