26.6.08

Marcha Real

Comentário aqui na sala antes da partida desta tarde entre Espanha e Rússia, pela Eurocopa:
- Incrível como nenhum jogador canta o hino da Espanha. Falta de educação.

A Marcha Real, como é conhecido o hino espanhol, é instrumental.
Talvez o único hino de um país que não possui letra.
Incomodados com isso, no ano passado, o Comitê Olímpico do país criou um concurso para escolher uma letra para a Marcha, mas a idéia não vingou.

O sócio

Imperdível hoje, na Record, a final do Aprendiz 5 – O sócio.
Não consegui acompanhar muitos episódios nesta edição deste que é um dos melhores programas da TV brasileira.
Não só pela idéia, mas muito também pela participação do Roberto Justus.
O cara é um espetáculo.
No último programa, na terça-feira, os últimos três participantes tiveram que participar de uma prova sensacional: foram deixados nas ruas de Montevidéu, no Uruguai, com apenas a carteira de identidade.
O objetivo era conseguir a maior quantia de dinheiro possível (valendo dólar, real ou peso) em um prazo de 48 horas.
Imagina passar por essa situação?
O vencedor da prova procurou abordar brasileiros na rua e conseguiu arrumar 40 dólares com a boa vontade dos conterrâneos. Com este dinheiro, ele comprava alfajores pelo preço de fábricas e revendia por maior valor. Conseguiu arrecadar quase 200 reais no final dos dois dias.
O último colocado, que acabou demitido, não arrecadou absolutamente nada.
O programa desta noite, ao vivo, promete novas e grandes emoções.

Não perderei.

25.6.08

O fim dos tempos

A internet realmente nos proporciona momentos maravilhosos.
Hoje achei isso.

Vou ali vomitar e já volto.

Primeira Dama


Era estagiário da Rádio Gaúcha em 1996 e respondia pela produção do programa esportivo das 18h.
Meio da tarde, estava sozinho no estúdio de edição apagando alguns cartuchos (na época as matérias eram gravadas em cartuchos, tipo uma fita).
Aproveitando os últimos momentos de tranqüilidade antes da correria do final de tarde, comia um pastel e tomava uma coca light enquanto trabalhava.
Subitamente, através da janela, percebi uma movimentação estranha no corredor.
Não deu nem tempo de abrir a porta pra ver o que acontecia: de uma hora pra outra, o estúdio foi invadido por uma multidão de fotógrafos e aspones.
À frente deles, Dona Ruth Cardoso dava início a sua visita às dependências da emissora.
Cordialmente ela me cumprimentou estendendo a mão.
Entre os flashes e o tumulto, só deu tempo para largar o pastel e a coca light sobre a mesa e murmurar um “boa tarde, senhora” com a boca cheia.
A distinta dama sorriu e deixou a sala seguida pela comitiva.

Hoje posso dizer que tive a honra de engordurar a mão da ex-Primeira Dama.
Que Deus a tenha.

