4.3.08

Tim Maia e o pênis de borracha

Meu apartamento tem duas áreas.
Uma atrás e uma na frente.
A área do quarto da de frente para a área do apartamento do vizinho.
Era noite, Priscila estava no banho e eu arrumava a cama pra deitar.
De repente, olhei pela janela e tomei um susto com a vizinha me chamando na sacada.
Cumprimentei educadamente e saí na área para ver o que ela queria.
A cara não era de bons amigos.
Sem nem mesmo responder meu cumprimento, já saiu largando:
- Ontem encontrei um pênis de borracha jogado aqui na minha área. Se isso foi alguma brincadeira tua que jogou aqui, não achei a menor graça. Podia ter um pouco mais de respeito e educação.
Fiquei atônito.
Boquiaberto.
Gaguejei alguma coisa e usei de toda minha fidalguia:
- Se a senhora acha que joguei um pênis de borracha na sua área, está enganada. Nunca nem toquei num pênis de borracha. E, que eu tenha conhecimento, minha esposa não tem um pênis de borracha.
A vizinha virou as costas e saiu braba.
Levei alguns minutos para assimilar o que havia ocorrido, mas logo esqueci.
Minha maior preocupação era encontrar um DVD virgem para poder gravar o especial do Tim Maia que ia passar na TV Cultura.
Revirei todo o armário da sala atrás de um DVD virgem.
Fui procurar no quarto e a Priscila já estava dormindo.
Delicadamente acordei-a para perguntar se ela sabia onde tinha algum DVD.
Encontrei e saí correndo para não perder o especial.
Já havia começado.
A abertura era genial:
A porta de uma garagem abrindo bem devagar.
Quando ela estava toda aberta, lá de dentro saiu Tim Maia sentado num carrinho de rolimã.
Ele desceu a rampa da garagem em velocidade e se estatelou no meio da rua, tudo ao som de “Do Leme ao Pontal”.
Lamentei não estar gravando aquilo.
De repente Tim Maia olha pra mim e diz:
- Vou te dar um disquinho autografado!

Foi então que acordei.
Show de sonho!

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