17.3.08

Gramado, casamento, bêbados e afins

O último final de semana foi daqueles para ficarem na história.
O casamento do meu amigo Rafael Ughini realizado no hotel Serrano, em Gramado, foi show de bola.
Regredi aproximadamente 25 anos ao encontrar ex-colegas de Anchieta que nunca mais havia visto na vida.
Muito bom poder relembrar de histórias da nossa infância.
Pelo menos enquanto todos estavam sóbrios.
Depois disso, você lembra como alguns amigos de infância eram chatos.
Depois de encher a cara de champanha, vinho, cerveja e uísque, um deles passou a noite toda enfiando o dedo na minha orelha.
Não entendi o motivo da fixação.
Pelo menos foi útil, já que não havia levado cotonete.
Outro deles me abraçava (todo suado), me beijava e gritava “eu te amo, Moranguinho!”.
Confesso que fiquei inclinado e quase deixei a Priscila pra ficar com ele.

Voltando um pouco no tempo, o fim de semana começou no sábado pela manhã quando saímos em direção à Gramado.
E não começou nada bem.
No meio do caminho, Priscila lembrou que havia esquecido a bolsa das maquiagens.
Tivemos que voltar.
Lógico que mulher não pode viajar sem a bolsa de maquiagem.
Ainda mais se for para um casamento.

Chegamos ao hotel Mercure no meio da tarde.
Excelente hotel.
Tão chique que a porta do quarto abria com cartão magnético.
Paguei uma diária de R$ 140,00 pela agência de turismo que estava organizando a festa e quando fui fazer o check-in me espantei com o valor de balcão: R$ 367,00 a diária no quarto de casal.
Ainda assim, acho que R$ 140,00 é o que realmente valia.
Apesar do cartão magnético na porta.

Centro de Eventos do Hotel Serrano decorado com esmero para receber os convidados.
Coisa muito chique.
Jantar à francesa bem gostoso.
Filé ao molho madeira e arroz cheio de frescura.
Gostoso, mas com uma quantidade ridícula de comida no prato.
Tanto que tive que pedir outro prato principal (incentivado pelo meu amigo Marcelo).
Constrangido, o garçon cochichou no nosso ouvido: “faz de conta que vocês não tinham comido ainda”.
Nem precisou fazer de conta.
Com a quantidade de comida que veio era como se não tivéssemos comido mesmo.
Priscila queria se esconder de vergonha.
Cheguei a ficar chateado, mas passou depois que ela surrupiou uma dúzia de docinhos e colocou dentro da bolsa “pra comer no outro dia”.
A banda Dublê, contratada para tocar, aumentou ainda mais o clima de nostalgia só com músicas da década de 80 e nos fez ver, mais uma vez, como estamos velhos.
Passei a noite toda arrasando na pista de dança e detonando com a mesa dos doces.
Felizmente, a glicose foi essencial para minimizar o grau de álcool no organismo.
Chegamos de volta ao hotel lá pelas 3h30 e capotei até ser acordado às 10h pelo despertador da Pri.
Não poderíamos perder o café da manhã em um hotel onde a diária custa R$ 367,00.
Mas não era lá grande coisa. Valia só os R$ 140,00.
Apesar da porta com cartão magnético.

Deixamos o hotel às 12h e fomos encontrar a Simone e o Marcelo para almoçar.
Comemos lá em casa, em Canela.
Não, não na minha casa.
O nome do restaurante era “Lá em Casa”.
Comida caseira, óbvio.
Antes de irmos embora, ainda compramos uns chocolates em Gramado.
No caminho de volta, levei a Priscila pra conhecer o Centro Budista de Três Coroas.
Vale a pena dar um pulo lá.
Mas só uma vez na vida.
Não sou muito adepto desta filosofia oriental.
Desapego aos bens materiais, não comer carne vermelha...
Não dá pra abrir mão de um bom filé ao molho madeira com arroz cheio de frescura.
Sem falar das portas que se abrem com cartão magnético.

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