10.4.08

Bifes

Não tenho problemas com alimentação.
Acho que isso é visível.
Tá certo que não suporto palmito, cenoura, tomate e nabo, mas pelo menos como chuchu.
São poucos os alimentos que me trazem repulsa.
Já comi língua.
E comi muita língua.
Era viciado em língua à milanesa recheada com presunto e queijo.
Amava língua.
Isso até ver uma no açougue.
Nunca mais.
A Priscila come moela.
Já escrevi isso em algum momento.
Que coisa!
Como a gente se engana com as pessoas.
Tsc...tsc...tsc...
Outra coisa que também comi foi intestino.
Sim. Eu comi tripas.
Mas a diferença é que eu comi sem saber que se tratava de intestino, pois respondia pelo simpático nome de “chinchulines” em uma casa de parrilla.
Posso testemunhar que é de dar asco.
Bom, toda esta introdução é para dizer que hoje fui almoçar e no bufet havia um delicioso e suculento bife.
Mas bife de fígado.
Como pode alguém comer fígado?
Logo fígado, que funciona como glândula exócrina (não sei o que é isso, mas tá no Wikipédia).
Seja o que for, não é de comer.
Mas tem gente que come.
E o pior é que ele é idêntico a um bife normal.
Tão idêntico, mas tão idêntico, que uma pessoa é capaz de colocar no prato, cortar uma fatia generosa e enfiar na boca como se fosse um bife normal.
Êita pessoa bocó.
Mas não vou dizer quem foi.

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