24.6.08

Fim de carreira

Decidi levar as crianças ao Xou de Xuxa para exercer o papel de pai.
Confesso que achei que seria mais fácil.
Me enganei.
Já não tenho mais idade para este tipo de aventura e desisti de repetir algo semelhante num futuro próximo.
Chegamos ao ginásio às 15h sendo que o espetáculo começava às 18h.
Minha idéia era pegar um lugar razoável nas arquibancadas.
Permanecemos na fila por aproximadamente meia hora agüentando o frio da beira do Guaíba.
O frio até não foi problema, difícil mesmo foi conseguir vencer os vendedores de bugigangas.
Para meu desespero, a oferta era demasiada: pôsteres, fotos, bandeiras, fitas, balas, salgados, chicletes, pisca-piscas, bolas, almofadas, casacos, cachecóis, binóculos, bonés, lanternas, sucos, carros semi-novos, entre outras trocentas porcarias com a marca Xuxa.
Impressionante a criatividade.
Evidente que a Duda não se conteve apenas com uma faixa de cabeça, e tive que usar de energia para demovê-la da idéia de consumir.
Apesar de chegarmos cedo, conseguimos lugares de razoáveis para ruins.
Aquele assim, meio de lado, já saindo...
Isso sem falar no cimento congelante.
Foi obrigado a tirar o casaco pra sentar encima.
Difícil mesmo foi a situação daqueles pais que deixaram pra chegar minutos antes.
E como tinham.
Não sei se é inexperiência ou burrice mesmo.
Prefiro ficar com a última opção.
Os portões de entrada superlotaram.
As escadarias ficaram entupidas.
Ninguém saía e ninguém entrava.
Pais e mães pegavam seus filhos no colo ou colocavam na garupa pra evitar um iminente sufocamento.
Cheguei a temer uma tragédia maior rezando para que nenhum dos meus decidissem ir ao banheiro.
Felizmente, o único que teve que segurar o xixi fui eu.
Depois de intermináveis horas de espera e de responder 123.298 vezes a pergunta “já tá na hora, pai?”, finalmente começou o show.
E que decepção: Xuxa é uma ex-atleta.
Nada daquele pique e daquele charme de outrora.
Na primeira música, desisti de procurá-la depois do espetáculo.
Enquanto Duda berrava, dançava e chorava, Mártin observava quieto.
- E aí, filho? Tá gostando? Perguntei.
- Sim. Mas não vejo a hora de ir embora.
Pensei em dizer: “eu também, filho”, mas preferi ficar quieto.
Depois de 15 minutos de show, Mártin adormeceu no meu colo.
Só acordou na última música do Txutxucão.
Minha cabeça parecia explodir e meu corpo doía por completo.
Mais uma hora e meia de sofrimento.
Felizmente, não houve bis.
Mas os problemas não terminaram por aí: quem disse que eu conseguia táxi para ir embora?
Me arrependi até o último fio de cabelo de não ter ido de carro.
Depois de caminhar quase até o Praia de Belas, apareceu um carrinho salvador.
Cheguei em casa rastejando e pedindo cama.
“Não basta ser pai, tem que participar”.
Pau no cu de quem inventou essa frase.
Pior é ter que admitir que, além da Xuxa, eu também sou ex-atleta.

20.6.08

Vale a pena ler de novo (1)

TRAUMA DE GUARDA-CHUVA (publicado 30/05/2006)

Hoje levantei de manhã cedo e encontrei um guarda-chuva pendurado no trinco da porta.
Num primeiro momento pensei: “que amor esse zelo de mãe”.
Mas logo esse sentimento meigo me fez regredir no tempo pelo menos uns 25 anos. Lá pela segunda e terceira série quando eu era a chacota da turma porque a mãe fazia questão de ir lá na aula me entregar um guarda-chuva quando começava a chover.
Sentava na fila da janela e entrava em pânico quando via cair as primeiras gotículas de chuva.
Os pingos também alertavam os colegas e não demorava muito pra alguém gritar lá no fundão:
- Lá vem a mamãe com o guarda-chuva!
E todos riam.
Dito e feito.
Em 10 minutos, a diretora aparecia na porta segurando o objeto do meu desespero.
E todos riam.
Até ela e a professora.
Minha vontade era arremessar aquele troço pela janela e só de birra voltava pra casa encharcado com o guarda-chuva enfiado no fundo da mochila.
Foram uns três longos anos assim até que decidi compartilhar com a mãe minha insatisfação com aquele gesto de dedicação e carinho.
Ela mostrou-se piedosa com a minha dor e perguntou:
- Por que não me disse isso antes, meu filho?
Realmente não sabia o motivo daquele silêncio e conformidade.
Hoje minha mãe acordará de manhã e encontrará um guarda-chuva pendurado no trinco da porta.

Xou da Xuxa

Já passou a época em que eu queria comer a Xuxa.
Ela teve a chance dela e não aproveitou.
Agora tá passada.
Amanhã estaremos frente a frente outra vez.
Levarei as crianças para vê-la no Gigantinho.
Programa de índio?
Talvez...
Fila, frio, arquibancada, milhares de crianças hiperativas, histeria...
Mas vai ser legal.
Pelas crianças, vale a pena.

E pela oportunidade de regredir no tempo mais uma vez.
Vai que ela me dá bola.

18.6.08

Constrangedor

Gal Costa cantando o Hino Nacional Brasileiro.
Ex-atleta.

Fundi e outras sofisticações


Gosto bastante de fundi.
Sim, “fundi”.
"Fondue" é muito gay e tem que fazer biquinho pra falar.
Mais pelo ritual do que propriamente pelo fato de comer pão com queijo, que eu posso comer no café da manhã; ou carne com molinhos, que eu posso comer num churrascão; ou chocolate com frutas que eu posso comer em espetinho no shopping.
Fundi é um prato suíço nascido lá pelo século XVII.
Aprendi isso lendo Asterix.
Na historinha, vário helvéticos (os suíços) comiam o fundi de queijo. Sempre que um deles deixava cair o pão dentro da panela, era punido com 50 chibatadas.
Então, cada pão que caia era uma festa.
Aliás, fundi de chocolate é uma invenção brasileira. Não tem na Suíça.
No Dia dos Namorados, convidei Priscila para comer fundi no Shopping Olaria.
O único lugar que eu conhecia de fundi em Porto Alegre.
Pensei em ir mais cedo para não ter problema com a lotação.
Nada mais inteligente.
Chegando lá, apenas 57 mesas na nossa frente e uma espera mínima de três horas.
Acabamos em casa comendo Pizza Hut sem antes quebrarmos o maior pau.
Uma maravilha para o Dia dos Namorados.
Em dívida com ela, convidei para comer fundi nesta terça-feira.
Melhor que isso, em uma nova casa chamada Kassis, recém inaugurada na Eça de Queirós.
Coisa muito chique e sofisticada.
Mas ela merecia.
Sentamos ao lado da lareira e, de imediato, pedi a carta de vinho.
Pra impressionar, lógico.
Sem conhecer bulhufas de vinho, pedi uma dica pro garçom.
De imediato ele disse: “vou te trazer um dos melhores vinhos da casa”.
Engoli seco enquanto passava os olhos pela carta que mostrava vinhos de R$ 180,00 a R$ 300,00.
Esse idiota vai me trazer um vinho nesta base.
Cheia de sofisticação, Priscila interrompeu.
- Garçom. Vou querer este vinho aqui. É o que sempre tomamos. Disse apontando para o rapaz o vinho escolhido.
Esperei o garçom saí e perguntei baixinho:
- Que vinho é esse que nós sempre tomamos?
- Sei lá. Foi o primeiro de R$ 22,00 que eu vi na lista.
Por isso que eu amo esta menina.
Sempre tão sensível.
Pedimos uma seqüência de queijo, carne e chocolate.
R$ 40,00 por cabeça.
Tudo maravilhoso.
Clima romântico.
Até que Priscila solta:
- Viu como foi bom ter me conhecido? Agora você pode ter estes jantares chiques e esquecer aqueles churrascos com pagode e cerveja que era tua realidade.
Bem feito pra mim.
Mas não demorou muito para a vingança.
Priscila foi a primeira a deixar o pão cair dentro do queijo.
Berrei:
- Ah!! Cinqüenta chibatadas, cinqüenta chibatadas!!
Que, obviamente, ficaram para depois.
Antes de trazer o fundi de carne, o garçom perguntou:
- Preferem a carne na pedra ou na banha?
Nunca tinha ouvido falar em carne na pedra em fundi.
- Como é a carne na pedra?
- Vocês colocam as carnes para assar sobre a pedra. É muito mais light e é o que 99% dos clientes preferem. Explicou o rapaz.
Não me agradou a idéia, mas acabei aceitando a decisão de Priscila.
A palavra “light” na frase do garçom pesou mais alto.
Me arrependi.
Carne na pedra é o fim da várzea.
Ela gruda, fica toda torta e queima.
Não façam isso!
Bom, resumindo: passamos muito bem a noite desta terça-feira e eu consegui me redimir.
Chegamos em casa com a barriga cheia.
Não conseguimos nem subir as escadas do prédio.
E deixamos as chibatadas para outro dia.

15.6.08

Eu amo Goiânia, Goiânia me ama!



Não poderia ter sido melhor!
Ao contrário do que todos imaginavam, o Grêmio conseguiu quebrar o tabu de não vencer no Estádio Serra Dourada desde 1996.
E venceu com autoridade.
Goiás não teve chance.
E, ao contrário do que todos imaginavam, Márcio Neves "Pé-quente" venceu uma partida fora de Porto Alegre.
Foi um alívio, confesso.
Nem o fato de eu ter estado em Medellin em 1995 e ter trazido o título da Libertadores era suficiente para os corneteiros de plantão.
Não. Não vou citar nomes.



A viagem para Goiânia foi excelente.
Me surpreendi.
A cidade é muito bonita.
Tem muito mais do que apenas Césio 137 e duplas sertanejas.
É uma cidade nova, bonita, arborizada.
Maravilhosa para se morar, mas sem atrativos para os turistas.
Com apenas um dia e gastando R$ 50,00 de táxi pode-se conhecer tudo.



Minha expectativa era mesmo conhecer o Estádio Serra Dourada.
Na sexta, conforme esperado, conheci o Estádio Antônio Accioly, do Atlético Goianense (foto acima com o Luciano Rolla).
Pequeno, mas bonitinho.
Acompanhamos o treino do Grêmio.



Na manhã de sábado, um encontro inesquecível com Baltazar (foto acima).
Baltazar Maria de Moraes Junior, o "Artilheiro de Deus".
Para quem não se liga em futebol, nada mais nada menos do que o autor do gol do título brasileiro de 1981, contra o São Paulo, em pleno Morumbi.
Um rapaz religioso e extremamente agradável de se conversar.
Foi muito bom recordar aquela época onde o Grêmio surgia para o Brasil como um grande clube de futebol.



Depois do Baltazar, ainda deu tempo para conhecer o coronel Tuchenko.
O simpático gorducho da propaganda da NET que estava no nosso hotel e desfilou pelo saguão protegido por dezenas de seguranças para delírio dos hóspedes.




A chegada ao Serra Dourada foi apoteótica.
O estádio é realmente lindo e fica numa área nobre da cidade.
Chegamos cedo.
Suficiente para deixarmos tudo preparado para o início da transmissão pela Grêmio Rádio.
Tudo preparado, era hora dos personagens principais corresponderem às expectativas.
E foi uma maravilha!
Grande vitória por 3 a 0 e a certeza de um final de viagem tranqüilo.



Acordei cedo no domingo e peguei um táxi para conhecer o estádio do Vila Nova.
Cheguei na hora certa: o time treinava e consegui fazer boas fotos (acima).
Mais um estádio pra minha lista.



Saindo de lá, decidi passar numa tal Feira Hippie, na Praça do Trabalhador.
Estilo brique.
A verdadeira visão do inferno.
Uma multidão se acotovelando entre milhares de bancas de camelôs cobertas por lonas azuis.
Bem como mostra a foto aí de cima.
Não achei o que eu queria. Uma lembrança da cidade.
Alguma coisa característica.
Acredito que por ser uma cidade nova, Goiânia tem esse problema.
Não possui uma identidade própria.
Qualquer coisa que a identifique e a difira das demais.
Talvez um tal de pequi: uma fruta típica da região que eu comi com arroz (é horrível!).
Tem também a pamonha que comi no café da manhã.
Mas essa tem em qualquer lugar.
Bom, ainda assim, vale conhecer.
Nem que seja por um dia e com R$ 50,00 no bolso.



Se tudo der certo, próxima viagem será Belo Horizonte.
Grêmio x Cruzeiro no Mineirão.
Até lá!

11.6.08

Estádios

Analisando este post de 2006, percebi que cheguei ao número de 114 estádios de futebol visitados nestes meus 36 anos de vida.
Este número deverá ser ampliado no próximo final de semana com minha ida a Goiânia para a transmissão de Goiás e Grêmio no Serra Dourada.
Serão mais dois estádios (contando o estádio do Atlético Goianiense onde o Grêmio irá treinar).
Depois de conhecer a Priscila, ainda tive a oportunidade de visitar os estádios do Rio Branco de Americana, XV de Piracicaba e do União Barbarense.
Uma prova de que meu novo casamento só me trouxe coisas boas.
Se tudo der certo, este número deverá ser ampliado consideravelmente.
Amém.

Êita post inútil.

10.6.08

Morro e não vejo tudo

Me considero uma pessoa experiente em internet.
Ainda assim, apenas hoje fiquei conhecendo o famoso vídeo "2Girls1Cup".
Não tenho palavras para descrever.

Prometo colocar aqui se receber pelo menos 45 comentários solicitando.

Educação acima de tudo

Sexta-feira saí do trabalho e fui direto ao shopping Iguatemi comprar ingressos para levar as crianças ao Xou da Xuxa no Gigantinho.
Saindo de lá pela João Wallig, parei no sinal.
Dois carros a minha frente, uma pessoa estica o braço pela janela e deixa cair uma casquinha de sorvete.
“Barbaridade”, pensei.
Um Peugeot 306.
Pessoa abastada, com acesso à educação.
Logo em seguida, deixou cair uma latinha de Coca Cola no meio da rua.
Fiquei indignado.
Não que eu nunca tenha jogado lixo pela janela do carro.
Só que faço isso discretamente.
Como se o lixo tivesse escapado da minha mão meio que sem querer. Sabe como é?
Nunca parado num sinal com uma fila de carros atrás.
O sinal abriu e, logo em seguida, paramos em outro, na esquina com a Nilo Peçanha.
Não titubiei.
Encostei o meu carro ao lado do Peugeot.
Olhei pra ver quem era (vai que é um lutador de jiu-jitsu).
Eram duas meninas. Patricinhas.
Baixei o vidro e olhei fixamente na cara da motorista.
- Que educação, hein minha filha!
Ela levou um tempo até assimilar e juntar os butiás que caíram do bolso.
Meio que gaguejando, retrucou:
- Foi a educação que minha mãe me deu.
Resposta patética.
Me esforcei na cara de desdém.
- Coisa mais feia. Tsc...tsc...tsc.
A acelerei deixando a bonitinha de boca aberta.
Me senti reconfortado com minha atitude.
Um verdadeira cidadão.
Defensor da natureza e das boas maneiras, acima de tudo.
Quase um ativista do Greenpeace.
De duas uma: ou a menina jamais irá atirar lixo na rua outra vez antes de olhar no retrovisor ou vai fazer como se tivesse escapado da mão, meio que sem querer.
Sabe como é?

9.6.08

Segunda-feira com chuva

O Estádio Olímpico já me proporcionou grandes emoções.
Ontem, mais uma delas.
Pela primeira vez na vida, usei um banheiro químico!

***

Descobri que o meu filho não sabe caminhar.
Sim. É verdade.
Ele só sabe correr.
- Mártin, aqui não é lugar de correr!
Não deu tempo, ele já estava lá na frente.

***

Final da manhã de sexta-feira.
Toca o telefone aqui na sala.
É a Maria Eduarda.
- Oi pai. Tô ligando porque eu queria que tu fosse na minha escola ver uma disposição.
- Ver o que, Duda?
- Uma disposição. Criamos brinquedos de sucata e vão estar todos lá para as pessoas olharem.
- Ah! Uma exposição!
- Isso.
Aproveitei o horário de almoço e atravessei a cidade para ver a tal exposição que, segundo a Duda, estava dentro da sala dela.
Nisso chega a professora para dar início à aula.
Duda se agarra nas pernas dela:
- Profi! Trouxe meu pai pra ver a disposição!
- Que legal, Duda, mas a exposição é só na semana que vem.

Haja disposição.

6.6.08

Final de semana sozinho

Um blog deste nivel não pode passar todo o final de semana com esta foto do japonês aí abaixo como post principal.
É por isso que estou aqui.
Alguma novidade?
Não.
Nenhuma.
Priscila segue em Aracaju.
Levou o laptop.
Estou incomunicável.
Deve seguir para Salvador neste sábado.
Vai visitar o Perolinho.
Vou ficar em casa sozinho, abandonado, largado.
Aliás, preciso arrumar a casa.
Muita louça acumulada na pia.
Muita roupa pra colocar na máquina.
Preciso arrumar a cama que não arrumo desde terça.
Pra que arrumar de manhã uma coisa que tu vais bagunçar de noite?
Pois é.
Boa essa teoria.
Preciso lavar o carro.
Urgente!
Pra que lavar de manhã uma coisa que vai estar suja à noite.
Tanta coisa pra fazer.
Além disso, a Eurocopa começa neste sábado.
Vou ter que ficar vendo futebol na TV.
Domingo volto ao trabalho no jogo entre Grêmio e Fluminense.
Matéria especial com o Renato Gaúcho.
Legal, mas cansativo.
Muito estresse.
Preciso de um onacopo Tenga urgente.

Até segunda.

5.6.08

Masturbatona

"Masanobu Sato, do Japão, é o novo campeão mundial de sexo solitário na categoria mais tempo de masturbação. Sato alcançou a marca recorde de 9 horas e 33 minutos na competição realizada no último domingo (25) em São Francisco, EUA, durante a Masturbate-a-Thon 2008.
O campeão japonês utilizou um onacopo Tenga durante toda a façanha. Masanobu Sato citou o sono e o jetlag como principais dificuldades onanísticas, superadas por 20 anos de intenso treinamento."

A pérola me foi enviada pelo Daniel, segundo colocado.

Por ondem andam...

As cédulas de 1 real?

4.6.08

Medalha, medalha, medalha!!




Mas não é uma medalha qualquer.
Essa medalha foi recebida pelo Tarciso depois da final do Mundial, no Japão, em 1983.

Eu quero uma!

3.6.08

Vai comer um aracajé!

Nesta quarta, Priscila embarca rumo à Aracaju e Salvador.
Volta só na segunda.
Passeando pelo shopping, divagamos sobre a viagem.
Questiono:
- O que tem pra fazer em Aracaju?
- Não sei.
- Tem praia?
- Não sei, Má.
- Poxa, Pri! Vai passar três dias numa cidade e não é nem capaz de fazer uma pesquisa no Gugol, pelo menos.
- Não deu tempo.
Seguimos olhando as vitrines.
Diz ela:
- Mas em Salvador quero ir no Perolinho.
- Onde??
- No perolinho.
- É Pelourinho.
- E o que foi que eu disse?
- Perolinho.
- Ah! Esse trabalho tá me enlouquecendo!

E como!

2.6.08

O que começa mal...


Fora o fato de eu estar no Rio de Janeiro, em Copacabana, na beira da praia, tudo indicava que o final de semana não seria dos melhores.
Pelo menos no âmbito futebolístico.
Afinal, era este o objetivo da viagem.
Até tentei relevar o fato de a temperatura ser de 18 graus e de chover a cântaros.
Sábado, coloquei o despertador para as 6h.
Não suportei a idéia de estar na Cidade Maravilhosa e perder tempo dormindo.
Peguei um táxi e desci no iniciozinho de Ipanema.
Ainda estava escuro, mas não chovia.
Caminhei cerca de uma hora e pouco até chegar ao hotel, em Copacabana.
Isso sem acelerar o passo.
Bem devagar...observando e desfrutando ao máximo a paisagem.
Apesar da ausência do sol.
Como ainda era muito cedo, fiquei mais uma hora sentado no calçadão observando a movimentação.
Pior que não vi nenhum artista.
Após as entrevistas no hotel, ainda fiquei com aproximadamente três horas livres.
Troquei o almoço por quase um litro de água de coco tomada direto da fonte.
Impressionante como alimenta.
Por volta do meio-dia, fui passear na avenida Nossa Senhora de Copacabana, que é paralela à avenida Atlântica.
Ali existem centenas de lojas.
Tentei encontrar um copo de chopp solicitado pelo meu amigo Pfeiffer, mas não achei.
Pelo menos comprei um cristo estilizado. Pedido de Priscila.
Por volta das 15h30 fomos para o estádio São Januário, lá em São Cristóvão, na subida da favela.
Ambiente agradável.
Pelo menos pra mim, tudo era festa.
Nunca imaginei um dia conhecer o São Januário, estádio quase centenário.
Ainda mais com o Grêmio terminando o primeiro tempo ganhando por 1 a 0 e dando um banho de bola no Vasco.
A transmissão da Grêmio Rádio estava excelente.
Tudo conspirava a favor.
Cheguei até a esquecer que tudo indicava para um final de semana que não seria dos melhores.
Nem mesmo o fato de eu ter esquecido o repelente no hotel e os mosquitos estarem me devorando, era capaz de mudar o meu humor.
Mas foi então que começou o segundo tempo e o Vasco virou o jogo.
A chuva aumentou.
Não teve jeito.
Perdemos.
Um final de semana que começou com cara de que não daria certo, terminou da pior maneira.
Pelo menos no âmbito futebolístico.
No fim, valeu a experiência.
Em duas semanas estarei rumo à Goiânia onde o Grêmio enfrenta o Goiás, no Serra Dourada.
Isso se a dengue permitir.

Ah! Antes que eu me esqueça: pé-frio é a pqtp.
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